Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A AUTORIDADE DE «PAPAS CONCILIARES» SUBSISTE SÓ AO NÍVEL SUBJETIVO E MEDIÁTICO

Arai Daniele

A necessidade de repetir sempre questões objetivas, desde sempre ensinadas pela Igreja, indica o estado avançado do pensar subjetivo no atual «mundo mais ou menos católico»!

Papa Paulo IV

Assim, tudo indica que hoje deixa de interessar, ou se põe em duvida, o fato que o poder do Vigário de  Cristo provem imediatamente de Deus e não da Igreja com seus cardeais. Por isto, o mundo católico só pode ter certeza desta invisível concessão divina de tal poder ao eleito papa num conclave, através de um sinal visível e universal.

Papa Paulo IV

Este sinal para confirmar o poder absolutamente necessário para a continuação da Igreja, é tido pelo ensinamento comum dos autores como sendo a aceitação pacífica e universal por toda a Igreja deste eleito, que deve, porém, ser um lúcido católico.

Tratar-se-ia de “sinal e efeito infalível de eleição válida”. Mas válida porque o sinal é infalível? Ou este sinal tem efeito infalível porque a eleição foi válida com a aceitação do Pontificado pelo católico eleito? Eis o dilema, que resta em campo humano… por nada infalível. De fato, nenhum católico pode duvidar da necessidade da certeza que o homem eleito para representar Deus na Terra recebeu de fato esse poder (cf. JOURNET, Card. Charles – “L’Eglise du Verbe Incarné” – Desclée, Bruges, 2 vols., 1962).

A este ponto, a «aceitação pacífica e universal» está condicionada pela operosidade e defesa da Fé demonstrada em seguida pelo eleito e somente sobre esta certeza o católico deve apoiar a sua aceitação: o Papa só é legítimo, apesar de toda aparência, se professou e professa a Fé católica. Certeza que procede do Magistério sobre a condição ontológica da Fé para ser Vigário de Deus em Terra na missão de confirmar essa Fé.

Ora, a necessidade de ter um papa não fundamenta nenhuma certeza, e visto que se trata sempre de certeza na Fé e para a Fé, é claro que só a Fé é referência fundamental para tal certeza. Isto é, que o eleito demonstre professar a Fé nos atos para os quais recebeu esse poder supremo. É recomendação divina: “Pelas obras os reconhecereis”. Só assim podemos ter a confirmação da escolha válida do digno eleito papa, mas também o seu contrário no caso de grave desvio na Fé em seguida, se for apurado que o eleito não só no presente se demonstra desviado, mas o era antes da eleição. Então, élícito em qualquer tempo, afastar-se impunemente, da obediência aos assim  promovidos ou assumidos evitando-os como feiticeiros, pagãos, publicanos e heresiarcas … ab ipsorum sic promotorum vel assumptorum obedientia et devotione impune quandocumque cedere eosque ut magos, ethnicos, publicanos et hæresiarchas evitare… (Bula Cum ex apostolatus officio)

Em tal caso, trata-se de eleição nula, mesmo se realizada com a unanimidade de voto dos cardeais e apesar da aceitação pacífica e universal decorrida durante qualquer tempo, como prescreve a Bula Cum ex que, tratando da autoridade na Fé, exprime uma lei necessariamente infalível e perpétua: um desviado na Fé não é hábil ao Papado de certo. Se foi eleito papa, houve erro humano, a eleição é nula e deve ser mesmo execrada pelas conseqüências espantosas de apostasia que engendra.

É o que vivemos hoje, mas esses «papas modernistas» continuam a ser subjetivamente louvados por um abúlico mundo ex católico, e depois, até beatificados pelos seus comparsas, sem razões objetivas.   Cardeal Billot

Ora, sobre a questão do Papa herege e do Papa dúbio, o Cardeal Billot expõe sua idéia nos seguintes termos:

“Afinal, o que quer que ainda se pense sobre a possibilidade ou impossibilidade da referida hipótese (do Papa herege), pelo menos um ponto deve ser tido como absolutamente inconcusso e firmemente posto acima de qualquer dúvida: a adesão da Igreja universal será sempre, por si só, sinal infalível da legitimidade de determinado Pontífice, e portanto também da existência de todas as condições requeridas para a própria legitimidade. A prova disso não precisa ser buscada muito longe, mas encontramo-la imediatamente na promessa e na providência infalíveis de Cristo: ‘As portas do inferno não prevalecerão contra ela’, e ‘Eis que estarei convosco todos os dias’. Pois a adesão da Igreja a um falso Pontífice seria o mesmo que sua adesão a uma falsa regra de fé, visto que o Papa é a regra viva de fé que a Igreja deve seguir e que de fato sempre segue, como se tornará ainda mais claro pelo que adiante diremos. Deus pode permitir que às vezes a vacância da Sé Apostólica se prolongue por muito tempo. Pode também permitir que surja dúvida sobre a legitimidade deste ou daquele eleito. Não pode contudo permitir que toda a Igreja aceite como Pontífice quem não o é verdadeira e legitimamente. Portanto, a partir do momento em que o Papa é aceito pela Igreja e a ela unido como a cabeça ao corpo, já não é dado levantar dúvidas sobre um possível vício de eleição ou uma possível falta de qualquer condição necessária para a legitimidade. Pois a referida adesão da Igreja sana na raiz todo vício de eleição e prova infalivelmente a existência de todas as condições requeridas. Que isto seja dito de passagem contra aqueles que, procurando coonestar certas tentativas de cisma feitas no tempo de Alexandre VI, alegam que seu promotor propalava ter provas certíssimas, que revelaria ao Concílio geral, da heresia de Alexandre VI. Pondo aqui à margem outras razões com as quais se poderia facilmente refutar semelhante opinião, basta lembrar esta: é certo que quando Savonarola escrevia suas cartas aos Príncipes, toda a Cristandade aderia a Alexandre VI e a ele obedecia como Pontífice verdadeiro. Por isso mesmo, Alexandre VI não era Papa falso, mas legítimo. Logo, não era herege, pelo menos naquele sentido em que o fato de ser herege retira a condição de membro da Igreja e em conseqüência priva, pela própria natureza das coisas, do poder pontifício ou de qualquer outra jurisdição ordinária” (relevo nosso) [Billot, “Tract. De Eccl. Christi”, tom. I, pp. 620-621. cit. Acies Ordinata, 9.2.2012].

Aqui surge, porém, a dúvida: Savonarola e o mundo católico florentino que o seguia, não faziam parte dessa ‘Cristandade total’ que deveria aderir à legitimidade do papa?

A única resposta é que certamente eram parte, e mesmo relevante desta, mas que sua dúvida se devia a razões de moral e não de fé. A esta luz pode-se dizer que a dúvida isolada do card. Tisserant sobre a eleição de Roncalli, João 23, ao escrever que ele ‘fora eleito por poderes (maçons) estranhos à Igreja’, valia mais que a daqueles muitos fiéis.  (ver «O Dilema da Sede Vacante» e ‘Vita’, 18/9/77, p. 4, Nichitaroncalli, p. 41)’.

Eleição de pessoa inábil para o Papado

Sobre uma “sanatio in radice” em virtude da aceitação do Papa pela Igreja universal, Santo Afonso de Ligório escreve em termos incisivos:

“Em nada importa que nos séculos passados algum Pontífice tenha sido ilegitimamente eleito ou se tenha apoderado fraudulentamente do Pontificado; basta que depois tenha sido aceito por toda a Igreja como Papa, uma vez que por tal aceitação ele se terá tornado verdadeiro Pontífice. Mas se durante certo tempo (posterior à eleição) não houvesse sido real e universalmente aceito pela Igreja, durante esse tempo a Sé pontifícia teria estado vacante, como vaga está na morte do Pontífice[Santo Afonso de Ligório, “Verità della Fede”, em “Opere…”, vol. VIII, p. 720, n.º 9].

De fato, até mesmo a simonia não é suficiente para invalidar a eleição papal aceita por toda a Igreja. Se durante certo tempo (posterior à eleição, surgissem razões válidas pelas quais…) não houvesse sido real e universalmente aceito pela Igreja…  isto poderia constituir o caso especial de eleição dúbia devido a designação, como Papa, de pessoa inábil para o cargo.

O caso que merece atenção pela sua atualidade tem por base a sentença comum pela qual a eleição é inválida, por direito divino, se a escolha aponta quem não é membro da Igreja por ser herege ou apóstata; fato oculto até a eleição, mas revelado depois desta pelas obras do eleito. No caso de Alexandre VI, que aparece como um caso extremo, nada há em seu Bulário que comprometa a Fé. Voltando pois ao exposto pelo Cardeal Billot: Alexandre VI não era Papa falso, mas legítimo. Logo, não era herege – haveria que dar outra ordem à frase: Alexandre VI não era herege. Logo, não era Papa falso, mas legítimo. Se fosse ou herege ou cismático, perderia a condição de membro da Igreja e, pela própria natureza das coisas, em conseqüência não teria poder pontifício nem qualquer outra jurisdição ordinária.

