Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A PROFECIA DE FÁTIMA SOBRE O FIM DOS ANOS CINQÜENTA e o gnosticismo dos «novos teólogos» da demolição católica

Suicidio 

             “Só o cérebro humano pode atribuir um sentido à cega capacidade dos calculadores de produzir verdades”. Karl Popper

A história do progresso tecnológico, especialmente da informática desde os anos Cinqüenta marcam o período da vertiginosa mutação da mentalidade global no sentido de uma modernização inevitavelmente seguida pelo declino da vida espiritual das multidões, atingindo em pleno a Igreja Católica.

Nos anos Cinqüenta  acumularam-se as causas do que seria «mais claro em 1960», data para conhecer a terceira parte do Segredo de Fátima.

O Pontífice Pio XII, sentia-se impotente para conter a queda impetuosa e que redundou, com a sua morte, na eleição de um carreirista modernista e filo maçom, o Ângelo Roncalli, de deplorável memória. Este com o nome de João 23 escancarou as portas e as janelas na Igreja para que nela entrasse o ar poluído das piores ambigüidades religiosas, teológicas e morais da modernidade, que haviam sido contidos até Pio XII.

Essa demolição continuou com os sucessores e teólogos censurados pelo Papa católico. Basta citar os clérigos da «nova teologia», De Lubac, Von Balthasar, inspirados em Teilhard de Chardin, alem dos dominicanos Chenu e Congar, inclinados a Blondel, Teilhard e Marèchal e também o belga Schillebeeckx.

Mas o principal foi Karl Rahner, que seria censurado, não fosse a interferência do governo demo-cristão de Adenauer, como nos relata o livro recente «La Gnosi Spuria» (GS), em dois tomos do padre Ennio Innocenti (libri@cittaideale.info) que há quarenta anos estuda a questão do gnosticismo contra a Fé, hoje em plena atuação depois do maldito Vaticano 2.

«A teologia católica registrou perturbações graves que obrigou o órgão de controle da ortodoxia doutrinal a dezenas e dezenas de ações corretivas justas, mas não radicais, pois estas ignoraram a matriz secreta deste grande enxame de erros.«Só Antonino Romeo entendeu a tempo a conexão entre a teologia modemista e a gnosi (grifo nosso). Infelizmente, as conseqüências se fizeram sentir até mesmo no plano pastoral, litúrgico, catequético, investindo os próprios fundamentos da fé católica em grande parte das pessoas.
“Justamente quando, com o «Mystici corporis» (1943), a teologia católica parecia pronta para um novo impulso, surgiram fermentos perturbadores e falhanços dos mais preocupantes, que causaram a «Humani Generis» (1950) e Pio XII se convenceu a adiar o projeto acalentado de um Concílio Ecumênico para continuar o Vaticano I.

“Convocado o novo concílio (Vaticano 2), explodiram então as tensões surgidas durante tal reunião, que foram compostas apenas com fórmulas de compromisso, descritas agora por Roberto de Mattei com oportunas informações teológicas.
“Falhanços vistosos caracterizatam as grandes ordens religiosas (dominicanos, especialmente com Schillebeecks, os franciscanos, principalmente com Boff, os jesuítas, acima de tudo, com De Lubac, Teilhard, Balthasar, Rahner e outros).” (GS, T. 2, p. 566)

Aqui ainda não é mencionado Joseph Ratzinger, porque no seu relativismo iluminista parecia menos importante, em vez tornou-se o mais importante, porque eleito “papa”.

Existe uma relação estreita entre estas aberturas e a nova mentalidade do mundo moderno, que inverteu a direção mental pela qual o homem, em vista da verdade, deve viver como pensa e pensar como lhe foi dado crer, pois a vida mental vem do Espírito.

Foi então que, com o domínio da mentalidade democratista no mundo que vivera as duas grandes guerras e a revolução soviética, tornou-se um fato com o predomínio do pensar subjetivo até nas questões da Religião. Assim, a verdade devia ceder às opiniões de maiorias e de seus novos guias, de modo que se passou a crer como se queria pensar e pensar como se queria viver nessa onda de modernização, cuja mentalidade decadente, inevitavelmente seguia o declino da vida espiritual das multidões, desprovidas do sustento tradicional que a Igreja Católica dispensava. Uma demolição geral! Portanto deve-se reconhecer que nos anos Cinqüenta  acumularam-se as causas do que seria «mais claro em 1960»; era a data para conhecer a terceira parte do Segredo de Fátima.

Aqui se entende perscrutar a origem religiosa dessa mentalidade, que põe a visão pessoal e subjetiva diante do reconhecimento do que é objetivo; enfim, uma teologia convertida da visão do «ser» escolástico ao do «existir» dos «novos teólogos» gnosticoides.

Para que isto acontecesse, havia que modificar a direção da «visão espiritual» do ser humano; havia que atribuir à sua alma espiritual uma capacidade ignorada pelo tomismo. Pode-se para isto lembrar a tentativa de Erasmo de atribuir a «percepção» natural da Teologia à consciência: “todo homem possui a teologia inspirado e guiado pelo espírito de Cristo, seja escavador ou tecelão”.

O escritor Jacques Ploncard d’Assac, no livro ‘L’Église occupée’ (Ed. de Chiré, Vouillé, 1972), fala de suas consequências até o nosso tempo, partindo da observação de um monge de Colônia: ‘Erasmo pôs os ovos, Lutero os fará eclodir’. Continham o sussurro sedutor da consciência humana a emancipar-se, desta vez em nome do espírito ordenador de Cristo. Velhas idéias eclodidas ao longo dos últimos séculos a delinear hoje a mentalidade dos profetas da revolução «gnóstica» conciliar.

Um critério para reconhecê-los está no recurso à «criatividade» modernista para a mutação da espiritualidade humana! A Justiça e a paz poderiam ser emancipadas da verdade cristã! O iluminismo queria anunciar «valores» que o Cristianismo, fixo em rígidos «princípios» teria ignorado! Por exemplo, o direito à liberdade, é insinuado por Bento 16, que exalta na revolução do Vaticano 2 a «herança» (modernista) de Roncalli. Trata-se de uma «autonomia» da consciência, já elaborada pela criatividade de Erasmo, precursor da abertura «teológica», ensinando que “cada homem possui em si a teologia” e é “inspirado e guiado pelo espírito de Cristo” (conforme uma inspiração esotérica?). Não seriam estas crias do sussurro sedutor para que a consciência humana se emancipasse da Palavra, desta vez em nome de um espírito ordenador de Cristo? Tais idéias eclodiram nos últimos séculos para gerar a atual mentalidade ecumenista do Vaticano 2 que – porém – dispensa o Espírito Santo.

E a «tolerância» do «bom» João 23 relança na sua Pacem in terris a ambigüidade erasmiana, que, sendo a referência da declaração sobre a liberdade religiosa do Vaticano 2, «Dignitatis humanae» (Dh), contem a frase chave da mutação conciliar sobre os conceitos de dignidade humana e liberdade religiosa.

Como não classificar de «gnóstica» a idéia que pretende subsistir na Igreja, mas abatendo até a mais elementar ordem do pensamento de sua Filosofia perene? De fato, esta se ocupa do conhecimento da realidade, sem se perder no que parece, mas encontrando-se no que é. Mas os conciliares enjeitam a Metafísica e do mesmo modo confundem a realidade com o iluminismo maçônico. Um atentado no campo do pensamente. Então repito: os anos Cinqüenta viram o acumular-se das causas causas da hecatombe papal que seria «mais clara em 1960», data para conhecer a terceira parte do Segredo de Fátima.

Falamos antes do mundo aparente do «fenômeno» em que caíram os modernos, que se envergonham do «espanto» diante da Criação divina. À esta preferem a admiração por famosos cientistas¸ artistas, grandes criminosos que sejam! É como se inventa um mundo de ficção para nutrir o sensacionalismo de uma «cultura», aplicada em identificar o fantástico com o real, filmes com a realidade da vida.

É a «involução» do pasmo humano diante da Criação divina do «mundo». Um mundo humano aos poucos degradado na soberba de ser criador de novas religiões e de seus ricos pagodes… para «ser como Deus»! A velha tentação em que caiu o homem, mas que hoje reapareceu em nome da mesma Igreja católica?

