Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A PAIXÃO DE JESUS E O SEGREDO DA IRMÃ LÚCIA DE FÁTIMA

Arai Daniele

Na Sua lacerante, mas bendita Paixão, Jesus rogou ao Pai: “Se é possível, afasta de mim este cálice. Que não se faça porém a minha vontade, mas a Tua.”

A Vontade do Pai Criador foi conceber a criatura humana dotada de inteligência e vontade livres para louvá-Lo, mas tão livre que tinha poder para crucificar o Filho de Deus no meio das maiores humilhações e dos mais atrozes tormentos.

É a história do ser humano, no mal das guerras e dos desvarios de mentes e instintos «tarados» pela Queda, prova do engano original diante de Deus, do qual Seu Filho veio nos resgatar, no cumprimento da Vontade do Pai.

Isto sabemos pela Religião revelada, que ensina o Sacrifício divino para a Redenção dos homens. Todavia, o mal não foi cancelado na terra, porque não o foi a liberdade humana no mal; ao contrário, continua e aumenta com a avidez dos homens, cada vez mais decaídos e na medida que se julgam potenciados pela ciência e iluminados pelas reformas que fizeram e fazem até para mudar a Fé de Deus Todo poderoso.

Hoje, na mesma Igreja, se ri da «quimera» de um inferno vazio e do Pecado original, que seria uma lenda para domar os povos e explorar seus livres esforços.

Quanto à Redenção de Jesus Cristo – se houve – teria sido para todos e para sempre porque Deus, «de certo modo encarnou-se em todo homem» como reza a «Gaudium et Spes» do Vaticano 2 e a «Redemptor hominis» de seu profeta João Paulo 2.

Quanto ao mal das guerras, revoluções e extermínios, de que esses remidos em toda e qualquer crença têm sido nos séculos seja autores como vítimas, nada disso teria a ver com o ensinado pela Religião Cristã. Não! O mal teria ocorrido porque Deus esteve escondido!| Teria assim propiciado o «inducas in tentationem» dos malvados – crueldade divina, da qual Ratzinger e colegas conciliares deduziram ser melhor pedir perdão. Mas a quem? Só eles, de seus ápice iluminados, imaginam saber!

O certo é que o fazem agradando ao «outro»! Enfim, tudo para a mais galopante e abjeta decadência humana, que degrada nada menos que a «Cátedra da Verdade», que representava Cristo. Pode tudo isto não fazer parte da eterna Paixão de Deus?

Ora, na medida em que o católico reconhece melhor as ajudas extraordinárias de Deus na vida humana e em especial os eventos marianos dos últimos séculos, e por fim a ajuda divina dada em Fátima, pode ver, através do véu da Fé, o Amor e a Compaixão de Deus em toda a história dos homens.

Disso nos temos ocupado desde essa nossa posição mínima mas fiel. Para fazê-lo, porém, há que descer nas confusões gerais e até no pátio do óbvio ululante! Sim, o «pátio dos gentios» criado pela Igreja conciliar para des-batizar até o último crente!

Eis que são escritos para os poucos do Resto que ainda têm ouvidos para entender.

E aqui volta o nosso testemunho para esclarecer a questão mal deduzida das DUAS IRMÃS LÚCIAS! On the Two Sister Lucys, the controversy grows…  http://wp.me/sWrdv-2567

Já começamos a fazê-lo com os nossos escritos precedentes:

«SEGREDO DE FÁTIMA: MARAVILHA OU ENGANO?».

O Terceiro Segredo de Fátima, pelo quadro simbólico da visão descrita para o tempo que seria «mais claro em 1960» é incisivo: trata-se da lamentável ruína da Cidade cristã que culmina com a «eliminação» do Papa católico com todo o seu séquito. Nesse sentido tenho escrito sobre a validade do Segredo publicado em 2000, https://promariana.wordpress.com/2010/10/05/da-validade-do-segredo-publicado-em-2000/

Uma interpretação direta do que João Paulo 2º publicou pensando que podia usar o «Segredo» para sua própria imagem de vítima na causa da nova evangelização!

Voltemos ao tema da hipóteses levantada por muitos de «duas Irmãs Lúcias».

A questão é dupla porque a primeira hipótese de uma super conjura envolvendo a pessoa mesma da Vidente de Fátima não é sustentável, como veremos.

