Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O PLANO MUNDIALISTA PARA ENTERRAR O CATOLICISMO DO BRASIL

ultima missa

Arai Daniele

O plano mundialista para abortar o Catolicismo no Brasil é uma velha realidade. Ele se realiza ao moldar a mentalidade de um moderno «homem novo» brasileiro. É o caso de uma multidão de jovens que aspiram realizar-se neste «novo mundo», alijando as defesas oferecidas pelos princípios da civilização católica que atuaram na formação do Brasil, mas hoje parecem superados.

Para sugerir o novo modelo não precisou muito. Bastou a constante e penetrante comunicação com o atual mundo externo e por aqui, com os moldes de vida fácil que uma TV Globo, entre outras, e agora a internet, impingem a mãos cheias e em todas as horas do dia.

E para abater as defesas religiosas bastou o tóxico destilado pelo espírito do Vaticano conciliar.

Não será nem preciso chegar ao fim dessa atual nova «Woodstock religiosa» carioca para conhecer os anseios da juventude crescida e educada no meio dos «dejetos» civis e religiosos do Vaticano 2º e das televisões, etc. Basta consultar as estatísticas publicadas, senão vejamos:

Há cada vez menos fiéis indo à missa e mantendo convivência com a nova igreja conciliar.

Folha de São Paulo – Em sua primeira viagem internacional como pontífice, o papa Francisco encontrará um Brasil em que a presença católica continua em declínio, com fiéis relativamente distantes da Igreja nas missas, no dízimo e na convicção sobre assuntos polêmicos, como casamento gay e adoção por casais do mesmo sexo”.

Sem falar da questão do aborto, que abordaremos depois.

“As conclusões vêm de pesquisa do Datafolha realizada nos dias 6 e 7 de junho, com 3.758 entrevistados em 180 municípios do país. A margem de erro dos resultados é de dois pontos percentuais. Segundo o levantamento, 57% dos brasileiros com mais de 16 anos se declaram católicos, patamar mais baixo da história do país. Em 2007, pesquisa semelhante feita pelo Datafolha apontou 64%. Em 1994, eles eram 75%.

“O segundo maior bloco religioso do Brasil é o de evangélicos pentecostais (membros de igrejas como a Assembléia de Deus), com 19%. Em seguida estão os evangélicos não pentecostais (de igrejas protestantes com séculos de existência, como os metodistas e os batistas), com 9%.

O engajamento religioso de evangélicos, tanto pentecostais como neo-pentecostais, é superior ao de católicos quando se observam índices como a frequência nos cultos ou as contribuições financeiras. A maioria dos evangélicos (63% dos pentecostais e 51% dos não pentecostais) diz frequentar cultos mais de uma vez por semana, contra 17% dos católicos. Dos membros da Igreja Católica, 28% afirmam participar de cerimônias uma vez por semana, enquanto 21% o fazem uma vez por mês. O mínimo exigido pela igreja é o comparecimento à missa de domingo.

Os números são parecidos quando se trata de contribuir financeiramente. Dos católicos, 34% afirmam fazer isso sempre, contra cerca de 50% dos evangélicos. Quase um terço dos católicos diz não dar dinheiro algum para a Igreja, contra pouco mais de 10% dos evangélicos. A própria comparação entre valores médios de contribuições mensais deixa clara a diferença entre os grupos cristãos. O valor se aproxima dos R$ 70 por mês para os evangélicos pentecostais, vai para quase R$ 86 no caso dos não pentecostais, mas é de apenas R$ 23 entre católicos. Embora o valor absoluto de contribuição dos pentecostais seja menor do que o dos não pentecostais, eles provavelmente destinam uma parte maior de sua renda familiar, já que são mais numerosos entre as famílias que ganham até dois salários mínimos. A pesquisa também confirma a idéia de que, entre as igrejas cristãs, os católicos tendem a ser mais liberais em matéria de costumes, mesmo quando isso contraria a orientação da hierarquia católica. Só uma minoria deles se diz contra a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo (36%) e contra a adoção de crianças por casais homossexuais (42%), índices inferiores ao que pensa a média da população e muito abaixo do registrado entre evangélicos (em torno de 65% e 70%, respectivamente). Apenas espíritas e umbandistas são mais liberais a respeito desses temas.

“Mas membros de todas as igrejas cristãs pensam de forma muito parecida sobre o aborto: entre 65% a 70% dizem que a mulher que praticar aborto deve ser processada e presa.

