Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

DIATRIBE EMPALHADA PELO DR. ARNALDO XAVIER DA SILVEIRA?

Nas vésperas do Natal, recebo uma mensagem formal do Dr. Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira, retribuindo votos e pedindo uma informação sobre algo que publiquei neste blog referente a Dom Mayer e ao seu livro. Creio que não fosse uma mensagem privada porque endereçou em tom formal –  «Prezado Sr. Araí Daniele,  – Salve Maria. – Eu gostaria de conhecer suas observações sobre o artigo anexo, que acabo de publicar.»

Parece que isto se deve à chave do artigo, em que professa um seu distanciamento:

1] Não sou sedevacantista. Nunca o fui, embora um ou outro Paulo 6 entrega a tiaracomentarista pouco atento tenha pretendido ver traços de sedevacantismo no estudo sobre a possibilidade teológica de um Papa herege que faz parte de meu livro “La Nouvelle Messe de Paul VI, Qu’en Penser?” (Diffusion de la Pensée Française, Chiré-en-Montreuil, França, 1975). Com base na boa e tradicional teologia dogmática, não vejo que, em relação aos Pontificados dos últimos decênios, tenha sido teologicamente possível, em qualquer momento, declarar vaga a Sede de Pedro (ver Paul Laymann S.J., +1635, “Th. Mor.”, Veneza, 1700, pp. 145-146; e Pietro Ballerini, “De Pot. Eccl.”, Roma, 1850, pp. 104-105). Se a Divina Providência me der forças, publicarei em breve um estudo sobre os erros teológicos das teorias sedevacantistas correntes.

Paulo 6 ao alienar o Trirregno de Cristo, que não era seu, alienou o que representava o poder divino em que não cria; mas o problema para alguns está no tal sedevacantismo, que neste gesto de quem se apossou do símbolo da representação do poder de Deus, para vendê-lo, vê a renúncia tácita à Fé em Cristo Rei! Um gesto que revelou ter outra fé!

2] Para todo católico cioso de sua fé, o Papa é o “doce Cristo na Terra”, é a coluna e fundamento da verdade. No entanto, grandes santos, doutores e Papas, admitem a possibilidade de queda do Sumo Pontífice em erro, e mesmo em heresia. E não é de se afastar a hipótese teológica de que tal queda se dê em documentos oficiais do Papa, e em Concílios com o Papa (ver “La Nouvelle Messe…”, parte II, caps. IX e X, e meus trabalhos anteriores ali citados).

Pode um papa estabelecer uma nova «igreja» para ensinar outra fé? Ora, justamente porque sou cioso da Fé única, creio no Papa “doce Cristo na Terra”, coluna e fundamento da verdade e – seguindo o ensino apostólico da Igreja – não posso receber como verdadeiro Sumo Pontífice – que recebe o poder diretamente de Deus – clérigos que ensinam contra a verdade da Fé com gestos conformes às idéias e documentos oficiais do Vaticano 2. Serei pouco atento a tantas coisas, mas não a uma interpretação tão contraditória quanto essa. Que depois eu possa entrar no rol dos que pretendam ver traços de sedevacantismo no autor desse estudo sobre a possibilidade teológica de um Papa herege, não cabe. É pública minha posição desde há muito tempo e por isso mesmo sou «acusado» por muitos, da TFP à FSSPX, do P. Rifán aos monges, etc., não há segredo sobre minha pobre pessoa, que escreve contra «falsos cristos».

Se nos últimos tempos dialoguei como Dr. Arnaldo, foi justamente sobre a lacuna de seu livro que sobre matéria tão importante: não faz referência à Bula «Cum ex apostolatus» do Papa Paulo IV, e portanto falha quanto à aplicação da Lei canônica à matéria que julga tratar amplamente. Aliás, é já incrível que tratando da «possibilidade teológica de um Papa herege», diga agora «não vejo que, em relação aos Pontificados dos últimos decênios, tenha sido teologicamente possível, em qualquer momento, declarar vaga a Sede de Pedro». Incrível porque descarta, junto com a vontade de constatar as heresias do Vaticano 2, a necessidade de defesa da Fé diante destas.

Para ele (não para Dom Mayer) a razão principal desse e de qualquer outro estudo sobre a matéria… não é aplicá-los ao nosso tempo, que é o da mais espantosa demolição da Doutrina e da Liturgia católicas! A sua obra seria finalizada somente à especulação intelectual, teologal e histórica; trabalho literário que ficaria auto-limitado, chegando a esquecer ou suprimir documentos que incomodam tal «fim».

