Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

BERGOGLIO E CANTALAMESSA ACELERAM A INVERSÃO CONCILIAR

Bergoglio y Cantalamesa

Arai Daniele

Rememoramos o momento extraordinário na História do Universo que foi a Pentecostes anunciada dez dias antes por Nosso Senhor Jesus Cristo antes de ascender aos Céus: «Ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém para que aguardassem a promessa do Pai, a qual ouvistes de Minha boca; «porque João na verdade batizou em água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, daqui a poucos dias». Então, os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: «Senhor, porventura chegou o tempo em que restabelecereis o Reino de Israel?» Jesus respondeu: «Não pertence a vós saber os tempos e nem os momentos que o Pai reservou ao Seu poder. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e Me sereis testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria, e até às extremidades da Terra».

E tendo dito isto, elevou-Se à vista deles. (At I, 4-8)

A pergunta dos Apóstolos sobre o restabelecimento do Reino de Israel era ligado à necessidade da grande conversão ensinada por Jesus, que dizia respeito ao mundo todo, a começar pelos mesmos Judeus. Nela foi centrado o primeiro discurso de Pedro depois da descida do Espírito Santo que os fortificou na Fé, Esperança e Caridade de Deus.

A inversão do Evangelho no «magistério conciliar»

A missão confiada a São Pedro foi exposta no seu inicial discurso magisterial infalível, registrado nos Atos dos Apóstolos. Este seguiu o admirável fragor do Pentecostes, quando com línguas de fogo todos os Apóstolos ficaram repletos do Espírito Santo, e iniciaram a falar em línguas. Estavam em Jerusalém então judeus devotos de todas as nações do mundo. «Quando ouviram o estrondo se reuniram confusos, pois ouviam os discípulos a falar na sua própria língua… cada um ouvindo as maravilhas de Deus anunciadas na própria língua! … Então Pedro, que estava ali com os outros onze Apóstolos, levantou-se e disse em voz alta: “Homens da Judéia e todos os que vos encontrais em Jerusalém! Compreendei o que está a acontecer e prestai atenção às minhas palavras:  estes homens não estão embriagados como pensais, são apenas nove horas da manhã. Mas está ocorrendo aquilo que o profeta Joel anunciou:  “Nos últimos dias, diz o Senhor, Eu derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas. Os vossos filhos e filhas vão profetizar, os jovens terão visões e os anciãos terão sonhos. E, naqueles dias, derramarei o meu Espírito também sobre os meus servos e servas, e eles profetizarão. Farei prodígios no alto do céu e sinais em baixo na terra: sangue, fogo e nuvens de fumo. O Sol transformar-se-á em trevas e a Lua em sangue, antes que chegue o dia do Senhor, dia grande e glorioso. E todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo”. Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem que Deus confirmou entre vós, realizando por meio d’Ele os milagres, prodígios e sinais que bem conheceis. E Deus, com a sua vontade e presciência, permitiu que Jesus vos fosse entregue, e vós, através de ímpios, mataste-O, pregando-O numa cruz. Deus, porém, ressuscitou Jesus, libertando-O das cadeias da morte, porque não era possível que ela O dominasse… Deus ressuscitou Jesus; nós todos somos testemunhas disso. Ele foi exaltado à direita de Deus, recebeu do Pai o Espírito prometido e comunicou-O: é o que vedes e ouvis… Que todo o povo de Israel fique a saber com certeza que Deus tornou Senhor e Cristo aquele Jesus que vós crucificastes».

O anúncio de Pedro e sucessores para a grande conversão

«Quando ouviram isto, todos ficaram de coração aflito e perguntaram a Pedro e aos outros discípulos: «Irmãos, que devemos fazer?»  Pedro respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos pecados; depois recebereis do Pai o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é em favor de vós e de vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar”. Com muitas outras palavras, Pedro lhes dava testemunho e exortava, dizendo: “Livrai-vos da gente corrompida”. Os que acolheram a palavra de Pedro receberam o batismo. E nesse dia uniram-se a eles cerca de três mil pessoas (At 2, 6…41).

