Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

3 DE SETEMBRO: SÃO PIO X (e «beatificação» de seu adverso João 23)

São Pio X

Arai Daniele

Pode parecer que a lista dos «papas conciliares» – modernistas dissimulados adversos a São Pio X – inicie com Paulo 6º, que impôs as doutrinas do nefando conciliábulo Vaticano 2º para «aggiornare» a Fé e a Liturgia da Igreja.

Na verdade, tudo começou com João 23 que, embora só tenha convocado esse «concílio», hoje se pode apurar que o fez ao serviço de poderes hostis à Santa Igreja, Contrudo, devido à sua «genial esperteza» não deixou um rastro claramente documentado de sua filiação modernista e maçônica.

Palácio Patriarcal em Veneza, Lapide de João 23

Esta conclusão é, porém, indiretamente confirmada pelos seus sucessores que declararam e demonstraram ter seguido sua linha para continuar seu deletério «aggiornamento» da Igreja, que é modernista. São seus sucessores a comprová-lo, e com satisfação. Por exemplo, as heresias do documento «Dignitatis humanae» (DH) sobre a liberdade religiosa e de consciência, procedem diretamente da encíclica «Pacem in terris» de João 23, aplaudida pelas forças liberais e comunistas e repetidamente citada na DH.

Para os católicos é esta linha contínua de desvios heréticos que comprovam a acusação. Quanto ao mesmo Roncalli, já em Veneza e Fátima antecipava o plano do Vaticano 2º com os seus «princípios» – “Cerco in ogni cosa di sviluppare più ciò che unisce, che ciò che divide” (procuro em tudo desenvolver mais o aquilo que une, do que aquilo que divide). Ora, tal idéia poderia ser correta em outros campos, não em Religião, onde reflete, se não indiferença, grave impiedade pois Quem divide na Fé é justamente Nosso Senhor Jesus Cristo na Santíssima Trindade.

Para «unir» todos, mesmo sem Jesus Cristo, João 23 e sucessores não hesitaram em confessar «i peccati della Chiesa»!  Com tal desculpa de “pecados da Igreja” e outras aversões de cunho histórico, como seja às Cruzadas e à Inquisição, não fizeram mais que acusar a Igreja de sempre e in extremis, o próprio Jesus Cristo, enaltecendo a própria «bondade e compreensão» de «boníssimos» e  «humilíssimos» pastores que adotam a outra igreja, a por eles reformada para os tempos modernos sem tantas devoções a «madonne pellegrine»!

Quanto à «honra devida à Mãe de Deus», esta deveria, segundo eles, revestir-se de uma cuidadosa «prudência», para não escandalizar os protestantes e os ateus! Neste sentido, Roncalli recusou-se a assinar a petição para a instituição da nova festa da Realeza de Maria, que precede de seis meses a encíclica de Pio XII Ad Coeli Reginam, para a festa e a consagração de todo 31 de maio.

A sua idéia ecumenista conciliar vai em todas as direções, excluía a mariana, porque no fundo todos seriam cristãos adultos, mesmo sem querer saber de milagres da Mãe de Deus e de dogmas marianos.

Aversão à Mensagem de Nossa Senhora de Fátima

Já como patriarca de Veneza, Roncalli havia desvelado a idéia de alinhar a mensagem de Fátima à de uma nova pentecoste conciliar, revelando a sua aversão ao Segredo da Mãe de Deus. De fato, indo à Fátima, em 13.5.1956, como representante de Roma, diante de meio milhão de fiéis, pronunciou naquela ocasião a homilia em que diz: “precorritore di una nuova Pentecoste del cui celeste effluvio cominciamo ora a misurare tutta la portata e le misteriose ricchezze”(Precursora de uma nova Pentecostes de cujo fluxo celeste já começamos agora a medir todo o seu alcance e misteriosas riquezas). Descreveu então as aparições, mas liquidando com poucas palavras aquelas do Segredo e do Inferno:  

“Per il 13 luglio qualche incertezza. Ma Giacinta dice chiaramente risolvendo ogni dubbio: «No, il demonio non può essere; il demonio è tanto brutto e sta sottoterra». (Scritti e Discorsi del Patriarca di Venezia, Paoline, 1959, V.2, pp. 423, 425). [Para o 13 de julho algumas incertezas… Mas Jacinta diz claramente resolvendo qualquer dúvida: «Não, o demônio não pode ser, o demônio é tão feio e está debaixo da terra»(!!)]

