Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

SEDE VACANTE COM DIA E HORA MARCADOS: CATÓLICOS ACORDEM!

Juizo sistina

Arai Daniele

Quem acredita na legitimidade da autoridade conciliar e no seu conclave para eleição de um novo papa, mas ao mesmo tempo sabe da ruína causada na Igreja e no mundo pelo Vaticano 2 – base da demolição conciliar -, tem agora ocasião para acusá-lo.

Sede vacante e conclave, sendo agora assunto do dia, torna-se um autêntico dever de caridade, para quem ama a Igreja e o próximo, colher o momento para apontar esse grande mal.

Não menos para os que já há tempo exprimem a repulsa do Vaticano 2 sendo sede-vacantistas. A partir da noite antes do 1º de março todo o «mundo católico» saberá que a Sede está vacante. Mas desde quando? Porque no Segredo de Fátima a morte do Papa católico e portanto a vacância da Santa Sé, já seria “mais clara em 1960”.

A Santa Sé representando a autoridade de Deus na terra, a hora de sua vacância é grave, pois constitui um vazio na ação de misericórdia do Reino de Cristo através da Igreja. Deus é representado no mundo pelo Papa católico, Vigário de Cristo, na sua falta a obra de salvação passa por uma estase. Mas pior, pode ser deturpada e até invertida se no lugar do Papa aparecer «outro» para introduzir um evangelho diverso. E como se viu, é o que fizeram os últimos «outros» com o Vaticano 2, quando o Reino de Cristo deixou de ser pregado no mundo, ficando apenas como expressão de um integrismo católico e o espantoso vazio nas crises que seguem até hoje.

Ora, nenhum bom governo da sociedade humana se faz sem uma idéia firme sobre a natureza e fim último da vida humana, como ensinado pelo Cristianismo. Como dizia Saint-Bonnet: Toda política deriva de uma idéia sobre o homem. Os erros de uma época, os perigos que estas correm, resultam da falsa noção que reina nos espíritos. Se, como se diz, o homem nasceu bom, que sentido tem os códigos, a que servem os príncipes? Nada mais se explica na nossa civilização: tudo deve ser renovado. Aqui estamos na fonte dos eventos que nos espantam no momento atual” (Blanc de Saint Bonnet, La légitimité, De la pratique en politique”, 1e. partie, ch. III).

Da eleição de Roncalli, João 23, em diante, introduziu-se a idéia que o homem nasceu bom. Assim, não só a ordem religiosa, mas moral, mental e social entraram em crise profunda no mundo. As novas gerações passaram a reivindicar toda liberdade em vista do direito próprio à dignidade da bondade humana que as sociedades espezinharam.

E avançou a descristianização na onda do abandono da responsabilidade para com Deus, com a Obra da misericórdia divina alterada pelos direitos humanos, em nome da mesma Igreja. É o que se pode ver hoje, com «papas conciliares» que pregam o iluminismo ecumenista de religiões que, em pé de igualdade, negam a necessidade da Fé Trinitária do Pai que enviou o Filho, cujo Sacrifício redentor foi confiado à Igreja Católica para o bem do mundo; à esta fé não seria mais preciso converter-se. Assim a missão apostólica esvaneceu. A este vazio se chegou seguindo o «espírito do Vaticano 2».

Assim como a Verdade é uma na íntegra e pura Palavra de Jesus Cristo, difundida e confirmada pela Sede que a representa com autoridade divina, o engano final é o seu contrário; serve-se de palavras que confundem a unidade e a integridade da verdade, e seu sumo artifício (II Ts 2, 10) é ministrar enganos deletérios como se fosse a voz do Vigário de Deus em terra, a partir da mesma Sede ocupada da Verdade.