O presente sinal de ruptura da missão papal

A missão expressa neste texto é como a Carta magna para a conversão de todos, a começar pelos Judeus. Só um «outro» papado, alheio ao sentido do Evangelho, pode contrariá-lo levando a pensar que, não só os da casa de Israel não precisam receber o dom do Batismo e do Espírito Santo para salvarem-se, mas que “todos os justos do mundo, mesmo ignorando Cristo e a Sua Igreja, sob o influxo da graça, procurando Deus com o coração sincero, é chamado a edificar o Reino de Deus” (João Paulo 2º, 6 de dezembro de 2000).

Segundo essa nova doutrina conciliar a Fé não seria mais necessária para edificar o Reino de Deus e salvar. Bastaria, sob o influxo de uma graça ordenada à sinceridade e à boa vontade, procurar Deus, mesmo ignorando Cristo e a Sua Igreja e portanto o que ensinaram os verdadeiros Papas desde o tempo de São Pedro.

Ora, o que estes sempre ensinaram é que a graça é ordenada à Fé de Cristo. Porém, esta «nova religião» da salvação pela boa vontade pode mesmo ignorar a Redenção do Salvador, que demandando a adesão pessoal, não é por isto global, como quer a heresia da enc. «Redemptor hominis».

Com esta inversão, João Paulo 2º foi além do Protestantismo.

Eis a paixão terminal da Igreja: pastores em veste papal portadores da inversão do Evangelho, que cancela a missão da Igreja de pregar a necessidade da fé em Jesus Cristo em todo o mundo, segundo o mandato divino, a começar pelos Judeus.

O católico fiel que segue a paixão da Igreja tem o dever de testemunhar essa inversão.

A Providência divina com a visão da 3a. parte do Segredo de Fátima, da hecatombe do Papa com seu longo séquito católico, desvelou que o pior atentado contra a Fé pesa sobre o mundo hodierno desde pouco antes de 1960. Trata-se do “abatimento” da autoridade católica, fato que, embora obscuro, como o foi por quarenta anos o «Segredo» , está na raiz da crise universal que atinge não somente a Religião, mas os princípios mesmos da ordem, da moral e da justiça na sociedade humana.

Esta crise é ligada à mega metamorfose eclesial que seguiu a demolição católica e a ascensão de uma nova classe clerical ideada pelas lojas para implementar o ecumenismo mação. Os fatos estão aí para confirmá-lo, para quem está fundado na Fé e no Magistério da Igreja, que já condenou esse pérfido ecumenismo, especialmente com a Encíclica Mortalium animos de Pio XI, escandalosamente contrariada.

A Igreja é, pois, vítima de uma velada, mas evidente oposição ao seu Magistério, promovida em nome do magistério pastoral do Vaticano 2, que com os seus documentos Unitatis redintegratio e Nostra Aetate, levaram esse falso ecumenismo ao disparate hodierno de uma união religiosa global, sempre almejada pela Maçonaria.

Hoje, vemos essa infame inversão do Apostolado católico patrocinado por Bergoglio, que já iniciou o trabalho com suas promoções.

Acompanhem isto nesta nomeação do novo arcebispo de Buenos Aires na pessoa de seu comparsa Fernandez: http://pagina-catolica.blogspot.pt/2013/05/francisco-premia-rector-hot.html .

E a eminência Cantalamessa é figura presente nos novos rituais. Sobre este «guru» da «nova verdade»… “verum est faciendum” da « praxis» ver artigo em http://wp.me/pWrdv-Oi (55 ANOS DO VILIPÊNDIO CONCILIAR-ECUMENISTA DA VERDADE, e seus festejados gurus!

PODERÁ O “PAPA” APARENTE PRATICAR ACTOS VÁLIDOS COM SUPRIMENTO DE NOSSO SENHOR ?

 Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

 A resposta é NÃO. Efectivamente, quando os heresiarcas, inclusive o supremo heresiarca, que usurparam as estruturas materiais da Santa Madre Igreja praticam algum acto, ou produzem alguma asserção, MATERIALMENTE boa, É SEMPRE PARA FAZEREM PASSAR O MAL.