A razão porque um clérigo tão ladino como Roncalli decidiu opor-se ao Segredo de Fátima, mesmo enfrentando uma grande impopularidade, estava na sua aversão às profecias de desgraças (profezia di sventura), que contrastavam com os seus planos de otimística conciliação com o mundo moderno e com o lançamento de uma «nova ordem» mundial (nuovo ordine mondiale), também de matriz religiosa.

Mais tarde, não só iria censurar o Segredo, mas também a entrevista  da Vidente Lúcia com o Padre Fuentes (dezembro de 1957). A dedução que tenha sido ele a impor uma retratação à irmã Lúcia através do Bispo de Coimbra apóia-se também nas palavras registradas pelo novo embaixador de Portugal junto ao Vaticano, Antonio de Farias em 1961: O Pontífice “me falou de Fátima aludindo à conveniência de não tentar fazer a irmã dizer mais que ela tinha condições de afirmar (a propósito da conversão da Rússia e a menção do ano 1960), matéria muito delicada que exige toda prudência” (revista «História», Lisboa, outubro de 2000, p. 25).

Vista a obra ecumenista de Roncalli no Oriente, seu amigo Dom Lambert Beauduin ecumenista de quatro costados, pronunciou em 1958, uma frase muito significativa: “Se elegerem Roncalli papa tudo estará salvo, ele será capaz de convocar um concílio e consagrar o ecumenismo… temos nossa chance; os Cardeais, em sua maior parte, não sabem o que devem fazer. São capazes de votar por ele”(Sodalitium, n. 28, p. 20).

De fato, Roncalli, que se tornou João 23 dirá: “O método de D. Beauduin é o bom”. E passou a promover o plano ecumenista e maçônico que implica a paridade das igrejas, citando inclusive publicamente a revista Irénikon de Dom Beauduin.

J23-Club de Paris

Ninguém ter-se-ia apercebido desta devastadora infiltração maçônica na Igreja? O fato é que infelizmente não houve denúncias públicas a propósito, embora a questão fosse por muitos conhecida e até registrada em seu dossiê no Santo Ofício.

A testemunhá-lo pode-se citar uma carta de ninguém menos influente que o cardeal Tisserant a um padre professor de Direito canônico; o Cardeal declara ilegítima a eleição de Roncalli, que, segundo diz, foi preparada por forças estranhas ao Espírito Santo (cf. ‘Vita’, 18.9.77, «Nichitaroncalli», p. 57)”. De todo modo é certo que um modernista é reconhecível publicamente pelas suas palavras e obras, e isto se tornou evidente no governo de João 23, que notoriamente não escondia ser modernista e filo-mação antes da eleição.

Isto tornava sua eleição nula, conforme o Direito Canônico, pois o Mação está fora da Igreja e portanto não é elegível, além da Bula do Papa Paulo IV. Mas fói eleito! e com isto o plano do Cônego Roca se cumpriu! “Tudo isto se completa no importante livro do maçon Yves Marsaudon: L’Oecuménisme vu par un Franc-Maçon de Tradition, que ele dedicou, em termos ditirâmbicos, a João 23, “que deverá servir para a construção de uma ponte entre a Igreja e a Maçonaria” [porque:] “A destruição da Igreja não é mais nosso objetivo, mas se procura servir-se dela, penetrando-a.“. “Com João XXIII demos o primeiro passo. De todo coração auguramos que a revolução de João XXIII continue … A Igreja dogmática deve desaparecer ou conformar-se… o sacerdote não é mais um ser particular…; ele tende progressivamente a fundir-se com a sociedade moderna (Arcivesc. Rudolf Graber, Athanasius, p. 46)”.

