Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

NOVO CAIFÁS PARA MANTER A FLAGELAÇÃO DA FÉ

 

Arai DanieleJesus flagelado

Nos tempos modernos, revolucionários, os cristãos já deveriam ter percebido que as novas grandes perseguições são operadas contra a Doutrina da Fé, mais do que contra seus professos. Estes podem não perceber a gravidade desta porque não são atingidos diretamente, e são até «protegidos» pelas leis liberais para criticar de modo «civilizado» as doutrinas das quais discordam.

É claro que a perseguição física se estende ao mundo humano, mas é conseqüência da primeira: a falta de ardor na defesa dos irmãos na Fé.

Aqui temos que falar disto para reconhecer a tragédia que vive nossa sociedade cristã indefesa, pior, entregue à autoridade dos verdugos pontificais que, segundo o mundinho tradicionalista, devem ser reconhecidos como pastores!

Ora, sobre a perseguição à Fé ensinada por Jesus, o termo de referimento é a absoluta necessidade de conversão de todos, e nisto os judeus, o Seu povo, vêm na dianteira.

Assim, esse ensino do Messias divino, foi «causa» da Sua captura e condenação.

Vejamos então se ela faz parte da perseguição atual da Fé pelos «grandes sacerdotes» nos textos conciliares do sinédrio conciliar. O resto são os atos e suas fotos a documentar!

Qual a pior perseguição senão a dos maiores amigos dos homens… e dos judeus?

A pior perseguição neste mundo é contra a autoridade católica, que provem do Sangue do Sacrifício de Jesus Cristo para salvar os homens; trata-se da Igreja da Fé que representa a autoridade de Deus na Terra. Vamos pois falar da tentativa de «seqüestro» e «restituição» hoje do juízo cristão da Igreja ao Sinédrio judeu que condenou à morte o Salvador.

São Paulo, escrevendo sobre o tema da relação do Velho Testamento com o Novo, cita Jeremias: “Contrairei com a casa de Israel, e com a casa de Judá, uma nova aliança: não como a aliança que Eu fiz com os seus pais…” (Hb. 8:8-9). Explica então, sob a infalível inspiração do Espírito Santo: “Chamando-a nova, deu por antiquada a primeira, e o que é antiquado e velho, está chegando ao seu fim” (Hb. 8:13). Seus seguidores ficam assim inabilitados de participar da salvação eterna proporcionada pelo Sacrifício de Jesus Cristo, a não ser que um dia abandonem estes erros (D.S. 811).

Este Canon reza: “Se alguém disser que o homem pode justificar-se perante Deus com as suas obras realizadas com as forças da natureza humana ou pela doutrina da Lei, sem a graça divina por Jesus Cristo, seja anátema”.

A Igreja Conciliar opõe-se tacitamente a este dogma da Fé Católica com a sua nova doutrina, confirmada nas declarações de seus antipapas, melhor definida a partir do documento que invoca a autoridade de João Paulo 2º. É a heresia que permeia a doutrina “oficial” apresentada no documento “Orientação e sugestões para a aplicação da declaração Nostra aetate, nº. 4, (sigla O. Nae.) do Vaticano dois.

 

Orientações para tornar a Palavra de Jesus Cristo opcional.

«Os Católicos se esforçarão para compreender as dificuldades que a alma judia sente diante do mistério do Verbo encarnado, dada a noção muito alta que ela tem da transcendência divina – As comissões encarregadas das traduções litúrgicas devem pôr particular atenção no modo de expor aquelas expressões e aqueles trechos que podem ser pelos cristãos interpretados tendenciosamente […] pode-se, numa versão destinada ao uso litúrgico, tornar mais explícito o significado deste texto… É assim que a expressão “os judeus” em S. João, indica por vezes… os chefes dos judeus, ou os adversários de Jesus Cristo, expressões que exprimem melhor o pensamento do evangelista e evitam pôr em causa o povo enquanto tal – (pp.14-16)».