Nosso Senhor Jesus Cristo não pode, por definição Teológica da própria bondade Divina, suprir um acto praticado com uma intenção formalmente má. E qual é essa intenção? Evidentemente que é a destruição da Igreja. Hodiernamente, quando a Santa Madre Igreja já está destruída, como realidade social e cultural; o objectivo passa a ser: TORNAR IMPOSSÍVEL A SUA RECONSTITUIÇÃO.

Nosso Senhor, e a própria Igreja Eterna, podem sim suprir um acto praticado com uma intenção formalmente boa, embora num registo disciplinar ou jurisdicional deficiente ou errado.

Se um heresiarca se converte à causa da verdadeira Santa Igreja Católica, a invalidade de raiz da sua situação disciplinar, bem como da sua Jurisdição, (mas não a invalidade da sua Ordem Sagrada) serão supridas pela Igreja Eterna, e em última análise por Nosso Senhor, O Qual constitui a Cabeça sobrenatural da mesma Igreja.

Nunca podemos perder de vista que o plano da maçonaria para destruir a Santa Igreja de Deus é extremamente complexo e astuto, pois que inspirado por satanás, joga a fundo com todas as virtualidades da psicologia e da fraqueza humanas.

Por seu lado as forças anti-sedevacantistas não hesitam em deturpar a verdadeira Teologia Católica, com o malfadado objectivo de fazerem crer que a Igreja conciliar, ateia, relativista e pederasta, é a verdadeira Santa Madre Igreja.

Dizem eles que para a administração válida dum Sacramento é suficiente, além da matéria e da forma, a intenção meramente exterior de fazer o que faz a Igreja.

Ora uma tal concepção desvirtuaria o carácter ontológico e racional dos Sacramentos; pois se na verdade é Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto Deus, causa principal dos Sacramentos, e enquanto Homem, causa instrumental eficiente primária dos mesmos; é também verdade que o Seu ministro sacerdote é causa instrumental secundária, MAS RACIONALMENTE CONSCIENTE.

Terá assim de possuir verdadeiramente a intenção interior formal de fazer o que faz a Santa Igreja, e fazê-lo efectivamente, ainda que por infelicidade e estado de confusão íntima, se encontre momentaneamente incapacitado para o acto e o hábito da Fé.

A Santa Igreja sempre ensinou que um Judeu, por exemplo, pode baptizar vàlidamente, se empregar a matéria e a forma correctas, e possuir a intenção interior e formal de fazer o que faz a Santa Igreja. ORA ESSA INTENÇÃO É CONTRADITÒRIAMENTE INCOMPATÍVEL COM UM ESTADO DE ÓDIO, OU ATÉ DE DESRESPEITO PELA SANTA IGREJA.

Neste quadro conceptual, verifica-se que a referida intenção se consubstancia, necessária e essencialmente, num vínculo formal e positivo com a Instituição fundada por Nosso Senhor.

Ora a intenção da maçonaria internacional era precisamente subverter a Santa Igreja de Deus A PARTIR DE DENTRO, mediante impostores, de todos os níveis hierárquicos, inclusive o mais elevado, que macaqueariam as aparências cristãs da instituição, DISSOLVENDO O SEU CONTEÚDO.

Quem conspira para destruir a Santa Madre Igreja, ainda que inicialmente de forma não notória, não pode possuir nela qualquer jurisdição, e confecciona invàlidamente os santos Sacramentos.

Após a revolução de 1789, constituiu-se em todos os países de antiga tradição católica uma sólida fina-flor, intelectual,cultural e moral, composta por leigos e por eclesiásticos, que por todo o século XIX e até ao maldito concílio Vaticano II, facultou à Santa Madre Igreja inapreciáveis serviços, tanto mais necessários, quanto a Igreja se encontrava debilitada pela divulgação das ideias revolucionárias, e por ter perdido o apoio do braço secular.

ORA A MAÇONARIA PROCUROU, E CONSEGUIU, ATINGIR MORTALMENTE ESSE ESCOL, RECICLANDO-O NO SENTIDO DO MODERNISMO.