Diante de tal demissão em questões de defesa da Fé, é claro que criou distância para com Dom Mayer, detestado pela TFP do Dr. Plínio, e que assumiu aos poucos a conclusão terrível a que deveria levar o livro que «escrevera» junto ao Dr. Arnaldo. Trata-se de defesa da Santa Missa Católica e da Fé íntegra e pura que recebemos da Igreja de Jesus Cristo – diante de quem se apresentava como papa, mas demonstrava ser um anti-papa; testemunho que prestou, tardio e imcompleto, mas inevitável para um bispo da têmpera de Dom Mayer.

Mas vamos ao tema porque o nosso autor quer defender a possibilidade legal do católico ter fundadas dúvidas de que pode efetivamente haver erro sobre questões de Fé no «magistério conciliar», sem invalidá-lo!

Eis a questão real que se quer empalhar ou fazer engolir aos derradeiros católicos da vigilância – a tempo e contratempo.

Vou lembrar aqui o problema crucial através do episódio que teve por protagonistas Mgr Lefebvre, João Paulo 2 e o então Pro Prefeito para a Doutrina da Fé, cardeal Franjo Seper. Foi a diatribe – ainda pendente e daí «empalhada» -, no diálogo de Mgr Lefebvre com o «papado» conciliar, representado então por João Paulo 2 e o cardeal Seper.

Vejamos de novo a questão, porque dessa pendência brotou a confusão na triste fileira dos que reconhecendo o erro e devendo defender a Igreja de toda pérfida alteração, procuram petrificar suas mentes diante da Cátedra de Pedro ocupada por estranhos. É a síndrome de um cego «papismo» acatólico porque, a ocupação do cargo para a defesa da Fé é o engano que constitui o máximo perigo (veja a Bulla Cum ex). Trata-se da calamidade de alguém que, vestido de chefe da Igreja beija o Alcorão… como se os eminentes Padres a quem Deus confiou a sua Igreja como pastores e doutores, pudessem, sobre um ponto de extrema importância no que tange a constituição da Igreja, ou cair todos em erro, ou tornar-se causa de erro para os fiéis (Papa Pio VI, Super Soliditate Petrae).

Sobre esse ponto está a questão posta pelo Cardeal Seper, chamado por João Paulo 2 para selar as pazes com Mgr Lefebvre se aceitasse o Vaticano 2 à luz da Tradição! O nó ficou devido à afirmação confirmada e difundida pelo Arcebispo: ser o «Novus Ordo de Paulo 6» protestantisante.

Seper explica o dilema: – ou esta acusação é falsa e tal rito – dado por um papa – é católico, ou tal rito é nocivo à Fé e então não é católico e quem o institui não é papa! (ver a diatribe no nº extra da revista francesa Itineraires: «Mgr Lefebvre et le Vatican»).

Por acaso o que é instituído com valência litúrgica não é do Magistério? Pode o católico fiel, do «sim, sim, não, não», chamar católico um rito que é protestante, ou vice-versa? Não equivale isto à maldição de chamar bem o mal e mal o bem? Mas esta negativa peremptória deve ser aplicada – com muito mais razão – à sua causa: às «autoridades» que promovem o rito espúrio. Ou será que o mal, o erro e a heresia em questões de «extrema importância no que tange a vida da Igreja e a salvação das almas», tem direitos e autoridade na direção apostólica da Igreja de Deus? Não tem, porque antes não tem esse direito quem o promove em nome da Igreja. Se uma vez tiveram, decaem dele «ipso facto» por si mesmos. É a Lei da Igreja e a ordem lógica da autoridade instituida para representar e não substituir a vontade de Jesus Cristo.

Aqui despontam, porém, os novos mestres de mente petrificada pelo «papismo» cego,  com uma atitude de «status quo» acatólico: não se pode julgar um papa! Haveria que conviver com o herege até a vinda de outro papa, finalmente fiel! Note-se que pela lei evangélica não se trata de julgar quem promove a heresia, mas de reconhecer pela Fé esta e aqueles, que já estão julgados e condenados; trata-se de reconhecer o fato à luz da Fé, da lei da Igreja e da Caridade. Senão esses falsos Cristos, em posição papal, vão enganar multidões sem fim, como ocorre atualmente. E os tradicionalistas que «empalham» essa questão alegam a posição fixa de seus maiores, que já morreram; aqui a contradição fica amarrada pelo nó mantido por Mgr Lefebvre, mas que desonra a memória de quem teve a coragem de classificar Ratzinger pelo que este se demonstra diante da Fé, associado aos precedentes.

