Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

PODEM OLAVO DE CARVALHO E P. PAULO RICARDO IGNORAR A SUMA REVOLUÇÃO?

abominaçãp

Arai Daniele

Satanás cela sob o seu sinistro albornoz setas mais letais que as do liberalismo e do comunismo.

E a pior, ignorada por muitos, é a mais fatal porque seu veneno concentra todos os outros. Isto explica-se tendo em vista o que Deus espera dos homens e dos povos, que é justamente o que o Inimigo quer arrebatar para si: o Culto devido ao Seu Nome e à Sua Palavra.

É a razão porque todo problema político tem no fundo uma matriz religiosa incontornável.

Assim, para quem corajosamente enfrenta os males sociais, resumidos na Revolução, como o fazem Olavo de Carvalho e seu amigo P. Paulo Ricardo, dispensando ricas doses de pensamento filosófico, este ponto fulcral deveria ser evidenciado e posto todo cuidado sobre o perigo dos «cultos» desviados, como o dos «papas conciliares», não ordenados ao Primeiro.

Quando assim não é, o culto desviado vai servir à introdução de males pessoais e sociais, para qualquer povo em qualquer tempo.

Limitando-se ao nosso, basta pensar que a «veneração» de João 23, como «papa bom» favoreceu o comunismo.

Note-se que é registrado na História que todas as revoluções refestelaram-se em novos cultos derivados das ideologias racionalistas, da deusa Razão, além de tantos cultos pessoais.

Nisto Satanás locupletava seus celeiros com abundantes colheitas de almas arrebatadas ao Culto divino. O faz de modo direto, sem nem mesmo lançar mão de outros venenos revolucionários, como o do ateísmo soviético «esparso pela Rússia», de que advertiu Nossa Senhora em Fátima. Por exemplo com o culto aos chefes das tantas seitas.

No desvio do culto respeitoso à Palavra divina iniciou a história humana com o Pecado Original, a queda mais evidente, recorrente e fatal de todos os tempos. Adão e Eva cultuaram a própria dignidade e liberdade seguindo o sussurro do espírito maligno em pele de serpente. Tudo à imagem da queda desses mesmos espíritos angélicos pelo orgulho do agrado à própria dignidade; de ser como Deus. A tentação original foi de satisfazer o orgulho dos primeiros pais na rapina do Culto a Deus: desobedecendo porque quiseram acreditar na lisonja mentirosa do “sereis como deuses”!

Sobre esse sinuoso perigo nos adverte São Paulo: “Porventura é aos homens que eu procuro agradar? Se agradasse ainda aos homens não seria servo de Deus”. Do mesmo modo em I Ts 2, 5ss.) “Porque a nossa linguagem nunca foi de adulação.”

Hoje, porém, a adulação baseada numa dignidade absoluta do ser humano parece intrínseca à nova «evangelização conciliar», da bondade geral, que leva à uma apostasia fatal.

Para o fim dos tempos, o Apóstolo prevê na segunda Epístola aos Tessalonicenses (II Ts 2, 4) a repetição dessa operação de engano, para os que não tendo amado a verdade cairam na apostasia e creram na mentira.

Como se verá em seguida no texto, trata-se do culto do homem, que proporciona a elevação do homem do pecado ao trono do poder espiritual, que abre a fim de que o espírito anticrístico governe no mundo.

Ora, é triste que hoje se deva lembrar até aos consagrados e aos doutos que o Culto revelado por Deus é a razão mesma da existência da Igreja, fim de todos as homens e de todo ser; é o culto da Verdade e do Bem. E visto que o bem é a realização do ser, trata-se do culto que é o mais alto e perene modo para que os homens e as sociedades participem do Ser; do mesmo Bem.

Ao contrário, a degeneração na sacralidade do Culto divino, resultando no culto de tudo o que é meramente humano e fugaz torna-se a abertura mais ampla para toda desordem! Neste sentido os santos sempre evitaram cultos pessoais, embora estes surgissem espontâneos nos fiéis que admiravam suas palavras e feitos exemplares.

A Revolução alimentou regularmente nas suas várias formas cultos desviados para triunfar, da liberdade, da igualdade, da raça, da soberania popular e da democracia.

Por isso o que deve preocupar hoje é que essa desordem de aspecto até religioso, não se torne presente como a melhor forma para destruir a mesma Religião.

Este perigo aparece no culto que, em nome da Fé, honra quem desfigura a mesma Fé.

Trata-se da ilusão fideísta cultora de falsos cristos e falsos profetas, que se revela preparatória para o culto do Anticristo; para que este ocupe a suprema Sé da ordem eclesiástica. Não há desculpa de aceitá-lo por falta de avisos evangélicos contra o engano dos portadores de outra fé, que dispensa conversão de todos a Jesus Cristo.

Foi Jesus mesmo a advertir: «Cuidai que ninguém vos engane, porque virão falsos Cristos e falsos profetas…”, o falso culto censura os avisos salvadores para tempos extremos em que um homem ímpio é guindado à posição suprema, Cátedra apostólica, apesar de suas palavras refletirem sinais objetivos de uma clara ruptura doutrinal.

A História humana está nos desígnios divinos, da qual Jesus Cristo é o Senhor. Assim as profecias do Antigo e Novo Testamento e seus avisos encerram de fato sinais históricos. Estes foram datados nas mensagens marianas, seja a de La Salette, seja a de Fátima, que tratam de eventos cruciais destes nossos tempos e assim deveriam ser vistas pelos Papas e pela Igreja, como sinais proféticos, mesmo se por vezes de difícil compreensão.

A verdadeira profecia é voz de Deus que vem lembrar o que está sendo esquecido, chamar à conversão e à defesa da Fé, indicando o caminho perdido segundo o que já os Evangelhos e a Tradição ensinaram. Mas os «papas conciliares» detestam as «profecias de desditas» porque querem que sejam esquecidos os caminhos antigos e seguidos os novos de portas largas para o mundo de um utópico progresso que trouxe morte e descristianização para os povos.

Nossa Senhora diz na Mensagem de Fátima: “Se fizerem o que eu vos pedir…», onde parece que os pedidos são seus, mas na verdade tudo que vem de Maria deve ser entendido naquela frase da Ave Maria que os fiéis repetem milhares de vezes: – O Senhor é Convosco! Assim, quando não se faz o que Ela pede, e o seu pedido teve a caução divina do Milagre do Sol, deixou-se de atender a Nosso Senhor mesmo, o que comporta terríveis conseqüências ligadas ao aviso dado.

O aviso dizia respeito aos erros espalhados pela Rússia, enquanto as conseqüências  seriam a de uma acefalia papal, como resultado de ministros do Senhor que falham no atendimento dos Seus pedidos. “Faça saber a Meus ministros que, como eles seguem o exemplo do rei da França ao retardar a execução de Meu pedido, eles o seguirão na desgraça”. Como se vê os pedidos de Maria, são os pedidos Jesus; são Corações que trepidam para a nossa salvação. E isto seria mais claro em 1960, data testemunhada até pelo Card. Ottaviani, então Prefeito do Santo Ofício.

Quem poderia afirmar que a vida da Igreja não sofreu um drástico baque nessa época com a eleição de João 23, que censurou Fátima e convocou o deletério Vaticano 2º para adaptar a doutrina católica aos tempos do mundo?

Este é o problema atual: um clérigo que dispondo de poderes de pontífice favorece uma aliança com os erros do mundo, que estão na origem da mega crise hodierna.

Haveria que reconhecer que o fim revolucionário de abater a continuidade do Papado católico foi atingido por meio de «papas» que pregam a centralização de um poder global para todo o mundo e o iluminismo ecumenista até para os muçulmanos (Disc. de Bento 16, 22.6.06). Veja-se o seguinte video sobre a desculpa do racismo e depois se diga quem são os maiores traidores que favolecem o Islão:

Falar dessas tiradas, das quais a primeira está numa encíclica, como de simples erros ou heresias casuais inseridos num legítimo magistério papal, é querer levantar um dedo para obscurecer o sol e continuar a cultuar inovadores conciliares como se fossem mestres apostólicos! Um falso culto. O único Sol de nossa Fé é Jesus Cristo que preveniu os apóstolos e todos da revolução final, como está claro, por exemplo na segunda epístola de São Paulo aos Tessalonicenses.

Vejamos do que se trata seguindo aquele trecho.

«Ninguém de modo algum vos engane! Porque (a vinda do Senhor) sem que antes ocorra a apostasia (geral) e sem que tenha surgido o homem ímpio, o filho da perdição, o qual se opõe a Deus e se levanta contra tudo o chama a Deus ou é adorado, de modo a sentar-se no Templo de Deus, apresentando-se como se fora Deus. Não vos recordais de que eu já dizia essas coisas quando estava convosco? E agora vós já sabeis o que impede a manifestação do adversário, que acontecerá a seu tempo. Pois o mistério da iniqüidade já está em ato, somente que aquele que agora o retêm, seja tirado do meio. Só então se manifestará o iníquo (a quem o Senhor Jesus vai aniquilar com o sopro da sua boca e destruir com o esplendor da sua vinda). A vinda do ímpio acontecerá por obra do poder de Satanás, com toda a espécie de falsos milagres, sinais e prodígios mentirosos, e com toda a sedução que a iniqüidade exerce sobre os que se perdem, por não se terem aberto ao amor da verdade, para serem salvos. Por isso Deus lhe enviará a operação do erro, de tal modo que creiam na mentira, para que sejam condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas se comprazeram na iniqüidade(II Ts 2, 3-12)

Vejamos estes fatos em sequência lógica para formular o que apresentamos aqui como hipótese.

– Um cutelo virtual pendia sobre o Papado, quando se considera a misteriosa comunicação de Jesus à vidente Lúcia sobre o não atendimento do pedido dado para a defesa da Igreja;

– Historicamente essa «liquidação» do Papado tradicional aconteceu depois da morte de Pio XII;

– Perante o mundo, o Papado continuou, mas radicalmente transformado, para desdita dos fiéis;

– É fato histórico, se não todo a partir desta data, de modo macroscópico, pois desde então, a crise e o declino da fé na Igreja e da moralidade no mundo outrora cristão é crescente.

Trata-se dos tempos históricos do progresso tecnológico que acelerou o abandono de toda visão espiritual, fato que hoje assola a vida moral das multidões, atingindo em pleno a Igreja Católica. Pio XII, o Papa de Fátima, ficou impotente para conter o declino da Cristandade, que depois da sua morte se tornou inexorável com a eleição do modernista filo maçom Ângelo Roncalli.

Com o nome de João 23, este convocou o Vaticano 2º, que serviu para que os sucessores continuassem a escancarar as janelas e portas da Igreja para que nela entrasse a atmosfera mundana das fumaças poluidoras com as piores ambigüidades e mixórdias cultuais ecumenistas, com seus desvios  religiosos e morais. Tudo aparece como conseqüência da «liquidação virtual» do Papa católico com todo o seu séquito fiel, conforme a visão do Terceiro Segredo de Fátima.

Cumpria-se o que estava profetizado na segunda Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses, e é o que mostra esta visão da mensagem mariana, censurada por esses «papas conciliares» até João Paulo 2º, que a publicou, mas claramente por engano. De fato, pensava que, por ter sofrido um atentado político na Praça de São Pedro, poderia passar a própria imagem de vítima da fé na visão do massacre papal. Mas sendo tal versão incongruente, hoje muitos preferem pensar que Fátima foi toda uma ilusão piedosa e basta.

Todavia, o Segredo desvela a hora do atentado que no Novo Testamento ocupa lugar de importância extrema: a remoção do «obstáculo» ao Anticristo.

Se na mensagem de La Salette Nossa Senhora avisa que «Roma perderá a Fé e tornar-se-á sede do Anticristo», a visão do Segredo de Fátima desvela como e quando isto ocorre: com a «virtual liquidação» do Papa católico, que é substituído por um clérigo de mentalidade modernista e maçônica, que abate as defesas da Igreja, abrindo-a ao mundo dos seus inimigos.

Eis a realidade histórica hodierna, que já começava a ser clara a todos em 1960.

O «Segredo» ajudaria a desvelar diretamente a ocupação do «Lugar santo» pelos artífices do «culto do homem», que se sentaram no Templo de Deus, se não tivesse sido censurado por quem ocupava essa «Sede santa», da Autoridade divina. Mas o fez de modo indireto para quem compreende que censurar a Mensagem de Maria, com quem sabemos estar sempre o Senhor, é engano iniqüo. Especialmente se serve a convocar um concílio de ruptura com o Culto a Deus, do Santo Sacrifício da Missa, que foi em seguida indecentemente alterado, ou pior, substituído pelo seu irreconhecível simulacro, aparentado à «ceia protestante», ideado para o «culto do homem»!

Não surpreende pois que, depois que o novo culto humano desviado fez o seu curso e os seus estragos espirituais, os autores desse atentado sejam cultuados como santos! Alguns já foram «beatificados». A «canonização» destes consagrará a nova igreja do culto humano, que é produto por excelência da mais rematada revolução!

A conclusão é que o culto desviado aos «papas conciliares» que trouxeram um novo evangelho dispensador de conversões e promotor do relativismo ecumenista de todos os cultos; que dispensa a fé de Jesus Cristo para judeus e islamitas do «único Deus», como se fez com o espírito de Assis, corresponde ao culto do homem do pecado, ao Anticristo da Carta de São Paulo.

Este substitui aquele poder que impedia a sua elevação no Templo de Deus. E pasmem, o único culto que não sofreu declino, aliás, foi reforçado, se refere aos inovadores dessas mutações, que está ao nível do culto das seitas!

O que pode isto significar, à luz dos avisos evangélicos, o «culto» a estes desviados, por exemplo o de padres de boa formação, como o P. Paulo Ricardo? Não significaria, talvez, culto à própria obra, capaz de superar as distorções citadas? E o mesmo se diga para a ação política que não põe em primeiro lugar a defesa da suma verdade, pois todas dependem, no Céu como na Terra, da Verdade que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

De fato, nada para o homem, mesmo no dia-a-dia dos problemas da vida civil podem prescindir do conhecimento do fim último do homem, que só a Fé que conhecemos pela Religião divina pode revelar.

E o culto geral à autoridade desviada dos falsos Cristos corresponde à apostasia geral, que abre o caminho a todo falso culto ecumenista.

Eis a Revolução realizada no seu mais alto nível.

E eis porque Fátima é incontornável até no plano histórico! Saibamos portanto entender o que quer de nós a Mãe de Deus do fundo de Seu Imaculado Coração, pulsante junto ao Sagrado Coração de Seu Filho, que deu a vida para nos salvar vencendo as imposturas deste mundo revolucionário. Neste, até o Templo de Deus foi ocupado e contaminado por impostores, que nenhum sacerdote consciente pode exaltar e desculpar sem ser cúmplice da grande apostasia!

A revolução consumada na complacência da grande apostasia tem por nome «abominação da desolação no templo de Deus»! É o culto do homem promovido por quem se diz servo de Deus!

3 Respostas para “PODEM OLAVO DE CARVALHO E P. PAULO RICARDO IGNORAR A SUMA REVOLUÇÃO?

  1. Marcelo agosto 13, 2013 às 11:29 pm

    Fostes o único, até agora, que teve a coragem de apontar esta evidência. Que Deus te proteja!

  2. silver price agosto 20, 2013 às 11:58 pm

    Religião é uma fé, uma devoção a tudo que é considerado sagrado. É um culto que aproxima o homem das entidades a quem são atribuídas poderes sobrenaturais. É uma crença em que as pessoas buscam a satisfação nas práticas religiosas ou na fé, para superar o sofrimento e alcançar a felicidade.

    • Pro Roma Mariana agosto 22, 2013 às 8:04 am

      Eis um texto onde a «religiosidade», que é uma manifestação natural do homem, é vista no lugar da Religião, que é manifestada por Deus ao ser humano.
      Na 1ª até o culto do homem pode entrar por contrabando, mas na verdadeira Religião só pode haver um Culto: do homem a Deus, sem a busca de satisfações pessoais; estas podem ser dadas, mas somente por acréscimo!

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