Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

FEENEYSMO, CARTA AO ARCEBISPO DE BOSTON E HOMERO JOHAS, com anexo de Alberto Cabral

Dimas“Hoje mesmo estarás comigo no paraíso” (Lc 23, 43)

Arai Daniele

Ao receber a seguinte mensagem, passo a falar de uma questão que já de há tempo estava em pauta.

«Estimado Arai: Luis Sena Esteves me informo que Homero Johas escribió en contra del bautismo de deseo y en favor del P. Feeney. Esto es un grave error que constituye una herejía, no se si Ud. como amigo pueda ayudarlo a salir de su error. Un abrazo en Cristo.» P. Basílio Méramo

 

Entre as controvérsias doutrinais sob o Pontificado de Pio XII, ligadas à salvação, portanto, ao dogma da fé lembrado na mensagem de Fátima, houve o “caso” do brilhante jesuíta americano Leonard Feeney, que, pregando a absoluta necessidade do batismo da Igreja, fora da qual não há salvação, converteu grande número de universitários de Cambridge e redondezas. Isto, porém, acabou por suscitar a reprovação do arcebispo de Boston, assediado pelas objeções de líderes importantes da maçonaria local que o frequentavam. O sacerdote apelou a Roma, que respondeu com uma carta, ao arcebispo Cushing em agosto de 1949, na qual confirmava o dogma que fora da Igreja não há salvação, relativizando-o com os conceitos de batismo de desejo e fé implícita e condenando o padre Feeney.

Esse documento vaticano, não oficialmente promulgado entre os atos da Sé apostólica (A.A.S.), passou a favorecer uma nova tendência pastoral que, diante da possibilidade de “conversões implícitas”, atenuou todo esforço missionário, antecipando os desvios do Vaticano 2º.

A insondável e extrema clemência salvadora de Deus passaria a justificar o recuo do proselitismo católico enleado mais em interpretações teologais que em conversões.

Agora o Dr. Homero Johas aborda longamente a questão na sua revista «Coetus fidelium» de maio, onde sou repetidamente anatemizado, junto a outros, Mons. Pivarunas, John Dale (Daly?) (pp. 15, 63, 73, 74, 77) por crimes contra a Fé! E isto já responde ao Padre quanto à minha possibilidade de convencer de algo o velho amigo/inimigo Homero.

Mas vamos tratar das questões mencionadas, antes de responder brevemente a estas acusações, que iniciaram, já há anos, contra Mgr Marcel Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer.

O pontificado do papa Pacelli salientou-se pela voz de um grande doutor da Igreja, trabalhador incansável que não descurou nenhum assunto debatido pelos homens nesses anos conturbados. Mas um doutor ensina, e é tudo. O papa é também chefe, e quem comanda tem o dever de fazer-se obedecer. Essa missão é por vezes dura, desagradável, mas necessária para o bem das almas na Igreja e na sociedade. Também nisto o pedido celeste de Fátima para abreviar os males do mundo era categórico: “Se Vossa Santidade se dignar fazer [a consagração] (…) e ordenar que em união com Vossa Santidade e ao mesmo tempo a faça também todos os bispos do mundo, abreviar (…)” (Carta em DOC. p. 437).

À imagem deste comando que faltou, muitas insídias puderam ser armadas na Igreja.

Ao longo dos anos tenho tido contacto ocasional com tradicionalistas, tanto leigos quanto clérigos, seguidores dos ensinamentos do finado Rev. Leonard Feeney e do Saint Benedict Center no que diz respeito ao axioma “Fora da Igreja não há salvação”.

Ora, quem adere plenamente à posição feeneyita rejeita o ensinamento católico comum acerca do batismo de desejo e do batismo de sangue.

O ensino católico comum sobre batismo de desejo e de sangue.

Os teólogos pré-Vaticano 2º são concordes sobre a validade do batismo de desejo (desiderii, flaminis, in voto, etc.) e batismo de sangue (=sanguinis, martyrii, etc.).

Entre eles contam-se Doutores da Igreja, como São Roberto Bellarmino e Santo Afonso de Ligório, são muitos outros textos a confirmar esta posição. Mas os católicos não se podem sentir livres para rejeitar esse ensinamento, pois ele vem do magistério ordinário universal da Igreja. Pio IX afirmou que os católicos são obrigados a crer naqueles ensinamentos que os teólogos sustentam que “pertencem à fé”, e a se submeter àquela doutrina comumente sustentada como “verdades e conclusões teológicas”.

Ora, sabemos como o dogma “fora da Igreja não há salvação” tem sido contornado maliciosamente por teólogos liberais que impõem-lhe interpretações diferentes, seja porque alteram o que é a Igreja, seja o que leva à salvação. Além disso escritores irrefletidos que discursam sobre teologia fazem afirmações enganosas sobre o batismo, chegando mesmo a falar de outras formas de batismo, quando este é um só, como ensina formalmente o Novo Testamento: sobre um só batismo, um só Senhor e uma só Fé.

A Santa Igreja segue seu Divino Mestre ao ensinar que o Batismo é absolutamente necessário para a salvação. As divergências que permanecem sobre se há salvação fora da Igreja, deveriam ser mais sobre como ser fiel à Fé na Igreja que nos batizou.

Este é o ponto que redundou no apelo a Roma do P. Feeney contra o Arcebispo de Boston, que ficou sem uma completa resposta porque este se demonstrava contra o proselitismo de conversão, já na onda do que faria depois a Igreja ecumenista conciliar, para a qual cada um fique com a boa vontade nos costumes e tradições de sua fé.

Aqui então se compreende que a tal «Carta ao Arcebispo de Boston» suscita muitas suspeitas embora repita as questões consagradas sobre o batismo de desejo.

A reação do Dr. Homero Johas se prende a isto, sem ser feeneysta pois sobre a primeira questão até cita São Tomás anexando um breve capítulo ao seu opúsculo. Ora é certo pelo Concílio de Trento que a passagem do estado de pecado original para o estado de graça ‘da adoção de filhos’ (Romanos 8: 15)], depois da promulgação do Evangelho, não pode ocorrer sem o banho de regeneração ou o desejo dele…” (Denzinger 796). Isto, embora a possibilidade de salvação de quem não foi realmente batizado é ensinada inequivocamente por Santo Tomás de Aquino, São Roberto Belarmino, todos os teólogos de séculos recentes, “o Breviário Romano (Santa Emerenciana), São Beda (Hist. Ecl., livro I, cap. 7), Santo Agostinho (o maior de todos os Padres, em pelo menos dois lugares), São Cirilo de Jerusalém, São Fulgêncio, o Papa Inocêncio II, o Código de Direito Canônico etc., (cit. P. Cekada).

A questão está toda, portanto, na verdadeira interpretação do que a Igreja promulgou. E é fato certo que desde o tempo de Santo Tomás e sempre ninguém pôs em questão o “batismo de sangue” e o “batismo de desejo”, ao passo que todos os teólogos, catecismos e tudo o mais os ensinaram com regularidade.

Nosso Senhor ensinou: “Aquele que não renascer da água e do Espírito Santo não pode entrar no Reino de Deus.” Mas será que isso realmente significa: “Aquele que não tiver água derramada na sua cabeça com a fórmula correta sendo pronunciada pelo ministro não pode ser salvo”? Seria transferir o absoluto da Vontade divina de salvação para a presença material da água e do resto. É claro que havendo a matéria e a forma para o Sacramento na Igreja, a dispensa do prescrito pelo ministro pode indicar a falta de sua intenção de fazer o que a Igreja prescreve e portanto invalidar o batismo, mas a razão é bem outra na sequência de contrariedade da Vontade divina, mais grave que a falta contingente da água. Ora, o Pe. Feeney chamou a atenção para o segundo cânon do Concílio de Trento sobre o Batismo como sendo um ensinamento da Igreja que seria contraditado pela noção de batismo de desejo: Se alguém disser que a água verdadeira e natural não é necessária para o Batismo, e por esse motivo distorcer em algum sentido metafórico aquelas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo: ‘Aquele que não renascer da água e do Espírito Santo’ [João 3:5] — seja anátema.

Quando a Igreja aceita a doutrina católica do batismo de desejo não nega isso, antes, está certa de que a água natural e não outro líquido é necessário para o Batismo, assim como está certa de que o pão de trigo é necessário para a Santa Consagração, como de um sacerdote validamente ordenado para o Ato.

No entanto, a Vontade divina pode fazer que uma comunhão espiritual possa produzir os efeitos espirituais da Comunhão sacramental, assim como um ato de contrição perfeita pode produzir os efeitos espirituais do sacramento da Penitência (no caso da ausência dos Sacramentos citados), assim também, o desejo do Batismo, aliado às necessárias disposições espirituais de Fé, Esperança e Caridade, pode produzir os efeitos espirituais do Batismo na ausência de água, pois os efeitos provêem da Causa sobrenatural; da Vontade de Quem instituiu o Batismo para salvar.

Não se diga nunca que a água não é necessária para o Batismo de salvação, mas que ela representa o que vai além dela: o Batismo in voto de Deus mesmo que conhece o íntimo das intenções espirituais, mesmo nas mais difíceis condições humanas.

Anexo

BAPTISMO DE ÁGUA, BAPTISMO DE SANGUE E BAPTISMO DE DESEJO

                             O PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA FÉ CATÓLICA por  Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A Revelação poder-se-á definir como a intervenção essencial e positiva de Deus na História humana, ilustrando-a sobrenaturalmente com o Lume da Sua Verdade Providencial.

A Verdade Providencial de Deus não é arbitrária, pois está metafìsicamente subordinada à Lei Eterna: Princípio de Ordem de qualquer natureza criada ou possível; por sua vez a Ordem é um princípio teleológico de unificação; e o seu Fim só pode ser constituído pela Glória extrínseca de Deus.

O PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA FÉ CATÓLICA É PORTANTO AQUELE QUE PROMANA DE DEUS E RECONDUZ A DEUS; É UM PRINCÍPIO ESSENCIAL, ETERNO, DA UNIDADE, QUE PRESIDE À CRIAÇÃO, À ENCARNAÇÃO, À REDENÇÃO, À SANTIFICAÇÃO E À CONSUMAÇÃO FINAL. O FUNDAMENTO ÚLTIMO DESSE PRINCÍPIO É A LEI ETERNA; E O FUNDAMENTO DA LEI ETERNA É A ESSÊNCIA METAFÍSICA DE DEUS – A ASSEIDADE.

Deus sublima em Si mesmo, infinitamente, anàlogamente, todas as perfeições criadas ou possíveis, dum modo INFINITAMENTE SIMPLES. O princípio de Ordem, em Deus mesmo, não é um princípio de composição unificante – É A PRÓPRIA UNIDADE INFINITA COMO PRINCÍPIO ORDENADOR DE TUDO O MAIS.

A Revelação é perfeitamente una. É um Lume ordenador na Ordem Sobrenatural; tal como a Criação, na ordem natural, mede a nossa inteligência, ordenando-a. Na exacta medida em que o princípio formal da Revelação e o princípio formal da Fé são o mesmo, o primeiro na Ordem ontológica, e o segundo na Ordem lógica.

O princípio formal da Fé em Adão e Eva é o mesmo que o nosso, uma participação acidental, mas real, na inteligência Divina; é o mesmo princípio em todas as idades, em todos os lugares. Nos santos do Céu a Fé dá lugar ao Lume da Glória, o qual torna a nossa inteligência capaz de ver a Deus.

A Santa Madre Igreja é a Depositária da Revelação Sobrenatural, bem como das fontes de santificação: O Santo Sacrifício da Missa, O Baptismo, a Confirmação, a Penitência, a Ordem, o Matrimónio e a Extrema-Unção. Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto Deus, é a causa principal dos Sacramentos; enquanto Homem é a causa instrumental eficiente. Todavia Deus Nosso Senhor também nos dá a Sua Graça fora dos Sacramentos; estes constituem O CANAL SENSÍVEL DA GRAÇA, TAL COMO A SANTA MADRE IGREJA CONSTITUI A ARCA VISÍVEL DA SALVAÇÃO.

É muito mais fácil a salvação quando dispomos DOS MEIOS VISÍVEIS A ELA ORDENADOS; TODAVIA NÃO É IMPOSSÍVEL A MESMA SALVAÇÃO DESDE QUE POSSUAMOS O SEU PRINCÍPIO FORMAL: A FÉ, A ESPERANÇA E A CARIDADE; A FORÇA, A TEMPERANÇA, A JUSTIÇA, A PRUDÊNCIA.

Pela Graça de Deus, é possível ser-nos facultado o princípio formal da Fé – o mesmo de Adão – MESMO SEM O CONTACTO SENSÍVEL COM AS FONTES DA GRAÇA; MESMO SEM O CONHECIMENTO EMPÍRICO DO CONTEÚDO HISTÓRICO DA REVELAÇÃO – DESDE QUE, EVIDENTEMENTE, NÃO HAJA QUALQUER CULPA, DIRECTA OU INDIRECTA, EM TAL IGNORÂNCIA.

Podemos possuir a plenitude das virtudes teologais e das virtudes morais, bem como os dons do Espírito Santo NO SEU PRINCÍPIO FORMAL, sem AS DETERMINAÇÕES HISTÓRICO-SENSÍVEIS QUE LHES SÃO INERENTES.

Neste quadro conceptual, é fàcilmente compreensível o Baptismo de desejo: a Fé presente, no seu princípio formal, a Esperança, a Caridade Sobrenatural, que tem de ser a Caridade perfeita; as virtudes Morais como espressão operativa do Amor Sobrenatural a Deus sobre todas as coisas, e do Amor ao próximo por Amor de Deus.

Evidentemente que neste caso a água é a Caridade perfeita. Normalmente, quer no plano natural, quer na ordem Sobrenatural, o homem deve ser ordenado, medido, salvo, pelas vias sensíveis e visíveis; todavia esta regra admite excepções, as quais se integram perfeitamente na Providência Divina.

No caso do Baptismo de sangue, mesmo que o fiel não possua ainda a Caridade perfeita, será salvo, se sofrer, pacientemente, formalmente, a morte, infligida por ódio à Fé, ou a alguma virtude cristã.  A realidade da salvação eterna mediante o Baptismo de sangue, e o Baptismo de desejo, É DE FÉ CATÓLICA, PORQUE ASSIM O ENSINA A IGREJA NO SEU MAGISTÉRIO UNIVERSAL E ORDINÁRIO.

No caso do Baptismo de sangue será mesmo de Fé Católica DEFINIDA. Cumpre recordar que só o Baptismo de água é Sacramento; só ele IMPRIME CARÁCTER. O Carácter é um poder instrumental, espiritual e sobrenatural, o qual outorga um parentesco determinado com Nosso Senhor Jesus Cristo; no caso do Baptismo, torna possível a recepção dos outros Sacramentos.

Lisboa, 8 de Agosto de 2013

O meu debate inútil com os feeneytas

O assunto foi por mim debatido com feeneytas por carta já no início dos anos Oitenta. Era o Irmão Michael (Dimond?), que me procurara pois eu havia escrito que o «dogma da Fé» da Mensagem de Fátima bem poderia ser que fora da Igreja católica não há salvação e portanto era necessária a conversão pedida pelo Céu, até da Rússia.

A discussão depois continuou também com o erudito Brother Francis, de quem os outros se separaram. Mas aí veio à tona a questão pessoal do P. Feeney e dele, pois depois de assumir uma posição intransigente de defesa da Fé diante de um arcebispo liberal, depois, junto com estes outros de seu grupo procurou a reconciliação com o Vaticano, onde já regia o espírito do Vaticano 2º.

Ora na Sé de Pedro passou a estar alguém que pela sua profissão herética conciliar, superava de muito os Cushings de Boston e alhures em aberturas maçônicas.

Como explicar a contradição dessa procura de reconciliaçao deixando de lado as questões de Fé (como faz atualmente a FSSPX)? Simples, não deviam ser tanto apegados à Fé, quanto, jesuiticamente, a qualquer figura papal, sem cuidar que pudesse ser a de um vigário do Anticristo.

Assim degenerou esse mundo religioso tradicionalista que criticava com palavras, mas na prática queria aderir ao triunfo do «culto do homem» no lugar de Deus dos novos «papas conciliares», os «anticristos no Vaticano» vistos de relance por Mgr Lefebvre!

8 Respostas para “FEENEYSMO, CARTA AO ARCEBISPO DE BOSTON E HOMERO JOHAS, com anexo de Alberto Cabral

  1. Lincoln X. Hodges agosto 8, 2013 às 9:37 am

    água que é jogada sobre a testa da criança, que representa vida nova, o óleo que simboliza a força da graça de Deus contra o mal; purificada e da vela, que é a luz da fé; a roupa branca é um importante símbolo deste ritual, que indica a pureza do corpo e da alma daquele que está recebendo o batismo.

  2. Luís agosto 8, 2013 às 5:24 pm

    Fora de tópico: Para o Papa, os fiéis devem ajudar necessitados, não convertê-los…

    «Ir para convencer outro que se torne católico? Não, não, não! Vai ao seu encontro, ele é teu irmão! E isso é o suficiente. E tu vais ajudá-los. O resto é feito por Jesus, o Espírito Santo faz» – Papa Francisco

    http://www.vatican.va/holy_father/francesco/messages/pont-messages/2013/documents/papa-francesco_20130807_videomessaggio-san-cayetano_it.html

  3. Betsy Livingston agosto 29, 2013 às 2:56 pm

    Segundo a teologia da Igreja católica , toda pessoa recebe o Espírito Santo por ocasião do sacramento do Batismo . A Igreja Católica não define a necessidade de um segundo batismo, conforme a profissão de fé do Credo Niceno : “Professo um só batismo para remissão dos pecados”. O ‘batismo no Espírito Santo’ como entendido no contexto da Renovação Carismática Católica não é um sacramento , nem um requisito para a Salvação. Ele seria uma renovação do contato com Deus que fora adquirido originalmente pelo Batismo sacramental e um auxílio para uma vivência da fé mais próxima da anunciada no evangelho. Como o primeiro resultado deste ‘batismo’ haveria o desejo pela oração e pela vida na Igreja Católica Apostólica Romana. No contexto católico é comum a utilização do termo ” efusão do Espírito Santo “.

  4. Eric C. Thompson agosto 31, 2013 às 3:41 am

    Batismo é o anúncio público de uma experiência pessoal. É um ato cristão de obediência e um testemunho público do desejo do crente de se identificar com Cristo e segui-lo. Jesus nos deu seu exemplo e ordenou o ensino sobre o batismo. João Batista batizou Jesus no Rio Jordão, deixando-nos o exemplo para fazer o mesmo como uma afirmação pública da nossa fé. Da mesma forma, Jesus mandou que seus discípulos batizassem outros crentes (Mateus 28:19). O batismo é um símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. É uma visão externa da mudança interna de uma pessoa. O crente deixa para trás a velha maneira de viver em troca de uma nova vida em Cristo. É símbolo de salvação – não um requisito para a vida eterna. Entretanto, como um ato de obediência, também não é opcional para os cristãos. O batismo indica nosso desejo de dizer à nossa igreja e ao mundo que estamos comprometidos com a pessoa de Jesus e seus ensinamentos.

  5. Jacob junho 28, 2015 às 1:43 pm

    (Os comentários de Lincoln, Betsy e Eric, acima, são de “spambots”. Eles extraíram de outros sites o texto de seus comentários, a partir de palavras-chave que encontraram neste artigo. Não cliquem nos nomes, ou serão redirecionados a sites perigosos).

    O ensinamento dos discípulos de Feeney parece levar a alguns absurdos.

    Por exemplo: imaginemos um homem que é preso e condenado à morte, e que durante a prisão converte-se, ama a Deus sinceramente, aceita a Fé Cristã, os ensinamentos da Igreja e arrepende-se de seus pecados. Quer o batismo, mas seu carrasco, por pura maldade, nega-o. De acordo com o ensinamento dos discípulos de Feeney, conclui-se que um homem pode, assim, condenar outro ao inferno. De acordo com os discípulos de Feeney, poder-se-ia afirmar inerravelmente que certas pessoas estão no inferno, bastando, para isso, provar documentalmente que elas morreram sem o batismo de água.

    Uma pessoa que se encontrasse em circunstâncias tais em que não houvesse água ou presença de pessoas com a intenção de batizá-la, perderia a possibilidade de salvar-se. Mas não é certo que Deus sempre disponibiliza os meios necessários para quem O ama, Lhe é submisso e quer se salvar? O ensinamento dos discípulos de Feeney leva, pois, ao desespero. E o desespero, definitivamente, não é de Deus.

  6. Pe. Feeney Admirador novembro 15, 2015 às 10:14 am

    O ensinamento Batismo de Desejo e Batismo de Sangue é de teólogos e por mais santos que possam ser, eles erram. Santo Tomás considerava a Virgem Maria como herdeira de pecado original, isso nos mostra que ele erra apesar de ser santo e que ensinamentos de teólogos devem ser examinados com cuidado.

    • Pro Roma Mariana novembro 15, 2015 às 5:24 pm

      Pro Roma Mariana novembro 15, 2015 às 1:53 pm Editar
      Comentário incorreto pois o que Santo Tomás diz é que Nossa Senhora como ser humano também precisava da Redenção. Foi justamente por essa razão que o dogma de Sua Imaculada Conceição foi proclamado no sentido de uma isenção especial, o que confirma essa necessidade.

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