Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A QUESTÃO CRUCIAL DA LIBERDADE NA TEOLOGIA CATÓLICA

Liberdade

Para tratar em seguida da sedição ligada à «teologia da libertação» nas suas nuanças, que vão do liberalismo democrático àquele moral e religioso do Vaticano 2, de Rahner a Bergoglio de Boff a Libânio, há que abordar a questão crucial da liberdade humana.

Todos gostam de repetir as palavras de Jesus: a verdade vos tornará livres”, mas de modo livre de seu profundo contexto, que é bom e justo lembrar: “Se permanecerdes na minha Palavra, sereis verdadeiramente Meus discípulos e conhecereis a Verdade e a verdade vos tornará livres [do pecado]” (Jo 8, 31-32).

A Verdade é o Evento central da História na encarnação da Palavra, do Logos, que é Jesus Cristo mesmo. Ele é Quem nos liberta da escravidão do pecado, do Original para o gênero humano na sociedade cristianizada, como do pessoal para cada um.

Pela Revelação compreendemos quanto somos todos pecadores, mas que podemos ser justificados com o dom gratuito de Deus dado a todos mediante a fé em Jesus Cristo.

Seu fruto é a libertação da escravidão do pecado na união com nosso Redentor, que nos torna livres do jugo da lei, como nos descreve São Paulo: “Quando éreis escravos do pecado, éreis livres em relação à justiça. Que frutos tivestes então daquelas coisas das quais agora vos envergonhais? Nenhum, pois o fim delas é a morte. Mas agora, libertados do pecado e tornados servos de Deus, tendes por fruto a santificação e por fim a vida eterna. Pois o salário do pecado é a morte, mas a graça gratuita de Deus é a vida eterna em Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Rm 6, 20-23)

A Lei é espiritual, mas nós somos carnais

“Sabemos, de fato, que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido ao pecado. Não entendo nem mesmo o que faço, pois não faço o bem que quero, mas faço o mal que aborreço. Mas se faço o que não quero, reconheço que a lei é boa. Então, não sou eu que o faço, mas o pecado que em mim habita. Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está ao meu alcance, mas não sou capaz de fazê-lo perfeitamente. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita. Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal. Amo a lei de Deus, no íntimo do meu ser. Sinto, porém, nos meus membros outra lei, que luta contra a lei do meu espírito e me prende à lei do pecado, que está nos meus membros. Infeliz que sou! Quem me libertará deste corpo em que habita o pecado que me acarreta a morte? Somente a graça de Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! Assim, pois, de um lado, pelo espírito, sou submisso à lei de Deus; de outro, sirvo a lei do pecado com a minha carne.” (Rm 7, 14-26)

 “Agora, porém, já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo e não andam segundo a carne. A lei do Espírito, que dá a vida em Jesus Cristo, libertou-nos da lei do pecado e da morte. (Rm 8, 1-2)

O homem justificado tem a graça da verdadeira liberdade

O Reino de Deus no Céu e na Terra é a herança de Jesus Cristo. Ele é que nos liberta infundindo e vinculando-nos ao sentido espiritual da salvação humana, vital também para a nossa existência terrena, no qual devemos permanecer.

Ora, vimos que o Vaticano 2 e a conseqüente «teologia da libertação» invertem essa ordem da liberdade humana ordenada ao Bem e ao seu Reino de Deus no mundo. De modo que não seria mais a liberdade a ser ordenada à Verdade que torna livre, mas a Palavra de Cristo a ser ordenada à liberdade humana.

Para isto, o Evento central da História não seria mais a encarnação da Palavra, que é Jesus Cristo, mas o caminho na direção da libertação do Homem. Não mais da escravidão do pecado, mas dos sistemas de governo social com a conquista da independência e autonomia do Homem projetado num futuro, do qual Cristo seria o ponto Ômega ideal! E o pensamento humano ficou contaminado por falsas noções de verdade e de liberdade com as idéias utópicas que vão daquelas de filósofos como Hegel até as do jesuíta Teilhard de Chardin. E tudo isto acabou por influenciar os «teólogos» do Vaticano 2 que, como o escrito que segue demonstra, se aplicaram a confundir a liberdade psicológica, como Deus a criou no ser humano, com a liberdade moral de seguir a Lei de Deus.

 

LIBERDADE PSICOLÓGICA E LIBERDADE MORAL

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Os maiores inimigos da Santa Madre Igreja, todos aqueles que ao longo dos séculos conspiraram para abatê-la, e que com o maldito concílio Vaticano II finalmente a conseguiram erradicar da face da Terra, como realidade social e cultural, utilizaram para a consumação desse objectivo toda a espécie de astúcia; um desses enganos foi precisamente a confusão entre liberdade psicológica e liberdade moral.

A definição CATÓLICA de liberdade é: FACULDADE DE SE MOVER NA VERDADE E NO BEM.

Uma tal definição tem a felicidade de se poder aplicar quer à liberdade psicológica, quer à liberdade moral. Efectivamente o espírito criado possui a faculdade de exercer, transcendentalmente, o seu acto de ser num determinado sentido fundamental, bem como de se manter, actualmente, em coerência, maior ou menor, com os princípios adoptados.

Essa fluidez e transparência interior, essa capacidade de auto-movimento espiritual, essa posse de si próprio, denomina-se liberdade psicológica ou livre arbítrio.

Todavia o espírito criado depende essencialmente de Deus, e no caso do homem está intrinsecamente, necessàriamente, inserido numa sociedade (os anjos, pela sua constituição ontológica, não necessitam para conseguir a sua finalidade, natural e sobrenatural, de qualquer vinculação orgânico-social semelhante à dos homens).