De há muito se demonstra que há enganos finais ministrados pela Sé atual, melhor denominada, depois do sinistro Vaticano 2, «Igreja conciliar». Doutos autores há mais de meio século têm tratado desse fato, mas o problema é que sendo ocupada a sede no atual Vaticano, os ocupantes dispõem de poder para alterar a fé de muitos milhões de católicos, que hoje são mais fiéis à essa sé que à Fé para a qual ela existe. E isto, esquecendo até as palavras do Salvador para os tempos finais:

“Cuidai que ninguém vos engane Porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Messias”. E enganarão muita gente” (Mt 24, 5)… Sereis odiados por todas as nações por causa do meu Nome.  Muitos ficarão escandalizados, mutuamente se hão-de trair e odiar. Surgirão muitos falsos profetas que enganarão muita gente. A maldade espalhar-se-á tanto, que o amor de muitos resfriará. Mas, quem perseverar até ao fim, será salvo.

Não é a hora de declarar alto e claro a recusa de quem continua a adulteração conciliar? Os enganos ministrados pelos falsos Cristos são muitos e contínuos. Nos referimos aos enganos da falsa fé, que não é uma, nem íntegra, mas ecumenista. Compare-se o que ensina a Igreja conciliar com o ensinado pelos Papas católicos para identificá-los.

Todo o Católico que professa a única Doutrina transmitida por Jesus aos Apóstolos vê que dela se apartam as doutrinas do Vaticano 2 para agradar aos hereges e cismáticos de todo tipo. Uma má obra que se confirma na nova liturgia protestantizante. No entanto o engano se multiplica do modo mais sedutor porque ministrado por quem apresenta uma falsa «hermenêutica da continuidade» em veste de papa e continuador dos Apóstolos.

A «Montalium animos» de Pio XI desmascara a «Igreja conciliar»!

A única unidade no pensamento cristão do qual Jesus Cristo é a direção, a verdade e a vida, está na Fé que pode guiar para o Bem eterno. As confusões terrenas tem origem na direção de crer como se pensa e pensar modernista conforme os tempos. É a maléfica perversão das filosofias iluministas e ateias que, aliadas ao modernismo se introduzem na religiosidade humana para formar uma nova religião “mais universal”.

O que pode haver de mais relativista que a operação ecumenista conciliar que busca a concórdia de todas as religiões, come se fossem todas inspiradas por Deus?

Deste modo Deus teria revelado uma verdade relativa a cada uma; diversas verdades que seriam mais ou menos reconciliáveis segundo os falsos pastores que procuram unir os homens, descartando o que os divide (veja-se Deus Pai, Filho e Espírito Santo)!

Essa operação tem por base o documento do Vaticano II: “Unitatis redintegratio” (Ur), que demonstrou, pelos seus efeitos, ser uma real “Unitatis desintegratio”, que só poderia vir do Diabo, príncipe de divisão e danação no mundo! De fato, Pio XI ensina (Ma):

“É manifestamente claro, que a Santa Sé não pode de modo algum participar dessas assembléias (do pan-cristianismo ecumenista) que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para tais iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo”.

O que não é lícito a nenhum católico parece ser lícito aos prelados conciliares. Todo o magistério papal ilustra a unidade da Igreja como comunhão na mesma Fé e nos mesmos Sacramentos e na submissão ao seu Chefe N. S. Jesus Cristo. Ao contrário, este “decreto sobre o ecumenismo” do V2 fala de uma “fé parcial” que tende à integridade assim como à unidade imperfeita da Igreja tenderia à plenitude. Ensina no seu conjunto heresias sobre a Igreja, que se revelam em modo especial nos seguintes particulares:

UR 3a) “Aqueles que crêem em Cristo em tais comunidades (separadas da Igreja católica) e foram devidamente batizados, estão numa certa comunhão, embora imperfeita com a Igreja católica”;… justificados pela fé recebida com o Batismo, são incorporados a Cristo, e, por isto, com direito se honram com o nome de cristãos e justamente são reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor”.

Palavras capciosas, suspeitas de heresia que favorecem a heresia sobre a natureza da comunhão sobrenatural estabelecida na Fé; enquanto atribui aos “cristãos separados da Igreja católica” o que não se pode dizer senão de quem, de resto conhecido somente por Deus, têm pelo menos a virtude da fé sobrenatural e estão unidos à Igreja católica.

