Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

IIº SINAL DA VACÂNCIA APOCALÍPTICA NO SEGREDO DE MARIA SS. A eleição de um falso Cristo e falso profeta para a Sé romana

 

A Mensagem profética de Fátima, avalizada pelo Milagre do sol, continha o aviso da destruição da Cristandade «se»… Na sua 3ª parte o aviso sobre o evento de gravidade sem precedentes para a vida da Igreja e do mundo, completava esse quadro com a “eliminação” do Papa católico junto a todo o seu séquito fiel, religioso e civil (a lista resumida faz parte do Segredo).

É claro que removido este obstáculo para a escalada dos anticristos no Lugar em que é representada a Autoridade divina, isto é na Sé pontifical romana, concluía-se o ciclo da iniqüidade humana contra a Palavra divina. Seria a alteração da obra criadora de Deus do ser humano, criado para o culto da Verdade, do Bem e do Belo – em Deus, alterado para o culto do mesmo homem, como se fora Deus (Gn). Era o pensamento gnóstico, básico para a Maçonaria, que requeria a ocupação da suprema Sé espiritual da terra pela eleição em Roma de um modernista filo-mação a fim de promover o «culto do homem».

Este viria de uma geração clerical de há muito preparada para tal «modernidade»!

Nos documentos da Alta Venda (ver FA p. 74), lê-se: “Para obter um papa na medida necessária, trata-se, primeiramente, de preparar-lhe uma geração à altura do reino que almejamos…; deixem-se de lado os velhos e também os homens maduros; procurai a juventude…: é esta que devemos convocar sem que se suspeite de estar sob a bandeira das Sociedades Secretas… Não pronunciem diante destes nem uma palavra impiedosa ou impura… Uma vez consolidada a vossa reputação nos colégios, nas universidades e nos seminários… Esta abrirá o acesso às nossas doutrinas no Clero jovem assim como nos conventos… É preciso, pois, difundir ali os germens dos nossos dogmas”(v. p. 33).

À destruição do Cristianismo no Ocidente, com duas guerras pavorosas e uma revolução infernal na Rússia, seguiria essa demolição na mesma Roma.

Mas atenção: isto se realizaria não diretamente pelo poder das trevas, que desde sempre quis ocupar o Lugar divino, mas pela decadência dos católicos que, na indiferença da vida numa sociedade descrente, agnóstica e ateia, faria deslizar para uma forma complacente de apostasia: «devoção indiferenciada ao papado», nem fria nem quente no que concerne a fidelidade à Fé, mas aberta ao «novus ordo» e às novidades ecumenistas!

No nosso livro «Segredo de Fátima ou Perfídia em Roma» resumimos o enigma de «João 23», com a colaboração de Hutton Gibson (HG), do professor Tomás Tello Corraliza (TTC), do engenheiro Alberto Fontan (AF) e de outros católicos, sacerdotes e leigos. Hutton Gibson lembra; «Roncalli assumiu o nome de João XXIII, do antipapa Baldassare Cossa (1410-15), provavelmente porque filiado aos mações Rosa Cruz na Turquia» ([1]). Ora, a palavra central do Evangelho e de Fátima é «conversão», mas esta seria «alienada» na igreja que João 23 inaugurou e que continua com Bento 16.

«Robert Bergin de «Fatima International» lamentava o surdo desprezo pela mensagem de Fátima no Vaticano 2º sob João 23. Mais tarde percebeu, porém, que ele era mação e já antes de sua eleição ao papado, o que tornava nula sua eleição. Cita Virgílio Gaito, Grão-mestre do Grande Oriente que elogia Roncalli: “Consta que fora iniciado em Paris e havia participado em Lojas de Istambul… este Grão-mestre da Maçonaria na Itália estava em posição para saber com certeza se Ângelo Roncalli fora iniciado na Ordem em Paris, o que teria invalidado a eleição de Roncalli… e o Vaticano 2º, convocado sem autoridade papal. “Ademais há provas que Ângelo Roncalli fora modernista e assim um herege formal antes de se tornar Mação. Era conhecida sua aversão às reformas de São Pio X contra o Modernismo. Como Núncio em Paris, Roncalli revelou adesão à pessoa de Marc Sangnier, fundador do Sillon, cujos erros foram condenados pelo Papa São Pio X, que compôs o Juramento anti-modernista… abolido no tempo conciliar (1967)”. Sempre em Paris, o Barão Marsaudon, mação, foi designado, pela recomendação do Núncio Roncalli, ministro da Ordem dos Cavaleiros de Malta. Isto determinou uma investigação de Roma sobre a Nunciatura de Paris, descobrindo que ali, por volta de 1950, se operava em segredo para a reconciliação da Igreja Católica com a Maçonaria.