Somente o inverso da verdadeira noção cristã de transcendência divina pode levar a julgar inacreditável a Encarnação do Filho de Deus. É verdade que o mistério de Deus que intervêm no mundo com a graça inestimável da sua misericórdia é inatingível pelos homens, os homens, porém, não são inatingíveis por Deus transcendente. O pensamento judeu tinha na Bíblia o meio para se predispor segundo os desígnios divinos para receber Jesus Cristo. Mas os Evangelhos revelam que o Senhor foi recusado por não se ter apresentado como libertador e o rei poderoso almejado.

A vinda do Messias foi recusada pelo Povo que todavia continua a considerar-se eleito até hoje para possuir aquelas terras. Altas noções da Transcendência? A vontade divina foi rejeitada então e o é ainda hoje na recusa do Verbo encarnado por parte dos Judeus.

No dia 19 de abril de 1985, vinte anos depois do lançamento da Nae, a Comissão para as relações religiosas com o Judaísmo foi recebida por João Paulo para apresentar e divulgar oficialmente os seus “subsídios para uma correta apresentação dos Judeus e do Judaísmo”. “Como para cada documento publicado por um Departamento da Santa Sé, foram consultados os outros sectores competentes na matéria e as suas observações foram tomadas em devida consideração” (J. Mejia, secretário).

A tal O. NAe., de 24-25 de junho de 1985, dá notícia ampla sobre a questão sob o título “Ensinamentos religiosos e Judaísmo”, referindo a idéia de JP 2: “O Cristianismo e o Judaísmo estão ligados pelo nível mesmo de sua identidade” (6.3.82). “Apresentou-se esta realidade permanente do povo judeu com uma fórmula teológica particularmente feliz na alocução pronunciada para os representantes da comunidade judia de Maguncia (17.11.1980), Povo judeu da Antiga Aliança, que não foi nunca revogada…”. Tal doutrina diz ser “necessário empregar ao mesmo tempo e juntando, vários termos em que se exprime a relação entre as duas economias, do Antigo e do Novo Testamento: Promessa e cumprimento – continuidade e novidade – singularidade e universalidade – unicidade e exemplaridade.”

Isto implica, para os novos “teólogos” e “catequistas”, ignorar as palavras de São Paulo aos Hebreus (8, 7): “Porque se aquela primeira aliança tivesse sido irrepreensível, não teria havido lugar para uma segunda. Pois que Deus repreendendo-os diz: – Eis virão dias, diz o Senhor, em que Eu contrairei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança, não como a aliança que fiz com os seus pais no dia em que lhes peguei pela mão para os tirar da terra do Egipto: visto que eles não perseveraram na minha aliança, Também Eu os desprezei, diz o Senhor. […] Dizendo nova, torna velha a primeira; ora, o que é antiquado e velho, está prestes a desaparecer”.

7) Em virtude de sua missão divina, a Igreja, que é meio geral de salvação [haveria pois outros, particulares!] e que é a única na qual se encontra “toda a plenitude dos meios de salvação (UR.3) [meios que estariam porém difundidos fora dela] pela sua mesma natureza deve anunciar Jesus Cristo ao mundo. […] Jesus afirma (Jo 10,16) que haverá “um só rebanho e um só pastor”. Igreja e Judaísmo não podem ser apresentados pois como dois caminhos paralelos de salvação [mas convergentes!] e a Igreja deve testemunhar Cristo Redentor de todos no mais rigoroso respeito da liberdade religiosa, como essa foi ensinada pelo V2 (Dh).

No dia 28 de outubro de 1985 (note-se a data recorrente), João Paulo deu incondicional apoio ao documento pelo qual a Velha Aliança nunca foi revogada” e foi no dia 17 de novembro de 1980 declarar à comunidade judaica da Maguncia, Alemanha, que a “Velha Aliança” nunca tinha sido “revogada por Deus“!