Já foi lembrado ao Dr. Arnaldo que segundo São Tomás um papa rezando sobre o túmulo de Maomé é um exemplo claro que caracteriza a apostasia pública da fé católica. Qual a diferença entre este exemplo de São Tomás para os atos e gestos feitos pelos “papas” conciliares?” É claro que os gestos dos conciliares são muito piores porque são sistemáticos e apoiados na letra dos atos eumenistas do Vaticano 2.

É de fé que a Autoridade que representa Deus, o Papa católico, não pode servir aos fiéis veneno contra a Fé, seja com palavras, documentos, iniciativas ou atos.

Mas não é isto que têm feito e fazem os «papas conciliares»?

Se a verdadeira Igreja não podia errar diante do rigor jansenista, tanto menos pode errar diante do debochado relativismo ecumenista, máxima ofensa à única soberania divina. No entanto a empulhação consiste não só em defender, mas impor a autoridade de um concílio ecumenista… como se a Igreja, regida pelo Espírito de Deus, pudesse instituir uma disciplina não só inútil e mais gravosa do que pode suportar a liberdade cristã, mas também perigosa e nociva que leve à crendice e ao materialismo” (Pio VI, Auctoren Fidei). Mas passemos à categoria dos anticristos e suas promoções.

Em 29 de novembro último, L’Osservatore Romano deu a lume um texto de Mons. Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ex-Santo Ofício, intitulado “Uma imagem da Igreja de Jesus Cristo que abraça todo o mundo”. Comentando o Discurso à Cúria Romana de 22 de dezembro de 2005, em que Bento XVI declarou que o Vaticano II deve ser objeto de uma “hermenêutica da reforma na continuidade” face a uma “hermenêutica da descontinuidade e da ruptura”, Mons. Müller escreve que a interpretação da reforma na continuidade “é a única possível segundo os princípios da teologia católica”, e prossegue: “fora desta única interpretação ortodoxa infelizmente existe uma interpretação herética, ou seja, a hermenêutica da ruptura, quer na vertente progressista, quer na tradicionalista. Estas duas vertentes têm em comum a rejeição do concílio; os progressistas pretendendo deixá-lo para trás, como se fosse só uma estação que se deve abandonar para alcançar outra Igreja; os tradicionalistas não querendo alcançá-lo, como se fosse o Inverno da Catholica”.

A lógica de Müller hoje pode repetir a de Seper; de duas uma: ou o «novus ordo de Paulo 6» não é protestantizante, como acusa publicamente o Arcebispo Lefebvre (e que por isto fundou sua Fraternidade e até consagrou ilegalmente bispos), ou quem elaborou esse rito e a igreja ecumenista, que opera a demolição da Fé, não tem autoridade apostólica: não é papa. O resto é devaneio ou engano; pior, sofisma oportunista em questões de Fé. E visto que não há uma terceira posição, «tertium non datur», há que abster-se de todo subterfúgio como especulação teologal, para não se confundir nem enganar o próximo. Todavia esses argumentos para a possibilidade teológica de um «papa herege» que mantêm seus poderes apostólicos de Vigário de Cristo, para melhor desviar o povo, fato sumamente ofensivo a Deus, é parte do armazenário de quem pretende que seja obrigatório crer na legitimidade papal dos que ocupam a Sede papal para aplicar o plano que está demolindo a verdade do Reino de Cristo em terra. Alguns destes apoiam-se na obra do Dr. Arnaldo, cujo prestígio infelizmente é também ligado ao nome do preclaro Bispo Antônio de Castro Mayer.

Que alguém seja ou não «sedevantista», é algo quer só interessa pelo testemunho que concerne à Verdade. O católico não é subjetivista e portanto o que lhe interessa é a questão em si, que respeita a Fé, a Igreja e portanto a representação de Nosso Senhor no mundo. Um livro nesse sentido pode ter sido oportuno e servir ao aprofundamento da verdade num momento histórico. Do mesmo modo pode passar a ser nocivo quando se demonstra errôneo ou falho. É o caso da obra citada, cuja crítica eu fiz diretamente ao autor. Mas este procede impertérrito no seu desfile de citações teológicas, como se a Lei da Igreja sobre a matéria fosse falha ou inexistente! Essa evidência não cabe na cabeça do nosso Autor, crente que teólogos podem elucidar melhor ou pior a Lei da Igreja, que é de Deus. Esta existe desde sempre, ou não? Pode não estar ligada diretamente à mesma finalidade da Igreja, cuja suprema lei é a glória de Deus na salvação das almas? Pode quem crê ficar neutro diante do aparato conciliar que promove a igreja ecumenista como Igreja Católica ao nível das outras; pode reconhecer um direito a ministrar falsidades?