Ora, já determinar com certeza a aceitação pacífica e universal pela Igreja comporta o «tempo» desse reconhecimento quanto a um clérigo desconhecido à maioria dos fiéis. Esta se baseia na credibilidade dos cardeais envolvidos na eleição e nos prelados que a aceitaram, transmitindo essa aceitação pacífica aos subordinados. Mas, pode surgir em tempos sucessivos à eleição certa desconfiança generalizada, ainda que indefinida, devido ao comportamento e atos estranhos do eleito. Isto pode pôr em dúvida o caráter pacífico e universal da aceitação papal se tal suspeita se alargar apoiada em precedentes melhor conhecidos do eleito, pelos quais ele já fosse desviado na ocasião de sua escolha pelo Sacro Colégio? Porque este é o caso de Roncalli e ainda mais de Montini, Paulo 6º.

Aqui se deve considerar o caso relacionado com a eleição de um herege para o Papado. Que aconteceria se esse fosse eleito papa e a sua eleição aparentemente aceita pela Igreja de modo pacífico e universal?

Haveria que desfazer a aparência por amor à Fé da Igreja. Foi o que fizeram diversos consagrados, a partir do Jesuíta Saenz y Arriaga (El Magisterio de la Iglesia y la nueva misa, 1970, La nueva iglesia montiniana, Cisma o Fe? Edit. asociados, México, 1972. Então, diante da nova missa e doutrina herética de Montini, Paulo 6º, o número de fiéis, seja consagrados, sejam estudiosos católicos de peso que puseram em dúvida a sua legitimidade e falta de autoridade católica aumenta de muito. Ninguém poderia mais honestamente dizer que toda a Cristandade aceitava Paulo 6º como papa. Certamente a diferença nos números era enorme, mas não na qualidade das razões católicas. O mundo aplaudia o novo «papado conciliar», mas entre os católicos a dúvida só era reprimida onde havia conveniências pessoais e de grupo, fato bem pouco edificante na fé.     

Parece, à primeira vista, que Deus não permitiria que quase toda a Igreja caísse no erro sobre a legitimidade de seu chefe terreno: um eleito que pacificamente apareça como papa aceito por verdadeiro, mas «dúbio» no plano universal, eis um terrível castigo! E Deus permite castigos.

O Cardeal Louis Billot (1848-1931), como teólogo, defendeu a opinião    apoiada na interpretação do texto bíblico da promessa de Cristo (cf. Lc 22, 32), dizendo: “A ordem estabelecida por Deus exige absolutamente que, como pessoa privada, o Soberano Pontífice, não pode ser um herege, mesmo se perdeu a fé no seu foro interno”. Conclui: “No caso que a hipótese de um papa caído em heresia notória se tornasse realidade, a Igreja ficaria envolvida num tal grau de aflições, que se pode deduzir a priori, que Deus nunca o permitiria.”

Pode-se ver contradição nessa conclusão a priori, porque não só os homens são capazes dos maiores delitos em nome da mesma Igreja, mas porque foi o mesmo Cardeal na sua obra «Parusie» a descrever as aflições da Cristandade no mundo em tempos iminentes, que são os que vivemos: “Observamos uma considerável perda de fé nas nações que eram cristãs, e isto na indiferença ou até mesmo no ódio à fé cristã. Vemos que já (1920) a apostasia tem caráter oficial… Os poderes civis declaram não reconhecer Cristo, nem a sua Lei (veja-se a declaração Dignitatis humanae). E o fenômeno distingue nossa época do passado: o ateísmo se afirma com descarada ousadia e ampla publicidade… tudo com um grau de degradação nunca visto”.

O Teólogo descreve o tempo atual, mas como se o papado pudesse ser alheio à ruína da ordem clerical que participa dessa apocalíptica apostasia, justamente ao ignorar as medidas dos verdadeiros papas para proteger a integridade da Fé. Já não é grave desvio sobrepor o respeito pela pessoa do «papa» ao dever da defesa da Fé, que este manipula?