O que pode ser senão o velho surrado pérfido gnosticismo dos primeiros tempos? Foi num preciso momento histórico. E aqui não nos cansamos de repetir que foi devido a um atentado para «liquidar» o Papado previsto na terceira parte do Segredo de Fátima; «terceiro castigo», pior que as duas grandes guerras e a revolução comunista na Rússia; causa da inaudita hecatombe papal, fato mais claro em 1960. Pode haver exagero nisto? Para quem entende que não há maior desgraça que a perda de multidões de almas; que a Igreja e o Papa são o autêntico obstáculo à degradação religiosa, é evidente que tal desgraça concerne a destruição do que defende e guia no bem pensar da verdadeira Fé. A degeneração do «pensamento» causado pela escalada do iluminismo conciliar foi neste sentido destrutivo: pretendeu acobertar a infâmia anticristã através de uma espécie de animação ecumenista das consciências conciliares, indo ao extremo de espetáculos no âmbito sagrado, com a repetição de deploráveis shows, como as reuniões de Assis!

Pensamentos infectos e ambiguos na raiz do Vaticano 2

Já estava tudo no discurso de abertura de João 23 em outubro de 1962, cujas frases e só algumas, que se demonstraram de sentido duplo e mal-intencionado, foram sublinhadas:

“A finalidade principal deste Concílio não é, portanto, a discussão de um ou outro tema da doutrina fundamental da Igreja, repetindo e proclamando o ensino dos Padres e dos Teólogos antigos e modernos, que se supõe sempre bem presente e familiar ao nosso espírito. Para isto, não havia necessidade de um Concílio… Mas… o espírito cristão, católico e apostólico do mundo inteiro espera um progresso na penetração doutrinal e na formação das consciências; é necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo. Uma coisa é a substância do «depositum fidei», isto é, as verdades contidas na nossa doutrina, e outra é a formulação com que são enunciadas, conservando-lhes, contudo, o mesmo sentido e o mesmo alcance… Será preciso atribuir muita importância a esta [nova] forma e, se necessário, insistir com paciência, na sua elaboração; e dever-se-á usar a maneira de apresentar as coisas que mais corresponda ao [novo] magistério, cujo caráter é prevalentemente pastoral.

[…] Ao suceder uma época a outra, vemos que as opiniões dos homens se sucedem excluindo-se umas às outras e que muitas vezes os erros se dissipam logo ao nascer, como a névoa ao despontar o sol. A Igreja sempre se opôs a estes erros; muitas vezes até os condenou com a maior severidade. Agora, porém, a esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia do que o da severidade. Julga satisfazer [contra o juízo anterior?]melhor às necessidades de hoje mostrando a validez da sua doutrina do que renovando condenações [provisórias?].

Basta ler este discurso inaugural de João 23 à luz do que se seguiu na Igreja conciliar para encontrar ali toda a infecção mental e moral que era injetada na Igreja do Verbo divino – da Palavra de Deus – encoberta pela mais maliciosa verbiagem modernista.

Como se sabe através das figuras de linguagem é possível fazer passar o aparente pelo real; a falsidade pela realidade; a linguagem pelo conceito que exprime!

Uma sorrateira mistificação verbal para a alienação da Fé

A idéia modernista abrange a «liberdade de consciência», boa para que alguns a alterem com «outros genes» iluministas! É a pérfida «eugenética» modernista conciliar que vai de João 23 ao atual Bento 16! O que é portanto a Igreja [para os modernistas]? “Um parto da consciência coletiva, ou seja, da coletividade de consciências individuais; as quais, em virtude da permanência vital, dependem todas de um primeiro crente, isto é para os católicos, de Cristo… são teorias hoje passadas de moda. Como a Igreja emanou da coletividade das consciências, assim a autoridade emanaria vitalmente da própria Igreja”… desta e não do Verbo divino que a estabeleceu!

Para os modernistas, “empenhados em encontrar modos para conciliar a autoridade da Igreja com a liberdade dos crentes”, era preciso chegar a uma nova autoridade, mais pastoral que dogmática: é a manobra do Vaticano 2, «dispensando» o Espírito Santo! “Portanto a autoridade, assim como a Igreja, nasce da consciência religiosa e a esta mesma está sujeita;… Nos tempos atuais, o sentimento de liberdade chegou ao seu desenvolvimento pleno. No estado civil a consciência pública quis um regime popular. Mas a consciência no homem, como a vida, é uma só. Portanto se a autoridade da Igreja não quiser suscitar e manter uma guerra intestina nas consciências humanas é mister que ela também se adapte a essa forma democrática; tanto mais porque, se não o fizer, a dissolução estaria iminente: juraram os modernistas desde Blondel.

“A sociedade religiosa não pode realmente ser una sem unidade de consciência dos seus membros e sem unidade de fórmula. Mas esta dupla unidade requer, por assim dizer, uma mente comum, à qual compete encontrar e determinar a fórmula que responda melhor à consciência comum…”

Eis resumido por São Pio X o «plano da nova consciência» da Igreja conciliar-ecumenista de que foi portador Ângelo Roncalli, que se tornou João 23 para implantar a idéia herdada e ampliada pelos sucessores até hoje. Tal «evolução» da «consciência coletiva» no caso das revoluções modernas, das quais o Vaticano 2 era a versão religiosa encomendada a um clérigo de «simplicidade genial», como o definiu Jean Guitton, pelos centros de pensamento da evolução iluminista.

Essa «revolução» que engendrou o iluministo conciliar e sua ação ecumenista global a favor de uma nova ordem mundial, o NWO, tem um nome bem conhecido e desde o começo do Cristianismo: É hoje o «vírus» modernista para a mutação da espiritualidade humana! A Justiça e a paz poderiam ser emancipadas da verdade cristã! O iluminismo pretendia anunciar «valores» que o Cristianismo de firmes «princípios», teria ignorado! Por exemplo, o direito à liberdade, como é insinuado por Bento XVI. Este, na revolução do Vaticano 2, exalta a «herança» de Roncalli; a «tolerância» do «bom» João 23 lançada na sua Pacem in terris, que, sendo a referência da declaração sobre a liberdade religiosa do Vaticano II, Dignitatis humanae (Dh), contem claramente a frase chave da mutação conciliar sobre os conceitos de dignidade humana e liberdade religiosa. Essa doutrina reformadora dos princípios católicos da falsa Reforma foi a parteira da mais alienante revolução européia e mundial, que no fim do século XVII culminou no surto de idéias que passaram a guiar a grande Revolução americana (1776) e francesa de 1789.

Hoje isto foi além, pois ocupou o Vaticano para a mais sorrateira e devastadora revolução semântica: que alterando o valor das palavras, altera os conceitos, a lógica e os mesmos dogmas. Ao pretender substituí-los com figuras de linguagem desvela sua «criativa» obra subversiva de cunho gnóstico, pois põe as idéias humanas ao nível da Palavra divina. Eis a parte perigosa das palavras no grande engano da presente nova liturgia. O mesmo se diga em outras matérias envolventes o pensamento humano. Por exemplo, quando se lê a Escritura, traduzida como querem, interpretada como preferem, mas identificada com a Palavra de Deus!

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele” (João 1:1-3).

Verbo ou «Logos» se refere ao pensamento anterior, original, que dá expressão externa às palavras e outras formas de comunicação religiosa. Isto é citado aqui porque parece aplicar-se em cheio à operação ecumenista conciliar que assemelha as «grandes religiões do mundo». Afinal não são todas elas «religiões»? Ao invés de definir a Religião única do Verbo divino, querem a gnose iluminista que põe as elucubrações esotéricas de homens como origem do mesmo pensar e saber, a partir do Verbo divino. É a volta do velho GNOSTICISMO! Foi portanto nos anos Cinqüenta que acumularam-se causas do que seria «mais claro em 1960», data para conhecer a terceira parte do Segredo de Fátima, que é a visão da «liquidação» do papa junto ao seu inteiro séquito católico. Uma visão simbólica que ficou mais clara no fim dos anos Cinquenta e 1960!

Uma resposta para “A PROFECIA DE FÁTIMA SOBRE O FIM DOS ANOS CINQÜENTA e o gnosticismo dos «novos teólogos» da demolição católica

  1. Roxanne L. Landry abril 30, 2013 às 2:13 am

    Não é segredo para ninguém que hoje, na Igreja conciliar, o principal requisito para uma promoção é professar e pôr em prática o Vaticano 2 com toda a sua perfidamente ambígua revolução doutrinal e litúrgica.

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