Para isto servia mudar a direção de Roma com um Concílio ecumenista.

Tudo começou com a eleição do velho bonachão Roncalli como papa de transição.

Os que almejavam controlar a Sede suprema, de onde inocular suas idéias precisavam de quem ocultasse tais idéias sob o aspecto pio, para depois aplicá-las a um concílio.

Eis como Roncalli, descrito de “genial simplicidade”, pelo seu amigo Jean Guitton, galgou o trono para abrir a Igreja ao perverso Modernismo, que dá direito à liberdade de consciência e de religião diante de Deus, como quer o iluminismo revolucionário.

Foi o curso de idéias que em pouco tempo causou uma inaudita «autodemolição», de aspecto irreversível na Cristandade e no mundo, onde «revoluções libertárias» da imaginação no poder, a partir dos anos 60, produziram depravações e reivindicações de direitos sem fim na vida social, em nome de confusões ideológicas ateias e ecumenistas, com apoio conciliar! Era o direito à dignidade de dialogar sobre a mesma Verdade.

Profeta desse advento sinárquico foi o cônego Roca, preconizando a Igreja iluminista sob um papa convertido ao cristianismo cientista, influenciado pelo socialismo, fautor de um mundialismo sincretista, que convocará o concílio ecumenista para forjar uma nova liturgia e um novo papado” […] Tudo isto se confirma em termos semelhantes no importante livro do maçom Yves Marsaudon: «L’Œcuménisme vu par un Franc-Maçon de Tradition», dedicado em termos ditirâmbicos a João 23; neopontífice da Maçonaria.

O livro “I Will Be Called John”, por Lawrence Elliott, cita: “Na manhã do dia 20 de Janeiro… De repente uma inspiração brotou-nos dentro como uma flor que floresce em uma primavera inesperada. Nossa alma foi iluminada por uma grande idéia… A palavra solene veio aos nossos lábios… exprimiu pela primeira vez: um concílio!”… Mentira: a idéia de um concílio reformador, que repetira outras vezes antes de tal «inspiração», lhe fora encomendado pelas lojas. A que propósito serviria? Quando alguém perguntou… João foi até a janela e abrindo-a disse: “Esperamos que ele faça entrar um pouco de ar fresco aqui dentro”. Queria remover a atmosfera tradicional da Igreja; o secular clima espiritual necessário para a credibilidade na continuidade da autoridade dos Papas…

Substituir a Ordem cristã, eis o plano ecumenista que corrói a Cristandade para servir à necessidade de um mundo globalizado. Neste, prevalece o «centro noaquita» planejador da religião humanitarista que aliena o Evangelho de Jesus Cristo! Tudo de acordo com as aberturas ecumenistas conciliares em todas as direções do mundo descristianizado!

Como ignorar que os «papas conciliares», a partir de João 23, inverteram com os seus pactos os princípios da Fé com que 260 Papas e 20 Concílios guiaram a Igreja católica? Depois que esse «Papa bom» assumiu o poder papal, passou a dominar a mentalidade de marca «iluminista». Esta é confirmada na linha dos seus sucessores no Vaticano, basta ouvir Bento 16, cujo plano ecumenista, na obra de «aggiornamento» da «consciência da Igreja», é condenado pela Encíclica Mortalium animos do Papa Pio XI.

A desculpa é sempre a mesma: que a Igreja vivia fechada na Tradição e em milenárias «profecias de desgraças» e visões do inferno, e devia superar o contraste com o novo milênio de luzes e de galharda tecnologia, assumindo a nova fé ecumenista aberta ao poder judeu-maçônico imperante para o progresso da nova ordem mundial!