Quem é o arcebispo Müller? Sua tese em teologia, apresentada em 1977, foi dedicada ao teólogo protestante alemão Dietrich Bonhöffer, conhecido por sua oposição ao regime nacional-socialista. Ensinou teologia dogmática na Universidade de Mônaco da Baviera desde 1986. O seu lema episcopal é Dominus Iesus, título de um documento da mesma Congregação para a Doutrina da Fé, da qual tornou-se o novo Pró-Prefeito, continuando como membro da Congregação para a Educação Católica e dos Pontifícios Conselhos da Cultura e para a Promoção da Unidade dos cristãos. Dentro Conferência Episcopal alemã guiou a Comissão ecumênica. Além do mais é vice-presidente da Associação das Igrejas cristãs na Alemanha e primeiro presidente da Sociedade para a Promoção do Instituto das Igrejas Orientais de Regensburg. É amigo pessoal de Bento 16, por quem foi escolhido como editor das Obras Omniadi Joseph Ratzinger/Bento XVI.

Ele próprio é autor de cerca de 400 publicações sobre teologia dogmática, ecumenismo, etc. Com qual orientação? Simples, foi aluno do teólogo dominicano Gustavo Gutierrez, o “pai” da Teologia da Libertação na América Latina. Esta teologia, no tempo de JP2 parece ter sido condenada pelo seu prefeito Ratzinger. Ilusão. Foi só adiada como se vê e é confirmado por outra nomeação: do arcebispo brasileiro João Braz de Aviz para a Congregação dos religiosos, que chegando em fevereiro a Roma, deu uma entrevista ao l’Osservatore na qual explica que a teologia da libertação “não é somente útil, mas necessária”, porque permitiu à igreja descobrir a «opção preferencial pelos pobres» que é uma «opção evangélica» [naturalmente esquecida e conculcada!]”. De fato, Paulo 6 «doou» a Tiara papal para alienar o tríplice poder de Cristo sobre todos os povos. Doou o que não era seu e tal gesto demonstrava ser alheio à fé correspondente à função papal de vigário de Jesus Cristo Rei, que tem todo o poder no Céu e na terra.

Ultimamente o assunto dos gestos voltou no texto de autoria do Dr. Arnaldo Xavier da Silveira, que o publicou em seu site. O artigo aborda a questão do Magistério Ordinário da Igreja Católica e esclarece que um papa ensina não apenas por palavras e documentos, mas que do seu magistério ordinário também constam seus atos e gestos públicos. Cita São Tomás, além de documentos do ensinamento doutrinário convencional. Tudo apoiado nas palavras de Nosso Senhor aos seus apóstolos e sucessores de Pedro e  Bispos: “quem vos ouve a mim ouve”. A denominação que esse ensino comum e contínuo assumiu no tempo foi de Magistério ordinário. Este vai dos discursos solenes dos Papas, às encíclicas, decretos, cartas e pregações, que exprimem também condenações, para esclarecimento das questões de fé. Quando estas têm grau de importância extrema para toda a Igreja, envolvem a proteção divina da infalibilidade.

Mas como esse magistério escrito ou falado implica sempre a autoridade da Igreja, também a pessoa que a representa deve manifestar credibilidade e fidelidade à Cátedra.

Ora, a profissão de fé depende de certezas e uma delas é ser impossível que um papa ensine por meio de seu magistério o que é contrário e mesmo nocivo à Fé, na Doutrina ou na Liturgia. Por isto um católico não pode rejeitar um rito de missa promulgado por um papa, alegando ser «heretizante» ou «protestantisante». Mas os «gestos» dos «papas conciliares» demonstraram muito além disso, como está nas notícias e é descrito – inutilmente até agora – por tantos autores de peso, que porém arriscam afundar com ele. Mas não basta, querem que seja obrigatório aceitar como «papas» promotores de heresias, que as repetem em sinagogas, mesquitas e templos luteranos . Assim, o termo «empalhado» ficou também obsoleto aqui, trata-se mais de comparar aos que forçam comida pela goela dos gansos para obter «foie gras».

A salsa ecumenista é venenosa para as almas: mas há doutores que a querem com receita apostólica, portanto ser obrigatório reconhecer seus artífices!

Deus nos livre da confusão de tais doutores de ontem e de hoje!

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