Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O MODERNISMO E A DISSOLUÇÃO DO SER

A. Lage0001   Hoje pode parecer questão teórica referir-se ao «Ser», à filosofia do Ser. No entanto é o modo mais completo para considerar as verdadeiras questões; o mais espiritual, mas também o mais prático.

Os bons autores católicos, e aqui lembro o livro de Alfredo Lage, desde o início da crise presente, da «dissolução conciliar», apontaram para o essencial, que, referindo-se a Deus, refere-se ao «Ser».

Em meu último artigo em italiano para no http://www.agercontra.it, (2013 categorie), cito o professor Ottonello que explica a crise da «redução do ser».

Do mesmo modo o filósofo Romano Amerio, enquadra o problema conciliar na desistência da autoridade, como desistência de ser.

Hoje temos um exemplo escandaloso dessa «redução», «desistência», «recusa», que se refere à uma posição de Fé: a de Joseph Ratzinger, que deixou de «ser» Bento 16.

Ora, isto deveria obrigar todos a considerar: mas quem hoje «desiste», que certeza pode dar de jamais ter «sido»? De fato, na Lei da Igreja o caso de renúncia à fé comporta a perda do cargo de jurisdição. Mas aqui diante de alguém com fé ecumenista, modernista e iluminista, haveria que pensar que nunca esteve na condição de «ser» elegível para esse cargo de confirmação universal da Fé católica, por ter renunciado a esta; pior, ter proposto sua «redução» como católica.

Como está no Código de Direito Canônico (188 § 4º): “Ob tacitam renunciationem ab ipso iure admissam quaelibet officia vacant ipso facto et sine ulla declaratione si clericus a fide catholica publice defecerit.” segue: A atual renúncia de Bento 16 da sede da Fé, só pode ser a confirmação dessa renúncia anterior. Mas nesta renúncia já não havia incorrido antes João 23, como ficou claro em 1960?

Segue o artigo que esclarece sobre o não «ser» da fé modernista, que è intrínseca ao Vaticano 2, e que não pode portanto justificar a eleição pontifical de um clérigo para impor o «não ser» desde o alto da Sé de Pedro.

O MODERNISMO E A DISSOLUÇÃO DO SER

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Uma das mais fecundas definições do modernismo é precisamente: UM SIDA ESPIRITUAL. Efectivamente, a acção deletéria, aberrante, do vírus do liberalismo, consubstancia-se na inimiga corrosão dos princípios da vida sobrenatural, da vida espiritual, e da própria vida intelectual e moral. Inimigo da vida sobrenatural, na exacta medida em que esta constitui uma participação real na natureza Divina (Aquilo pelo qual Deus É, substancialmente, torna-se em nós um princípio acidental, vital, de Santidade, tal é a Graça Sobrenatural) identificando-se uma tal participação, evidentemente, como sendo contraditoriamente incompatível com uma atitude interior de imanentismo cego. Inimigo da vida espiritual, na medida em que o referido imanentismo é igualmente inteiramente estéril. Incapaz de ascender  às realidades supraterrenas é naturalmente conquistado pela lógica do mundo. Imerso em relativismo e debilitado pelo pecado original, torna-se a vítima do virus liberal, sobretudo nos espíritos menos fortes, escravos das paixões que lhe enlanguescem a inteligência natural. Este fenómeno de degenerescência da inteligência é perfeitamente visível, de uma forma atrocíssima, nos heresiarcas, apóstatas pós-conciliares.
Constitui uma realidade confrangedora, a contemplação filosófica da intensificação da RELATIVIDADE DA EXISTÊNCIA AO LONGO DOS ÚLTIMOS CINCO SÉCULOS, fruto do antropocentrismo da Renascença, bem como das tendências anárquicas da Reforma.

