Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O EXORCISMO DE DOM MAYER PARA A LIBERDADE DA IGREJA

Dom Mayer

Arai Daniele

A grande conjura da qual tratamos não é produto da imaginação de “complotistas”, que em tudo vêem elementos de uma fantasmática “história do complô”. Não, essa história, da qual tudo indica vivemos etapas conclusivas, remonta à Religião revelada do livro da Gênese e à tentação do Pecado Original, a realidade mais presente e comprovada da história humana de todos os tempos.

O Antigo Testamento se explica no Novo e Eterno Testamento de Jesus Cristo pela “conspiração” que levou ao Seu Sacrifício na Cruz para nos redimir da queda que foi conseqüência da “conjura original”.

Hoje há quem põe a questão: Deus podia permitir ou querer todo o desatino e crueldade resultante disso? Nós seguimos a Igreja, mas esta questão foi posta por quem se apresentou como Vigário de Deus para interpelá-Lo escandalosamente. Sim, porque nunca antes se poderia imaginar um clérigo em veste papal a interpelar Deus, como fez Bento 16 ao visitar Auschwitz. “Diante de tantos horrores, onde estava Deus escondido?”.

Assim se inverte na esfera espiritual a referência da consciência sobre a absoluta bondade de Deus, porque haveria homens, mais «prudentes e bondosos» que por isto podem acusar a falta de compaixão divina!

Assim agora Bergoglio contesta também o que está escrito sobre os Apóstolos, dizendo que  “eram um pouco intolerantes”, fechados na ideia de possuírem a verdade, na convicção que “todos os que não têm a verdade, não podem fazer o bem”. E “isto está errado”… (“Evangelho” segundo Bergoglio/Francisco no «L’Osservatore Romano, ed. quotidiana, Anno CLIII, n. 117, 23/05/2013). Para ele: “O Concílio foi uma linda obra do Espírito Santo. Pensamos no Papa João XXIII: um pároco bom, obediente ao Espírito Santo. Mas, depois de 50 anos, fizemos tudo o que o Espírito Santo nos disse no Concílio? Não. Comemoramos este aniversário, erguemos um monumento, mas desde que não incomode. Nós não queremos mudar, e o pior: alguns querem voltar atrás. Isto é ser teimoso, significa querer domesticar o Espírito Santo; ser tolo, de coração lento”. Só se for lento a entender suas as obras de perdição das novas «pentecostes» conciliares ditadas por modernistas!

As questões de Ratzinger/Bergoglio e demais «papas conciliares» definem assim duas religiões e «Pentecostes» diretamente opostas:

– a de clérigos que se envergonham e se desculpam pela Religião de Deus, que na versão gnóstica criou um mundo cruel!;

– a Religião católica que ensina e celebra o Sacrifício do Filho de Deus vindo a redimir homens caídos no mal da contínua conjura original, à raiz da História.

Jesus Cristo, Filho de Deus encarnado, veio ao mundo “sofrer” todo o mal físico, de carências, dores e morte, e o mal espiritual de ódio, engano, vilipêndio e traição, para deixar um legado de bondade e amor. Os filhos de Sua Igreja o testemunharam desde então pelos séculos com o martírio físico e espiritual no Seu exemplo. Neste está a presença de Deus no mundo, cujos horrores se devem ao repúdio do divino Sacrifício e do Evangelho de Cristo.

A Igreja representa essa presença, mas os «papas conciliares» fizeram surgir no seu lugar outra igreja – iluminista, para interpelar o «escondimento de Deus»!

No tempo cristão, o ser humano buscava a verdade e o bem da presença divina na consciência, sabendo que a estas verdades não podiam aprender por si. Hoje, há quem chegou ao ponto, com o culto do homem, de sentir-se livre e capaz de julgar a Deus diante de eventos justamente derivados de seculares alienações da Fé no plano divino da Redenção. Assim, nestes tempos, a voz para o «culto do homem vítima de Deus», provem nada menos que de quem pretende pontificar como papa!

É o sumo engano do espírito gnóstico da anti-religião, diametralmente oposta à Católica, que interpela a bondade divina num mundo cuja falsa liberdade, que os homens julgam ser um direito, causa horrores! Quão poucos percebem e testemunham contra isto.

No seu tempo Dom Mayer o fez, reconhecendo que, desde Paulo 6º, com seu discurso de fechamento do Vaticano 2, se configurava a nova Igreja que começou com João 23, alterando a questão da liberdade de consciência. Esta nova«consciência conciliar», que leva a pronunciar frases dignas do ofídico conspirador original, é a de Bento 16/Bergoglio.

