Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A LEI ETERNA E OS «PAPAS» DA «MORTE DE DEUS»

broken crosses

Cruz gigante do novo templo de Fátima inspirada nas cruzes deformes exibidas pelos «papas conciliares»

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A Santa Madre Igreja sempre ensinou no seu Magistério Universal Ordinário e Extraordinário que a Graça Santificante possui um valor infinito, pois que nos eleva acima da nossa própria natureza e nos constitui participantes da natureza Divina, e a Ela Semelhantes, conhecendo e amando a Deus, como Ele mesmo se conhece e ama. Pela Graça Santificante tornamo-nos acidentalmente Aquilo que Deus É substancialmente. Um só aumento de Graça Santificante na alma fiel vale mais que todo o Universo natural. A Graça Santificante constitui como que a raiz essencial do nosso organismo sobrenatural. Tal organismo foi-nos merecido por Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Fé constitui uma participação real no Pensamento Divino, O Qual encontra no Verbo a sua expressão infinita, eterna, substancial e imutável.

Quando perdemos o hábito da Fé só nos restam opiniões humanas.

Os documentos conciliares e pós-conciliares constituem um acervo de opiniões humanas – e pior ainda – constituem elucubrações de uma inteligência natural enfraquecida, apoucada pela chaga do pecado de apostasia.

A Santa Madre Igreja sempre ensinou que os bens sobrenaturais enriquecem extrìnsecamente a inteligência natural, robustecendo e enobrecendo a vontade, mesmo no plano natural. Aliás, tudo isso é perfeitamente visível na vida dos santos, obras primas da Graça e da Misericórdia Divina.

Adão e Eva, no Paraíso terrestre, possuíam, não a Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas a Graça de Deus; só após a penitência que fizeram pelo pecado original, que para eles foi pecado actual, é que receberam dons sobrenaturais merecidos por Nosso Senhor; todavia esses dons eram ontològicamente menos ricos, em virtude da perda irreversível dos dons preternaturais, bem como da própria ferida na natureza, operada pelo pecado original em toda a criação.

A COMPREENSÃO DO PRINCÍPIO INTELIGÍVEL SOBRENATURAL DA FÉ É ÚNICA E SEMPRE A MESMA, em Adão, em todo o Antigo e Novo Testamento, e seja em que idade for; embora seja DESIGUALMENTE PARTICIPADA pelos diversos sujeitos. No Antigo Testamento essa participação era menor que no Novo Testamento; Diz Nosso Senhor Jesus Cristo: “Em verdade vos digo que entre os nascidos de mulher não apareceu ninguém maior do que João Baptista, no entanto o mais pequeno no Reino dos Céus é maior do que ele” (Mat 11,11).

O hábito da Fé, ontològicamente, constitui um acidente sobrenatural na potência operativa inteligência enquanto que a Fé é “cum ratione”, mas também na potência operativa vontade enquanto a Fé é “ex voluntate”. Já o hábito da Caridade reside sòmente na vontade, pois exercita-se apenas “ex voluntate”.

Estas virtudes elevam e estabilizam a potência operativa na ordem sobrenatural.

A revelação processou-se progressivamente, MAS SEMPRE NO MESMO E ÚNICO PRINCÍPIO; este princípio está em RELAÇÃO TRANSCENDENTAL COM O HÁBITO DA FÉ. Por isso se afirma com propriedade que as criancinhas baptizadas possuem a santa Fé, embora ainda não possam aceder ao ACTO de Fé.

Igualmente se afirma corretamente que mesmo aqueles que, SEM CULPA, desconhecem a Nosso Senhor Jesus Cristo e a Sua Igreja podem, auxiliados pela Graça, possuir a Fé a Esperança e a Caridade. Anàlogamente: O Antigo Testamento tem que ser lido, meditado, interpretado e adorado à luz do Novo Testamento

O princípio da Santa Fé não muda, nem pode mudar; TAL COMO A CONDIÇÃO HUMANA TAMBÉM NÃO MUDA NEM PODE MUDAR.

