Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA, JÓIA DA SABEDORIA DIVINA

avemariaA Sabedoria é o cerne da Criação, e na Revelação Maria a representa

«O Senhor me possuiu no princípio da sua obra, antes de seus feitos mais antigos. Desde a eternidade fui constituída e antes que a Terra fosse criada. Ainda não havia os abismos e eu já estava concebida; ainda não existiam as fontes das águas; ainda não estavam assentados os montes; antes de haver outeiros, eu já havia nascido antes do Senhor ter criado a terra e traçado seus eixos. Quando Ele fixava o céu, eu lá estava presente; quando estabelecia a lei dos abismos e firmava no alto a região etérea; quando fixava o termo do mar e das fontes e assentava os fundamentos da Terra; Eu estava com Ele, medindo todas as obras.

E cada dia era de encanto na Sua presença, brincando com o globo da Terra, e deliciando-me em estar com os filhos dos homens. Portanto meus filhos, ouvi-me: Felizes os que seguem os meus caminhos e as minhas instruções para serem sábios. Felizes os que me ouvem e velam todos os dias à porta de minha casa. Nunca a desprezeis… Quem me encontra, encontra a vida, e a salvação no Senhor; quem me perde, arruína a própria alma; quem me odeia opta pela morte». (Provérbios 8, 22-36)

“Maria é a obra-prima por excelência do Altíssimo, cuja sabedoria e elevação reservou para Si” (Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, São Luis Maria Grignion de Montfort).

Por tudo isto, já vislumbrar a  parte especial de Maria no esplendor da Criação de Deus é uma graça. Tanto mais acolher a sequência dos seus sinais, como foram dados em Paris (na Capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, na rue du Bac), na Montanha de La Salette e finalmente em Fátima. São alguns dos luminosos sinais de salvação para os nossos tempos tenebrosos.

«Feliz o homem que encontrou a sabedoria e alcançou a prudência. Adquiri-las vale mais que prata; rende mais que fino ouro; é mais preciosa do que qualquer pérola, Nenhum valor se iguala a ela. Na mão direita ela é vida longa; na esquerda, riqueza e honra. Formosos são os seus caminhos e de paz as suas veredas. Ela é árvore de vida para os que dela colherem e de felicidade para os que a cultivarem. O Senhor fundou a Terra na sabedoria, e firmou o céu na prudência. Pela sabedoria são superados abismos e das nuvens destila o orvalho» (Pr. 3, 13-20)

Sobre a Imaculada São Pio X ensinou:

“No meio deste dilúvio de males, nos aparece diante dos olhos a Virgem clementíssima, como arbitra de paz entre Deus e os homens – Colocarei o meu arco-íris nas nuvens e será o sinal do pacto entre Mim e a terra. Desabe a tempestade e se obscureça o céu: ninguém desespere. À vista de Maria, Deus se aplacará e perdoará. […] Creiam os povos e confessem abertamente que Maria Virgem, desde o primeiro instante da sua concepção, foi isenta de toda mancha; com isto mesmo será necessário admitir também o pecado original, e a redenção dos homens por obra de Cristo, o Evangelho, a Igreja, e até a mesma lei da dor: assim, quanto sabe de “racionalismo” e “materialismo” será arrancado e destruído, e permanecerá para a doutrina cristã o mérito de guardar e defender a verdade… 

‘O arco-íris estará nas nuvens e Eu, ao contemplá-lo, lembrar-Me-ei do pacto eterno. E não retornarão as vagas do dilúvio para exterminar os vivos. Sem dúvida, se como convêm, confiamos em Maria… presenciaremos que ela é sempre aquela Virgem potentíssima – que com o seu pé virginal esmagou a cabeça da serpente” (Enc. Ad diem illum laetissimum, 2/2/1904). 

Não haverá magia demoníaca que poderá vingar por muito tempo na presença de Maria.

 

SABEDORIA, TEMPO E ETERNIDADE

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Livro do Eclesiástico:

1- «Toda a Sabedoria vem de Deus, e está sempre com Ele. A areia do mar, as gotas da chuva, e os dias dos séculos, quem os poderá contar?

A altura do Céu, a amplitude da Terra, a profundidade do abismo, quem as poderá medir?

A Sabedoria foi criada antes de qualquer coisa, e a sábia inteligência existe desde todos os tempos.

A quem jamais foi revelada a raiz da Sabedoria, e os seus desígnios, quem os conhece?

Um só é o sábio e sumamente terrível, sentado no Seu Trono: Deus.

Ele a criou, contemplou-a, mediu-a, e difundiu-a por todas as Suas obras, e por todos os mortais, na medida da Sua liberalidade, e outorgou-a aos que a amam.

O temor de Deus é glória e honra, alegria e coroa de exultação.

o temor de Deus deleita o coração, e dá alegria e longa vida.

Aquele que teme o Senhor será feliz no instante derradeiro, e no dia da sua morte será abençoado.

O PRINCÍPIO DA SABEDORIA É O TEMOR DO DEUS, temor que é criado com os fiéis no seio materno.