Em suma, o verdadeiro Papa é pela Fé, e só nela pode ser reconhecido. Se a transforma é impostor e deve ser repelido e anatemizado (Gl 1, 8). Neste caso estão incluídos os «papas conciliares» devido à promoção do herético Vaticano 2 da operação ecumenista que relativiza a Religião divina ao nível das diversas «religiosidades humanas». Se estes são aceitos pela multidão de católicos descuidados das questões de Fé e pelo mundo, isto se deve somente a uma atitude subjetiva que não obriga ninguém diante do fato objetivo: da falta ou vacância na Sede da Verdade de quem proclame a unicidade da Fé na salvação na Igreja de Jesus Cristo, Verbo de Deus sem o qual ninguém se pode salvar.

Teses contrárias ao fato objetivo dessa ausência, deveriam provar que os conciliares não declaram em nome de sua igreja o direito à liberdade (Dh) de crer e ensinar qualquer mentira religiosa diante de Deus, que pela lógica implica ainda mais negar a divina autoridade que pretendem representar. Note-se que são as mesmas doutrinas pregadas por esses conciliares a negarem a própria autoridade, e portanto única igreja, mas uma entre tantas à qual nem protestantes, nem judeus, nem ninguém precisa se converter para se salvar. Não é a Igreja de N. S. Jesus Cristo.

Quem nega isto deveria, para assentar na realidade, provar ser ilusão o que atormenta os fiéis e entusiasma os modernistas, isto é a revolução pela qual está passando a Igreja. Isto sim está na raiz da grande apostasia terminal que alguns querem no Segredo de Fátima; Deveriam responder: «Como é que um papa, verdadeiro sucessor de Pedro, garantido pela assistência do Espírito Santo, pode presidir a destruição da Igreja, a mais profunda e a mais extensa da sua História, no espaço de tão pouco tempo, o que nenhum heresiarca conseguiu alguma vez fazer?» Certeza é o que a Igreja atribui a um concílio ecumênico, mas também a conclave católico. Se este não é livre de hereges, não é conclave católico livre de suspeição e de ser maldito para a Fé. Isto sim é uma certeza, pois elege quem está a serviço, não de Fé que salva, mas da demolição que dana!

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Bergoglio: grande sacerdote de fé ecumenista!

BREVES NOTAS ACERCA DO ABSURDO DAS TESES ANTI-SEDEVACANTISTAS

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Ninguém se iluda; esta questão compromete a salvação eterna.

Os anti-sedevacantistas ao declararem que a única solução para salvarem a indefectibilidade da Igreja, bem como da integridade da fé, é harmonizarem a doutrina do Vaticano II com a Tradição multissecular da Santa Madre Igreja, dando a entender que o maldito concílio Vaticano II teria iluminado certos elementos eclesiais, ainda não perfeitamente explicitados pelo Magistério, encontram-se desviados da Fé.

Ora o referido concílio fundou uma nova religião: a religião do homem, cujo único “deus”é a própria humanidade em evolução, rumo ao ponto ómega, de que falava o coveiro da Fé Católica Teillard de Chardin; se eles não vislumbram uma tal realidade é porque, repito, não possuem a Fé Católica.

Asserções legitimamente produzidas há quarenta ou cinquenta anos, hoje não são mais admissíveis. Não nos situamos já nos tempos da “decomposição do catolicismo”, mas sim em plena idade pós-cristã.

O Magistério da Santa Madre Igreja somente pode explicitar realidades, objectivamente, formalmente, já reveladas. Completamente absurdo supor a iluminação de novas verdades que constituíssem a negação formal de todo o Depósito da Revelação, bem como de toda a sã filosofia.

Quando os anti-sedevacantistas afirmam que é absurdo supor um período de mais de cinqüenta anos de Sede Vacante, olvidam totalmente que a tragédia actual CONSTITUI UM CASTIGO COLECTIVO À HUMANIDADE, E EM ESPECIAL ÀS NAÇÕES E POVOS DA VELHA CRISTANDADE, TORNADOS APÓSTATAS.

