Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A SANTA IGREJA HOJE NA PROFECIA DA CASTA SUSANA DE DANIEL

DOIS PAPAS

Dois «papas conciliares», pela primeira vêz na história,  passeiam algures embaixo das árvores dos jardins vaticanos.

Arai Daniele

É deveras incrível como os «juízes» e «grandes sacerdotes» da Igreja conciliar querem ignorar a estreita ligação entre a Fé e a Moral; entre o sobrenatural e o natural, ao ponto de declararem «direito humano» (perante a mesma Justiça) a liberdade de consciência e de religião, como dado da mesma Revelação (ver Declaração do imoral Vaticano 2º «Dignitatis humanae»).

Desconhecem, talvez, «a unidade metafísica entre a Moral e o Dogma Católico», razão porque, enquanto a «moral» social poderia ser infringida de modo oculto com intenções pensamentos, palavras e obras, não assim para a «Moral da Fé», que está sob o Juízo divino, que tudo vê.

São evidentes para toda consciência essa diferença nos fatos da vida diária, que podem ser privados e encobertos a todo juízo externo, mas que são por Deus conhecidos.

O Juízo de Deus não abandona os inocentes

«Havia um morador de Babilônia chamado Joaquim, casado com Susana, filha de Helcias, muito bonita e religiosa. Os seus pais eram gente reta e tinham instruído a filha na lei de Moisés. Joaquim era muito rico e tinha um grande jardim ao lado da sua casa. Os judeus costumavam reunir-se ali, porque Joaquim era o mais respeitado de todos eles. Nesse ano, haviam sido nomeados dois juízes, chefes de família conselheiros do povo, aos quais se aplicava a Palavra do Senhor: «A injustiça brotou na Babilônia, vinda dos velhos juízes que passam por guias do povo». Eles freqüentavam a casa de Joaquim e era aí que as pessoas iam procurá-los quando tinham alguma coisa para resolver. Depois de o povo se ter ido embora, por volta do meio-dia, Susana saía para passear no jardim do seu marido. Todos os dias, os dois anciãos viam Susana sair e dar o seu passeio. Foi assim que começaram a cobiçá-la. Eles procuraram desviar o próprio pensamento para não olhar o Céu nem se lembrarem dos seus justos julgamentos. Os dois estavam atraídos totalmente por ela, mas um não contava ao outro a sua paixão, pois tinham vergonha de falar dos seus desejos de ter relações sexuais com ela. Todos os dias ficavam esperando ansiosamente a hora em que ela passeava. Um dia disseram um ao outro: «Vamos para casa, que já é hora do almoço». Saíram e cada um foi para seu lado. Mas em seguida, deram meia-volta e encontraram-se de novo no mesmo lugar. Então foram obrigados a revelar um ao outro o motivo por que tinham voltado, e acabaram por confessar a sua paixão. A partir daí, combinaram procurar juntos uma boa oportunidade em que pudessem encontrar Susana sozinha. Ambos esperavam uma ocasião oportuna, quando um dia ela saiu só com duas empregadas, como nos outros dias, e teve vontade de tomar banho no jardim, porque fazia muito calor. Não havia mais ninguém, a não ser os dois anciãos que estavam escondidos, a observar Susana. Ela disse às empregadas: “Trazei-me óleo e perfume e fechai as portas do jardim, que eu vou tomar banho”. Fazendo o que a patroa tinha dito, as empregadas fecharam os portões do jardim e saíram por uma porta lateral, a fim de irem buscar o que lhes tinha sido mandado, sem verem os dois anciãos que estavam bem escondidos. Logo que as empregadas saíram, os dois homens deixaram o esconderijo, foram ao encontro de Susana e disseram-lhe: “Os portões do jardim estão fechados e ninguém nos vê. Nós desejamos-te. Aceita e entrega-te a nós. Se não aceitares vamos acusar-te, dizendo que um jovem estava aqui contigo e que foi por isso que mandaste embora as empregadas”. Susana deu um suspiro e disse: “Complicou-se tudo para mim: se eu fizer isso, estou condenada à morte; se o não fizer, sei que não conseguirei escapar das vossas mãos. Mas prefiro dizer “Não!” e cair nas vossas mãos do que cometer um pecado contra Deus”. Em seguida, ela gritou bem forte, mas os dois anciãos também gritaram contra ela. Um deles correu a abrir os portões do jardim. As pessoas da casa, ao ouvirem os gritos no jardim, entraram a correr pela porta lateral, para ver o que tinha acontecido a Susana. Então os dois anciãos contaram a sua história. Os empregados coraram de vergonha, porque nunca se tinha ouvido dizer uma coisa dessas contra Susana. No outro dia, quando o povo se reuniu na casa de Joaquim, seu marido, os dois anciãos chegaram com a cabeça cheia de planos malvados contra Susana, a fim de a condenarem à morte. Na presença do povo, disseram: “Chamai Susana, a filha de Helcias, mulher de Joaquim”. Foram buscá-la. Ela chegou, e com ela chegaram também os seus pais, os seus filhos e todos os seus parentes. Era muito bonita e delicada. Aqueles malvados mandaram-lhe tirar o véu, pois Susana estava com o rosto coberto, só para poderem inebriar-se com a sua beleza. Toda a sua família e todos os que a viam começaram a chorar. Os dois anciãos levantaram-se no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana. Chorando, ela olhava para o céu, pois o seu coração confiava no Senhor. Os dois anciãos disseram: “Nós estávamos a passear a sós pelo jardim, quando chegou Susana com duas empregadas. Depois, ela fechou os portões do jardim e mandou as empregadas embora. Então um jovem foi ao seu encontro e deitou-se com ela. Estávamos num canto do jardim e ao ver essa imoralidade corremos para junto deles. Vimos os dois agarrados um ao outro, mas não pudemos segurar o jovem, que era mais forte do que nós. Ele conseguiu abrir o portão e fugir. Seguramos Susana e perguntamos-lhe quem era o jovem, mas ela não quis dizer-nos. É este o nosso depoimento”. A assembléia acreditou neles, porque eram anciãos e juízes do povo, e condenou Susana à morte. Então Susana disse em alta voz: “Deus eterno, que conheces o que está escondido e tudo vês antes que aconteça, bem sabes que eles deram falso testemunho contra mim. Vou morrer sem ter feito nada daquilo de que me acusam”. O Senhor atendeu o seu clamor: ao ser conduzida para a morte, o Senhor despertou o santo espírito de um jovem de nome Daniel. Ele gritou forte: “Estou inocente da morte dessa mulher!”. Todo o povo se voltou para ele perguntando-lhe: “O que queres dizer com isso?” De pé, no meio deles, Daniel disse: “Como sois cegos, israelitas! Sem julgamento e sem uma idéia clara, acabastes de condenar à morte uma israelita! Voltai para o tribunal, porque foi falso o testemunho desses homens contra ela”. Todo o povo se apressou a voltar para trás. Os senhores do Conselho, chefes de família, disseram a Daniel: “Senta-te conosco para nos explicares melhor isso, pois Deus já te deu maturidade”. Daniel disse: “Afastai-os um do outro, que eu vou interrogá-los”. Depois de os terem separado um do outro, Daniel disse a um deles: “Homem envelhecido em anos e crimes, agora os teus pecados vão aparecer e tudo o que cometeste outrora, quando davas sentenças injustas, condenando os inocentes e deixando livres os culpados. O Senhor diz: – Cuidai de não condenares à morte o inocente e o justo -. Se realmente os viste, diz-me: debaixo de que árvore os viste abraçados?” Ele respondeu: “Debaixo de um lentisco”. Daniel disse: “Bem! Já mentiste e pagarás com a tua própria cabeça. O anjo de Deus já tem ordem de te rachar ao meio”. Depois de o mandar embora, Daniel pediu para trazerem o outro. E disse-lhe: “Raça de Canaã, e não de Judá, a beleza da mulher fez-te perder o rumo, a paixão confundiu o teu coração. Vós fazíeis isto com as mulheres de Israel, e elas, por medo, entregavam-se a vós; mas esta filha de Judá resistiu à vossa imoralidade. Diz-me: debaixo de que árvore os viste abraçados?” Ele respondeu: “Debaixo dum carvalho.” Daniel disse: “Acabas de mentir e pagarás com a tua própria cabeça. Com a espada na mão, o anjo de Deus está pronto para te rachar ao meio e acabar contigo”. Toda a assembleia começou a aclamar, dando louvores a Deus que salva os que n’Ele confiam. Depois, todos se ergueram contra os dois anciãos, pois pelas suas próprias bocas Daniel tinha provado que eles estavam a mentir. Fizeram-lhes o mesmo que eles queriam fazer a Susana, de acordo com a Lei de Moisés. E foi assim que, naquele dia, os condenaram à morte e salvaram uma pessoa inocente. Por causa da sua filha Susana, Helcias e a sua mulher, juntamente com Joaquim, seu marido, e todos os parentes, puseram-se a louvar a Deus, pois nada de indecente encontraram nela. E, desde esse dia, Daniel gozou de grande prestígio entre o povo.» (Dn 13, 1-64)

Vimos como já no Antigo Testamento a história da «Casta Susana», narrada pelo Profeta Daniel, nos apresenta este quadro de sentido profético para certos «juízes» de hoje. Trata-se dos «papas conciliares» que aprovam e pregam sobre a boa vontade subjetiva, ecumenista que salva, e justamente na Igreja de Jesus Cristo que ensina: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: – Não cometerás adultério. Eu, porém, digo-vos: todo o que olhar para uma mulher, cobiçando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração”. (MT 5, 27-28)

Como toda religiosidade implica uma «moral», compreende-se que declarar o «direito à liberdade religiosa», significou declarar também a liberdade diante da Moral.

O resultado demoníaco veio a galope no mesmo mundo clerical e até no Vaticano.

Todavia, quem foi acusada de pecadora pelos falsos juízes foi a santa Igreja de sempre, que condena tais adultérios religiosos. Chegaram mesmo a pedir perdão por Ela!

Por tudo isto ecoa de novo a profecia de Jeremias: «Coisas espantosas e estranhas ocorreram na terra: os profetas profetavam mentiras e os sacerdotes os aplaudiam com as mãos; e o meu povo amou estas coisas. Que castigo não virá depois de tudo isto?” (Jr 5, 30-31).

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