Estabeleceu-se entre os homens verazes desde a Antiguidade, e permanecerá sempre com a sua descendência. (Eclo 1, 1-13)

Entre os Dons do Espírito Santo a Sabedoria ou Sapiência ocupa o primeiro lugar; efectivamente ela comporta um princípio Sobrenatural duma riqueza infinita, quer na sua extensão, quer na sua compreensão, quer na forma como nobilita simultaneamente a inteligência e a vontade, aperfeiçoando a virtude teologal da Caridade.

Os Dons do Espírito Santo constituem moções Sobrenaturais da inteligência e da vontade, que Deus coloca em nós, sem nós. Enquanto que nas virtudes Teologais e Morais, somos nós que, com o auxílio da Graça, operamos as nossas faculdades em ordem a um fim; nos Dons do Espírito Santo, é o próprio Deus que opera em nós, colocando directamente em nós esse fim, de ordem intelectivo (ou) e volitivo; a nossa alma é a sede, não o princípio desse fim. Todavia, ao ser-nos facultada a Graça Santificante, são-nos igualmente providenciados HÁBITOS RECEPTIVOS, para que permaneçamos mais aprimoradamente ordenados em acolher os referidos Dons.

Voltando à Sapiência, por ela “saboreamos” Sobrenaturalmente o próprio Deus: a Sua Asseidade, a Sua Infinitude, a Sua Eternidade, a Sua Simplicidade, a Sua Beleza infinita, o Seu Diálogo Trinitário na absoluta Unidade da Essência; E TUDO ISTO NUMA SÓ ESPÉCIE INTELIGÍVEL SOBRENATURAL, BEM COMO NUM SÓ ACTO DE VONTADE; COM QUE  DEUS FECUNDOU A NOSSA ALMA.

Na Ordem natural é completamente impossível abarcarmos, no conjunto, e no particular, uma espécie inteligível tão extensa e tão rica; e mesmo na Ordem Sobrenatural, o acto de Fé Teologal, que procede dum Hábito igualmente Sobrenatural, não logra obter tanta compreensão, com tanta extensão. Quando aumenta a extensão dum conceito colectivo, aumenta igualmente a compreensão total; mas decresce a compreensão do particular, a menos que se intensifique a potência da Luz intelectual. Os Anjos necessitam de muito menos espécies inteligíveis infusas do que os homens precisam de espécies abstraídas, e quanto mais elevada é a potência intelectual angélica, de menos espécies necessitará. Em Deus há sòmente uma Espécie, Infinita, que é a Sua própria Essência.

TODAVIA NÓS SEREMOS JULGADOS PELAS VIRTUDES TEOLOGAIS E PELA GRAÇA SANTIFICANTE; OS DONS DO ESPÍRITO SANTO POSSUEM COMO OBJECTIVO NOBILITAR TAIS VIRTUDES.

Os Dons do Espírito Santo, em especial a Sabedoria e o Entendimento enxertam-nos, de certa maneira, já na Eternidade. O Entendimento ministra-nos, sem estudo especial, um conhecimento claro dos Mistérios da Fé; como que particularizando o conteúdo da Sapiência, projectando nova Luz Sobrenatural sobre os referidos Mistérios. Mas por isso mesmo, esses Dons constituem uma verdadeira antecipação do Céu. Para o Justo o Céu começa já neste mundo; assim como para o ímpio o Inferno começa também já neste mundo.

O tempo constitui uma forma degradada de duração, se o compararmos à eviternidade ou evo das substâncias espirituais, que tem princípio e não tem fim, e ainda mais à Eternidade Divina, que não tem princípio nem fim. O tempo é dispersão do ser na duração; a Eternidade e o evo são posse total do ser e do tempo, são um presente perpétuo. O tempo é numerabilidade e sucessão; a eternidade e o evo não possuem número nem sucessão.

A nossa eternidade no Reino dos Céus constituirá uma verdadeira e real participação da Eternidade de Deus; perante ela, a nossa peregrinação no tempo é uma sombra quase cega, E SÓ A GRAÇA DE DEUS A PODE ILUMINAR.

O tempo é o estado em que o dinamismo das criaturas, cingido pelos limites da própria essência, procura alcançar a Deus (ainda que expressamente O negue). A criatura nunca pode fazer cessar a sua contingência, a sua finitude; só que o seu dinamismo ontológico natural e sobrenatural é desordenadamente desperdiçado com a criatura, considerada agora um absoluto em si mesmo: EIS A GRANDE TRAGÉDIA MORAL DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE.  Foi este precisamente o pecado do Anjo – elevado à Ordem Sobrenatural, pretendeu poder atingir por si mesmo, na Ordem natural, aquilo que só poderia alcançar na amizade Sobrenatural com Deus, participante da natureza Divina; com a agravante, para os Anjos, do facto das suas próprias perfeições naturais, bem como da sua condição ontológica, lhes facultar um conhecimento intuitivo de Deus na Ordem natural.

Até ao fim do mundo corruptível existirá o Purgatório, o qual embora intrinsecamente eviterno, possui contudo uma comensurabilidade extrínseca com o mundo terreno. O Limbo constitui uma eternidade preternatural; é um mundo imensamente superior ao nosso, mas não Sobrenatural. Todavia as almas das crianças sem baptismo que faleçam antes da idade da razão, bem como as almas dos adultos que, por doença, nunca  tenham possuído a mesma razão, não experimentarão dor alguma por essa privação, VISTO NUNCA HAVEREM SIDO ELEVADOS AO ESTADO SOBRENATURAL PELO SANTO BAPTISMO OU PELA GRAÇA SANTIFICANTE.

O Inferno é precisamente o Céu em absoluto negativo. Aí, o presente perpétuo que é a Eternidade, apenas multiplicará a dor moral e física ao infinito. Exactamente por isso, os modernistas, que negam o Inferno – FICAM IMEDIATAMENTE SEM O CÉU; E ENTÃO PERDEM TAMBÉM A DEUS PESSOAL; CAEM NO NADA.

Deste mundo temporal e triste só devemos conservar tudo aquilo que possui um valor ETERNO; das vicissitudes da existência, acontecimentos, acções, palavras e obras, só permanecerá para a Eternidade tudo o que incorporar, um enquadramento, uma ordenação Sobrenatural. Festas e festarolas mundanas e obscenas, como as promovidas pela nunca suficientemente amaldiçoada Igreja conciliar, quimeras e sonhos terrenos, ambições desordenadas, TUDO SERÁ ENGOLIDO PELO FOGO ETERNO. É o mundo, em sentido moral, que está condenado; o mundo enquanto inimigo feroz da alma, o mundo, tal qual foi sempre condenado por Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como por Sua Santa Madre Igreja. Nunca houve seita mais mundana, mais carnal, mais pornográfica, mais monstruosamente hedionda que a seita conciliar, autêntica ante-câmara do Inferno, verdadeiro dejecto de satanás.

Nunca olvidemos solicitar aos Céus, nas nossas orações, que nos ilumine com os Seus Dons santíssimos, com as Suas dulcíssimas ilustrações, para maior Glória de Deus e salvação das nossas almas.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 19 de Agosto de 2013

2 Respostas para “IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA, JÓIA DA SABEDORIA DIVINA

  1. Pro Roma Mariana agosto 22, 2013 às 8:41 am

    Respondo aqui ao oportuno comentário do amigo Marcos Braga do dia 20 de agosto 2013 às 2:07 am, que segue outros ao artigo sobre a «Grande guerra de Mons.Williamson.
    «Ilustre senhor Araí Daniele. Hoje, 20/08/2013, às 21 horas, em seu programa ao vivo, o Padre Paulo Ricardo fez uma exposição com o título: “Afinal, qual é o problema com o Missal de Paulo VI e porque Bento XVI desejou uma reforma da reforma litúrgica?” Há algum tempo, o senhor, me respondendo a uma indagação (não me lembro mais em que publicação), afirmara que o Pe Paulo Ricardo ainda não havia se rebelado contra a liturgia modernista e a reforma “gnóstica” e herética do CV II. Agora, parece que ele começou a se dar conta dos erros. Fiquei muito feliz com a “mea culpa” que ele fez, ao vivo, devido a sua insistência em defender o Missal conciliar, que incluía criticas severas ao rito disciplinado por São Pio V.
    Será que podemos renovar as esperanças de futuras mudanças? Mas sei que, essas mudanças, serão lentas e muita, mas muita resistência oporá os “modernistas”.
    Se posso lhe dar uma sugestão, caso o senhor não conheça, veja a obra maravilhosa implementada pela Administração Apostólica S. João Maria Vianney, resultado da luta, do esforço e da perseverança de Dom Antônio Castro Maya, no município de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, Brasil (http://www.adapostolica.org/novo/). Aguardo seus comentários.
    Grato, mais uma vez, por esse importantíssimo trabalho de esclarecimento.
    A paz de Jesus e as rogativas de Nossa Senhora. Cordialmente,
    Marcos Braga
    Respondo ao caro amigo em Cristo:
    O primeiro passo do P. Paulo Ricardo foi corajoso e essencial.
    Toda verdadeira reação ao descalabro conciliar deve começar pelo Culto divino.
    Mas deve seguir a consciência que se tocaram no Culto, tudo o mais foi alterado por essa mentalidade reformista-protestante. Assim, é justo falar de reação ao todo que tem por nome «igreja do Novus Ordo». É aqui que a obra do Rv. Rifan falha embora queira manter as aparências. Ele comprendeu o erro e publicou as razões destes, mas como o Marcos diz: “muita, mas muita resistência oporão os “modernistas”. E muitos cederão em nome da (falsa) fidelidade à falsa suprema autoridade.
    Trata-se de enganos de tempos finais que foram profetizados e há que ficar muito firmes em nossas orações e sacrifícios para não vacilar, pedindo a ajuda divina da qual Nossa Senhora e Mãe é a Medianeira. Salve Maria!

  2. Bonita H. Buck setembro 9, 2013 às 3:04 am

    Os dotados por Deus para motivar outros cristãos a uma fé mais profunda em cristo, a uma maior dedicação a Ele, a uma manifestação mais plena do fruto do Espírito e a uma separação completa do mundo.

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