Na apresentação do documento, assinado pelo presidente da dita comissão, Willebrands, o secretário, Jorge Mejia, dá explicações no seu artigo intitulado “Viva consciência do patrimônio comum a todos os níveis” do mesmo número do Osservatore Romano (O.R.): “Isto não quer obviamente dizer que os Judeus não possam e não devam tirar de suas tradições dons salvíficos“. Portanto no Judaísmo, fora da Igreja, contra a Igreja, há salvação! E por ocasião do encontro para a paz promovido por João Paulo em Assis, o mesmo J. Mejia escreveu sobre a convergência velada” de todas as religiões” (OR. 28.11.1986).

Relações entre o Antigo e o Novo Testamento, 6) Identidade cristã e identidade judia devem ser portanto acuradamente distintas na sua respectiva leitura da Bíblia. O que, todavia, nada subtrai ao valor do Antigo Testamento na Igreja e não proíbe que os cristãos possam, por sua vez, utilizar com discernimento as tradições de leitura hebraica. […] 10) Além disso, sublinhando a dimensão escatológica do cristianismo, chega-se a uma maior consciência do fato que quando o povo de Deus da antiga e da nova Aliança [aqui tornado um único povo!] considera o futuro, ele tende – mesmo se partindo de dois pontos de vista diversos – [em verdade opostos!] para fins análogos: a vinda ou o retorno do Messias. Percebemos mais claramente que a pessoa do Messias, sobre a qual o povo de Deus está dividido, constitui para este povo também um ponto de convergência. Pode-se dizer, portanto que Judeus e cristãos se encontram numa experiência semelhante, fundada sobre a promessa feita a Abraão (cf. Gn. 12, 1-3; Hb. 6, 13-18).

São Paulo diz que os Judeus que querem operar como obstáculo para a Fé em Jesus Cristo, são os maiores inimigos dos homens. Estes textos do V2 demonstram-se, pois os maiores inimigos dos homens e dos Judeus, porque justificam a não conversão deles a Jesus Cristo, e os afasta da salvação. Ora, Aaron Lustiger, nomeado por João Paulo II arcebispo de Paris, declara-se judeu e cristão ao mesmo tempo, dando assim a interpretação da Nae que, pode bem ser considerada oficiosa.

11- Atentos ao mesmo Deus que falou, na escuta desta mesma palavra, devemos dar testemunho de uma mesma minoria e de uma esperança comum em Quem é o Senhor da história. Será preciso que assumamos a nossa responsabilidade para preparar o mundo à vinda do Messias, operando juntos para a justiça social, para o respeito dos direitos da pessoa humana e das nações, para a reconciliação social e internacional. Judeus e Cristãos, nós, fomos solicitados a isto pelo preceito do amor do próximo, da comum esperança do Reino de Deus e da grande herança dos profetas.

A história humana, centrada na Encarnação do Messias, Filho de Deus, vindo ao mundo por obra do Espírito Santo, para cumprir a vontade do Pai, revela seu sentido só à luz do sumo Mistério Trinitário; do Amor absoluto entre as Três Pessoas divinas, ao qual é ordenado o amor e o conhecimento do ser humano. Por isto é dito o dogma dos dogmas, pelo qual o mesmo Amor que criou o homem à Sua imagem e semelhança, de modo ainda mais maravilhoso, veio para redimi-lo e instaurar a esperança no Reino de Cristo.

Ao contrário, a diluição da suprema verdade sobre o amor divino, conduz ao evento oposto, de terríveis efeitos sociais: instaura no mundo um clima destrutivo de ódios que prepara a vinda do «outro»: o anticristo. (Cfr. Jo. 5, 43)

Raízes hebraicas do Cristianismo: Jesus é judeu e o será para sempre; o seu ministério limitou-se “às ovelhas perdidas na ‘casa de Israel’ (Mt. 15, 24)”. Jesus é plenamente um homem do seu tempo e de seu ambiente judeu palestino do século I, de cujas alegrias e esperanças participou. Quanto à lei bíblica, Jesus demonstrou uma grande liberdade junto com a vontade de submeter-se, ensinando nas sinagogas; 5) As suas relações com os Fariseus não foram nem completamente nem sempre políticas [cfr. exemplos]. 