É falso que a condição humana tenha mudado nos últimos séculos, sobretudo no século XX. Alteraram-se sim certos aspectos puramente acidentais da humana condição, em virtude de sinergias científicas e técnicas operadas nos últimos cem anos. A morte, as doenças, a guerra, todas as misérias humanas cá continuam, companheiras inseparáveis da nossa natureza decaída.

Em Gn 4,26 lemos que com o Patriarca ante-Diluviano Enós se começou a invocar o Nome do Senhor. A Santa Madre Igreja sempre interpretou esta passagem como o início do CULTO PÚBLICO AO VERDADEIRO DEUS. Esse culto foi conservado institucionalmente pelo povo eleito através dos sacerdotes e profetas.

Tendo o povo eleito repudiado a Nosso Senhor Jesus Cristo, o culto público institucional foi assumido pela Santa Madre Igreja principalmente com o Santo Sacrifício da Missa, no qual se renova incruentamente o Sacrifício da Cruz, e que constitui a mais elevada realidade sobrenatural que pode haver sobre a Terra, após a ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Existe pois uma só Criação operada por Deus, do mundo visível e invisível (os anjos), uma só natureza e condição humana, essencialmente imutável no plano físico e intelectual, um só Redentor que é Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, um só Santo Sacrifício da Missa, um só organismo espiritual: Graça Santificante, virtudes teologais, virtudes cardeais, Dons do Espírito Santo.

TODA A HIERARQUIA DA ORDEM NATURAL E DA ORDEM SOBRENATURAL É ABSOLUTA E ENCONTRA-SE INSCRITA NA LEI ETERNA.

A Lei eterna é a própria Verdade de Deus, participável hieràrquicamente pelas criaturas, no ordem natural e na ordem sobrenatural, material ou formalmente; por exemplo: A civilização, nos últimos dois séculos, é totalmente ateia, no entanto e apesar de todas as misérias materiais e morais, a unidade racional do género humano, mesmo repudiando o seu Criador, consegue adquirir determinados equílibrios psicológicos e sociais, que lhe vão permitindo uma ( má ) vida em comum.

Esse equilíbrio racional promana da infinitamente fecunda verdade da Lei Eterna, ainda que os homens reneguem o Criador, (participação material) não podem escapar à condição de criaturas. Como afirmou o Cardeal Cerejeira há quase cem anos:”

A civilização actual, que morreria do que afirma, continua a viver daquilo que nega”.

PODERÁ ESSA PARTICIPAÇÃO MATERIAL NA LEI ETERNA MANTER-SE APÓS O DESAPARECIMENTO DA SANTA MADRE IGREJA COMO REALIDADE SOCIAL E CULTURAL?

É de crer que não. A MORTE DE DEUS OFICIALMENTE DECLARADA, NO PRÓPRIO LUGAR SANTO, PELOS QUE APARECEM COMO VIGÁRIOS DE CRISTO. A rarefacção do Santo Sacrifício da Missa e dos Sacramentos, a Fé Católica rebaixada a um interesse puramente arqueológico pelos seus depositários – TUDO ISTO TENDE A DESTRUIR A PRÓPRIA ORDEM NATURAL E RACIONAL, consubstanciando uma situação decididamente pré-escatológica.

A Lei é eterna, tão válida para Adão como para nós. Adão, constituído cabeça da espécie humana (no plano natural) pecou, e o seu pecado transmitiu-se através das gerações. Compete precisamente aos derradeiros (pela Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, Cabeça sobrenatural da espécie humana) católicos fiéis, triunfarem onde Adão falhou, sabendo que esse triunfo mais não constitui do que o anúncio formal da glória extrínseca da Santíssima e indivisível Trindade e da Sua LEI ETERNA.

Louvado seja NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

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