Em sentido mais lato, é dum modernismo social e culturalmente difuso que se trata, dum modernismo actuando històricamente, institucionalizado pela maçonaria, enquanto desenvolvimento político-estratégico da Reforma. É um modernismo em movimento uniformemente acelerado,cujas últimas grandes vitórias de carácter revolucionário se manifestaram na unificação italiana e no concílio Vaticano II.
Ora todo este processo de desagregação interior e de relatividade da existência consubstancia-se, essencialmente, metafisicamente, NUMA PERDA DE SER.
O naturalismo filosófico dos séculos XVII e XVIII atomizara as inteligências, isolando os dados do espírito; perdera-se aquele precioso substancialismo analogante, essencialista, que nos haviam legado os grandes escolásticos.

O Hegelianismo e o Marxismo procuraram totalizar o que fora dissociado; todavia careciam da RAZÃO DIVINA; e sem esta nenhum empreendimento, qualquer que seja a sua natureza, pode ter êxito.

Em que consistiu a motivação antecedente do chamado “Maio de 1968, “senão numa revolta semi-consciente de parte da juventude contra a detestável rotina burguesa, profundamente ateia, imoral e hipócrita, que lhes era proporcionada? Só que a inexperiência própria da juventude depressa foi colonizada por sartreanos e comunistas, os quais pretendiam facultar um sentido à vida, ainda que privados da razão Divina.

Privado da razão Divina se encontrava igualmente o documento conciliar “Gaudium et Spes” que também circulava por entre os estudantes.
A supra-referida PERDA DE SER tornou-se irrefragável nos últimos cinquenta anos; o modernismo, proclamado e ensinado oficialmente pela ex-Igreja Católica, destruiu todas as referências sagradas e até mesmo todo o conceito da própria religião natural.

PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA JÁ NÃO EXISTE NEM UMA SÓ FORÇA INSTITUCIONAL AO SERVIÇO DA VERDADE E DO BEM.
Então realizou-se o que São Paulo anunciara em ROM 1,26: Por terem abandonado a Deus Nosso Senhor, depressa Deus os abandonou aos mais infames vícios. E eis, como consequência derradeira de todo o imanentismo, de todo o relativismo, de todo o ateísmo, aí está a Igreja conciliar, a ex-Igreja Católica, a Igreja da morte de Deus transformada, para castigo dos nossos pecados, numa multinacional pederasta.

Todavia também aqui encontramos a mão maldita da maçonaria. Mas como? Muito simplesmente, tendo a maldita maçonaria filiado a ex-Igreja Católica como sua sucursal, houve por bem, astutamente, manter o celibato, não só por motivos económicos, mas também para manter certas aparências; todavia igualmente por uma razão psicológica muito poderosa. A maçonaria sabe perfeitamente que à luz do liberalismo qualquer ascese é não apenas inútil, mas completamente estúpida. Assim operou para que a ex-Igreja Católica continuasse a propor (o celibato),
MATERIALMENTE, um alto ideal sonegando simultaneamente as forças sobrenaturais necessárias ao cumprimento desse ideal; dessa tremenda contradição intelectual e moral brotaria, como brotou, entre outras misérias, a pederastia. Nada acontece por acaso; os tristíssimos acontecimentos actuais constituem o derradeiro corolário duma lógica diabólica prosseguida implacavelmente pelos maiores inimigos da Igreja.

Lisboa, 3 de Março de 2013

Anúncios

Uma resposta para “O MODERNISMO E A DISSOLUÇÃO DO SER

  1. Pro Roma Mariana março 6, 2013 às 11:09 am

    Atendendo a pedidos informamos que o livro

    ENTRE FÁTIMA E O ABISMO,
    CONSIDERAÇÕES E FATOS SOBRE O SEGREDO QUE DESAFIA O PONTIFICADO E ASSOMBRA A CRISTANDADE

    Está disponível aqui além do link direto:
    https://promariana.files.wordpress.com/2010/06/entre-fc3a1tima-e-o-abismo-arai-daniele.doc

    Temos também para os leitores em italiano o novo:
    IL “GOLPE” SECOLARE PER RIMUOVERE IL “KATHECON ROMANO”
    Vari Autori

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blondet & Friends

Il meglio di Maurizio Blondet unito alle sue raccomandazioni di lettura

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: