Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A IGREJA CONCILIAR TRAI E DESERTA A ORDEM DIVINA

1-Protesto na França católica‘Veilleurs debout’ na Place Vendôme diante do Ministério da Justiça, de Mme Taubira, promotora da lei de “casamento igualitário” ou “casamento homossexual”

Quão criminosa é a maldita Igreja conciliar que tendo destruído o Matrimónio na sua finalidade, desbravou o caminho para a legitimação do divórcio, da contracepção, do aborto, e até da sodomia.

 

MATRIMÓNIO E CELIBATO

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Santo Padre Leão XIII, na sua encíclica “Arcanum Divinae Sapientiae” de 10 de Fevereiro de 1880:

«23- Mas não faltam aqueles que, por obra do inimigo da família humana, assim como rejeitam ingratamente os outros benefícios da Redenção, da mesma forma desprezam, ou não reconhecem absolutamente, a nova excelência e perfeição do Matrimónio.

24- Foi malvadez de alguns antigos terem sido inimigos das núpcias em algumas das suas prerrogativas; mas pecam com dano muito maior, no nosso tempo, os que querem corromper-lhe inteiramente a natureza, tão perfeita e tão completa em todas as suas partes e qualidades. O motivo deste conflito consiste sobretudo nisto: que os ânimos de muitos embebidos das opiniões duma filosofia falsa e de hábitos perversos nada sofrem mais a contragosto do que estar submetidos e obedecer; E USAM DE TODAS AS SUAS FORÇAS PARA QUE, NÃO SÒMENTE CADA HOMEM, MAS TAMBÉM AS FAMÍLIAS E TODA A HUMANIDADE DESPREZEM OS MANDAMENTOS DE DEUS.

25- E como a fonte e a origem da família e da sociedade humana reside no Matrimónio, DE FORMA ALGUMA PODEM SUPORTAR QUE ELE ESTEJA SUBMETIDO À JURISDIÇÃO DA SANTA IGREJA; e mais – esforçam-se por despojá-lo de toda a santidade E DE CIRCUNSCREVÊ-LO DENTRO DOS LIMITES VERDADEIRAMENTE ANGUSTOS DAQUELAS REALIDADES QUE FORAM INSTITUÍDAS PELO SABER HUMANO e que estão submetidas à autoridade e ao governo do Direito Civil. Disso devia derivar como consequência necessária que atribuíssem todo o direito àcerca do Matrimónio aos chefes de Estado, que julgassem que a Santa Igreja não possui direito algum, e que se por vezes exerceu tal poder, tal se deveu a condescendência dos Príncipes, ou constituiu insubordinação; todavia, dizem eles, chegou o tempo em que os que presidem aos Estados defendam galhardamente os seus direitos, e procedam à regulamentação de tudo o que se refere aos Matrimónios. Assim nasceram os chamados casamentos civis.»

Como afirma a encíclica, a intenção fundamental da maçonaria internacional, durante todo o século XIX, na Europa e na América Latina, ao constituir os chamados “casamentos civis” foi precisa e formalmente subtrair à Jurisdição da Santa Madre Igreja os matrimónios dos baptizados – NÃO FOI O DE PROVIDENCIAR UMA FORMA DE MATRIMÓNIO PARA OS NÃO BAPTIZADOS, como por vezes se pensa; para estes a Santa Igreja sempre considerou o MATRIMÓNIO DE DIREITO NATURAL E LEGÍTIMO, MONOGÂMICO E INTRÌNSECAMENTE INDISSOLÚVEL, E SUBMETIDO INDIRECTAMENTE À SANTA MADRE IGREJA, aplicável sobretudo em terras de missão; note-se que a Santa Igreja, apoiada pelo braço secular, não pode permitir nem a poligamia, nem o divórcio, nem a contracepção e o aborto aos não baptizados, pois como já se afirmou, a Santa Madre Igreja detém uma jurisdição indirecta, mas real, sobre os mesmos. O matrimónio entre não baptizados é intrinsecamente indissolúvel, mas extrìnsecamente dissolúvel; pois a Santa Igreja pode dissolvê-lo a favor da Fé, quer dizer: mediante o baptismo de um dos cônjuges, e seu ulterior matrimónio católico (Privilégio Paulino).

