Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

SOU CATÓLICO: POSSO SER CONTRA A «IGREJA CONCILIAR»? Sofismas diante de uma «ausência real» numa complacência fatal!

O título presente põe a pergunta do mesmo modo como o fez a TFP sobre «ser contra a Reforma agrária». Aqui o objetivo é de ir além daquela e de inúmeras outras questões à raiz do engano «epocal» dessa «Igreja conciliar» que em seus documentos e iniciativas revela-se em ruptura com a Igreja Católica Apostólica Romana, mas apresenta-se como se «subsistisse» na sua mesma Sé, Doutrina e Liturgia; como se detivesse a sua Autoridade divina.
Numerosos católicos eram e são contra a Reforma Agrária. “Os pronunciamentos episcopais (a Reforma Agrária preconizada no documento da CNBB), favoráveis a esta última importam para eles na obrigação de renunciar às suas convicções, e de aceitar de bom grado a reforma que reputam contrária à Moral da Igreja, bem como aos mais graves interesses econômicos do País?
A esta questão de consciência – que abrange larga e diversificada gama de assuntos -respondeu a TFP, demonstrando como, não só podem, mas devem ser contra o que é errado. O “católico deve ser fiel, acima de tudo, aos ensinamentos tradicionais do Supremo Magistério da Igreja (ou seja, às definições impostas a todos os católicos pelo Supremo Magistério, bem como ao ensinamento uniforme de seu Magistério ordinário e universal no decurso dos séculos)”.
Recordamos que antes dessa posição assumida pelo líder Plínio Correa de Oliveira, houve a importante reação de prelados e de leigos como ele, durante o Vaticano dois, prevendo a ruptura, hoje ainda cuidadosamente disfarçada por Bento 16.
O Professor havia previsto a dimensão do maior desastre para a Igreja em todos os tempos, como repete seu discípulo e biógrafo prof. Roberto de Mattei, mas o real testemunho sobre tal ruptura sem precedentes continua a ser inteiramente desconexo;
quer ignorar as fases de ovo, larva, pupa da metamorfose clerical que amadureceu o seu adultério de «igreja conciliar»; mariposa ecumenista esvoaçante pelo mundo!

Por isto voltamos a falar de um livro crucial nessa história da traição da Igreja.
Trata-se de um longo trabalho que testemunha a dúvida verdadeira, o nó crucial daquele momento: Diante da nova missa e da nova doutrina promovidos pela S. Sé, havia que certificar-se da identidade do Papa. Pode o Papa cair em heresia?
O advogado Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira, que então era membro da TFP, escreveu o livro junto com Bispo Antonio de Castro Mayer, que me disse ser estudo «redigido a quatro mãos», o que torna assim ainda mais importante essa iniciativa pela gravidade das questões e por quem as trata. De fato, parecia ser o germe do «Manifesto Episcopal» de 1983 em que Dom Mayer junto a Dom Lefebvre se pronunciaram contra as mutações doutrinais que constituíram a «Igreja conciliar»!
Podia ser providencial oportunidade para apontar a causa da hora de paixão da Igreja, mas ficou esquecido, e também a importante entrevista de Dom Mayer ao Jornal da Tarde (6.11.84) explicando que a «Igreja de João Paulo 2 não é a Igreja de Cristo».
Seguiram as declarações de 85, 86 e 87 dos dois Bispos, igualmente esquecidas, para dizer que os fiéis têm o direito de considerar que essa «igreja» não é mais católica.
Por incrível que pareça, nada mudou na Igreja desde então, mas só piorou e por isto o católico ainda deve entender o que acontece para firmar o seu testemunho fiel.
Quanto ao livro que levantava a questão da possibilidade do papa cair em heresia, cujo original em português fora enviado então (1970) para os bispos brasileiros e também para o Vaticano de Paulo 6, ficou como obra teórica esquecida. Isto embora se referisse especialmente à promulgação fatal de um rito de Missa que, como foi declarado pelos cardeais Ottaviani e Bacci, afasta-se de modo impressionante da Teologia lembrada e fixada infalivelmente no Concílio de Trento.

Dom Antônio de Castro Mayer, além desse livro, escreveu um documento sobre «O Conceito de Liberdade Religiosa na “Dignitatis Humanae” do Concílio Vaticano II», onde explica: “Em matéria de liberdade religiosa na ordem civil, três pontos capitais, entre outros, são absolutamente claros na tradição católica: 1. Ninguém pode ser obrigado pela força a abraçar a fé; 2. O erro não tem direitos; 3. O culto público das religiões falsas pode, eventualmente, ser tolerado pelos poderes civis, em vista de um maior bem a obter, ou de um maior mal a evitar, mas de si deve ser reprimido, mesmo pela força, se necessário”. É o que se depreende do Magistério Católico.
Esclarece ainda: “Sem dúvida, vários Papas relacionaram a liberdade religiosa legítima e honesta com a dignidade humana (cfr. Leão XIII, Enc. “Libertas”; Carta Apost. “Praeclara Gratulationis”, in “La Paix Int. des Nat.” Solesmes, p. 215/216; S. Pio X, Carta Apost. “Notre charge” contra Le Sillon. Pio XI, Enc. “Quas Primas”; Pio XII, Radiomensagem do Natal de 1944, item de 1949, aloc. ao “Katholikentag” de Viena. No entanto, esses Papas nunca deduziram da dignidade humana qualquer direito para o mal ou para o erro; ao contrário, sempre ensinaram que a dignidade humana não é negada nem violentada quando, nos casos devidos, se reprime o mal. Mais ainda: ensinaram que tal repressão ao mal só contribui para o aperfeiçoamento dos indivíduos e das sociedades – e, portanto, é até postulado da dignidade humana entendida no seu sentido autêntico… Ao deduzir da dignidade humana um verdadeiro direito de professar publicamente o erro em matéria religiosa, a Declaração do Vaticano II situa-se em posição diversa da dos Papas anteriores. Doutrinariamente, situa-se em posição insustentável em sã lógica, pois, só se conceberia que a dignidade humana fundamentasse direito para o qual caso esta de algum modo se encontrasse fora ou acima da própria ordem moral.”

Ficou claro então que a Igreja defende a liberdade de consciência, que não deve ser forçada em foro interno; ninguém deve ser forçado por nenhuma autoridade pública a converter-se. Mas em foro externo, público, o erro não tem direito, portanto não deve haver liberdade de ensinar ou promover o erro, especialmente o maior deles – o religioso, relativo à própria vida da criatura humana, ou seja, negar: a existência de Deus Criador e o mandato do Seu Culto; o livre arbítrio da responsabilidade pessoal; a alma imortal, que após a morte do corpo será julgada para o seu destino eterno.
Negar, esquecer ou contrariar estes pontos é a ruína para qualquer sociedade. Tanto mais transformar estas questões vitais para a alma em chacota publicitária. Mas isto é o que hoje vivemos para desgraça das novas gerações.
O culto público de religiões falsas pode, eventualmente, ser admitido pela autoridade religiosa como tolerado pelo poder civil, em vista de um maior mal a evitar. Mas de si deve ser reprimido se necessário mesmo pela força na sociedade católica. Em todo o caso, deve sempre ser declarado erro, privado de direito, pela autoridade apostólica.
A autoridade que representa Deus no mundo existe para conter a sociedade na ordem do bem e do fim humano. O termo correlativo à autoridade descrita é a «liberdade» dos homens que, como sempre ensinaram os Papas, é subordinada à verdade, o que passa pela autoridade religiosa do âmbito superior, a autoridade que representa Deus. Se, desse âmbito procede uma voz que declara o direito à liberdade em foro externo de religião, portanto diante de Deus mesmo, demonstra-se em oposição aos Papas anteriores e portanto está doutrinariamente em posição de ruptura e descontinuidade insustentável diante da Verdade revelada; contradição na mesma lógica da Tradição.
Mas foi isto que ocorreu com o Vaticano 2 e sua declaração “Dignitatis humanae”.
Esta proclama o direito humano a toda escolha religiosa. Não basta isto para saber que essa voz é privada de toda legitimidade como autoridade apostólica e divina?

Para esse juízo podemos seguir os termos expostos pelo P. Belmont na contestação da declaração Dignitatis humanæ, n. 2 (Dh) do Vaticano 2, que pretende ensinar:
«A liberdade religiosa, entendida como a imunidade de toda coação no foro externo público em matéria religiosa, é um direito natural da pessoa humana”.
– no mínimo errônea, conducente a proposições já condenadas como heréticas pela Igreja nas proposições 4 e 5 do Sínodo de Pistoia (Denzinger 1504, 1505), condenada explicitamente pelo Magistério da Igreja, particularmente Gregório XVI, Encíclica Mirari Vos de 15 de agosto de 1832 (Denzinger 1613), e Pio IX, Encíclica Quanta Cura de 8 de dezembro de 1864 (Denzinger 1689, 1690), como “contrária à Sagrada Escritura e à doutrina da Igreja e dos Santos Padres” (Quanta Cura).» http://wp.me/pw2MJ-1u3

Aqui, portanto, o gravíssimo problema é testemunhado com maior coerência do que fez o livro de que falamos, e que, embora fosse trabalho oportuno, partiu da falsa premissa que a Lei da Igreja é falha sobre a questão do papa herético e ignora a Bula do Papa Paulo IV. Falhas que transmiti ao Autor e sobre as quais aguardo resposta.
Ora, já naquele tempo os autores da obra passaram a receber pressões para que não a divulgassem em troca da tolerância assegurada pela CNBB, através do Card. Scherer, tanto para as iniciativas políticas da TFP, como para preservar a Missa de São Pio V na Diocese de Campos. E isto se sabe que foi infelizmente concordado!