Quando declaram que o Depósito da Revelação não previu a derrocada da Igreja oficial (que eles aliás negam) devem estar a brincar com coisas sérias. A grande apostasia está perfeitamente documentada na Sagrada Escritura, Antigo e Novo Testamento, bem como na Sagrada Tradição. Nosso Senhor Jesus Cristo no seu discurso escatológico vincula a destruição do Templo, a qual se verificou efectivamente no ano 70, à imagem objectiva do fim do mundo (Mt,24). O sentido literal Bíblico sublima-se por definição num significado pleno (espiritual) de conceitos, instituições e pessoas. As profanações do Templo do Antigo e Novo Testamento, permanecendo historicamente aquilo que são, constituem uma prefiguração real, objectiva, da apostasia dos últimos tempos, que São Paulo tão bem documenta na segunda carta aos Tessalonicenses, capítulo II. É de Fé Divino-Católica, ensinada pelo Magistério Universal e ordinário da Santa Madre Igreja, que nos tempos pré-escatológicos aparecerá o anti-Cristo. Ora a leitura da referida passagem de São Paulo sem dificuldade nos demonstra que esse “homo iniquitatis”só pode ser um falso papa arrastando para o inferno todos os crentes tornados apóstatas.

Mais vale,aos olhos de Deus, viver nas novas catacumbas, marginalizado socialmente, MAS VIVER NA VERDADE E NA CARIDADE SOBRENATURAL, do que viver bem aos olhos do mundo, mas na apostasia, no niilismo, e até por vezes na pederastia. Acredito, sem dúvida, que existam não-sedevacantistas, o que é diferente de anti-sedevacantistas, de boa fé; devem contudo acautelar-se sobrenaturalmente para não perderem a Fé, porque o veneno conciliar actua sobretudo SUBLIMINALMENTE, a menos que, por felicidade, a morte seja mais rápida do que a eficácia do veneno.

Afirmam também os anti-sedevacantistas que a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima não se cumpriu no que concerne ao “em Portugal conservar-se-á sempre o dogma da Fé”. É certo que a situação espiritual, actual, de Portugal é análoga à de todos os outros países da antiga Tradição Católica; todavia existem muitos aspectos, QUALITATIVOS, que desconhecemos, e de qualquer maneira ainda não chegámos ao fim do mundo.

Os anti-sedevacantistas produzem igualmente a estranha asserção de que os sedevacantistas acreditariam que os bispos de todo o mundo teriam entrado, católicos, para o concílio; dele tendo saído, depois de aprovarem a liberdade religiosa, todos apóstatas, à excepção de Monsenhor Lefebvre e Monsenhor de Castro Mayer – ORA TAL É ABSURDO!!! É evidente que uma percentagem muito razoável de bispos, trabalhados e mandatados pela maçonaria, entrou em concílio já apóstata; (a convocação do concílio foi inválida, porque executada pela mão maldita da maçonaria, corporizada em Roncalli) SABIAM AO QUE IAM, E PARA QUE IAM: A ELIMINAÇÃO DO CATOLICISMO COMO ENTIDADE HISTÓRICA. Mas também existia uma ainda que menor percentagem de bispos defensores da Fé, oriundos sobretudo de Espanha, Portugal, Itália e América Latina, mas que caíram, parcial ou totalmente nas armadilhas maçónicas do Concílio, sobretudo após o seu encerramento. É triste reconhecê-lo, mas a grande maioria dos membros do “Coetus internacionalis Patrum” veio a perder totalmente o espírito combativo; tornaram-se apóstatas? Penso que seria excessivo afirmá-lo, mas o certo é que não mais combateram, e de qualquer modo já todos faleceram.

Aqueles que acreditam, depois de terem estudado bem estes assuntos, que a Igreja conciliar é a Igreja eterna, a Santa Madre Igreja, possuem um conceito de Igreja incompatível com o hábito e o acto de Fé Teologal, sobrenatural. Tais são os actuais chefes da Fraternidade São Pio X, os quais reduziram o combate pela santa Fé a questões DE SENSIBILIDADE TEOLÓGICA E LITÚRGICA, idênticas àquelas que ao longo dos séculos opuseram por vezes algumas ordens religiosas.

A paródia sacrílega do monstruoso espectáculo que a ex-Igreja Católica oferece ao mundo, obedece a um plano bem estruturado, em que nada foi deixado ao acaso – ERA NECESSÁRIO FAZER SUCUMBIR OS PRÓPRIOS DEFENSORES DA FÉ; mesmo Monsenhor Lefebvre vacilou, não na Fé, mas no combate. Ora os actuais chefes da Fraternidade primeiro cessaram a luta e agora perdem a Fé, caluniando os ainda fiéis.

Assimilemos os seguintes provérbios escolásticos: BONUM EX INTEGRA CAUSA (O BEM PROVÉM DA INTEGRIDADE DOS FACTORES, ONTOLÓGICOS E MORAIS, QUE CONSTITUEM UMA REALIDADE); CORRUPTIO OPTIMI -PESSIMA (QUANTO MAIS ELEVADO É O PRINCÍPIO DE VERDADE E DE BEM, MAIS HORRÍVEL SERÁ A SUA PROFANAÇÃO). Deus constitui a Verdade e o Bem absolutos, sendo infinitamente simples, ou é, ou não é.