Mas na segunda questão, de que nos ocupamos, pode-se ver um sinal emblemático da presente situação de um inaudito engodo. Trata-se de entender como foi possível chegar a tal alarmante engano; a um engodo de tal dimensão, envolvendo o Vaticano.

Sobre as «duas Irmãs Lúcias», aqui já publiquei o que sei de minha longa residência em Aljustrel, em contato e amizade com a sua família – da Vidente. (veja https://promariana.wordpress.com/2011/08/13/segredo-de-fatima-maravilha-ou-engano-parte-ii-novas-fotos/  A isto posso acrescentar que, depois de novamente pôr a dúvida publicada em sitos internacionais aos sobrinhos, só encontrei indignação devido ao que consideram absurdo e ofensivo. Refiro-me aos que a visitavam desde antes da entrada da Irmã no Convento de Santa Teresa (Carmelitas) de Coimbra.

Os filhos da falecida Dona Carolina, meus vizinhos José e Francisco, me autorizam até de classificar a dúvida de doida e malévola. Também voltei a falar com a filha da Maria dos Anjos, hoje com noventa e três anos, surpreendida pela dúvida. Sim, as feições de Lúcia podiam ter mudado com a idade e em especial depois do tratamento dentário com a prótese que lhe foi oferecida. Essa, como se pode ver pela medida dos dentes, era de baixo preço. Naquele tempo a qualidade desse serviço era módico, tanto mais num ambiente pobre. Mas isto não alterou nem o caráter nem a voz de uma pessoa tão especial como a Vidente de Fátima, sempre visitada pela numerosa família, que gozava de uma permissão especial para visitá-la no Carmelo.

Passemos então à segunda questão: do sinal emblemático de uma inaudita situação de engano diante de todo o mundo; de dimensão enorme, pois envolve o Vaticano.

Vamos, portanto, à origem dos fatos que, como tudo indica, situam-se nas vésperas de 1960; ano indicado para que a terceira parte do Segredo deixasse de ser secreta.

E como se sabe hoje, essa data corresponde também ao tempo entre a morte do Papa Pio XII e a eleição de Ângelo Roncalli, suspeito de modernismo e filo-maçom.

Recebera a Irmã Lúcia palavras de aviso da parte de Nossa Senhora sobre essa hora de conseqüências calamitosas para Igreja e para o mundo?

Para sabê-lo temos, nas vésperas do fato, a entrevista de Lúcia ao Padre Agostino Fuentes, Postulador da causa de beatificação dos pastorzinhos Jacinta e Francisco.

O relato desse encontro de 27 de dezembro de 1957 no Convento de Coimbra é bem conhecido e está em tantos relatos, em muitas línguas e em tantos artigos.

Aqui vamos lembrá-lo com o publicado pelo periódico «A Voz» de 1-VII de 1959:

Esta mensagem que representa um extremo aviso de Nossa Senhora para o mundo à beira da crise espiritual sem precedentes que vivemos desde então, foi publicada e difundida pelo mundo em versões inglesa e espanhola, com todas as garantias de autenticidade e com a aprovação do bispo de Leiria, Dom Venâncio e do Arcebispo da Diocese mexicana do Padre Fuentes. Parece, porém, que falar dos eventos que aconteceriam em 1960 tornara-se proibido. Foi assim que o bispado de Coimbra interveio com uma comunicação oficial que condenava a “campanha de profecias que chegam a provocar uma tempestade de ridículo”, publicando a «declaração» da Irmã Lúcia que informava ignorar castigos falsamente atribuídos a ela. Quais?

Referia-se à entrevista de padre Fuentes, mas, como muito bem nota o padre Alonso, que é o maior relator dos fatos de Fátima, no seu livro Segredo de Fátima, fatos e lenda: “o que padre Fuentes diz no texto original de sua conferência no México corresponde, sem dúvida, à essência do que ele ouviu durante suas visitas à Irmã Lúcia, pois embora no relatório os trechos estejam misturados com adornos oratórios e outros recursos literários, eles não dizem nada que a vidente já não tenha dito em seus numerosos escritos publicados. Talvez o defeito foi classificar de mensagem ao mundo o que ouviu.” Mas quem e porque tinha tanto medo de suas verdades?