Nunca a maçonaria se preocupou muito com a grande massa nominalista e oca; com a multidão supersticiosa que se afirma católica por mero mimetismo de fachada social.

O novo “Patriarca de Lisboa” é mais um liberal, que até já recebeu o prémio “Pessoa” de inspiração maçonica; sendo doutorado em História, não tem perdão, pois sabe perfeitamente que o seu percurso eclesiástico é um percurso de traição a Nosso Senhor Jesus Cristo. Cada acto seu, cada asserção sua, por muito que agrade ao mundo, configura mais um beijo de Judas.

Mas o Corpo Místico permanece, e permanecerá sempre.

Para lá de todas as traições, para lá de todos os deicídios, Nosso Senhor Jesus Cristo não abandona a Sua Igreja.

OS TEMPOS DE DEUS NÃO SÃO OS TEMPOS DOS HOMENS. E aquilo que hoje nos surge como a maior aberração da História Universal, Deus a contempla NA GLOBALIDADE DO PLANO DA CRIAÇÃO, que para nós, mortais, é desconhecido. Sobretudo não pretendamos analisar a Fé à luz dos acontecimentos. Analisemos, sim, os acontecimentos, essencialmente, à luz da Fé.

O mal, por muito grande que seja, não o olvidemos, é sempre metafìsicamente limitado pelo BEM.

Não absolutizemos o mal. Só  o Bem é substancialmente um absoluto – É DEUS.

Aliás o mal provoca sempre imensamente mais ruído do que o Bem.

Depositemos a mais firme esperança em Deus Nosso Senhor, em Nossa Senhora, em são José, nos santos do Céu, no nosso Anjo da Guarda.

Penso aliás que o primeiro grande Acto da Santa Madre Igreja restaurada num verdadeiro sucessor de Pedro deveria constituir a proclamação e definição solene dos Dogmas da Mediação Universal de Maria e de Maria Corredentora.

Todavia a presente geração já não o testemunhará.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

ISBOA, 19 de Maio de 2013

3 Respostas para “BERGOGLIO E CANTALAMESSA ACELERAM A INVERSÃO CONCILIAR

  1. Concepcion P. Duke maio 22, 2013 às 2:59 pm

    Católica significa: “A Igreja anuncia a totalidade da fé; guarda e administra a plenitude dos meios de salvação; é enviada a todos os povos, dirige-se a todos os homens; abrange todos os tempos; “é, por sua própria natureza, missionária” (Ad Gentes 2; Catecismo da igreja Católica 868). “A Igreja vê-se ainda unida por muitos títulos, com os baptizados que têm o nome de cristãos, embora não professem integralmente a fé ou não guardem a unidade de comunhão com o sucessor de Pedro” (Lumen Gentium 15). “Aqueles que crêem em Cristo e receberam validamente o Baptismo encontram-se numa certa comunhão, embora imperfeita, com a Igreja Católica” (Unitatis Redintegratio 3). Quanto às Igrejas Ortodoxas esta comunhão é tão profunda “que bem pouco lhes falta para que ela atinja a plenitude, autorizando uma celebração comum da Eucaristia do Senhor” (Paulo VI, discurso de 14 de Dezembro de 1975 – Catecismo da Igreja Católica 838).

    • Pro Roma Mariana maio 24, 2013 às 12:17 pm

      O conceito de missionária não se aplica à Igreja conciliar. Pois que o único “deus” da ex- Igreja católica é a própria Humanidade em evolução rumo ao ponto omega. O conceito de salvação da alma também se extinguiu. Todos estão “salvos”- O QUE SIGNIFICA O NADA. É aliás o que define a Igreja conciliar: o nada. – Alberto Cabral.

  2. Arturo P. Mills junho 10, 2013 às 5:27 pm

    Vos ofereço, Senhor minha vida, obras, e trabalhos em satisfação de todos os meus pecados e assim como vos suplico, assim confio em vossa bondade e misericórdia infinitas que nos perdoareis pelos méritos de vosso preciosíssimo sangue, paixão e morte e me dareis graça para emendar-me e perseverar em vosso santo serviço até o fim de minha vida. Amém.

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