Eis então Roncalli, papabile segundo o plano das Lojas, embora não elegível segundo a Lei da Igreja. E dizer que o Papa São Pio X já dizia na sua primeira Carta encíclica de 4.X.1903: «E supremi»: Chi considera ciò, deve pur temere che questa perversione degli animi sia una specie di assaggio e quasi un anticipo dei mali che sono previsti per la fine dei tempi; e che «il figlio della perdizione», di cui parla l’Apostolo [II Thess. II, 3], non calchi già queste terre. Con somma audacia, con tanto furore è ovunque aggredita la pietà religiosa, sono contestati i dogmi della fede rivelata, si tenta ostinatamente di sopprimere e cancellare ogni rapporto che intercorre tra l’uomo e Dio! E invero, con un atteggiamento che secondo lo stesso Apostolo è proprio dell’ “Anticristo”, l’uomo, con inaudita temerità, prese il posto di Dio, elevandosi “al di sopra di tutto ciò che porta il nome di Dio”; fino al punto che, pur non potendo estinguere completamente in sé la nozione di Dio, rifiuta tuttavia la Sua maestà, e dedica a se stesso, come un tempio, questo mondo visibile e si offre all’adorazione degli altri. «Siede nel tempio di Dio ostentando se stesso come se fosse Dio» [II Thess. II, 2]”.

O Papa Sarto conhecia muito bem a desastrosa situação interna da Igreja e portanto não admira que no seu primeiro documento tenha dito: “Quem considera os fatos presentes, pode temer que tal perversão dos ânimos seja uma espécie de antecipação dos males previstos para o fim dos tempos, e que – O filho da perdição – de que falou o Apóstolo, já esteja entre nós.” (E Supremi Apostolatus, 4.10.1903).

Num recente estudo o historiador italiano, Gianni Vannoni (Le Società segrete dal Seicento al Novecento, ed. Sansoni, Firenze, 1985) descreve detalhes da assim chamada OTO, Ordo Templi Orientalis, “uma das sociedades secretas mais desconcertantes…”, fundada somente poucos anos antes do conclave papal em questão pelo rico vienense que ia frequentemente ao Oriente para estudar as “técnicas do poder mágico do sexo” ensinada por certos yogas indianos. Outros fundadores da OTO foram os alemães, Theodor Reuss, mem­bro também do Rito oculto inglês de Mem­phis, e Franz Hartmann, um médico ligado à sede americana central da famosa Sociedade Teosófica da Madame Blavatsky. Entre os devotos da OTO há que incluir Rudolf Steiner, cuja ‘antroposofia’ teria influenciado também Angelo Roncalli, causando o afastamento da Universidade do Laterano do futuro João 23. Do mesmo modo, Karol Wojtyla, segundo seu amigo Malinsky, recebeu essa influência. Consta que o mais importante membro fundador dessa OTO fosse Alistair Crowley, supremo satanista dos tempos modernos, o ‘Cagliostro da Maçonaria contemporânea’, imortalado no romance de Somerset Maugham “The Magician”. Eleito Grão Mestre em 1912, Crowley declarou-se “guiado pela Suprema Inteligência” para “abrir as portas à Nova Era”.

Havia que consumar a obra no interior do Vaticano. Eis o que realizou o carreirista clerical Roncalli, descrito por essa razão pelo seu amigo Jean Guitton, como a peça fundamental do «plano renovador da Igreja», com sua «simplicidade genial»! (veja no artigo A “CRIATIVIDADE DO MAL”  versus A PROFECIA DE FÁTIMA – no ideário do P. Paulo Ricardo, seguido por: A AMBIGÜIDADE CONCILIAR contra a PROFECIA DE FÁTIMA (https://promariana.wordpress.com/2013/04/24/a-ambiguidade-conciliar-contra-a-profecia-de-fatima/).

Nossa Senhora vigia para por fim vencer todas as heresias conciliares e para que seus filhos conheçam o triunfo do seu Imaculado Coração junto ao Sagrado Coração de Jesus! Eis o sinal de salvação na atual tormenta religiosa, sem precedentes históricos devido ao teor de malícia e engano de nível «apostólico»; dos falsos cristos que vão de Roncalli, João 23, ao atual Jorge Bergoglio, que adotou o nome de Francisco! A carta de identidade religiosa deles tem a marca modernista e ecumenista; para obtê-la venderam a Igreja da Fé Católica aos poderosos deste mundo, que desprezam Jesus Cristo.

bergoglio_bergman

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