Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A DESTRUIÇÃO DO SOBRENATURAL PELA FALSA LITURGIA CONCILIAR

Missa de bergoglio

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Diz o Sagrado Concílio de Trento, sessão VII, 3 de Março de 1547, nº 848, canone-5: «Se alguém disser que os Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé – seja excomungado.»

Posteriormente, em 3 de Julho de 1907, o Decreto Lamentabili Sane (O QUAL, EM ARTICULAÇÃO COM A ENCÍCLICA PASCENDI, DEVE SER CONSIDERADO EMANAÇÃO DO MAGISTÉRIO EXTRAORDINÁRIO DO ROMANO PONTÍFICE) condenava, no número XLI, a seguinte proposição: «Os Sacramentos não podem ter outro propósito senão despertar na mente do homem a ideia da presença sempre benéfica do Criador.»

Eis aqui perfeitamente sintetizado o conceito modernista de sacramento.

A Santa Madre Igreja no seu magistério ordinário e extraordinário sempre ensinou serem os Sacramentos sinais visíveis instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo para comunicar ao Homem a Sua Graça. Todas as Graças que recebemos nos foram merecidas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Era todavia providencialmente necessário vincular, ontológica e teològicamente, essa Graça a sinais proporcionados com a natureza do Homem, composta de corpo material e alma espiritual.

Enquanto Deus, possui Nosso Senhor Jesus Cristo sobre os Sacramentos poder de Autoridade; enquanto Homem possui sobre os mesmos um poder de Excelência. Enquanto Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo constitui a causa principal da Graça sacramental; enquanto Homem, constitui a causa instrumental, primária e eficiente dessa mesma Graça; constituindo O ministro humano do Sacramento,  no rito substancial, a causa  instrumental, secundária e deficiente.

São Tomás de Aquino considerava que no Antigo Testamento não existiam Sacramentos, embora existissem os Dons da Graça, sem dúvida sobrenaturalmente menos ricos do que os Dons da Graça do Novo Testamento. A circuncisão, por exemplo, constituía um sinal de justiça exterior e legal, mas não conferia a Graça por si mesma, embora Deus perdoasse o pecado original às criancinhas do povo eleito, não só em atenção à circuncisão, mas também à fé dos pais, em Deus e no Messias futuro.

Mas os Sacramentos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo (sòmente Deus pode vincular transcendentalmente um sinal sensível à produção da Graça) conferem a Graça por sua própria causalidade instrumental (ex opera operato), apenas requerindo a devida disposição no sujeito. Constituindo filosòficamente um acidente, a Graça pode ser criada por Deus com o concurso instrumental REAL da criatura, sempre segundo o magistério de São Tomás de Aquino, que a Santa Madre Igreja fez seu, por exemplo, na parte filosófica, com a promulgação solene das 24 Teses Tomistas, em Julho de 1914, pela Sagrada Congregação dos Seminários e Universidades, aprovada por São Pio X.

Muito diferente, e até radicalmente oposta é a concepção modernista, a qual se apoia, essencialmente, na FENOMENALIDADE SENSÍVEL, PRÒPRIAMENTE NATURAL E HUMANA DA SUBSTÂNCIA DO SACRAMENTO E DA LITURGIA EM GERAL, UTILIZANDO ESSA FENOMENALIDADE COMO ESTÍMULO NATURAL PARA CONFIRMAR E ACTIVAR O SENTIMENTALISMO CEGO, IRREALIZANTE E AGNÓSTICO, CONSTITUTIVO DO MODERNISMO.

Os conteúdos cognitivos da Liturgia não serão mais considerados como integrando um PATRIMÓNIO OBJECTIVO E SOBRENATURALMENTE REVELADO, mas serão antes um motivo psicológico para a criatividade imanentista. O “deus” de que liturgicamente falam constitui apenas um sentimentalismo panteizante, destruidor de todo o Dogma, de toda a moral, e de toda a sã filosofia.

Assim como, no plano Dogmático, o truque modernista-maçonico se consubstanciou na proclamação MATERIALMENTE correcta da Doutrina Católica, mas enquadrando-a numa moldura liberal; no plano litúrgico a armadilha fatal consistiu em envolver as cerimónias aparentemente tradicionais NUMA ATMOSFERA HUMANA, PROPICIADORA DE SENTIMENTOS E REALIDADES NATURAIS; em ambos os casos o resultado foi a destruição não apenas da Revelação sobrenatural, mas até de todo o conceito de religião natural.

Por isso mesmo a chamada Liturgia conciliar é toda ela intrìnsecamente inválida.

Os novos ritos foram constituídos, premeditadamente, com a intenção expressa de liquidar a Fé Católica, o que logo à partida os torna inválidos, mesmo se utilizados de boa fé, POIS QUE A INTENÇÃO SATÂNICA FICOU, OBJECTIVAMENTE, CRISTALIZADA NO RITO. Até o Baptismo, na maioria dos casos, é inválido, porque a intenção fundamental se encontra constitutivamente corrompida.

Mas o que o modernismo e a maçonaria pretendiam, acima de tudo, era fazer desaparecer o Santo Sacrifício da Missa, bem como toda a ideia de sacrifício.

Já Lutero havia dito que para destruir a Igreja de Roma era necessário, antes de tudo, destruir a Missa.

O Santo Sacrifício da Missa constitui a realidade mais absolutamente sobrenatural que pode existir sobre a Terra após a Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pessoas há que dizem: Mas Deus está em todo o lado. Ora Deus está em todo o lado, sim, no plano natural. Mas no Altar a Sua presença é, essencialmente, sobrenatural.

A Santíssima Trindade, presente, toda Ela, Pai, Filho, e Espírito Santo; e o Filho, Verbo Encarnado, está presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, e não apenas na Sua realidade, MAS NO SEU SACRIFÍCIO REDENTOR, DE VALOR INFINITO.

O Altar constitui assim, verdadeiramente, uma Porta dos Céus.

Não pode existir maior deicídio do que pretender destruir o Santo Sacrifício da Missa, envolvendo-o numa atmosfera humana e natural. E quem o fez? Foram os que se apresentam como vigários de Cristo, que utilizando a sua falsa e usurpada autoridade impuseram paródias satânicas a que chamaram “missa”.

Não admira que muitos padres e bispos se tenham tornado pederastas.

É simultaneamente crime, e castigo do crime maior contra Nosso Senhor Jesus Cristo, contra O qual se levantaram, revoltados, os heresiarcas, vociferando satanicamente: Nós não precisamos de Redenção.

Lisboa, 28 de Abril de 2013

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