Ora, as palavras desta importante entrevista com a Irmã Lúcia era de fato um aviso que tem a sua emblemática história, pela simples razão que, sendo verdadeira como se demonstrou no tempo que seguiu, seria hostilizada com todas as forças dos clérigos possuídos pelo espírito de metamorfose da Igreja.

É preciso dizer que Fátima foi sempre uma obsessão para o modernista, filo-maçom Ângelo Roncalli, içado no trono do Vaticano como João 23, censor do Segredo.

A sua idéia ecumenista ia em toda direção, menos na mariana, porque, como diziam seus camaradas, todos seriam cristãos; anônimos, mesmo sem saber ou querer.

A aversão pela Mensagem de Nossa Senhora de Fátima

Já como patriarca de Veneza, Roncalli havia demonstrado a idéia de alinhar esta mensagem a uma nova pentecoste conciliar, revelando a sua aversão ao Segredo da Mãe de Deus. De fato, sendo enviado como Legado pontifício à Fátima (13.5.1956), diante de meio milhão de fiéis, pronunciou a homilia em que descreve um futuro evento: “precorritore di una nuova Pentecoste del cui celeste effluvio cominciamo ora a misurare tutta la portata e le misteriose ricchezze” ( precursor de uma nova Pentecostes de cujo influxo celeste já agora começamos a medir todo alcance e as misteriosas riquezas). Descrevia o que? O futuro Vaticano 2? Falou então das aparições, mas liquidando com poucas palavras aquelas do Segredo e do Inferno:  “Per il 13 luglio qualche incertezza. Ma Giacinta dice chiaramente risolvendo ogni dubbio: «No, il demonio non può essere; il demonio è tanto brutto e sta sottoterra» (!) [Para o 13 de julho algumas incertezas… Mas Jacinta diz claramente resolvendo toda dúvida: «Não, o demônio não pode ser, o demônio é tão feio e está debaixo da terra»(!)] (Scritti e Discorsi del Patriarca di Venezia, Paoline, 1959, V.2, pp. 423, 425).

A razão porque um clérigo tão ladino como Roncalli decidira opor-se ao Segredo de Fátima, mesmo diante de certa impopularidade, estava na sua aversão às profecias de desgraças (profezia di sventura), contrastante com os seus planos de conciliação com o mundo moderno e com a inauguração de uma «nova ordem» (nuovo ordine mondiale religioso). Mais tarde não só iria censurar o Segredo, mas também o que com ele fosse relacionado, como seja a entrevista (dezembro de 1957) da Vidente Lúcia com o Padre Fuentes. A dedução que foi ele a impor a retratação à irmã Lúcia através do Bispo de Coimbra apóia-se também nas palavras registradas pelo novo embaixador de Portugal junto ao Vaticano, Antonio de Farias em 1961: O Pontífice “me falou de Fátima aludindo à conveniência de não tentar fazer a irmã dizer mais que ela tinha condições de afirmar (a propósito da conversão da Rússia e a menção do ano de 1960), matéria muito delicada que exige toda prudência” (ver. «História», Lisboa, outubro de 2000, p.25).

A tristeza dos Sagrados Corações pela decadência geral

O que referiu o Padre Fuentes era sem dúvida aviso valioso e fiel. Não havia nada de fantasioso sobre cataclismas, como foi descrito à Irmã Lúcia por ordens superiores.

De fato, o quadro religioso descrito no relato de 1957 em pouco tempo demonstrou ser apenas um esboço. Os católicos que testemunharam as transformações da Igreja depois de Pio XII viram a vida eclesial degenerar sinistramente. Abandonou-se a oração e a penitência como a doutrina e a virtude foram desprezadas, e, embora os perigos do mundo desabassem em turbilhão invadindo a Igreja, ninguem convocava à defesa da Fé. Se antes não se ouvira Fátima, depois se tentou silenciar ou deturpá-la em nome da mesma Igreja! A tristeza de Maria Santíssima ficou esquecida.

Enquanto crescia a indiferença para com os sinais do Céu, aumentava a invocação de obediência e respeito para com os projetos e transformações tramados na Terra.

Dentro da Igreja, nunca se falou tanto de amor e compreensão para com os erros de toda ordem. Só a fé deixava de ser lembrada e defendida. A Irmã falou de «desvios diabólicos» no âmbito clerical. Mas então a entrevista em questão com o aviso de Nossa Senhora era mesmo necessário. Ela o desmentiu mesmo como foi publicado?