Com essa doutrina ecumenista se quer cancelar a necessidade de conversão à única verdadeira doutrina da Fé para a salvação, confiada por Deus à Igreja Católica

A “iniciativa e ação ecumenista” do V2, divergindo do Magistério papal, é adversa à Fé católica sempre professada e assim, os encontros pancristãos-ecumenistas, claramente condenado por Pio XI na Mortalium ânimos. Estes, abertamente invocados por João Paulo 2 e agora por Bento 16, para a preparação de uma paz maçônica em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, corrompem a Fé com um cristianismo aggiornato.

Todavia Ratzinger afirma: “O ecumenismo não é um opcional para os católicos”, mas é “a responsabilidade de toda a Igreja e de todos os cristãos batizados.” Os Cristãos, disse ele, devem fazer da oração pela unidade “parte integrante” de sua vida de oração, “especialmente quando as pessoas a partir de diferentes tradições se unem para trabalhar para a vitória em Cristo sobre o pecado, a injustiça, o mal e a violação da dignidade humana”. Tudo sem conversão à Fé que Jesus confiou à Sua única Igreja católica, para ser confirmada pelo Seu Vigário. Eis porque Ratzinger des-confirma a Fé, que é a verdadeira “vitória em Cristo sobre o pecado, a injustiça e o mal”; degrada a dignidade humana, a favor de questões sociais e direitos humanos iluministas!

E eis o êxito final da idéia que o homem imperfeito possa realizar o acordo perfeito, desculpando-se pelo que fizeram e creram seus antepassados. É justamente a «filosofia idealista» de Ratzinger, de obscura escola kantiana ou hegeliana: outro anticristo no Vaticano (Mgr Lefebvre); testemunho deveras crucial!

Hoje temos então um papa-anticristo que os católicos deveriam honrar porque, segundo alguns, eleito num conclave canônico, portanto «absoluto»! É o obscuro “conclavismo” formado na densa fumaça do inferno que penetrou no Lugar santo!

A Mensagem de Fátima indica sempre o caminho de conversão e o perigo mortal do seu contrário, como está na visão do Terceiro Segredo; da total hecatombe católica!

Nela o Papa católico é virtualmente abatido com todo o seu séquito; realidade espantosa que seria mais clara em 1960, quando a Igreja foi ocupada para ser maçonizada por João 23 e um «concílio ecumenista» embebido de iluminismo evolucionista, o Vaticano 2.

Compreende-se que quando há alguém em Roma, celebrado no mundo inteiro como Papa, o católico que põe a sua legitimidade em dúvida está arriscando o isolamento, ataques e um ódio surdo. Mas as questões de Fé são objetivas, à diferença do que pensam e pregam os modernistas conciliares no mundo do subjetivismo, hoje dominante.

A este ponto a obra de misericórdia prioritária é fazer tudo para a volta do Papa católico, chefe terreno da Obra divina. Para tanto é necessário que os «papas da revolução» que ocuparam o Vaticano com seus embustes ecumenistas ofensivos a Deus e toda a aluvião anti-católica do V2 sejam varridas da Igreja por um verdadeiro Vigário de Cristo. Mas o que tem feito o «alveário sacerdotal católico» diante dessa abominação final para a Fé?

Continua a aceitar como absoluto o conclave que elege um cardeal conciliar para continuar o Vaticano 2. Não importa que sejam anticristos, como acusou o Arcebispo Lefebvre junto ao Bispo Castro Mayer: Nós não cessamos de protestar, no Concílio e depois do Concílio, contra o inconcebível escândalo desta falsa liberdade religiosa, nós o fizemos com a palavra e com escritos, privada e publicamente, apoiando-nos nos documentos mais solenes do Magistério da Igreja, entre outros: o Símbolo de Atanásio, o IV Concílio de Latrão, o Syllabus (p.15), o Concílio do Vaticano I (Dz 3008) e sobre o ensino de Santo Tomás de Aquino a respeito da fé católica [Sum. Theol., IIa, questões 8 a 16], ensino que foi sempre o da Igreja durante cerca de 20 séculos, confirmado pelo direito e suas aplicações. Eis porque, se o próximo Sínodo não voltar ao magistério tradicional da Igreja em matéria de liberdade religiosa, mas confirmar esse grave erro, fonte de heresias, nós teremos o direito de pensar que os membros do Sínodo não professam mais a fé católica.