“Apesar da polêmica despertada por iniciativas ligadas a grupos religiosos, como o projeto da «cura gay» e o que aumenta garantias para fetos, a maioria dos brasileiros, em especial os católicos, afirma não votar em candidatos indicados pelas igrejas. Somente 8% dos ouvidos pelo Datafolha declararam já ter escolhido candidatos apoiados por suas igrejas, índice que cai para 5% entre católicos e sobe para 18% entre evangélicos pentecostais. Do mesmo modo, apenas 11% dos católicos afirmam que a opinião dos líderes religiosos é importante na hora de escolher em quem votar (21% dos evangélicos pentecostais têm essa opinião). Os dados são mais ambíguos, porém, quando o Datafolha pergunta sobre o apoio à idéia de que líderes religiosos se candidatem a cargos políticos. Um quarto dos católicos concorda com a idéia, número que sobe para cerca de 40% entre evangélicos e é relativamente forte mesmo entre espíritas (26%).”

Sem tecer aqui considerações sobre a decadência do Catolicismo no Brasil, há que dizer ser pelo menos curioso que a dimensão das seitas aumentou sistematicamente e, seguida às quatro visitas de João Paulo 2º. A estas vem agora certamente o ônus religioso garantido pelas novas viagens do novo «papa conciliar». A regra foi essa: depois de cada uma delas as seitas proliferam de modo vistoso.

É claro que nessas ocasiões tudo é propagado com furor, e como não encontra grandes defesas na igreja conciliar, que ao contrário, oferece suas versões sediciosas como aconteceu na Jornada da Juventude de Madrid, onde o «matador» foi o neo-catecumenal Kiko, que do palco dispunha da presença de cardeais e bispos. Até o rotundo dom Rifan deu o ar de sua desgraça na ocasião.

Duas questões devem ser levantadas aqui com força, porque são parte do plano mundialista para abortar o Catolicismo no Brasil, plano que devemos acusar e do qual devemos nos defender:

1- a de um «catecismo civil» distribuído em 2 milhões de cópias pelos jovens participantes.

2- a questão da lei abortista que pode ser aprovada em seguida e à sombra da grande reunião.

Jornada Mundial da Juventude e a mídia abortista entra em ação:

Manual de Bioética será distribuído na Jornada Mundial da Juventude

“A iniciativa é da Comissão para a Vida e Família da CNBB e pretende, como diz o documento, “corrigir um ensino, por vezes, desvirtuado nos manuais escolares” acerca de temas como aborto, eutanásia e métodos contraceptivos.

“Para os “especialistas” ouvidos pela mídia, o manual seria um “desserviço” aos jovens, pois “não lhes dá o direito a uma informação técnica sem valores religiosos”.

“Para afastar qualquer dúvida a respeito do manual, há de se ter em conta que a idealizadora do documento é nada menos que a fundação francesa Jérôme Lejeune. Uma das mais importantes em pesquisas relacionadas à trissomia 21 (Síndrome de Down) no mundo e a maior provedora de fundos para estudos sobre o assunto na França. O nome da fundação é uma homenagem ao descobridor da base genética da Síndrome de Down e a quem o Beato João Paulo II se referia como um médico que “utilizou a ciência somente para o bem do homem”. Por sua defesa da vida, no entanto, o doutor Jérôme Lejeune – que pode ser beatificado em breve – foi hostilizado pelo patrulhamento da cultura da morte, fato que mostra claramente quais são os valores que regem esse movimento. O chilique da mídia em relação ao Manual deve-se a um motivo bem específico. Ela reza por outra cartilha, mais precisamente, a da Unicef e do Ministério da Saúde. Trata-se do famoso “Caderno das coisas importantes” preparado em 2007 e distribuído pelo Governo Federal a alunos de 13 a 19 anos de idade. Nessa agenda, o adolescente encontra dicas de manuais de sexo, aprende a usar a camisinha e a como se masturbar. No capítulo dedicado ao preservativo, o leitor encontra o material sob o título de “o pirata de barba negra e de um olho só encontra o capuz emborrachado”.

Caderno Unicef

Capítulo do “Caderno das coisas importantes”, patrocinado pela Unicef e pela Unesco, em que se ensina a usar a camisinha. Quando a imprensa e seus pseudos especialistas dizem que a Igreja presta um “desserviço” ao jovem por lhe ensinar “valores religiosos” na verdade, estão combatendo aquilo que há muito tempo perderam, ou seja, as virtudes. Todo o código de ética procede de uma única fonte: a lei natural. É contra essa lei que a mídia liberal luta e, por conseguinte, contra o próprio ser humano. O ódio desses jornais aos valores indica uma coisa: são pessoas sem valores e imorais. E, além disso, querem que todos sejam assim. Não é à toa que a corrupção caminha a passos largos no Brasil. Bento XVI já advertia na Encíclica Deus Caritas Est que “um governo sem princípios morais não passa de uma quadrilha de malfeitores”. [Sim, mas a quem serve a «sé» que libera dos princípios cristãos?]

“Quem presta um desserviço aos jovens não é a Igreja que os ensina a viver a sexualidade de forma sadia, mas a imprensa que instrumentaliza seus corpos para campanhas publicitárias. Quem desrespeita a juventude não é a Igreja que os educa para a honestidade e os compromissos duradouros, mas a mídia que os estimula à traição e aos relacionamentos descartáveis. Quem aliena os jovens não é a Igreja que os incentiva a buscar a verdade, mas os jornais que os fazem acreditar que o fim último de suas vidas está num quarto de motel. O “Manual de Bioética para Jovens” pergunta aos leitores “que futuro nos promete uma sociedade em que o modelo feminino pretende construir a sua identidade matando o próprio filho e em que a morte programada dos mais velhos e dos mais vulneráveis é apresentada como o cúmulo da compaixão?”. No que depender da mídia abortista, não será um futuro promissor.

“É justamente contra essa lógica perversa que se levanta a Jornada Mundial da Juventude.

Conclui que “Para horror da mídia politicamente correta, mais de um milhão de jovens se encontrarão com o senhor vestido de branco para falarem de família, matrimônio e castidade. Francisco vem como o grande guardião da vida e da fé para anunciar a “boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade”. Enfim, para “proclamar um ano de graças da parte do Senhor” (Cf. Isaías 61, 1-2).

“E por isso as hostes do inferno tremem, porque mais uma vez terão de lembrar que esta terra é Terra de Santa Cruz.”

E aqui passamos à questão 2- da lei abortista que pode ser aprovada em seguida e à sombra da grande reunião. Aqui são os católicos, entregues a estas mãos, que voltam a tremer, enquanto ainda esperam que Bergoglio se decida a dizer algo contra o novo infame projeto de lei. Será?

Resumo sobre o projeto de Lei, PLC nº3, de 2013, aprovado em regime de urgência no Congresso Nacional e que aguarda sanção da Presidente da República

A Comissão de Bioética e Defesa da Vida da Arquidiocese de Campinas se manifesta.

“O referido projeto, à primeira vista, trata do atendimento às vítimas de violência sexual, contudo obriga qualquer hospital, inclusive os confessionais, a “oferecer atendimento emergencial e integral decorrentes da violência sexual e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social”, que tem por objetivo, segundo a mesma lei, “a profilaxia da gravidez” e o “fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais”, que em outras palavras, quer dizer o aborto.

“Ora, a presente lei é uma tentativa de ampliar as brechas existentes na legislação atual em vigor a qual considera o aborto um crime, mas que em casos de estupro não é punido. É importante salientar que embora não seja punido, não deixa de ser crime e, portanto, não deve ser incentivado pelo estado. Com a legislação aprovada, qualquer mulher que chegue a um hospital integrante da rede do SUS, poderá alegar, sem a necessidade de denunciar o agressor, ter sofrido uma violência sexual, ficando o estabelecimento obrigado a realizar o aborto mesmo diante de uma gravidez já avançada. A nova lei afrouxa o critério para que o Estado permita que a vítima aborte sem ser criminalizada. Pois, por redefinir ‘violência sexual’ como ‘relações sexuais não consentidas’, as evidências exigidas para que a vítima prove que de fato ocorreu a violência sexual serão ínfimas. Tal critério relaxado aumentará os casos que se qualificam para a ajuda do Estado. Este aumento de encargos afetará vários seguimentos da população:

– as próprias mulheres, que ao cometerem o aborto sofrerão física e psicologicamente,

– os nascituros, pessoas inocentes que pagarão com suas vidas por decisões errôneas e apressadas

– os profissionais da área da saúde que se oponham em suas consciências a cometer abortos serão penalizados por ‘desobedecerem’ uma lei federal,

– os hospitais — especialmente os confessionais, que naturalmente se opõem ao aborto por questões de princípios – serão responsabilizados por não obedecerem a lei, além de se sobrecarregarem com mais um serviço a prover.

“O aborto, em qualquer caso, é uma violência contra a mulher. Nesta situação, em que se encontra fragilizada, em vez de amenizar, agravará ainda mais este estado. Além de não apagar a dor da agressão sofrida, ocasionará mais sofrimento decorrente da pressão para que se submeta ao procedimento, causando-lhe um sentimento de culpa se assim não proceder.

“Considerando que a maioria da população brasileira é contrária ao aborto e não quer financiá-lo com seus impostos que deveriam ser utilizados para a promoção da saúde e não para a morte de inocentes e considerando ainda a inviolabilidade da vida humana desde a concepção até a morte natural e a objeção de consciência como valores inalienáveis, solicitamos que a Presidente Dilma Rousseff cumpra o seu compromisso assumido em campanha de não trabalhar para a descriminalização do aborto no país e apresente o veto total a este projeto.

O Brasil tem, neste momento, uma oportunidade ímpar de mostrar ao mundo uma visão diferente de tudo o que temos visto acontecer em outros países. Podemos ser um país independente, soberano, que decide baseado em suas próprias convicções e de acordo com a vontade do seu povo, que acolhe os seus filhos ao invés de eliminá-los e que não é movido por imposições de organismos internacionais. Cabe à Sra. Presidente da República tomar esta decisão corajosa.

Comissão de Bioética e Defesa da Vida – Arquidiocese de Campinas”

Lembra-se: “Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. Pelo contrário, tudo o que vocês tiverem feito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que vocês tiverem pronunciado em segredo, nos quartos, será proclamado sobre os telhados.” (Lucas 12, 2-3)

A nossa questão final: Na Igreja Católica um problema de moral, de justiça e de consciência de tão enorme dimensão, envolvente sem dúvida o plano mundialista da ONU, através da UNICEF e da UNESCO para abortar o catolicismo e a Lei natural e divina no Brasil, deve ser enfrentado por qual autoridade universal diante da autoridade brasileira, senão o Pontífice Romano?

Se Bergoglio continuar aos beijos e abraços com Dilma e não der sinal de querer impedir esse ato de lei injusta que ofende a Deus, ao futuro dos povos e de sua juventude, teremos mais uma prova, caso fosse ainda necessária, que de autoridade católica e apostólica ele só representa um simulacro, para perdição de muitas almas.

2 Respostas para “O PLANO MUNDIALISTA PARA ENTERRAR O CATOLICISMO DO BRASIL

  1. André julho 25, 2013 às 4:33 pm

    Podia ser um Terço. Mesmo que fosse, seria de péssimo gosto tê-lo como pulseirinha. Mas foi um muçulmano que deu ao papa, que o ostentou orgulhosamente, num Santuário dedicado À Mãe de de Deus, de quem ele diz ser tão devoto. Então o que será?

    «Masbaha é um objeto similar a um rosário, de uso tradicional entre os fiéis da religião islâmica. Em geral, trata-se de um colar com 33 a 99 contas divididas por um nó. As contas podem ser de diferentes materiais como madeira, marfim, plástico e sementes. nSe utiliza habitualmente para praticar o dikr ou para invocações dirigidas a Alá. O número de suas contas tem relação com o recital dos 99 nomes de deus, também utilizado para outros tipos de oração».

    Gente sem noção.

  2. Jennifer N. Conley julho 27, 2013 às 8:15 pm

    Entre os evangélicos pentecostais, os números sobem para 18% e 21%, respectiva 68% – e cai entre os espíritas kardecistas. O papa Francisco é recebido no Brasil por uma maioria de jovens católicos que, em contraposição à doutrina da Igreja, é a favor da pílula do dia seguinte, do casamento homoafetivo e do fim do celibato. É o que mostra uma pesquisa do Ibope, encomendada pelo grupo Católicas pelo Direito de Decidir, que defende mudanças na postura do Vaticano em relações a questões polêmicas que envolvem direitos individuais. Para especialistas, os dados não surpreendem e refletem a distância entre a Igreja Católica e seu rebanho.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: