Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

ERA UMA VEZ O DILEMA ENTRE «CARISMA» E «PODER»

Sinal da Manif. no Brasil

Brasil 2013

Arai Daniele

 Do protestantismo luterano anticatólico a um «protestantismo» global degradante.

Assim como o Protestantismo original apoiava as suas acusações contra o Catolicismo, entre outras coisas, também numa hipotética incompatibilidade entre o Evangelho e o Direito Canônico da Igreja, todo protestantismo é contra a Autoridade da Lei.

Esta acusação volta com força através do espírito conciliar do Vaticano 2º, inspirador incontestável da «teologia da libertação», que pode ser evocada à luz do dilema de Leonardo Boff sobre a autoridade: «Igreja: Carisma e Poder».

Seria bom aqui rever a distinção fundamental entre «poder» e «autoridade». Ao menos rever esquematicamente a questão para demonstrar que, ao aderir a essa fictícia dicotomia na natureza da Igreja, se nega a sua autoridade divina.

E se isto é feito ao nível da hierarquia, trata-se de uma verdadeira renúncia à Autoridade que, apoiada no Direito Canônico, é acima de tudo Direito de Deus. Deste deriva toda a autoridade legítima neste mundo.

Mas como tudo indica que era uma vez o tempo de toda discussão séria sobre isto, aqui vamos nos limitar só ao reconhecimento de uma flagrante diferença entre duas realidades atuais visíveis nas mega demonstrações destes dias:

1 – no Brasil, para protestar direitos de cunho socialista de um governo corrupto de marca ultra socialista;

2 – da França, para reivindicar respeito de um governo socialista pela lei natural.

Manif. França

Pelo que foi noticiado, a hierarquia conciliar praticamente desconheceu esta justa indignação do remanescente cristianismo francês, enquanto demonstra simpatia pela indefinida, mas tumultuosa movimentação brasileira, cujo espírito certamente remonta a um 89, embora sem guilhotinas por falta de nobres consagrados e de reis.

De fato, a presidência da “CNBB”  apresentou em entrevista coletiva Nota na qual os “bispos” manifestam “solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens”, com o pedido para: “Ouvir o clamor que vem das ruas”. O documento foi aprovado na reunião do Conselho Permanente do dia 21 de junho.

Fossem ao menos indignados quando há transgressão contra a Lei de Deus!

O que esperar para o próximo mega ajuntamento da Juventude em julho em torno do popularíssimo Bergoglio?

Visto o protestantismo irradiafo pelo espírito do Vaticano 2º e os antecedentes de seus promotores «papais», em especial de Paulo 6º (que não perdeu a ocasião de Medellín* para manifestar a sua «justiça e paz» na linha do «desenvolvimento dos povos» «Populorum progressio»), já se pode prever a demagogia progressista que vai predominar nessa ocasião, em nome de um «pauperismo» reivindicante!

Senão vejamos suas premissas conciliares segundo Frei Clodovis Boff, nas suas análises em linha com a teologia da libertação.

* O novo «protestantismo» que liberta da Igreja Católica Romana

“O fruto maior da Assembléia da Conferência Episcopal Latino-Americana (CELAM) em 1968 foi ter dado à luz a Igreja latino-americana. Os Documentos de Medellín representam o “ato de fundação” da Igreja da América Latina (AL) a partir e em função de seus povos e de suas culturas (compreendendo também todo o Caribe). Esses textos constituem a “carta magna” da Igreja do Continente. O que nos interessa aqui não é o “Medellín histórico”: o que se passou de fato na Assembléia do CELAM de 1968; mas sim o “Medellín querigmático”: o que ele representa em termos históricos. Ora, relendo hoje os documentos de Medellín fica-se impressionado com o vigor e a audácia de sua expressão, ou, para dizer numa palavra, com seu “pathos profético”, típico dos textos originários e fundantes de uma tradição. Aquilo é linguagem de verdadeiros “Pais da Igreja”, Pais da Igreja latino-americana como tal, como intuiu com penetração o Pe. José Comblin, benemérito teólogo do Continente. De fato, até Medellín, a Igreja no Continente era a reprodução do modelo da Igreja européia, em seu modo de organização, em sua problemática teológica e em suas propostas pastorais. Era uma “igreja-reflexo” não uma “igreja-fonte”, como se exprimiu o Pe. H. de Lima Vaz, intelectual a quem muito deve a igreja brasileira. Portanto, a Igreja latino-americana, mais que ser igreja da América Latina, era mais propriamente a Igreja européia na América Latina. Era, de fato, uma igreja em estado de minoridade, tutelada, privada de sua legítima autonomia institucional…  Era, no sentido cultural do termo, uma igreja “colonial”. É verdade que houve algumas tentativas de criar aqui uma “cristandade tropical”, como foi a utopia dos “Doze apóstolos” franciscanos no México, nos inícios do século XV. Mas esses ensaios não vingaram e talvez nem pudessem vingar. Os grandes Sínodos realizados na América Latina no século XVI, como o do México e o de Lima, são meras aplicações de Trento ao novo Continente… Num segundo momento temos na América Latina uma Igreja “romanizada“… Foi só com o Vaticano II que se deram as condições de emergência de uma Igreja continental em sua originalidade e em sua diferença em relação ao modelo da igreja européia. Precisamente, Medellín pode ser visto como a recepção criativa do Vaticano II na América Latina. O título do documento dessa Conferência soa: “A Igreja na atual transformação da América Latina à luz do Concílio”… De resto, como disse Karl Rahner, o Vaticano II significou a “deseuropeização” da Igreja e sua abertura verdadeiramente “católica” – fato que só encontra, na história, paralelo com a ruptura da Igreja Primitiva em relação à matriz hebraica e sua partida para o mundo grego. Desse modo, a construção da identidade das Igrejas da Periferia possibilitada pelo Vaticano II deu nascimento à “Terceira Igreja” – a do “Terceiro Mundo”…  A Igreja da América Latina se caracteriza por ser uma “Igreja social”: é uma igreja profética, dos pobres e libertadora… Com o grande Cardeal Leme, ainda no Brasil, temos as primeiras tentativas de uma “pastoral social” com a ativação da Ação Católica e depois, a partir de 1934, a implantação de uma verdadeira “pastoral política” com a “Liga Eleitoral Católica” (LEC). Seja como for, nos anos 50 e 60 são todas as igrejas latino-americanas que assumem com vigor a problemática social, ainda que numa ótica marcada pelas ideologias do tempo: primeiro o populismo e depois o desenvolvimentismo. De fato, é preciso reconhecer que no campo social se sucederam movimentos populistas, desenvolvimentistas e outros revolucionários, que foram fatores que acelerarm a consciência da libertação e da autonomia do Continente, inclusive no interior da Igreja. Em 1959 irrompeu a Revolução Cubana, que inspirou (e sua inspiração ainda não se esgotou) todo um processo de emancipação dos países do Continente. Na segunda metade dos anos 50 surgiram os governos “desenvolvimentistas”, como foi no Brasil o governo Kubischeck (1956-1961); depois, nos inícios dos anos 60, vieram os governos populistas (Jango Goulart, no Brasil); igualmente nos inícios de 60 organizam-se movimentos guerrilheiros (como na Guatemala, em 1961-63; o movimento sandinista na Nicarágua, em 1961; e a unificação do movimentos insurrecional na Venezuela em 1962); em seguida, levantam-se, no Peru, a Frente Esquerda Revolucionária e o movimento da Esquerda Revolucionária; na Bolívia, se implanta a guerrilha com “Che” Guevara (+1967); e assim por diante… Ora, justamente em torno da época da realização de Medellín, quando os modelos de desenvolvimento e os primeiros Regimes de Segurança Nacional, como o do Brasil, não conseguiam mais esconder sua verdadeira natureza elitista e opressiva, várias igrejas latino-americanas estavam questionando sua aliança secular com o poder. Medellín, no caminho aberto pelo Vaticano II, que rompeu a “aliança constantiniana” (M.-D. Chenu), foi decisivo para dar à Igreja da AL o perfil de uma igreja livre do poder, próxima dos pobres e companheira do povo em sua caminhada libertadora. No Brasil em particular, com o documento do Regional da CNBB Centro-Oeste “Marginalização de um povo” e o documento do Nordeste II “Ouvi os gritos do meu povo”, a Igreja marcava, de modo resoluto, sua ruptura com o Poder e ao mesmo tempo sua aproximação com o povo pobre. Sensibilizada e legitimada pelo Vaticano II, que pôs a Igreja “dentro” do mundo (e não mais “face” a ele) e que ensinou a levar em conta, à luz da fé, os ‘sinais dos tempos”, a Igreja continental assumiu para valer, a partir da fé e de sua missão pastoral, a realidade envolvente. A Ação Católica especializada já tinha ensinado aos pastores do continente a aplicar na pastoral o método “ver, julgar e agir”, pelo qual a realidade emergia como um “lugar teológico” a se levar em conta para saber “o que o Espírito diz às igrejas”. Os Documentos de Medellín e, mais tarde, os de Puebla, seguirão esse método. De fato, na “Introdução às conclusões” de Medellín, os bispos exprimem essa nova ótica nestes termos: “Não podemos deixar de interpretar este gigantesco esforço por uma rápida transformação e desenvolvimento como evidente sinal da presença do Espírito que conduz a história dos homens e dos povos para sua vocação. Não podemos deixar de descobrir nesta vontade… os vestígios da imagem de Deus no homem… (…) Não podemos realmente… deixar de pressentir a presença de Deus que quer salvar o homem todos, alma e corpo. (…) Assim como… o Antigo Povo sentia a presença salvífica de Deus quando da libertação do Egito…, assim também nós, o Novo Povo de Deus, não podemos deixar de sentir seu passo que salva quando se dá o ‘verdadeiro desenvolvimento’…” (n. 4,5 e 6). Medelín constitui o foi o verdadeiro “divisor de águas” na história da igreja do Continente, de tal modo que se pode falar do “antes de Medellín” e do “depois do Medellín”. Os bispos que fizeram aquela conferência estavam conscientes da importância histórica daquele momento. Na “Introdução às Conclusões” proclamam explicitamente uma “nova época da história” e a definem precisamente em termos de “libertação”: “Estamos no umbral de uma nova época da história de nosso Continente. Época plena de um desejo de emancipação total, de libertação de qualquer servidão… Notamos aqui os prenúncio do parto doloroso de uma nova civilização…” (n. 4). Desse modo, o que veio em seguida a Medellín na Igreja da AL foi influenciado de modo decisivo por aquela Conferência. A Assembléia de Puebla (1979) representou a confirmação das intuições fecundas de Medellín, amadurecidas que foram na década sucessiva. Aquilo que em Medellín era apenas esboçado, em Puebla é dito de maneira clara. Os traços que iriam definir em seguida o perfil teológico-pastoral da Igreja do continente, como veremos mais abaixo e que desde Puebla são chamados por todos e claramente de “opção pelos pobres”, “teologia da libertação” e “Comunidades Eclesiais de Base”, estão em Medellín bem presentes, mas aí não estão ainda claramente delineados e nem explicitamente designados…  Antes de existir como teoria teológica, a libertação foi uma prática pastoral e social. A Pastoral social dos inícios dos anos 60, testemunhada pelos Bispos proféticos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pelos Leigos comprometidos da Ação Católica Brasileira (ACB) e pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), foram, por assim dizer, a “teologia da libertação em ato I”… A própria temática da “libertação” está bem presente em Medellín. Certo, ela coexiste com a de “desenvolvimento”, mas é a temática que emerge com mais vigor e é a mais rica de promessas. Já tinha sido lançada um ano, em 1967, por Gutiérrez em célebre conferência em Chimbote (Peru). Quando lemos os dois documentos mais enérgicos do Medellín, precisamente o primeiro, sobre a “Justiça” e o segundo sobre a “Paz”, nota-se que todo o espírito da teologia da libertação está aí presente… Fechando – Hoje a problemática mundial sofreu mutações profundas. Assim, a Igreja retomou importantes imperativos da missão da Igreja, como: a recuperação da espiritualidade (e aí entra a “Renovação Carismática”), a “nova evangelização” (aí se situam as “missões populares”), a atenção às diferentes culturas (“inculturação”) e ainda outros. O certo é que o problema dos “fundamentos” da missão social da Igreja, que era dado por descontado nos tempos de Medellín, já hoje não pode ser simplesmente pressuposto, necessitando ser recolocado e novamente garantido em teologia, pastoral e mais ainda na espiritualidade, sob pena de se pôrem em risco os grandes ganhos acima apontados. De fato, sem assentar as bases – a fé em Cristo – ficam comprometidos tanto os “pobres”, como a “libertação” e as “comunidades”. Clodovis M. Boff, OSM

Eis a «igreja des-romanizada» formato «terceiro mundo»

Esta quer libertar o Mystici Corporis de Cristo dos «grilhões» do Magistério dos Papas Romanos. Ora Pio XII na encíclica com esse nome lembra: « Cristo é cabeça da Igreja, porque avantajando-se na plenitude e perfeição dos dons sobrenaturais, desta plenitude haure o seu corpo místico. Com efeito, notam muitos Padres, assim como no corpo humano a cabeça possui todos os cinco sentidos, ao passo que o resto do corpo possui unicamente o tato, assim todas as virtudes, dons e carismas que há na sociedade cristã, resplandecem de modo singularíssimo na cabeça, Cristo. “Aprouve que nele habitasse toda a plenitude” (Cl 1,19); a ele exornam todos os dons que acompanham a união hipostática; porquanto nele habita o Espírito Santo com tal plenitude de graças, que não se pode conceber maior. A ele foi dado poder sobre a carne (cf. Jo 17,2); nele se encerram “todos os riquíssimos tesouros de sabedoria e ciência” (Cl 2,3). A própria ciência de visão é nele tal que supera absolutamente em compreensão e clareza a ciência correspondente de todos os bem-aventurados. Enfim, é ele tão cheio de graça e verdade, que todos nós recebemos da sua inexaurível plenitude (cf. Jo 1,14-16). Por conseguinte esse termo bem entendido lembra-nos que a Igreja, sociedade perfeita no seu gênero, não consta só de elementos sociais e jurídicos. Ela é muito mais excelente que quaisquer outras sociedades humanas às quais excede quanto a graça supera a natureza, quanto as coisas imortais se avantajam as mortais e caducas. As Comunidades humanas, sobretudo a Sociedade civil, não são para desprezar, nem para ser tidas em pouca conta; mas a Igreja não está toda em realidades desta ordem, como o homem todo não é só corpo mortal. É verdade que os elementos jurídicos, em que a Igreja se estriba e de que se compõe, nascem da divina constituição que Cristo lhe deu, e servem para conseguir o fim sobrenatural; contudo o que eleva a sociedade cristã a um grau absolutamente superior a toda a ordem natural, é o Espírito do Redentor, que, como fonte de todas as graças, dons e carismas, enche perpétua e intimamente a Igreja e nela opera. O organismo do nosso corpo é por certo obra-prima do Criador, mas fica imensamente aquém da excelsa dignidade da alma; assim a constituição social da república cristã, embora apregoe a sabedoria do seu divino Arquiteto, é, contudo, de ordem muitíssimo inferior, quando se compara aos dons espirituais de que se adorna e vive, e à fonte divina donde eles dimanam.»

Note-se a afinidade do «protesto» da «teologia da libertação» com o do protestantismo luterano, que acusava a «Autoridade Romana do Papa».

Ambas engendraram uma multiplicidade interminável de seitas.

Eis que cada vez que um «papa conciliar» visita as Américas, as seitas se multiplicam ainda, com a desculpa de favorecerem os pobres, mesmo que para isto tenham que empunhar metralhadores e lançar suas bombas materiais e ideológicas. Quando vão perceber que quem não mira a dignidade da alma na Ordem divina confirmada pela única Igreja da Tradição que nos liga a Jesus Cristo, só pode colher a destruição e o degrado em qualquer outra nova ordem humana!

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