Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O CURRICULUM DE BERGOGLIO PARA MERECER O PAPADO CONCILIAR

Arai Daniele

Bergoglio e a cruzNão é segredo para ninguém que hoje, na Igreja conciliar, o principal requisito para uma promoção é professar e pôr em prática o Vaticano 2 com toda a sua perfidamente ambígua revolução doutrinal e litúrgica.

Todavia, o Papa Pio II com a BulaExecrabilis’ (1460) define: “qualquer concílio convocado para efetuar drásticas mudanças na Igreja, é decretado antecipadamente inválido e nulo”. Sendo assim, que dizer da autoridade dos que querem impor esse «concílio» em nome da mesma Igreja, para sua drástica alteração? Pode esta nulidade não se estender a sua causa eficiente, isto é, aos que o elaboraram, aos seus papas que o introduziram como se fosse católico?

Ora, isto mesmo é confirmado na Bula ‘Cum ex apostolatus’ para o conclave que os elegeu apesar do assentimento de todos os cardeais católicos. No caso, a escolha que devia ser de verdadeiros cardeais, foi feita por cardeais igualmente comprometidos com esse mesmo Vaticano 2, que valor pode ter?

Sobre a validade do poder dado a um homem com as condições para ser Papa deve ser dito que a escolha compete à Igreja representada pelos cardeais. Isto depende da certeza de sua fé católica, que exclui todo pacto feito com opositores da Igreja para mudá-la. É claro que se trata de projetos secretos que só serão conhecidos em seguida, como foi no caso de Roncalli, João 23 e sucessores. Mas no caso de Bergoglio estes projetos já nem são secretos por causa da adesão ao Vaticano 2 e a reconciliação com o judaísmo que repudia a vinda do Messias.

O novo eleito até batia Ratzinger, chegando a recriminá-lo na questão do Islã, e agora, assumindo o cargo, vai aos poucos avançando, como esperam, ou senão se preparam para pressioná-lo os cato-protestantes, maçons, judeus, etc., seus amigos, a fim de não deixar dúvidas sobre o decidido profetismo progressista da sua nova «missão».

Os nomes a seguir nesse sentido, serão os dos conhecidos profetas das reformas. Por antiguidade: Hans Kueng, Leonardo Boff, Libânio, Helmut Schüller (na Áustria), Kiko do caminho neocatecumenal, mas sobretudo os rabinos, seus novos e velhos amigos. Os homens de poder político no mundo civil e clerical não ficam de fora, mas como se sabe, estão enleados por outras forças e idéias democráticas que tornam frouxos senão nulos seus poderes.

Hoje, mais do que nunca, o uso de tais poderes não está nas mãos de governos, mas de agentes – que não aparecem – de guerras, revoltas e revoluções contra alguns princípios cristãos. Bergoglio já os havia alijado para ter parte, como seu famigerado predecessor, o jesuíta Carlo Maria Martini, na provável eleição a «papa conciliar». A concorrência era forte.

Como a lista de requisitos inovadores para essa eleição é longa, aqui há que se ater a princípios; aqueles que Nosso Senhor transmitiu a Pedro e aos Apóstolos. Todos estes eram em nome do amor do e para o Divino Redentor no cumprimento de Sua Vontade de salvar as almas através do poder de Seu Sacrifício divino.

Santa MessaOra, como os católicos sabem, foi na defesa deste, como está no Rito da Santa Missa que foi canonizada pela Igreja por meio do Papa São Pio V, que se levantou uma resistência católica sem quartel.

Para o mundo, que vive de notícias, ela está representada pelo tal “cisma do Arcebispo Lefebvre” e da Fraternidade sacerdotal que fundou e para a qual consagrou ilegalmente quatro bispos.

Na verdade a reação da resistência de que falamos é bem mais ampla e sólida, mas já basta a grande aversão de Bergoglio à FSSPX na Argentina para conhecermos sua posição de amor, sim, mas pela missa contrária de Paulo 6º. Isto embora esta seja a promulgação fatal de um rito de Missa que rompe com a continuidade secular do Rito Romano e, conforme declarado pelos cardeais Ottaviani e Bacci, “afasta-se de modo impressionante da Teologia católica da Missa como foi fixada infalivelmente no Concílio de Trento”. A missa protestantizante é a do Vaticano 2 que Bergoglio prefere para agradar seus amigos protestantes, que o benzem por isto (foto)! 306_Bergoglio01Não admira que daquela subversão litúrgica, Bergoglio tenha adotado também a medonha cruz modernista, já descrita como símbolo procurado pelos satanistas, mas adotado por Paulo 6º: “Ele usou um símbolo sinistro, empregado pelos satanistas no XVIº século e recuperado na época do Vaticano 2. Trata-se de uma cruz torcida na qual estava uma figura repelente e deforme para representar Cristo, figura que os magos e feiticeiros da Idade Média usavam para representar o termo bíblico, Marca da Besta” (Piers Compton, The Broken Cross, Neville Spearman, Jersey, 83). Tal símbolo foi usado por João Paulo 2, e agora recuperado por Bergoglio.

The Broken Cross

Clique na Imagem para ver o livro

O fato é que com isto estamos diante do outro Princípio infringido que demonstra assim a radical inaptidão de Bergoglio para a missão cristã, tanto mais papal, de conversão.

É preciso repetir com força: o Papa é chamado Vigário de Cristo porque o cargo pontifício é de representação de Jesus Cristo e, portanto, para continuar a Sua obra de redenção. A História do Povo eleito converge para a vinda do Messias de Deus, que é o princípio mesmo dessa eleição: a vontade de receber o Messias era a razão do Povo Judeu. Quando a maioria deste Povo recusou o Messias, Jesus Cristo, a Aliança divina passou para o povo formado por judeus e gentis que O acolheram e passou a ser o Povo cristão. A vontade de Deus na obra de redenção de Jesus Cristo passa pela eleição do Povo cristão para a conversão que salva, também os judeus. E o Povo cristão tem por chefe o Papa, Vigário de Cristo que O representa na continuação de Sua obra de conversão de todos para a redenção que salva; obra de conversão em que o Povo judeu, que é o de Jesus, veio em primeiro lugar. Assim, o empenho nessa obra é verdadeiro princípio do cargo de Vigário de Cristo. Eis porque se pode reconhecer a autenticidade do múnus pontifício, pelo empenho nessa obra de conversão dos Judeus. E o seu contrário!

Declaração de São Pio X a Teodor Herzl (pai do Sionismo)

— Não podemos favorecer o vosso movimento. Não podemos impedir aos judeus de ir a Jerusalém, porém não podemos jamais favorece-lo. A terra de Jerusalém foi santificada pela vida de Jesus Cristo. Como chefe da Igreja não posso dar-vos outra resposta. Os judeus não reconheceram Nosso Senhor. Nos não podemos reconhecer o povo judeu.

A SISTEMÁTICA RENÚNCIA CONCILIAR À CONVERSÃO

A conversão, sendo inerente à obra de redenção de Jesus Cristo confiada à Sua Igreja, é evidentemente sinal inconfundível da identidade de seus a clérigos. Não pode haver verdadeira evangelização que não vise a conversão indicada pelo Salvador. Podemos aqui repetir Suas palavras que impregnam dessa intenção todo o Evangelho e que continuaram com conversões milagrosas, como a de São Paulo.