Aqui é bom lembrar que a causa primária do “Mistério da iniqüidade” não está nos inimigos da Fé, que sempre operaram para a sua liquidação, mas na demolição de suas defesas com a apostasia interna e geral dos prelados e após dos fiéis. A defesa que provém da Fé, depende de sua preservação acima de tudo através dos recursos de que foi dotada a Igreja católica. Para isto existe a Lei canônica e o seu Código.
Vamos então segui-los na sua lógica e prática, pois a acusação contra a falsidade da doutrina dos «papas conciliares» poderia, numa remotíssima hipótese, ter por objeto mais uma ignorância do que a pertinácia. Os coitados podiam não entender todo o erro em que incorriam! Neste caso haveria que ligar o erro e a heresia conciliar, que se demonstram intrínsecos ao plano dos documentos do Vaticano 2, às pessoas e aos pronunciamentos dessas «autoridades» que os pretendiam implementar. Mas foram avisados de como estes se afastavam de modo impressionante da Fé católica.
Isto aconteceu nestes 50 anos? Seria cego ou mal intencionado quem o negasse.
Sobre o Novus Ordo» da Missa, que alterou o senso teológico católico da Missa tradicional, ficou à vista de todos, mesmo com a recente ambígua «recuperação» da permissão deste Rito Romano como «extraordinário», subalterno ao «ordinário»!
Tão ordinário que essa «nova Igreja conciliar» promove regularmente o «espírito ecumenista de Assis», fazendo parecer que a Igreja Católica antes reprimisse uma «religiosidade» mais universal do mundo com o seu único «Sacrifício perpétuo»!
Eis a obra da heresia pessoal dos «papas conciliares», que assim infectaram a terra.

Quanto à «liberdade religiosa», da qual aqui se apontou muito brevemente erros e heresias, é proclamada como intrínseca à «Igreja conciliar», tanto assim que seus «papas» foram proclamá-la pessoalmente na ONU, segundo o que é entendido ali para o mundo todo e que segundo Paulo 6 representa a última esperança para o mundo! Nessa intenção orou na Sala de Meditação – capela para todas as religiões daquele palácio das Nações Unidas em Manhattan, Nova York.

Assim fica demonstrado, se ainda fosse preciso, que os «papas conciliares» aderem de modo pertinaz às heresias apontadas do Vaticano 2. Pode este promulgar com «autoridade apostólica» o que é absolutamente contrário ao único Evangelho de Jesus Cristo sem ser anatemizado pelos verdadeiros católicos? Impossível na ordem da Fé, Esperança e Caridade da Igreja. Possível só segundo a desordem humana, que atingiu o âmbito da Religião católica com a metamorfose conciliar.
Eis que hoje vigem os «papas conciliares» como «autoridades» da Igreja no mundo. Mas não confirmando a imutável Fé apostólica, eles não representam a Sé católica.
Esta, ocupada por contrafatores apóstatas da verdadeira Fé, só apresenta uma falaz aparência de presença legítima devido ao sofisma de um «voluntarismo» temeroso de orfandade papal. Mas assim a Sé não só resta vacante de Autoridade apostólica, mas ocupada pelo promotores da nova «pupa» conciliar, que vira mariposa mundial somente porque aceita numa complacência infiel mascarada de obediência fiel… sim, fiéis às heresias ecumenistas que desonram a Doutrina e a razão.
Que todos os que querem continuar católicos meditem em consciência se podem continuar no silêncio sobre as verdades que os dois Bispos iniciaram a levantar e que desde então alguns procuram testemunhar, mesmo isolados ou no escárnio geral.
A infâmia de nosso tempo transparece na visão de Fátima porque, enquanto Maria Santíssima veio lembrar a urgência da conversão à Fé, para a qual Nosso Senhor sofreu sua paixão na qual formou sua Igreja, nela soa hoje o maléfico zumbido ecumenista pelo qual cada um fique na crença em que nasceu ou escolheu.
Por tudo isto, o Católico não só pode mas deve ser contra a «Igreja conciliar» intenta a metamorforsear a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, fora da qual não há salvação.
Nestas condições não pode haver preocupação maior que a de testemunhá-lo para restaurar a unidade em torno à Sé da Verdade, hoje ocupada para a sua humilhação e demolição da Fé e para a desgraça de um mundo desvairado.

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