Dirão: este não foi, porém, o testemunho de Dom Mayer no seu tempo. De fato, ele reconheceu que o Vaticano 2 configurava uma nova Igreja, mas só no fim percebeu que seu testemunho devia ir além da denúncia contra a liberdade religiosa e de consciência conciliar; devia ser contra seus autores. Já vimos antes no «caso Rifan» que uma tortuosa ação «traicionalista» barrou por vezes o que o Bispo entendia testemunhar. Mesmo em Ecône em 1988.

Duas religiões diametralmente opostas

Poucos percebem hoje, no meio da grande apostasia, como se pode falar de duas religiões opostas, diante de palavras a favor da família, da moral e mesmo de Jesus, vindas de aplaudidos chefes conciliares. Devemos assim voltar ao início para saber o que opôs e o que favoreceu a conjura demoníaca contra a Palavra divina, que permitiu todo o mal que seguiu o Vaticano 2.

Na Sua «Teodicéia» (veja o «Testemunho de Dom Mayer») porque teria Deus permitido o mal do erro e do engano, senão em vista de um bem maior? Explica-se isto dizendo que Deus, sendo a perfeição do Bem e do Amor, “precisava” comunicá-lo a seres que o reconhecessem e aderissem a Ele livremente. É o bem maior das criaturas espirituais, cuja filial dignidade à imagem e semelhança do Pai, têm a liberdade, embora esta implique o risco da escolha do mal. E assim foi em seguida com os anjos que escolheram o próprio culto e a danada conspiração universal que quiseram transmitir à criatura humana, posta na encruzilhada da matéria e do espírito.

Ora, há o mal espiritual do erro, do engano, do pecado e dos vícios da inveja e ódio, assim como dos outros descritos no Catecismo católico. A tudo isto vão corresponder os males físicos dos defeitos, doenças, sofrimentos e da morte. Quando o homem é livre de escolher por si e até contra a Palavra de Deus, Perfeição e Vida, só pode cair no seu contrário de imperfeição, defeito e morte; todos males derivados do que deveria ser o bem da liberdade humana, que foi mal usada. Para bem usá-la, Deus suscita nas consciências as virtudes para enfrentar os males e os vícios e nisto não somos livres de escolher e ditar o bem e o mal. Mas foi justamente a este fruto proibido que o conspirador original dirigiu o apetite de Adão e Eva. Hoje faz o mesmo com todos, mas tem por tentador adjunto o papado e o clero conciliar que declararam o “direito humano” à liberdade de consciência e de religião! O contrário do espírito de obediência aos Mandamentos, para o qual existe a Religião! Resultado: infelizes «consagrados» chegam a interpelar Deus, como vimos, trajados de Vigário de Cristo na Sua mesma Igreja e assim são recebidos por quantos se consideram católicos.

O engano da desgraçada conspiração «traicionalista»

Quem foi formado para discernir entre o bem e o mal, entre o verdadeiro e o falso, entre a Igreja de Cristo e o aparato de Satanás, ainda tem condições de aderir à Verdade e repudiar o engano de aspecto religioso.

É aqui que aparecem os clérigos que, diante do poder dos falsos cristos e falsos pastores no Vaticano, optam pela visão traiçoeira de duas igrejas! Seriam duas igrejas, mas um só chefe, reconhecido no papa conciliar! Como podem reconhecer uma só Fé, mas ao mesmo tempo outra ecumenista, em busca de pluralismo e inter-confessionalismo religioso?

Como cúmulo do engano e da má fé, acusam em especial os que não aceitam a nova igreja conciliar, já denunciada na sua duplicidade por clérigos como Dom Mayer, que só no fim realizou angustiado também essa desgraça inaudita da duplicidade no engano da sua autoridade ausente.

Ora, a conspiração que data do início da História, foi melhor planejada dentro da Igreja pelos Roncalli, Montini, Wojtyla, de sinistra memória e da alarmante presença da dupla Ratzinger/Bergoglio.

Pode a nova classe dos traicionalistas negar os crescentes equívocos e crises atinentes à essa «autoridade ecumenista» na Igreja? Se não leram o que almejavam os mações vamos lembrá-lo aqui, porque desde então suas publicações ensinam como operar sorrateiramente nos seminários. Tudo diz respeito à liquidação do Cristianismo, e nisto são empregados poderes civis e religiosos mundiais, governantes do mundo junto a grandes prelados içados às mais altas cátedras.

A presente Paixão da Igreja acontece sob a marca do engano

Esta Paixão da Igreja é bem diversa da inicial dos primeiros cristãos. De há pelo menos dois séculos, as forças que queriam destruí-la, sabendo que isto se revela impossível, passaram ao plano alternativo: ocupá-la para transformá-la segundo idéias liberais, maçônicas e judaizantes da política mundial moldada pela Revolução e depois pelo Vaticano 2.

Hoje não há mais segredo sobre o que liga as idéias do modernismo com os planos maçônicos. Trata-se do mega ecumenismo capaz de abraçar não só as mais diferentes religiões, como a judaica, mas as mais obscuras ideologias, como a da nova ordem mundial da ONU. O plano da URI o desvela. Ora, compreende-se que tal programa representava uma última manobra dialética que só poderia ser aplicada por um “poder” dentro da Igreja. Eis que o principal plano maçônico nesse sentido era o de eleger uma “nova autoridade” para assumir o comando da Sé de Pedro, tramando para obter o poder papal segundo os maçons. Um bom número de documentos o atesta, descrevendo o plano.

Citamos aqui de novo a descrição de um consagrado apóstata, o Canônico Roca – que hoje seria feito cardeal como o Ravasi – onde se planeja um «papa» ao serviço da revolução religiosa total, que avançaria o plano de mutação da Igreja com aspecto clerical: “O Concílio do Vaticano (novo), como Cristo que revelou aos seus irmãos um novo ensinamento, não deverá guiar a Cristandade, nem o mundo, na plenitude de outras direções senão aquelas seguidas pelos povos sob a secreta inspiração do Espírito, simplesmente para confirmá-los no modo de vida moderno, cujos princípios evangélicos, idéias e obras essencialmente cristãs, tornam-se, sem que eles o percebam, os princípios, idéias e obras das nações regeneradas antes que Roma cogitasse em preconizá-las. O Pontífice contentar-se-á de confirmar e glorificar a obra do Espírito de Cristo no setor público, e, graças ao privilégio de sua infalibilidade pontifical, declarará – urbi et orbi – que a civilização presente é a filha legítima do Santo Evangelho e da redenção social (Glorieux Centenaire, p.111).” Leia-se Ratzinger para comprovar sua aplicação (Disc. 22.12.2006).

E o complô tocou o culto do Sacrifício divino

O grande complô, do qual falamos adiante, fala até de como deviam operar sorrateiramente nos seminários católicos para a almejada transformação da Santa Sé nada menos que com a eleição de um futuro papa segundo o plano da lojas maçônicas, que convocaria um futuro concílio (segundo esses planos). Foi o que aconteceu depois da morte de Pio XII, quando prevaleceu a nova pedagogia que passou a subverter o culto e a vida do mundo e da Igreja.

Haveria então que reconhecer que a descristianização global demonstra que o complô está em ato na tremenda realidade apocalíptica presente, embora realizada no meio de uma indiferença geral. Os seus chefes são nomeados, eleitos e consagrados como simulacros papais, e «pontificam a subversão» sem reações na Cristandade.

A real guerra do mundo se resume nesse ataque ao Cristianismo, como da visão do «Terceiro Segredo de Fátima». Para sobreviver na Igreja, os católicos devem preservar a presença do sobrenatural no Santo Sacrifício que a Revolução quer abater com todos os meios, através de um culto ao sabor da gnose ecumenista.

A convulsão teve no início aspectos lacerantes para a alma do sacerdote católico, que se sentiu profundamente ferida na sua mais alta missão. Os prelados mais esclarecidos, como Dom Mayer e Dom Lefebvre, viram logo que a Revolução encontrava as portas abertas no Vaticano. Isto se pode entender pelos seus escritos dos anos seguintes. Mas a que ponto chegamos hoje?

Um abundante clero traicionalista, que viu o retorno aparente da Santa Missa, mas para testemunhar a «bondade do Vaticano 2» seguindo os planos de Dom Fellay e as «amizades» do P. Schmidberger, passou a procurar a comunhão com a nova igreja conciliar, que havia «excomungado» os seus Bispos. Teriam estes reconhecido Joseph Ratzinger como Papa? Retamente se deve duvidar disso.

Dom Mayer já dizia antes de 1988, para quem queria ouvir, que estávamos sem papa e no Vaticano sentava um antipapa. Por seu lado, Dom Lefebvre também já antes de 1988 dizia que Ratzinger não sabia o que era a Verdade e nenhuma colaboração com eles era possível porque querem descristianizar o mundo, enquanto nós católicos queremos cristianizá-lo. E deixou por escrito aos padres que iria consagrar, como para todo fiel, que no Vaticano havia anti-cristos.

Ora, como se pode reconhecer os autores da demolição conciliar como papas legítimos, sem evitar o falso testemunho? Sem evitar participar, mesmo que seja indiretamente nos malefícios desse reconhecimento (veja II João 1, 10-11)?  E assim permanecer numa «igreja» onde a fumaça de Satã e sua rebelião conciliar penetrou para enraizar-se de modo «irreversível»? Mas sobretudo, participar no santo Sacrifício de Jesus Cristo no qual, no momento mais solene do «Te igitur» que precede a consagração de Seu Corpo e preciosíssimo Sangue, saber que se pronuncia o «una cum» da comunhão com os que, bem se sabe e se diz, não são “ortodoxos guardiães da Fé católica e apostólica”, mas ao contrário, usam até a santa Missa para implementar uma ideologia ecumenista conciliar em substituição a Fé da Igreja Una, Santa Católica e Apostólica.

Foi na percepção que se alterava o Santo Sacrifício da Missa que os fiéis reagiram e se constituiu uma resistência à igreja conciliar. Embora variegada e desunida, essa resistência serviu a preservação da santa Missa católica. Foi nessa causa que dois valentes Bispos viram e denunciaram até o fim a deturpação de toda a Doutrina da Igreja Católica para a qual foram consagrados. Será que a honra destes Bispos interessa tão pouco o seu clero, a ponto de ignorar o testemunho dessa santa resistência na busca de acordar-se com a Roma conciliar?

Mas sobretudo, ignorar que só se pode chegar à vitória honrando a celebração íntegra e pura na Fé do santo Sacrifício da Missa, que constituiu o verdadeiro testemunho para a corajosa resistência contra as  obras ímpias dos falsários conciliares?

Diante de certas contradições alucinantes, dos que se rendem aos poderes do mundo, rezemos para que lúcidas reações de sacerdotes e leigos, ainda fiéis, se multipliquem no testemunho do exorcismo contra os termos desta conspiração terminal.

É do exorcismo referido ao Trono da Verdade que a Igreja e o mundo precisa de modo urgente, repetindo o que foi escrito pelo Papa Leão XIII (e traduzido aqui por Dom Mayer), invocando a proteção de São Miguel Arcanjo, para ser usado pelos sacerdotes no fim da Missa: “As hostes astuciosíssimas encheram de amargura a Igreja, Esposa Imaculada do Cordeiro, e inebriaram‑na com absinto; puseram‑se em obras para realizar todos os seus ímpios desígnios. Ali onde está constituída a sede do beatíssimo Pedro, e Cátedra da Verdade para iluminar os povos, ali colocaram o trono da abominação de sua impiedade, para que, ferido o pastor se dispersassem as ovelhas.”

Trata-se do encanto serpentino do hediondo «complô » contra a liberdade e exaltação da Santa Madre Igreja para a salvação das almas nos últimos tempos. Saibamos reconhecê-lo.

Contra esta impiedade, embora isolados, queremos a todo custo testemunhar a necessidade de proclamar a não comunhão na igreja conciliar que deturpa as feições da Una Santa Igreja Católica para se acordar com o mundo.

Isto se faz sobretudo, desonrando as palavras verazes no sagrado momento da Consagração no Santo Sacrifício da Missa Católica.

Só no destemor do testemunho na verdade é possível exorcizar toda a falsidade e se poderá por fim merecer e viver o triunfo final do Sagrado Coração de Jesus junto ao Imaculado Coração de Maria.

Uma resposta para “O EXORCISMO DE DOM MAYER PARA A LIBERDADE DA IGREJA

  1. Lilian Clements junho 13, 2013 às 7:13 am

    Os teólogos acreditam, comumente, que as almas do purgatório tiram tanto mais fruto do santo Sacrifício quanto maior lhe foi o zelo em assisti-lo sobre a terra. Sê, pois, esperto, caro leitor, e diminui à tua alma, quanto for possível, a duração das chamas do purgatório. Supõe que, tendo cometido um grande crime, te condenassem a ficar estendido meia hora sobre uma grelha em brasa, ou a ouvir uma santa Missa. Sem dúvida, precipitar-te-ias para a igreja, para aí ouvir não uma, mas diversas missas, a fim de não incorreres no suplício do fogo.

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