As realidades e os entes racionais contingentes deverão, queiram ou não, anunciar essa Verdade Divina, conhecendo-A, amando-A e servindo-A; se o não fizerem, anunciá-la-ão sofrendo o merecido castigo. A Verdade e o Bem contingente, constituindo metafisicamente uma unidade, refracta-se em geral numa multiplicidade de aspectos, os quais terão todos de concorrer “INTEGRAMENTE”para a finalidade transcendental; e a integridade deverá ser tanto mais elevada quanto mais elevado for o princípio de Verdade em causa.

Ora a Fé Católica constitui o mais elevado princípio de Verdade e de Bem que se pode conceber, e que é objectivamente possível existir – TAL É A VERDADE DE DEUS, TAL É A VERDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM. Assim foi a Fé Católica, ao longo da História Universal, UNIVERSALMENTE ATACADA, teve sempre contra ela todas as forças do mundo e do príncipe deste mundo. Como tenho referido, nos últimos 700 anos essa hostilidade foi-se adensando em movimento acelerado: é a chamada decomposição do mundo, a qual se traduziu numa PERDA DE SER, bem como na desintegração dos dados do espirito, quebrando a harmonia analógica, sobrenatural e filosófica, que é apanágio do Catolicismo. A Corrupção do óptimo é constitutiva deste processo de descristianização -E POR SUA PRÓPRIA NATUREZA DESCAMBA NO NIILISMO, QUE É O NADA HIPOSTASIADO COMO PRIVAÇÃO DE SER MORAL. A aceleração do processo, após a revolução de 1789, produziu uma civilização espiritualmente destroçada no dealbar do século XX. Mas felizmente existia ainda a Santa Madre Igreja, como realidade social e cultural. Era preciso abatê-la. Disso se encarregaram, com supervisão da maçonaria, os eclesiásticos apóstatas, que mais não fizeram do que reproduzir em processo abreviado, e muito mais concentrado e acelerado, em meio eclesial, toda a desintegração intelectual e moral que dissolvera a sociedade civil e política nos séculos precedentes – A CONSEQUÊNCIA FOI UM NIILISMO ECLESIAL AINDA MUITO MAIS PROFUNDO, DO QUAL A PEDERASTIA CONSTITUI UM DOS SINTOMAS.

Agora é na Fraternidade São Pio X que se pretende impor o processo niilista. Tudo parece indicar que, se não for detido pelas forças de heroísmo sacerdotal que ainda gravitam no seu seio, o processo de desintegração seja ainda mais rápido e profundo do que o foi na Igreja oficial.

A Fé Católica, metafìsicamente, objectivamente, não se pode perder, por definição. Mas é possível perdê-la subjectivamente, caso não opunhamos viril resistência àqueles que nos caluniam, falsificando as nossas razões, que são as da Santa Madre Igreja, eterna e imutável.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 5 de Abril de 2013

2 Respostas para “A AUTORIDADE DE «PAPAS CONCILIARES» SUBSISTE SÓ AO NÍVEL SUBJETIVO E MEDIÁTICO

  1. Taylor K. Raymond abril 29, 2013 às 1:54 pm

    Com a expressão “subsistit in” o Concílio Vaticano II quis harmonizar duas afirmações doutrinais: por um lado, a de que a Igreja de CRISTO, não obstante as divisões dos cristãos, continua a existir plenamente só na Igreja Católica e, por outro, a de que “existem numerosos elementos de santificação e de verdade fora de sua composição”, isto é, nas igrejas e comunidades eclesiais que ainda não vivem em plena comunhão com a Igreja Católica. A cerca destas, porém, deve afirmar-se que “o seu valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada a Igreja Católica”.

  2. Norberto Brock maio 7, 2013 às 2:40 pm

    então sua igreja é falsa, sua doutrina é falsa. me mostre na biblia onde está que somente a bíblia é fonte de fé. o comer carne ou não comer não é questão de doutrina, é questão de educação com o corpo de cristo. ele deu sua CARNE por nós, o mínimo nessa data que a gente pode fazer é não comer carne. voce nao foi “liberto” por que escravidão não existe desde 1888. voce nao é santificado, por que não acredita em cristo. entendeu? ótimo!

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