“João converterá muitos” ( Lc 1, 16); “Convertei-vos que o Reino está próximo (Mt 3, 2; Mc 1, 4; Lc 3, 3). “Produzi frutos de conversão” (Mt 3, 8; Lc 3, 8); “Não vim chamar os justos, mas os pecadores à conversão” (Lc 5, 32). “Se não vos converterdes e tornardes crianças não entrareis no reino dos céus” (Mt 18, 3; Mc 10, 15; Lc 18, 17. “Se não vos converterdes perecereis” (Lc 13, 3.5). “Converter-se é seguir Jesus” (Jo 1, 43; 8, 12; 10, 27; 13, 36). “Em seu Nome que fosse proclamada a conversão” (Lc 24, 47). “Quando nos convertemos tiramos o véu” (II Cor 3, 16). “Quando te converteres, confirma os irmãos” (Lc 22, 32). Conversão do bom ladrão (Lc 23, 39-43). “Numerosas conversões em Antioquia” (Act 11, 21). “Paulo e Barnabé narram a conversão dos pagãos” (Act 15, 3). “A benignidade de Deus convida-te à conversão” (Rm 2, 4: 11, 22). “Dei-lhe um prazo para a conversão (Ap 2, 21). “Deus pacienta para que todos se convertam” (II Pd 3, 9). “Converte-te! (Ap 2, 5.16; 3, 3.19). Fecharam os olhos com medo de converterem-se (Act 28, 27). “Fecharam os olhos para não se converterem” (Mt 13, 15; Mc 4, 12; Lc 8, 10; Jo 12, 40).

Mas não é só o abandono inter-religioso da conversão; vai-se além, à justificação da mesma condenação de Jesus pelos judeus. Paulo 6º chegou a usar em público, como se vê em fotografias, o ephod dos grandes sacerdotes do Sinédrio, o símbolo de Caifás que condenou Jesus à morte na cruz. Este pode ser a próxima recuperação de Bergoglio, que já tem no seu curriculum a amizade com rabinos, sendo que já escreveu um livro com o rabino de Buenos Aires.

Ora, é claro que a operação ecumenista congraçando as diversas religiões, dando especial atenção ao Judaísmo, cujo povo hoje controla os maiores poderes mundiais, estabelece uma doutrina pela qual a conversão à Fé em Jesus Cristo é descartada em termos doutrinais nos textos do Vaticano dois; Deus manteria a Antiga Aliança como caminho de salvação que faz a menos de uma Nova e eterna Aliança estabelecida pelo Redentor.

paulo6 efod

Alias o conceito mesmo de redenção seria superado pelo de realização plena da vida humana neste mundo.

Para quem assim crê, é claro que a Fé da Igreja não é mais necessária para salvar-se, mas é igualmente vã a existência de sacerdotes e sobretudo da figura singular do Papa católico.

A este ponto, pergunta-se que razão poderia ter um verdadeiro bispo para cultivar tal vago diálogo sem entrar em contradição com a sua fé católica?: não serve para converter, mas só para multiplicar dúvidas, das quais a mais grave vai sobre a identidade de uma posição eclesiástica claramente convertida ao imanente, assim abandonando não só a função, mas o testemunho cristão ligado ao sobrenatural.

Quem relativiza sua posição em favor de um diálogo de complacência mediática não está abandonando implicitamente a missão de conversão, que comporta a cruz? E atrás dessa renúncia a testemunhar a verdade de Jesus Cristo, não pode também caber uma renúncia tácita de sua posição de fé? Isto pode já ficar demonstrado na vontade de diálogo inter-religioso ecumenista, que pressupõe o indiferentismo em relação à verdade revelada! É o que se depreende do livro que o cardeal Bergoglio publicou junto ao rabino Abraham Skorka em 2010.

livro BergoglioNo tenebroso momento histórico em que vivemos, quando o Povo cristão pode duvidar de ter por chefe um autêntico Papa para o cristianismo universal, isto é, católico, temos nesse princípio da necessidade de conversão confirmada pelo Papado, o critério fundamental para reconhecer o Papa católico.

Aqui verificamos que foram os mesmos «papas conciliares» a descartarem essa obra de vários modos, diretos e indiretos. Com a agravante de torcerem a Doutrina para justificar esse pérfido efeito com os aplausos dos poderosos do mundo anti-cristão.

Com isto descartam toda prova de serem autênticos vigários com a autoridade de Cristo. São eles mesmos a demonstrarem que não são papas católicos, mas os falsos cristos e falsos profetas de quem nos advertira Jesus para estes tempos finais.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: