Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O 1º PRINCÍPIO DO PAPADO É O AMOR DE JESUS CRISTO CRUCIFICADO – Manifesto Católico

Visão da Santíssima Trindade, Tuy 1929. Irmã Lúcia

Graças e Misericórdia [que na figura brotam da mão esquerda de Cristo, enquanto da direita vem a mensagem de Fátima]

 

Manifesto Católico em vista do Conclave

“Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, amas-Me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Jesus disse:

«Apascenta os meus cordeiros». Jesus perguntou de novo a Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Jesus disse: «Apascenta os meus cordeiros». Pela terceira vez Jesus perguntou a Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me?» Então Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele O amava. Disse a Jesus: «Senhor, Tu conheces tudo e sabes que Te amo». Jesus disse: «Apascenta as minhas ovelhas»”. (Jo 21, 15-17)

O Amor do Pai é o centro da Vida e da Palavra do Filho; é a verdade que pauta toda a Revelação pela qual “Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu filho unigênito”. (Jo 3, 16).

Mas, “o Amor de Deus não está com aquele que ama o mundo” (1 Jo 2, 15-17).

No discernimento do modo de entender o que seja um e outro «mundo» reside o conhecimento da Religião, confirmada infalivelmente pelo Papa católico.

O Amor de Cristo ultrapassa o conhecimento”… (Ef 3, 19) e atinge o ápice no Sacrifício da Cruz, do qual provem todo o poder sacerdotal e pontifical.

Do amor por Cristo crucificado, que é demonstrado e reconhecido no amor pelo Santo Sacrifício da Missa, vive e age a autoridade Católica.

Isto é lembrado para reconhecer a estreita relação católica entre o Papa e a Missa.

Neste sentido foi mais que legítima e eficaz a reação ao «papado conciliar» que havia mudado a Missa, porque um «novus ordo missae» aparecia como sinal de um novo papa para uma nova ordem do mundo, para o que se pode chamar de «novus ordo seclorum» sob o domínio da Maçonaria. E este seria para o controle daquele «mundo» que se opõe radicalmente à Igreja; para destruí-La ou mudá-La.

Manifesto Católico válido para todo Conclave eleitor de Papa

Visto que toda autoridade vem de Deus e através do amor por Cristo crucificado, a Autoridade Católica se demonstra e deve ser reconhecida no amor pelo Santo Sacrifício da Missa, como foi desde sempre celebrado na santa Igreja, na unidade de sua única Fé, católica e apostólica, da qual sempre provieram abundantes frutos para a sua obra de evangelização e santificação universais.

O apelo para a preservação da Santa Missa, como foi transmitida pelos Apóstolos e canonizada pelo Concílio de Trento nos tempos da confusão protestante, resume todo apelo de Graça divina na defesa da pureza e integridade da Doutrina Católica.

Um conclave iniciado e reunido no espírito de um «novus ordo missae» é suspeito de possível conluio, quer seus cardeais individualmente queiram ou não, a favor do que se apresenta como «novus ordo seclorum», sob o domínio da Maçonaria.

É claro que este seria para eleger  quem aceita continuar a aggiornare a Igreja ao mundo seu opositor, fato por isto inaceitável para todo católico, que neste eleito não pode reconhecer autoridade enviada para representar Jesus Cristo.

Toda resistência católica iniciou inflamada na defesa da

Santa Missa

Foi e é no amor pela celebração do Sacrifício perpétuo de Nosso Divino Redentor que se manifesta toda resistência fiel. E assim será sempre dentro da verdadeira Igreja de Jesus Cristo. É preciso que meditem essa verdade todos os que desejam viver e morrer nesta Fé única suscitada por Deus para a salvação das almas.

Por esta razão, como pode o fiel aceitar a eleição de um papa que menospreze essa verdade central para a vida e a ação universal da Igreja, nascida do Sacrifício do Amor Divino renovado de modo incruento na Santa Missa Católica?

Sempre que se fala de conclave para eleger um papa temos lembrado, e vamos aqui repeti-lo, a ação de Mgr Lefebvre que em outubro de 1978 escreveu a todos os cardeais eleitores daquele conclave: “Um Papa digno desse nome e verdadeiro sucessor de Pedro não pode declarar que se dedicará à aplicação do Concílio e de suas Reformas. Ele se coloca, por esse fato mesmo, em ruptura com todos os seus predecessores e, especialmente, com o Concílio de Trento” (Itinéraires nº 233 p. 130).

Infelizmente foi eleito então Karol Wojtyla, João Paulo 2º, que não demonstrou amor pela Doutrina e Liturgia da Igreja, preferindo suas novidades ecumenistas.

Durante tal pontificado, nascido sob essa grave suspeição, os Bispos Lefebvre e Castro Mayer declararam repetidas vezes que ao continuar nessa ruptura devida aos erros e heresias do Vaticano dois, os fiéis tinham o direito de não considerar tais «autoridades» mais como católicas.

Estas, todavia, são hoje as mesmas que se apresentam para a eleição pontifical, professando continuidade na mesma posição de ruptura «conciliar».

Vamos lembrar aqui, portanto, um resumo do que se estudou e escreveu para demonstrar a ruptura na Liturgia do santo Sacrifício, como sobre a Doutrina, a fim de que se saiba que a afirmação dos dois Bispos fiéis tem aspecto decisivo:

– O católico não pode aceitar como papa quem, ao declarar que se dedicará à aplicação do Concílio e de suas Reformas, se coloca por esse fato mesmo, em ruptura com todos os predecessores e, especialmente, com o Concílio de Trento.

Se houve atraso em repetir essa clara posição de consciência, isto só a torna ainda mais urgente e demonstrada depois de quanto ocorreu na Igreja desde essa data.

Que seja claro: para ser eleito Papa católico é preciso professar a santa Fé, que tem sido sistematicamente alterada pelos atos, doutrinas e liturgias provenientes do Vaticano dois. Quem as professa e entende implementá-las, coloca-se por esse fato mesmo em ruptura com a Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja de Cristo e portanto não tem título para ocupar a Cátedra apostólica que confirma a sua Fé.

O que é dito implicitamente na documentação que segue, declaramos em forma explícita como profundo dever da consciência católica com que desejamos morrer.

Há uma vasta bibliografia aqui abreviada sobre o novus Ordo missae de Paulo 6º, na linha do breve “Esame crítico Ottaviani-Bacci” e vai além com o minucioso e incisivo “Le sacrifice de Caïn – sur la nouvelle messe de la gnose, de l’oecuménisme, de la kabbale” (Sous la Bannière, Villegenon, 18260 Vailly-sur-Sauldre, France).

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Diante destes e muitos outros sérios estudos e denúncias sobre questão tão grave e iminente, como seja a integridade e pureza da Fé no Santo Sacrifício da Missa, questão na base da Autoridade Católica, destinada a cumprir o Mandato divino, reiteramos a nossa profunda decisão de não aceitar quem possa ser eleito para a Sede de Pedro, mas que se afasta da Doutrina e da Liturgia que desde sempre mantiveram a continuidade da Fé íntegra e pura que nos liga à Palavra de Cristo.

Para este testemunho fiel convocamos todos os fiéis que têm em mente e no coração a honra da Santa Madre Igreja no triunfo do Reino de Deus.

Só Nela há santificação e salvação; só Nela se demonstra a representação da Autoridade divina em Terra, através da Sede de São Pedro; só Nela há verdadeira caridade cristã para com o seu testemunho sermos merecedores de, pela graça de Deus, continuarmos católicos, filhos da Igreja Católica, Apostólica e Romana, a Casa de Deus na qual queremos morrer para a alcançar a Vida eterna.

Louvado seja Nosso Senhor no seu Divino Coração, junto ao Imaculado Coração de Maria Santíssima, Mãe de Deus e Mãe nossa. 

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