6) Jesus partilha com a maioria dos Judeus da Palestina daquele tempo, algumas doutrinas farisaicas: a ressurreição dos corpos; as formas de piedade: a esmola, oração, jejuns, e o hábito litúrgico de dirigir-se a Deus como Pai;… O mesmo se diga de Paulo

Este texto de justificação de doutrinas farisaicas, que devem continuar, chega à inversão da relação entre o Mestre que proclamou: – Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida – e aqueles que O repelem. De fato, Jesus demonstrou ser cumprimento da lei bíblica, da qual os Fariseus e os Judeus daquele tempo deviam receber a verdadeira doutrina. Mas desta Jesus era o Mestre, e submeteu-se a ela para dar exemplo a todos. Ora, a fidelidade à Lei estava em reconhecer e seguir Jesus, e não ao contrário, isto é em recusá-Lo em nome de doutrinas farisaicas a que Jesus se submetia como judeu observante de seu tempo.

A Lei era para Cristo, não Cristo para a Lei numa humanização da divindade de Jesus.

8) Deve-se notar que os Fariseus não são mencionados nas narrações da Paixão.[…] Uma apresentação somente negativa dos Fariseus corre o risco de ser inexata e injusta. […] O “farisaísmo“, no sentido pejorativo do termo, pode contaminar qualquer religião. 9) Tudo isto deveria ajudar a elucidar melhor a afirmação de S. Paulo (Rm. 11, 16 ss.) sobre a “raiz” e os “ramos“. A Igreja e o cristianismo, em toda a sua novidade, têm origem no ambiente hebraico do primeiro século da nossa era (Nae. 4)…

Que o “desígnio de Deus” de instaurar tudo em Cristo tenha raízes farisaicas poderia ser insinuado só por um espírito farisaico, descrito, não com apresentações e sentidos de alguns exegetas, mas com as próprias palavras de Jesus nos Evangelhos.

 IV – Os Judeus no Novo Testamento: 1a – Os Evangelhos são o fruto de um trabalho relacional longo e complexo. A DV, em seguida da Instrução S. Mater Eclesia, da P.C.B. (v. p. 97), distingue etapas: – Não é, pois excluído que referências hostis ou pouco favoráveis aos Judeus tenham como contexto histórico os conflitos entre a Igreja nascente e a comunidade judia. Algumas polêmicas refletem as condições que, cronologicamente, são muito posteriores a Jesus. Esta constatação resta fundamental quando se quer colher para os cristãos de hoje o sentido de alguns textos dos Evangelhos.

Eis a contraprova do plano de introdução do racionalismo na exegese do método histórico-crítico. Mas como é possível apresentar o que o Evangelho ensina a respeito da necessidade da fé em Cristo, que causou inúmeros martírios, de S. Estevão a São Tiago e até hoje, como polêmicas condicionadas pelos conflitos entre comunidades contrárias? Pode-se fazê-lo sem se desclassificar, e não só por heresia?

1d) [O fato que a maioria dos Judeus não acreditassem em Jesus] levou à inevitável ruptura entre o hebraísmo e a jovem Igreja, então separados e divergentes irredutivelmente ao mesmo nível da fé; esta situação reflete-se na relação do Novo Testamento, em particular dos Evangelhos.

1e) Refletindo sobre este fato [segundo Nae,4], os cristãos não devem nunca esquecer que a fé é um dom livre de Deus e que a consciência dos outros não deve ser julgada. […A Dh do V2], ensina que ‘todos os homens devem ser imunes da coação…’. Esta é uma das bases nas quais apóia o diálogo judeu-cristão promovido pelo Vaticano dois e seus «antipapas».

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Note-se que as iniciativas do V2 não têm por base verdades reveladas, mas o conceito sobre a imunidade de coação que serve justamente a promover a isenção das consciências, e não só dos judeus, da objetiva obrigação de aderir à Verdade em foro interno e de respeitá-la no foro externo, que implicando um juízo objetivo, implica também a coação. Isto também para evitar o ensino do erro, especialmente contra a Lei cristã, que tem também sua Moral apoiada no Evangelho.

