Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A CONJURA ANTI-MARIANA TRAMADA NO VATICANO 2

Quem é Bento XVI?

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O Esquema Especial de Maria Medianeira descartado pelos conciliares

Iniciamos lembrando as palavras da Irmã Lúcia ao padre Fuentes em dezembro 57: “A Senhora está muito triste porque não se deu atenção à sua mensagem de 1917… o demônio está travando a batalha decisiva contra a Senhora, e o que aflige o Coração Imaculado de Maria e de Jesus é a queda das almas religiosas e sacerdotais.
Esta queda se operou de alto para baixo, porque um «outro» espírito apoderou-se da mente dos «papas conciliares» e foi insuflado nas fileiras da Hierarquia e do Clero, mormente através da conveniência na carreira advindas de uma obediência servil.
Já escrevemos sobre o percurso de Ângelo Roncalli que suspenso do ensino devido a suspeita de modernismo, foi promovido no percurso diplomático até ser feito Núncio em Paris, tornando à Itália como cardeal e Patriarca de Veneza para ser eleito papa.
Na Sé do Vaticano iniciou seu trabalho com a falsa «inspiração» de um concílio, como foi descrito em todas suas deploráveis contradições no artigo precedente: « IIIº SINAL DA VACÂNCIA APOCALÍPTICA NO SEGREDO DE MARIA SS.: – Convocação do anti-mariano Vaticano 2º para «maçonizar» a Fé»
Pode-se avaliar diretamente o degrado operado durante o Vaticano 2, considerando que pode-se distinguir claramente o que se estudou e propunha para esse concílio e o que realizou. Já essa distinção faz observar as transformações operadas no que era ortodoxo nos esquemas iniciais propostos para guiar os debates, e o espírito que passou a conduzir aquela fatal assembléia. Aqui o faremos seguindo o tratamento dispensado a quatro pontos segundo o Espírito que determinou os eventos de Fátima.
Os problemas começaram com o título do esquema especial dedicado a Nossa Senhora. Os prelados do grupo dito “do Reno”, devido à procedência germânica, guiados pelo festejado perito Karl Rahner, junto a J. Ratzinger, opunham-se a tudo o que pudesse incomodar os protestantes, com a intenção de abrir a porta ao almejado neo-ecumenismo. Este se tornaria problemático já com a menção da Virgem Maria, e tanto mais reconhecendo-a “Medianeira de todas as Graças”. O perito Ratzinger chegou a afirmar: “a aprovação deste texto causaria uma mal inimaginável do ponto de vista ecumênico”! (Le Rhin se jette dans le Tibre, Ed. Du Cèdre, p. 90)
Ora, esse esquema de seis páginas, curto, mas essencial, lembrava as prerrogativas da Mãe de Deus a uma era inteira beneficiada pelas maiores aparições de Maria, mas em especial pela última geração que conheceu Fátima.
No esquema eram tratadas as importantes questões da Mediação universal e da Co-redenção, que um dia certamente serão promulgadas como dogmas católicos, tal o consenso e benefícios que a Igreja sempre teve com relação a elas.
A oposição ao esquema, porém, não deu trégua, e tanto fez e tanto engrossou a voz em nome do ecumenismo e contra um culto «exagerado» a Maria que obteve reduzir o esquema especial de Nossa Senhora a um capítulo do grande esquema sobre a Igreja. Não bastaram as objeções a isto levantadas por muitos padres que viam sob má luz esses compromissos feitos em nome da Fé e que envolviam, de qualquer modo, a honra devida à Virgem Santíssima e à verdade.
Naqueles dias, questões como esta ainda encontravam uma geral resistência. Mas nas votações os “neo-ecumenistas” ganharam com estreita margem de votos.
O grupo Coetus Internationalis Patrum, com o Arcebispo Marcel Lefebvre, Dom Sigaud e Dom Mayer, além de centenas de outros, operava em defesa da Tradição, apesar das forças contrárias receberem apoio indireto do «papa conciliar».
Das muitas intervenções contra essa insídia, lembraremos a voz de um bispo da selva amazônica, prelazia do Acre-Purus, o servita dom Giocondo Grotti, soube refutar os argumentos sinuosos contrários ao pleno louvor a Mãe de Deus, dizendo: “Esse ecumenismo consiste em confessar ou esconder a verdade?” Com isto vemos que desde o início o espírito conciliar conseguiu marginalizar a lembrança de Maria Santíssima dos trabalhos. Que dizer de Fátima, de sua mensagem e de seus pedidos!