Isto estava nas entrelinhas da «Pacem in terris», na qual João 23 proclamou que «… pode e deve haver cooperação entre os católicos e os regimes comunistas no campo social e político…». Assim, nas eleições italianas de Abril de 1963, num golpe, os comunistas ganharam mais de um milhão de votos em relação às eleições precedentes. O clamoroso sucesso do PCI foi atribuído à linha de João 23: «sinistrismo eclesiástico».

À periculosidade das iniciativas de João 23 aludiu um dos mais célebres vaticanistas, o conde Fabrizio Sarazani, que sobre esse tempo disse: “… o sinal deixado por Roncalli na história da humanidade supera de muito o dos Lenin e Stalin. Se estes liquidaram milhões de vidas, João 23 liquidou dois mil anos da Igreja católica” (F. Bellegrandi, Nichitaroncalli, Eiles, Roma, p. 49).

Se a citação parece interna aos adidos do Vaticano, eis outra do literato mundano, o inglês Anthony Burgess, autor do tema da «Laranja Mecânica» que, retratando Roncalli no romance «The earthly powers» ([2]), explicou que ele, por causa de seu pelagianismo anticristão, foi mais perigoso do que Hitler. Trata-se de localizar «causas» do mal que reside em idéias mesmo de aspecto religioso, que levam à agonia do Cristianismo no nosso tempo. Esta é evidente, mas não a sua causa, ligada à utopia da evolução humana.

Pelo assolador alcance dessa manobra na Igreja, é inconcebível que tenha sido Roncalli, sem grandes dotes intelectuais para tal empresa, a operá-la. De ânimo bonachão, ele só podia participar dela deixando-se guindar a uma posição relevante, passando de núncio a patriarca e depois de cardeal elegível a papa; eleição visada por poderes a procura de quem abrisse a Cristandade ao planejado aggiornamento; impossível abertura da Igreja com a presença de um Papa católico.

Eis a «pontualidade» do Segredo de Fátima, cuja visão mostra a «eliminação» virtual desse Papa com o seu séquito católico, que seria mais claro em 1960, tempo de João 23.

Para isto, toda profecia sobre essa imensa desgraça deveria ser censurada e invertida.

Não menos os avisos sobre o castigo do inferno e os pedidos de conversão e penitência.

Era o conteúdo da Mensagem profética de Fátima; eis que o «novo eleito papa» devia não só arquivá-la, mas cobri-la com o anti-mariano «concílio Vaticano 2º.

O tempo de João 23, ficou marcado para sempre pela incrível censura ao Segredo de Fátima, cuja mensagem indicara os “erros esparsos pela Rússia”. Não há pois como negar a velada relação de causa-efeito entre as aberturas de Roncalli e sucessores e a profunda revolução que demoliu a fé da Igreja nas consciências e nas leis; que devia «mudar os tempos e a lei (Dn 7, 25).

Tudo isto só seria possível com a virtual «eliminação» do Papa com todo o seu séquito católico. Eis a «pontualidade» do que mostra a visão da terceira parte do Segredo de Fátima revelada no ano 2000: «eliminação» virtual do Papado, que seria mais claro em 1960, tempo em que já se conheciam as idéias de João 23 na convocação do Vaticano 2º e na sua aversão à Profecia de Fátima. Esta foi e resta a sua maior pedra de tropeço.

Para recorrer à promessa divina oferecida em Fátima, há pois que desfazer os efeitos assinalados por estes claros sinais, dos quais a eleição nula do modernista Roncalli e do Vaticano 2º, que lhe fora encomendado pelas lojas e sinagogas do mundo.

Seguiremos com os sinais do «concílio anti-mariano», do novo culto do homem e da nova doutrina ecumenista que cancela a necessidade de «conversão à Fé católica», razão da Igreja lembrada na Profecia de Maria SS. em Fátima.


[1] – Pier Carpi (Le profezie di papa Giovanni, Ed. Mediterranee, 1976, Roma)

[2] – Entrevista ao «O Estado de São Paulo», 10.1.1982.

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