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TEOLOGIA E SANTIDADE – FUNDAMENTO DO  COMBATE ANTI-MODERNISTA

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos São Pio X, no seu Motu Proprio “Sacrorum Antistitum” de 1 de Setembro de 1910:

67- Mas se muitos abusos ocorrem na escolha de temas, outros não menos graves que ocorrem, são para deplorar na forma da transmissão, a respeito da qual ensina Santo Tomás que “para ser verdadeiramente luz do mundo, o pregador da Palavra de Deus deve possuir três qualidades: a primeira é a estabilidade, para se não desviar da Verdade; a segunda é a clareza, para não ensinar de modo obscuro; a terceira é a utilidade, para procurar o louvor de Deus, e não o próprio.” (1) Mas infelizmente a forma de muitos sermões de hoje, não apenas está longe da clareza e simplicidade evangélica, que devia caracterizá-la, mas envolve-se toda por obscuras ambiguidades e temáticas difíceis, superiores à capacidade comum do povo, fazendo brotar dos lábios o piedoso lamento: “As crianças pediram pão, mas não havia quem lho partisse (Lm 4,4).

68- E o pior é que, frequentemente, FALTA AQUELA MARCA SAGRADA, aquele clima de piedade cristã, e aquela unção pelo Espírito Santo, pelos quais o pregoeiro evangélico deveria poder sempre dizer de si: “O meu discurso e a minha pregação não se baseiam em palavras persuasivas da sabedoria humana, mas na manifestação do Espírito e do Seu poder” ( I Cor 2,4).

72- Também é grande abuso da eloquência Sagrada TRATAR OS TEMAS RELIGIOSOS ÙNICAMENTE NO INTERESSE DESTA VIDA, E NÃO FALAR NA FUTURA; exaltar as vantagens facultadas à sociedade pela religião cristã, dissimulando os deveres; ilustrar a Caridade do Divino Redentor, calando a Justiça.

73- Daí o pouco fruto deste tipo de pregação, da qual um homem do mundo sai, persuadido que sem mudar de costumes, bastando afirmar crer em Nosso Senhor Jesus Cristo, será um bom cristão.

No Céu sòmente existem santos, e quem não é santo, e nesse estado falece, não verá a Deus; não se trata aqui de santos em sentido canónico, mas apenas daquelas almas que LEVARAM A FÉ CATÓLICA TOTALMENTE A SÉRIO. Porque mesmo a atrição formal seguida do Sacramento da Penitência exige uma atitude interior objectiva, solene, profunda, incompatível com diletantismos espirituais, com sentimentalismos estéreis. Nas palavras do Concílio de Trento, a atrição é um princípio de amor a Deus, implica uma recta concepção de Deus, um estado de adoração, de plena submissão ao Criador.

NÃO DEVEMOS, NO NOSSO COMBATE ANTI-MODERNISTA, TENTAR PARECER QUE SOMOS AINDA MAIS TRADICIONALISTAS DO QUE OS OUTROS, ATROPELANDO OS PRINCÍPIOS DA TEOLOGIA, CAINDO NO DUALISMO, OU NO PURITANISMO. Porque se assim procedermos, TRANSPOMOS AS FRONTEIRAS DA VERDADE E DA SANTIDADE.

Além disso, a nossa argumentação será, antes de tudo, positiva, isto é: Prioritàriamente devemos expor as infinitas belezas dos Bens eternos e Incriados, cantar a Pessoa adorável do nosso Redentor, dilucidar a fecundidade infinita da Graça Santificante, do Santo Sacrifício da Missa; e só ulteriormente proceder ao anátema da nunca suficientemente amaldiçoada Igreja conciliar; todavia não devemos ser animados de ódio pessoal, ou desejos de vingança; devemos cultivar, sim, o ódio em sentido teológico, eminentemente objectivo, Divino, que ama a justiça, por amor Sobrenatural a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo por amor de Deus.

Como dizia Monsenhor Lefebvre: Não queiramos ter ideias nossas, mas apenas as ideias da Santa Igreja. O princípio fundamental da Fé Católica é, antes de tudo o mais, um princípio de RECTIDÃO, de OBJECTIVIDADE.

A sacrossanta Fé Católica é INTELECTUALISTA, não é sentimentalista, não é imanentista. O nosso modelo absoluto é Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem; o Verbo de Deus, ao fazer-Se Homem, assumiu uma Natureza perfeita, ainda que incorporando todas as limitações ontològicamente inerentes à condição humana. Substancialmente santa, pela Sua união ao Verbo, a Alma humana de Nosso Senhor possuía igualmente a Graça Santificante, os Dons do Espírito Santo e as virtudes morais. Mas Nosso Senhor, na Sua vida mortal, era simultaneamente “comprehensor”, pois possuía a visão beatífica, e era “viator” pois era um Homem mortal, caminhante no mundo – reunia pois Nosso Senhor, de forma suprema, as fragilidades da nossa finitude terrena, com a posse dos Bens Eternos. Isso podia acontecer porque a visão beatífica de Nosso Senhor, enquanto Homem mortal, era uma visão metafísica e não física, quer dizer: Em Nosso Senhor Jesus Cristo a felicidade sobrenatural infinita que ilustrava a Sua Alma, NÃO IMPEDIA AS DORES FÍSICAS E MORAIS DA PAIXÃO, visto não se repercutir, não transbordar, QUANTITATIVAMENTE, no conjunto das faculdades do Senhor, através da essência da Sua Alma. Na União Hipostática a união da Terra, no seu grau mais nobre, com o Céu, tornou-se perfeita.

Em Nosso Senhor Jesus Cristo consubstancia-se uma síntese abreviada e sobrenaturalmente qualificada de todo o homem, em tudo, excepto no pecado, e na imperfeição positiva.

Na Sagrada Eucaristia, fruto do Seu Sacrifício, Nosso Senhor Jesus Cristo une-se a cada homem em particular. Já pensámos no que isto significa? O nosso Criador, O nosso Redentor, o nosso Mestre supremo, o nosso Céu, vem até nós, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, e vem para nos levar para o Céu – ASSIM QUEIRAMOS NÓS!

Jesus Cristo constitui a Causa exemplar, a Causa eficiente, a Causa final, DE TODO O NOSSO BEM, NATURAL E SOBRENATURAL.

A Graça Santificante constitui a causa formal do nosso Bem Sobrenatural.

A contemplação das perfeições infinitas de Nosso Senhor deve fortalecer-nos sobrenaturalmente, unificando-nos e sublimando-nos na plena encarnação dos princípios da Lei eterna na vida quotidiana, MEDIANTE A PRUDÊNCIA; o nosso combate anti-modernista apela contìnuamente à virtude natural e sobrenatural da Prudência, pois que esta tem por objecto o agível individual; é uma virtude intelectual em meio moral.

Nas ilimitadas e extremamente variadas circunstâncias da vida, é necessário que operemos, gratificando e nobilitando, o mais possível, todas as virtudes, sempre, em todos e cada um dos nossos actos; devemos TENDER PARA ISSO, o mais rectamente possível, E SEGUNDO UM SÓ PRINCÍPIO, QUE É O PRINCÍPIO DA FÉ CATÓLICA.

Renovemos actualmente, com acrisolada assiduidade, a nossa fidelidade sobrenatural a Deus Nosso Senhor e a Sua Mãe Santíssima. Renovemos igualmente a nossa intenção fundamental, firmemente objectiva, ordenadamente militante.

Deus Nosso Senhor não nos exige que triunfemos exteriormente, mas que perseveremos, na indefectibilidade Sobrenatural do nosso combate, e na intangibilidade da nossa consagração.

NOTA- 1- De ente et essentia, proemium.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 14 de Agosto de 2013

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