A 20 ANOS DE VATICANO 2: O PEDIDO DE CONSAGRAÇÃO ELUDIDO

Os progressistas de hoje, como os modernistas de ontem, engenham-se na tentativa de domesticar a transcendência e simplificar o mistério com recursos psicológicos e semânticos, como se a mente humana progredisse nessa inteligibilidade. Quando, porém, mensagens e pedidos são confiados aos homens e em termos compreensíveis a qualquer nível cultural, então negam que sejam verossímeis, ou, se for preciso, negam que tenham sido dados. Não gostam de lembrar, do alto do próprio orgulho, as palavras divinas: “Em verdade vos digo: Todo o que não receber o Reino de Deus como um menino, não entrará nele.” (Mc, 10,15)
E assim foi com a terceira parte do Segredo de Fátima publicada no ano 2000.
As palavras das primeiras partes estão ali para lembrar pontos fundamentais de todo trabalho pastoral: a humilde confiança em Deus. Qual o ser normal que diante da dor, de cataclismas, da morte ou do perigo di inferno não exprime, mesmo secretamente, um pensamento ao Alto? Pois bem, em Fátima foi prenunciado o cataclisma social que se deparou terrível diante dos olhos de todos, o comunismo. Foi lembrada a sua causa, os pecados dos homens, e foi oferecida a solução, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria e a devoção reparadora. Qual melhor atitude pastoral do que lembrá-la e atendê-la? E qual melhor ocasião que um Concílio Ecumênico, reunindo todos os bispos da Terra com um papa, em Roma, capital da Cristandade, para ensiná-la? Poderiam estar tão ocupados com sociologia e leis para esquecê-lo?
Ora, nem essa desculpa terão perante Deus, pois foram 510 os padres conciliares que assinaram uma petição expressamente pedindo essa consagração solene, entregue dia 3 de fevereiro de 1964 por dom Sigaud, arcebispo de Diamantina, embora fosse sabido que os bispos da Alemanha e França, além do inoxidável cardeal Bea, fautor de pactos ecumênico-maçônicos, opunham-se a essa consagração. Aqui será também o livro Le Rhin se jette dans le Tibre, da Ralph Wiltgen, svd, a descrever os fatos.
O ato pedido por Nossa Senhora não foi então atendido. Para atenuar essa omissão, que permanecerá como sumo escândalo na história da Igreja, Paulo 6 em novembro de 1964 anunciou o novo título de Maria, “Mãe da Igreja”, mandou uma rosa de ouro a Fátima e comunicou que em breve para lá enviaria uma missão papal.
Com isto aquela importante assembléia mostrava não levar a sério as palavras de Nosso Senhor à irmã Lúcia (carta de 18-5-36 ao padre Gonçalves): “Quero que toda a Minha Igreja reconheça essa consagração como um triunfo do Coração Imaculado de Maria, para depois estender o Seu Culto e pôr, ao lado da devoção ao Meu Divino Coração, a devoção deste Imaculado Coração.”

