Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A AUTORIZAÇÃO DA INCINERAÇÃO COMO EXPRESSÃO NIILISTA DA IGREJA CONCILIAR

incineração

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Desde sempre existiu um vínculo ontológico muito profundo entre os princípios filosóficos e teológicos professados pelos indivíduos e pelos grupos e o tratamento operado por estes aos restos mortais dos membros da sua grei.

O povo eleito sempre inumou os seus defuntos; a excepção a esta regra concretizava-se apenas no caso de guerra ou peste; efectivamente, lemos no primeiro Livro de Samuel, XXXI,12-13 que os corpos do rei Saul e seus filhos, mortos na batalha de Gelboé, contra os Filisteus, deveriam ser cremados; também no Livro do Profeta Amós,VI, 9 podemos referenciar que as vítimas de uma anunciada peste deveriam ser cremadas.

Note-se porém que, entre o povo eleito, os condenados à morte pelo fogo, teriam ulteriormente de ser inumados em cemitérios especiais, igualmente destinados aos lapidados.

Na civilização Greco-Romana a tendència para a incineração é directamente proporcional à perda do sentido, concreto e objectivo, da sobrevivência das almas. O mesmo sucedeu entre os egípcios.

A Santa Madre Igreja sempre condenou a incineração (excepto no caso de perigo de epidemia) como manifestação objectiva de niilismo intelectual e moral, bem como uma falta de piedade para com a “RES SACRA” que constituem os corpos dos baptizados.

A alma espiritual é criada directa e imediatamente por Deus. Os progenitores humanos concorrem com a matéria. Todavia Deus não cria a alma isoladamente para posteriormente a infundir no corpo, não; DEUS CRIA A UNIDADE SUBSTANCIAL ALMA – CORPO.

A unidade orgânica facultada pelos progenitores é levada a perder a sua forma substancial originária sensitiva, em plena comensurabilidade ontológica com a criação da unidade substancial alma – corpo, permanecendo assim a alma espiritual como a FORMA da unidade orgânica facultada pelos progenitores, forma essa que é FORMALMENTE RACIONAL, E VIRTUALMENTE SENSITIVA, VEGETATIVA, INORGÂNICA, E ONTOLÒGICAMENTE SUBSTANCIAL. Por isso mesmo as diferenças individuais de cada pessoa provêm sòmente da matéria; a forma confere apenas a unidade específica.

Neste quadro conceptual se compreende que a separação da alma e do corpo pela morte, seja uma separação ontológica, não transcendental. Realmente, na exacta medida em que alma e corpo permanecem vinculados por uma unidade trancendental, fàcilmente se compreende que a Ressurreição constitua para a alma o reatar dum fenómeno vital interrompido pela morte; processo esse absolutamente impossível de realizar para a natureza em si mesma, e que por isso só Deus Nosso Senhor pode concretizar, numa acção verdadeiramente preternatural.

A desintegração do corpo pela incineração não impossibilita a Ressurreição objectivamente, TODAVIA ASSUMIDA FORMAL E DOUTRINÀRIAMENTE DESTRÓI O HÁBITO E O ACTO DA FÉ TEOLOGAL SOBRENATURAL. Isto acontece porque a incineração, como doutrina, constitui um elemento espúrio à Fé Católica, na medida em que veicula e introduz, objectivamente, O NADA.

O conceito de “nada” é analógico na doutrina católica, apresentando os seguintes cambiantes: Ao produzir a asserção de que Deus criou o mundo do nada, pretende-se significar que o que não existia passou a existir, graças à omnipotência Divina.

Deus criou o mundo no tempo e com o tempo, razão porque não possui qualquer sentido perguntar pelo “antes da criação”. Existir, metafìsica e teològicamente, não significa o mesmo que ser. Em Deus, na Santíssima e indivisível Trindade, as coisas criadas SÃO VIRTUALMENTE COMO ESSÊNCIAS, mas só EXISTEM no caso de Deus, numa decisão ETERNA, INFINITA E IMUTÁVEL, as querer criar; além disso o próprio acto de criar é ETERNO, INFINITO E IMUTÁVEL.

Pelo mesmo facto de serem criadas as coisas tendem para o nada, quer dizer: tendem a deixar de existir. Por isso mesmo Deus as CONSERVA POSITIVAMENTE NA EXISTÊNCIA. Criar e conservar não constituem dois actos formalmente distintos. Não. Em Deus há apenas um único acto formal de inteligência, que tudo compreende; e um único acto formal de vontade, que tudo compreende também. Tais actos constituem, consubstancial, eterna, e infinitamente, a Santíssima Trindade.

Deus criou o homem do pó da terra, quer dizer: O CORPO DO HOMEM FOI CRIADO EXPRESSAMENTE PARA SER O CORPO DO HOMEM, NÃO PROMANOU, POR EVOLUÇÃO, DE QUALQUER ANIMAL.

Os dons preternaturais conferidos a Adão e Eva foram atribuídos em ordem e em atenção aos bens sobrenaturais; assim perdendo estes, perderam também os primeiros.

A criação ferida pelo pecado original, e redimida por Nosso Senhor Jesus Cristo, assinala permanentemente a sua contingência; a perda dos dons preternaturais possui por vezes uma ressonância, uma aura, de NÃO EXISTÊNCIA, daquela não existência, daquele NADA, donde a omnipotência Divina, por Sua infinita bondade, criou o mundo. A este nada, denominemo-lo nada físico.

Na exacta medida em que o Ser, metafìsicamente, constitui não apenas aquilo que é, mas também aquilo que NÃO PODE NÃO SER;  tudo o mais só pode constituir o nada, O QUAL NEM É, NEM PODE SER.

A negação do Ser, a negação de Deus, constitui o nada por definição. Duas proposições contraditórias, em sentido estrito, consubstanciam um nada, porque a sua coexistência não é, nem pode ser. Este nada constitui um nada metafísico.

A Lei Eterna é a ordem providencial de todo o ente criado ou possível. Os entes espirituais, racionais, pela sua inteligência e pela sua vontade devem, operativamente, participar dessa verdade providencial ordenada, alcançando assim a plenitude dos bens naturais e sobrenaturais e a sua salvação eterna. Se porém desenvolverem uma actividade fundamentada em bens aparentes, como se fossem estes os bens infinitos, cavarão dentro de si um vazio de ser, uma privação de ser, um nada moral, o qual precisamente constitui o mal moral. O mal não é pois uma substância, um princípio, como pensavam os maniqueus e todos os dualistas, O MAL É A PRIVAÇÃO QUALIFICADA DE SER, não possui causa exemplar própria, nem causa eficiente, nem causa final; nunca constitui um fim, mas apenas um resultado; decorre duma dinâmica operativa dum ente racional cujos fins se encontram qualificadamente privados da forma da Lei Eterna. É um nada moral.

A MALDITA IGREJA CONCILIAR AO AUTORIZAR A INCINERAÇÃO POSSUIU POIS COMO OBJECTIVO INSTILAR NOS FIÉIS A NÁUSEA DO NADA COM TODOS OS CAMBIANTES REFERIDOS, E ASSIM PRECIPITÁ-LOS NO SUICÍDIO INTELECTUAL E MORAL – E ATÉ MESMO NO SUICÍDIO FÍSICO.

A PEDERASTIA CONSTITUI UM SINTOMA GRITANTE DESTE NIILISMO.

Mas não nos devemos surpreender. A maçonaria usou sempre a incineração como arma de combate para arruinar a Fé dos fiéis. A intenção foi sempre essa e não qualquer outra de carácter sanitário. Mas só o maldito concílio logrou generalizar a prática da incineração nos países de antiga tradição católica.

O Código de Direito Canónico de 1917 nos canones 1203, 1240 e 2339 nega a sepultura eclesiástica a quem tiver ordenado a cremação do próprio cadáver. Declara não expressas todas as disposições testamentárias ou contratuais nesse sentido e proíbe toda a cooperação formal nos actos de incineração.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 22 de Junho de 2013

Uma resposta para “A AUTORIZAÇÃO DA INCINERAÇÃO COMO EXPRESSÃO NIILISTA DA IGREJA CONCILIAR

  1. Elliott W. Lucas junho 25, 2013 às 2:48 pm

    Basicamente, os corpos são colocados em fornos e incinerados a temperaturas altíssimas, fazendo carne, ossos e cabelos evaporarem. Só algumas partículas inorgânicas, como os minerais que compõem o osso, resistem a esse calor para lá de intenso. São esses resíduos que compõem as cinzas, o pozinho que sobra como lembrança dos restos mortais de uma pessoa cremada. “No corpo humano, não existe nenhuma célula que tolere uma temperatura maior que 1 000 ºC. Um calor como esse é suficiente para derreter até metais”, afirma o médico legista Carlos Coelho, do Instituto Médico Legal de São Paulo. Apesar da aparência de prática moderna, a cremação é uma tradição de quase 3 mil anos. “Para as religiões do Oriente, queimar o cadáver é uma prática consagrada. O fogo tem uma função purificadora, eliminando os defeitos da pessoa e libertando a alma”, diz o perito criminal Ugo Frugoli. No mundo ocidental, por volta do século 10 a.C., os gregos já queimavam em fogo aberto corpos de soldados mortos na guerra e enviavam as cinza para sua terra natal. Apesar desse histórico, a cremação foi considerada ilegal em várias épocas, principalmente por motivos religiosos. Para os judeus, por exemplo, o corpo não pode ser destruído, pois a alma se separaria dele lentamente durante a decomposição. Já os espíritas pedem que o cadáver não seja incinerado antes de 72 horas – segundo eles, esse é o tempo necessário para a alma se desvincular do corpo. Entre os católicos, evangélicos e protestantes, não há restrições tão severas. No Brasil, a cremação é regulada pela Constituição. Quem quiser ter o cadáver reduzido a pó precisa deixar essa vontade devidamente registrada, com documento assinado por testemunhas e reconhecido em cartório. No fim de tudo, pode ser opção econômica para quem não tem onde cair morto.

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