A pressão sobre a consciência da pobre Irmã Lúcia, sobre seu testemunho, tornara-se inacreditável. De sua eventual contradição e de outras que seguiram publicadas, veio a idéia de «duas Lúcias» em grave contraposição nas comunicações de Maria SS.

Devo acrescentar mais um testemunho pessoal, derivado de meu livro «Entre Fátima e o Abismo», apresentado por Dom Antonio de Castro Mayer, onde tudo isto é dito quanto à «Entrevista com o P. Fuentes». O livro foi entregue à Irmã por uma parente, Maria do Fetal, que depois me visitou em casa – onde eu estava em companhia do P. Bellwood e da freira francesa Marie Lucie, para relatar o juízo da Vidente sobre o livro. Seria polêmico, mas não objetava nada ao que aqui repito, que é, pois, pura verdade. A opinião do «polêmico» fica por conta de sua noção de obediência, mas dai a concluir que havia duas irmãs, é mais para o lado do abismo que da realidade!

Segue a folha inteira da publicação de «A Voz»:

Os fatos relatados revelam como o «espírito do Vaticano 2» é entranhadamente anti-mariano e combate, através dos «papas conciliares» as palavras e tudo que vem de Fátima. Tudo para colocá-la à serviço da abertura ao plano de uma «nova ordem mundial». Aqui se viu a ação de João 23. Seguirá a de Paulo 6º, que foi a Fátima. Depois, deve-se entender a sua desapropriação a favor das idéias e da pessoa de João Paulo 2º, que publicou o autêntico Segredo, certamente devido a um lapso suscitado pela Divina Providência. Foi a Vidente Lúcia, que é uma só, a atestar seu escrito.

4 Respostas para “A PAIXÃO DE JESUS E O SEGREDO DA IRMÃ LÚCIA DE FÁTIMA

  1. Idebenone outubro 31, 2012 às 10:35 pm

    Robert Spaemann: Sì. Il Concilio ha indebolito i cattolici. La Chiesa si è sempre trovata in un combattimento, un combattimento spirituale, non militare, ma una lotta. L’Apostolo Paolo parla delle armi della luce, l’elmo della fede ecc. Oggi la parola “nemico” è diventata indecente, il comandamento “Amate i vostri nemici” non può essere più impiegato perché non siamo più autorizzati ad avere nemici. Per i cosiddetti cattolici progressisti c’è in realtà ancora solo un nemico: i tradizionalisti. Questo è sì un’eredità del Concilio. Certamente noi cristiani per le offese della fede e della Chiesa non dovremmo usare nessuna violenza. Ma protestare dovrebbe essere possibile.

    • Pro Roma Mariana novembro 1, 2012 às 11:27 am

      Protestare contro gli inganni è possibile, ma in mezzo alla grande apostasia la protesta su quanto è contro la verità interessa poco.
      La ragione è molto grave: quando l’inganno viene dall’alto, in nome della Sede della Verità, tutti gli altri inganni sono compresi.
      Riguardo il Terzo segreto, ho pubblicato in 5 lingue un’analisi sulla validità del testo del 2000; una lista d’inganni per confermare proprio la falsa interpretazione del testo vero. Quello, se lo volessero contraffare, avrebbero dovuto fare un lavoro diverso! Saluti.

  2. piracetam novembro 23, 2012 às 7:15 pm

    Verso la metà di ottobre del 1943, il Vescovo da Silva diede finalmente a Suor Lucia l’ordine formale di mettere per iscritto il Terzo Segreto. Suor Lucia si mise all’opera per eseguire il comando del vescovo, ma non riuscì a portarlo a termine nei due mesi e mezzo successivi. Fu solo grazie all’intervento divino, dopo che la Beata Vergine Maria apparve il 2 gennaio del 1944 a Suor Lucia, per darle forza e confermarle che era effettivamente volontà di Dio che ella scrivesse le parole finali del Segreto, che Suor Lucia riuscì finalmente a superare ogni difficoltà e a trascrivere il Segreto.

  3. regranulat.pl novembro 24, 2012 às 1:59 am

    Some genuinely good blog posts on this web site , regards for contribution.

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