Só no caso de SE MOVER NA VERDADE E NO BEM é que o homem gozará de liberdade moral, perante Deus e perante a sociedade, pois que uma sociedade bem ordenada necessàriamente constituirá Deus Uno e Trino como o seu único fundamento e seu único fim. Se se afastar da Verdade e do Bem o homem deverá ser punido, temporalmente pela sociedade, eternamente por Deus, isto é: NÃO GOZARÁ DE LIBERDADE MORAL.

Ora os documentos do maldito concílio Vaticano II proclamam, diabòlicamente, QUE A LIBERDADE MORAL SERIA NECESSÁRIA AO EXERCÍCIO DA LIBERDADE PSICOLÓGICA, E PORTANTO MERITÓRIA, CONSTITUTIVA DO ACTO DE FÉ.

Ora, é precisamente o contrário: CONSTITUI UM ESTÍMULO NATURAL E SOBRENATURAL EXTRÍNSECO MUITO PODEROSO PARA A EFECTIVAÇÃO DO ACTO DE FÉ, COMO PARA A PROSSECUÇÃO DO BEM EM GERAL,

O SABER QUE A SANTA MADRE IGREJA, DEPOSITÁRIA INFALÍVEL DA REVELAÇÃO SOBRENATURAL, ENSINA QUE FORA DA FÉ CATÓLICA NÃO HÁ SALVAÇÃO; E QUE EXISTE UM ESTADO, BRAÇO SECULAR DA MESMA IGREJA, QUE PUNE A HERESIA E A IMORALIDADE.

São Tomás de Aquino ensina que o herege obstinado, sobretudo relapso, é merecedor da pena de morte, pela só heresia externa, independentemente do dano social que pudesse também causar ( S.TH.II-II Q.11 A.3).

E quando Nossa Senhora, em Fátima, mostrou o fogo do Inferno aos pastorinhos; acaso estava a destruir-lhes a realidade e o mérito do acto da Fé?

Quanto mais sobrenaturalmente elevada está uma alma mais livre é interiormente, e mais meritórios são os seus actos.

Esta foi mais uma armadilha fatal do maldito concílio, para conduzir as almas à aceitação, E ATÉ À EXIGÊNCIA do Estado ateu. Efectivamente. Pois se há liberdade moral – então tal constitui um decreto formal de morte de Deus. Restam apenas, naturalìsticamente, os danos sociais que o Estado ateu  punirá em nome da humanidade ofendida.

Aqueles mesmos que se obstinam em destruir toda a responsabilidade moral do homem perante Deus, são exactamente os mesmos que obscurecem as faculdades sobrenaturais, espirituais e racionais do mesmo homem, criado à Imagem e semelhança de Deus, sonegando-lhe ou dessorando-lhe o livre-arbítrio.

O Marxismo e o Freudismo dissolvem toda a liberdade espiritual do acto metafísico de ser da criatura na necessidade dum processo dialéctico global, ou na complexidade dinâmica das forças psico-orgânicas de ordem estritamente material.

E o estruturalismo depois de proclamar a morte de Deus, anunciou também a morte do homem, bem como de toda a entidade substancial.

A Verdade católica é bem diferente: A criatura possui uma DIGNIDADE ONTOLÓGICA, proveniente sòmente do acto Divino que a criou, do princípio metafísico “esse”, bem como da essência respectiva.

A acção de criar consiste em Deus manifestar fora de Si, algumas das perfeições que em Si contém. Essa dignidade ontológica é inamissível. Todavia tendo o ente contingente, sobretudo o racional, sido criado para anunciar a glória extrínseca de Deus, reconhecendo-O, amando-O e servindo-O, e encontrando desta forma a sua felicidade sobrenatural, a qual constitui a sua DIGNIDADE OPERATIVA, tanto na Terra como no Céu; no caso desse ente não proclamar formalmente a glória de Deus, fim para o qual foi criado, PROCLAMÁ-LA-Á DE QUALQUER MANEIRA, neste caso como sujeito do castigo eterno. É a sua própria dignidade ontológica que exige esse castigo.

A Teologia Católica, com sua serva Filosofia, constitui uma realidade infinita no que concerne ao seu sujeito fundamental, Deus, considerado ontològicamente.

Todavia, mesmo do ponto de vista lógico, constitui um magnífico edifício, o mais aperfeiçoado que o espírito humano pode conceber, pois que se consubstancia, natural e sobrenaturalmente numa irradiação eterna da Luz Divina.

Os heresiarcas e os falsos papas nunca conseguirão extinguir essa Luz.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 8 de Maio de 2013

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Uma resposta para “A QUESTÃO CRUCIAL DA LIBERDADE NA TEOLOGIA CATÓLICA

  1. Autumn Bernard maio 29, 2013 às 9:20 pm

    Os compatibilistas frequentemente argumentam que, ao contrário, o determinismo é um pré-requisito da responsabilidade moral . A sociedade não pode considerar alguém responsável a não ser que suas ações sejam determinadas por alguma coisa. Esse argumento é apresentado por Hume e foi usado pelo anarquista William Godwin . Afinal de contas, se o indeterminismo é verdadeiro, então aqueles eventos que não são determinados são aleatórios . Questiona-se se é possível que se elogie ou reprove alguém por desempenhar uma ação que meramente pipocou no seu sistema nervoso. Ao invés disso, os compatibilistas argumentam, é preciso mostrar como a ação deriva dos desejos e preferências da pessoa, do caráter da pessoa, antes de começar a considerar a pessoa responsável. Às vezes os libertistas que ações indeterminadas não são totalmente aleatórias, e que elas resultam de uma vontade substantiva cujas decisões são indeterminadas. Esse argumento é amplamente considerado insatisfatório, pois apenas empurra o problema um passa adiante, além de envolver certa metafísica misteriosa e a noção que no nada nada vem (ex nihilo nihil fit).

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