Para pertencer à Igreja e ser eleito nela há que professar a fé católica, alterada pelo Vaticano 2. Assim os católicos tem o direito de pensar e crer que o conclave que elege mais um «papa conciliar» para continuar a deturpação do Vaticano 2 é nulo e por essa razão: “é lícito para todo fiel “considerar-se” em qualquer tempo e impunemente não obrigado à obediência e devoção para com os que desviando da fé decaíram da própria jurisdição evitando-os como magos, pagãos, publicanos e heresiarcas”.

Sendo o dever de obediência ao papa “válido”, uma verdade de fé, “de necessitate salutis”, tal norma do Papa Paulo IV na parte conclusiva da Bula «Cum ex apostolatus», trata – não apenas de lei eclesiástica, mas de lei evangélica (Gl 1, 8) de direito divino.

Aqui não podemos repetir tudo o que acusa o Vaticano 2 e seus «papas»; seria demais para esse espaço, mas lembramos no que consiste a clara identidade católica de sempre, cujo contrário é a subjetividade conciliar pregada pelos «papas conciliares» com uma «nova consciência» de uma nova igreja, não mais una e única, mas dividida e pluralista, que não vincula ao mandato divino, mas reconhece o «direito» à liberdade de religião e de consciência livre desse mandato. A identidade católica está em reconhecer o que é anti católico e na monstruosidade desses erros reconhecer a falta de autoridade de quem o declara. Não importa que seja reconhecido pela maioria inerme como papa. Antes, põe mãos à obra para libertar as maiorias passivas desse engano que desonra a Santa Igreja.

Trata-se da oposição entre Cristandade e Revolução percebida pela consciência católica como a oposição entre o bem e o mal. Ora, a este ponto da história, à agonia do espírito humano acrescenta-se este metafísico engano terminal: um sistema para acomodar as partes, para gerir os opostos, e realizar o que Jesus teria falhado no Calvário! O engano monstruoso do Anticristo que anula a Fé com o engano da reconciliação ecumenista!

No espírito de São Luís Maria em seu “Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria” e no lema de “esperar quando tudo é contra a esperança”, visto que o percurso histórico da Igreja se demonstra à imagem e semelhança da Paixão de Nosso Senhor, seus filhos devem estar presentes ao pé da Cruz como a Santa Mãe e João, no martírio de ver, para morrer com Jesus. Assim seguirá a gloriosa Ressurreição.

Para termos de volta o verdadeiro Papa, pai e tutor da nossa fé, é preciso testemunhá-la com toda a verdade desta hora, aceitando morrer por Deus para que as almas imersas no engano de uma fé adulterada na mesma Sé de Pedro não morram.

E dizer que bastaria um público testemunho unido do mundo católico contra o Vaticano 2 para fazer tremer algums consciências cardinalícias reunidas na Capela Sistina!

Estamos ainda em tempo de escolher entre esse salutar despertar católico e um retorno à modorra das sombras e das dúvidas que negam a terrível realidade de uma Sede vacante semper idem! Deus não queira.

Uma resposta para “SEDE VACANTE COM DIA E HORA MARCADOS: CATÓLICOS ACORDEM!

  1. Sempre Catlico da Tradio fevereiro 20, 2013 às 7:36 pm

    SOBRE O RELATO ABAIXO CONCORDO PLENAMENTE PRECISA SER MUITO CATLICO PARA ENTENDER VACNCIA DESDE PIO XII OU MELHOR PRECISA TER CORAGEM E NO TER MEDINHO…ISTO PARA UM CRUZADO E NO PARA UM MORNINHO

    SANTA MISSA TRADICIONAL Santa Missa aos Domingos semprecatolico@hotmail.com.br“Mesmo que os Catlicos fiis Tradio se reduzam a um punhado,so eles a verdadeira Igreja de Jesus Cristo”Santo Atansio,Bispo de Alexandria,Doutor da igreja.

    Date: Wed, 20 Feb 2013 16:12:51 +0000 To: semprecatolico@hotmail.com.br

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