Pio XII, (Rdm. de 23.3.52):“Como é pois possível conciliar a providencial disposição do Salvador, que confiou à Igreja a tutela do patrimônio moral cristão, com uma espécie de autonomia individualista das consciências? Esta, subtraindo-se ao seu clima natural, pode produzir só frutos venenosos… A “moral nova” afirma que a Igreja recorre por demais às obrigações: “não é lícito” […] Ela não pode porém deixar de admoestar os fiéis que não é possível adquirir e conservar este patrimônio senão ao preço de precisas obrigações morais.”

V – A Liturgia, 1) Judeus e Cristãos fazem da Bíblia a substância mesma das suas liturgias… também no Hebraísmo encontram-se as mesmas formulações das nossas orações mais sagradas, como por exemplo o ‘Padre Nosso’. Também as orações eucarísticas inspiram-se em modelos da tradição hebraica. Citamos a propósito as palavras de João Paulo II (6/3/1982): – A fé e a vida do povo judeu, assim como são professadas e vividas ainda hoje, (podem) ajudar a compreender melhor alguns aspectos da vida da Igreja. É o caso da Liturgia…  2) … É ainda o memorial, que nos vem da tradição hebraica, com um conteúdo específico, diferente em cada caso. Existe, pois, de uma e da outra parte, um dinamismo paralelo: para os Cristãos ele dá sentido à celebração eucarística, celebração pascoal e, enquanto tal, atualização do passado, vivido na espera ‘de sua vinda’ (I Cr. 11,26).

VI – Judaísmo e Cristianismo, 1 – A história de Israel não se conclui no ano 70. Ela continuará em particular na vasta Diáspora que permitirá a Israel levar em todo o mundo o testemunho, de freqüente heróico, de sua fidelidade ao único Deus e exaltá-Lo diante de todos os vivos (Tb. 13, 4). É preciso com todos os meios abandonar o conceito tradicional do povo punido, conservado como argumento vivo para a apologética cristã. Ele permanece o povo escolhido; “a oliveira boa na qual foram enxertados os ramos da oliveira selvagem que são os gentios” (João Paulo II, 6.3.1982).

Pretende-se cancelar assim, com um golpe de pena, tudo o que relata a Bíblia, e portanto Deus, revelou a respeito das penas em que incorre o povo infiel. E assim igualmente os muitos textos evangélicos sobre a infidelidade do Povo judeu que recusou o Salvador. A Igreja católica sempre ensinou esta realidade para a conversão dos Judeus e elevou suas orações ao Senhor para “levantar o véu de seu coração, tendo misericórdia com este povo cego”. Rezar pelo povo punido é coisa santa, ignorar a culpa em que incorreram é injúria a Deus. As novas orações da Sesta-feira Santa, porém, como quis João 23, iniciaram um novo curso, segundo outra fé: “Que Deus ajude os Judeus a “progredir sempre no amor de seu Nome e na fidelidade à sua Aliança… conduzi à plenitude da Redenção o povo da Aliança…”.

Pode um clérigo dizer isto, ignorando a necessidade da fé em Jesus Cristo, que “Deus constituiu Senhor” (Rm. 9, 6ss) e que disse: “Se não acreditais que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (Jo. 8, 24)?

É possível pronunciar, em nome da Igreja de Cristo, esta sua implícita exautoração, sem abandoná-la? Mas se isto vale para qualquer fiel e muito mais para um clérigo consagrado, que dizer de alguém que se apresenta como representante, vigário de Jesus Cristo, que veio para converter todos os homens, a começar pelo Povo eleito a recebê-Lo?

É claro que esta pessoa tenta alterar Sua missão, invertendo-a. Como, porém, a autoridade pontifical é vigária – em representação – de Jesus Cristo e para a confirmação do Seu Evangelho, neste caso é ilógico deduzir que este clérigo não cumpre a sua missão; é lógico concluir antes que esta missão não é sua. Ela é definida por Quem a instituiu com Palavras evangélicas dadas e cumpridas por São Pedro.