O INFERNO REFORMADO PELA PASTORAL CONCILIAR

No meio dos maravilhosos aspectos da aparição de Fátima, veio a horrenda visão do inferno. Mas foi justamente na piedade pelas almas, diante de tão impressionante perigo, que esses simples pastorzinhos cresceram de modo admirável na caridade que santifica pela Comunhão dos Santos. Eis uma alta lição pastoral.
Mas o que fez o Vaticano 2, que se ufanava de ser pastoral, para continuar nessa obra? Pode-se percorrer a sua volumosa documentação atrás dos “novíssimos”: morte, juízo, inferno e paraíso, sem praticamente encontrar menção.
Dirão que sobre esses ensinamentos não havia nada de novo a dizer.
Talvez, mas certamente havia muito a lembrar, e por isso Nossa Senhora em Fátima, por amor aos homens, mais que falar, mostrou o inferno.
É impossível não assinalar, porém, que a par da omissão sobre a justiça divina deu-se grande ênfase à necessidade de paz e justiça, humanismo de que o espírito conciliar se fazia promotor. Ora, os intelectuais do mundo, há séculos, acusam a Igreja de usar a ameaça dos castigos divinos para aumentar o seu poder em detrimento da justiça civil e da paz entre as nações. Com o silêncio sobre o inferno, a intelligentzia conciliar, antes mesmo de reconhecer as “culpas” da Igreja, como aconteceria nos anos seguintes, davam tacitamente razão aos cupinchas externos.
Essa linha não foi casual, pois continuou e foi intensificada na atividade pós-conciliar através dos novos catecismos, dos sínodos etc., onde não só a noção de castigo, mas a de pecado, foram transformados. No sínodo dos bispos de 1983, ocasião em que os fermentos conciliares já produziam seus venenos nas cabeças dos vários prelados do mundo, serão ouvidos disparates pseudo-religiosos, de fazer caçoar até os jornalistas, com títulos do gênero “Inferno e paraíso fechados para consertos”, “Novas categorias de pecados”; e enquanto a ofensa a Deus e à Sua Justiça vai sendo deixada de lado como conceito, a Igreja conciliar forja estranhos sucedâneos políticos, como seja o pecado social de não clamar contra o capitalismo; de não reconhecer o Holocausto; de não exaltar a nova comunhão dos santos de uma opção pelos pobres, formato conciliarista, que transforma as igrejas em tavernas.
Se João Paulo 2º em suas alocuções lembra a perda do senso de pecado no mundo hodierno, o próprio pecado original é descrito como um conto imaginado por sábios do tempo do rei Salomão no catecismo francês pierres vivantes, patrocinado pela conferência dos bispos franceses (Il Tempo de Roma, Il Giornale de Milão, out. 83).
É claro que a par disso tudo também se tenta nos ambientes eclesiásticos baixar um véu sobre a Paixão de Nosso Senhor, ou adaptar-lhe o sentido para uso da nova pastoral sócio-política. Tratar-se-ia do martírio de um libertador que, como acontece continuamente na História, veio libertar seu povo da opressão. Que as torturas e morte ignominiosa sofrida pelo Filho de Deus venha lembrar a causa da Redenção: o horror da rebelião a Deus dos primeiros pais e a degeneração pecaminosa que se seguiu, seria demais penoso para dizer à juventude! Seria atentar contra a noção de dignidade humana que o Vaticano 2 houve por bem remodelar!
À nova dignidade humana conciliar não podia deixar de seguir-se o novo orgulho de bondade que consiste em ir além do Salvador, não mais advertindo males e perigos, mas encobrindo-os. Assim, suprime-se a menção do castigo eterno, por «caridade»! Ensina-se que o inferno é uma metáfora, mas que, se porventura existe, não há provas de que haja condenados a tanta crueldade. Deus é amor.
Todavia, a Virgem Maria, Mãe de Misericórdia, mostrou o inferno aos pastorzinhos para prevenir os homens e a Providência achou que deveria desvelar ao nosso século os sofrimentos de Jesus, gravados milagrosamente no Santo Sudário de Turim. Ainda por amor dos homens, vinham suprir as almas sequiosas de Espírito divino, aquilo que os pastores sonegavam por orgulho humano. Pediam apenas que cada um rezasse pelo próximo dizendo ao fim de cada dezena do Terço: “Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.”
Qual espírito ocultava aos homens o abismo infernal que a Mãe celeste mostrou em Fátima? Só quem nesse abismo respira e a ele acaba por atrair.
Por isto deveremos descrever as viagens dos «papas conciliares» a Fátima, iniciando pela de Paulo 6º em 1967 e o testemunho deles, alheio ao Reino do Pai.
Jesus Cristo Rei e Maria, Nossa Senhora das Vitórias, rogai por nós pobres pecadores.

Uma resposta para “A CONJURA ANTI-MARIANA TRAMADA NO VATICANO 2

  1. regranulat novembro 24, 2012 às 6:59 am

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