O Fim primário do Matrimónio, A PRÓPRIA ESSÊNCIA DESTE, consiste na PROPAGAÇÃO PERSONALIZADA E QUALIFICADA DA ESPÉCIE, NO PLANO NATURAL E NO PLANO SOBRENATURAL; os fins secundários consistem no mútuo auxílio e assistência, bem como no remédio da concupiscência. Segundo a Teologia Moral e o Direito Canónico (de 1917) os actos próprios do matrimónio, bem como o próprio matrimónio, podem ser realizados sob motivação dos fins secundários, DESDE QUE O FIM PRIMÁRIO NÃO SEJA EXCLUÍDO, NEM POSITIVAMENTE IMPEDIDO. Um matrimónio em que os cônjuges excluíssem, DE DIREITO E À PARTIDA, a procriação, não seria válido. E tantos, tantíssimos, que há assim (1).

No Antigo Testamento, o povo eleito e suas instituições encontravam-se essencial e absolutamente voltados para a procriação. As excepções à integridade do Matrimónio nas suas propriedades essenciais de indissolubilidade e unidade procediam da fase preliminar em que se encontrava a Revelação. Os teólogos defendem a existência de um Direito Natural de primeiro grau, absolutamente inviolável, compreendendo a essência do Matrimónio – A PROCRIAÇÃO; e um Direito natural secundário compreendendo as propriedades essenciais do Matrimónio, cuja aplicação no Antigo Testamento foi mitigada, em atenção à miséria da condição humana, no quadro duma Revelação Sobrenatural que ainda não atingira o seu zénite em Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

Deste modo, no Antigo Testamento, A POLIGAMIA ENCONTRAVA-SE TOTALMENTE AO SERVIÇO DA MULTIPLICAÇÃO DA ESPÉCIE, EM PARTICULAR DO POVO ELEITO, NA PERSPECTIVA DO ADVENTO DO MESSIAS. As escravas oferecidas pelas senhoras a seus maridos ESTAVAM AO SERVIÇO DA PROCRIAÇÃO, E SÓ DA PROCRIAÇÃO. Onan que derramava o seu sémen na terra foi aniquilado pelo Senhor (Gn 38, 8). Portanto no Antigo Testamento a essência do Matrimónio é absolutamente sagrada.

O Matrimónio contemplado na sua essência, nas suas propriedades, na Lei perfeitamente objectiva que o rege CONSTITUI UM BEM POSITIVO, E NÃO UM MAL MENOR.

No século XV, um célebre religioso chamado Gerard Groote pregava num sentido de considerar o Matrimónio um perigo para a alma; ora tal não provava a virtude desse religioso, mas precisamente a sua falta de virtude, o seu dualismo. Como é que um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, precisamente quando o restituiu à pureza e integridade original, poderia consagrar um mal menor?

O Dualismo irradia invariàvelmente daqueles que não alcançaram ainda, ou não alcançarão jamais, as infinitas riquezas sobrenaturais da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Redenção.

São Gregório de Nissa (século IV) ensinava que o corpo humano fora criado sexuado apenas na previsão da queda original, pois que em princípio se propagaria “angèlicamente”.

Mesmo São Jerónimo e Santo Agostinho acolhem por vezes leves sombras de Dualismo. São Tomás de Aquino pelo contrário encontra-se absolutamente livre dessa moléstia espiritual, que pode mesmo degenerar em heresia. O Magistério tomista esclarece que havendo Deus criado HIERÀRQUICAMENTE TODA A REALIDADE, assim ela é, necessàriamente, POSITIVAMENTE BOA, embora as realidades espirituais reflitam melhor, como é óbvio, as perfeições Divinas. Logo a sexualidade humana, ENQUADRADA RIGOROSA E ESSENCIALMENTE PELAS LEIS MATRIMONIAIS QUE A REGEM, é positivamente boa; SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO ORIGINAL E DOS PECADOS ACTUAIS QUE A PODEM TORNAR PERIGOSA.

Assim se compreende melhor a sacrossanta Lei do celibato. É por causa da nossa fraqueza, da nossa falta de virtude, e pelo facto dos sacerdotes e religiosos se encontrarem constituídos NUM ESTADO PÚBLICO E OBJECTIVO DE CONSAGRAÇÃO A DEUS, que a Santa Madre Igreja estatuiu o celibato.

Por isso se podem encontrar grandes santos no estado matrimonial, embora sejam em número muito maior os celibatários. PORQUE É NECESSÁRIO POSSUIR UM GRANDE, MUITO GRANDE, GRAU DE VIRTUDE, PARA ALCANÇAR A SANTIDADE NO MATRIMÓNIO, E ESSE GRAU DE VIRTUDE DEVE SER POSSUÍDO POR AMBOS OS ESPOSOS.

Apreendemos assim o quão criminosa é a maldita Igreja conciliar. Primeiro destruiu o Matrimónio, invertendo as finalidades do mesmo, desbravando premeditadamente o caminho para a plena legitimação do divórcio, da contracepção, do aborto, e até da sodomia. Recordemos a esse propósito que o maldito concílio encerrou em Dezembro de 1965; logo em 1969, a Itália legalizou o divórcio, e em 1978 legalizou o aborto. Evidentemente que com dois grandes partidos marxistas e um grande partido modernista não seria de esperar melhor; mas teriam eles o arrojo de proceder a tais legalizações, na terra sagrada de Itália, se sob a cúpula de São Pedro uma alcateia de maçons disfarçados de eclesiásticos não tivessem vociferado às massas a blasfémia: GOZEM A ÚNICA VIDA QUE TÊM?

Mas a nunca suficientemente amaldiçoada ex-Igreja Católica cometeu outro grande crime ao manter o celibato, por motivos económicos também, mas sobretudo, premeditadamente, para produzir uma contradição, intelectual e moral, profunda, entre a apresentação MATERIAL duma doutrina muito elevada, e concomitante sonegação das forças sobrenaturais necessárias à sua consecução; dessa contradição promanariam, como promanaram, as mais hediondas aberrações morais.

Embora o celibato não seja de Direito Divino, como o é a INEXISTÊNCIA do “sacerdócio” feminino (repare-se que a qualificação teológico-canónica não é a invalidade, mas sim a inexistência), está contudo totalmente fundamentado nos Conselhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, necessàriamente aplicáveis aos estados públicos de perfeição, devendo pois ser integralmente tutelado pela lei canónica. Dissolvendo-se o princípio fundamental da Fé Católica, invertem-se radicalmente todos os valores, quando há valores, e toda e qualquer ascese torna-se não apenas inútil, mas perfeitamente estúpida.

NOTAS. 1- O Matrimónio de Nossa Senhora e São José constituiu não apenas uma união sagrada perfeitamente válida, mas consubstancia também o modelo sobrenatural de todos os matrimónios. Pois que a São José e Nossa Senhora competia, no recíproco dom da sua santidade, a educação terrena do Menino Jesus; constituindo assim um MATRIMÓNIO INFINITAMENTE FECUNDO.

São Tomás considera que em Nosso Senhor Jesus Cristo existiu uma só filiação: A DO PAI ETERNO. Isto porque a Filiação vincula a Pessoa, que é a do Verbo, enquanto a Maternidade Divina compete à Natureza. Portanto segundo São Tomás: Nossa Senhora foi verdadeiramente Mãe de Deus, mas a Filiação pertence sòmente ao Pai Eterno.

Tudo isto demonstra a já referida infinita fecundidade Sobrenatural do santíssimo Matrimónio de Nossa Senhora e São José.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 6 de Agosto de 2013

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