Leia-se o seu primeiro discurso aos judeus, que converteu milhares (Act. 2, 14-41). Este é ato constitucional da missão e autoridade do Papa católico.

Se alguém se apresenta como papa, mas ignora a conversão dos judeus a Cristo, como fazem os conciliares, só podem enganar quem não quer ver a contradição flagrante e evidente, que dura mais de meio século. A questão da traição, do serviço prestado como vigários do Anticristo, é certamente mais grave, mas segue a outra.

Ao católico compete hoje testemunhar que tais clérigos, demonstrando esta intenção infiel, ao ocupar e demolir a “Cidade Santa”, não têm autoridade pontifical.

Lembremos que os perjuros do Juramento anti-modernista, que é uma profissão de fé a Igreja católica, só estão nela porque enganam.

As doutrinas do Vaticano 2, que foram e continuam a ser analisadas sob a luz da Fé católica por muitos doutos fiéis demonstram o plano conciliar de reduzir a ramo de uma religião universal antropocêntrica  a Religião católica. Poderia alguém fazê-lo com autoridade católica? Quem com tanto afã justifica os fariseus não acusa de anti-semitismo o Evangelho, emulando o Sinédrio que mandou à morte Jesus? Pedem perdão ao mundo pela Igreja, jogando lama na imagem da Esposa de Cristo, que é meio da Misericórdia também para a salvação dos Judeus.

Hoje, nesta traição incide uma inteira classe clerical que prega a operação dos saldos ecumenistas do Vaticano 2, pelos quais ninguém precisa converter-se mais à Fé de Jesus nem ao seu «tirânico Magistério pontifical anti-semita» para fazer a vontade de Deus.

O cúmulo dessa prevaricação é presente nas palavras e até orações de modernistas e mações elevados nestes últimos tempos à Sé de Pedro. Qual pior castigo para o mundo?

Voltando ao livro da Gênesis, temos a presença da Mulher; de Maria Mãe de Deus e da Misericórdia. Em toda ocasião de aflição e perigo para o povo de Deus aparece o sinal da Mulher, que são sinais da intervenção da esfera celeste naquela terrena. Conseguimos, porém, sempre entender o que estes indicam? Não será que na hora presente nos indica o vencimento de um ciclo da história humana, enquanto o mundo vai absorto em problemas das mutações climáticas em boa parte ligadas à decadência de um pensar nutrido por sinais materiais que a inteligência humana deveria superar?

Deve-se, pois, vigiar sobre os falsos sinais que o mundo semeia entre os homens em nome da religião, a confusão entre sinais verdadeiros e os “portentos mentirosos” previstos por Jesus e vistos pelos Apóstolos.

Como seguir gente como mons. Williamson – e não é o pior –  segundo o qual São Pedro não declarou a «vacância» de Caifás!

Neste Tempo há que parar para perscrutar os verdadeiros sinais dos tempos em que vivemos não é passatempo ocioso nem curiosidade gratuita, mas imprescindível necessidade para a vida espiritual e social de todos; é responder à Palavra divina: é vigilância sobre quanto ameaça nosso curso terreno, no qual se decide o nosso destino eterno. O juízo dos falsos Cristos e falsos profetas que imperam junto aos senhores do mundo, pertence a Cristo que revelou que vai julgar: “com o sopro da Sua boca e com o esplendor da Sua vinda (Ap. 19, 11- 16); (II Ts. 2, 8).

A nós compete o vigilante testemunho contra os flageladores da Fé e demolidores da Santa Madre Igreja.

Nossa Senhora chamou a esta vigilância diante da «liquidação» por um tempo da Igreja de Deus. Soubemos entender o Seu aviso? Sobre a outra cidade que erigiram para «o culto conciliar do homem», é ordenado aos fiéis: “Sai dela meu povo, para não serdes cúmplices de seus pecados, nem abrangidos nos seus flagelos” (Ap. 18, 4).

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