Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

SENTIR COM A IGREJA É EXECRAR O HERÉTICO VATICANO 2º: leitura do Dr. Arnaldo Xavier e da missa do P. Paulo Ricardo

Gherardini+Lanzetta 

Dados básicos da longa história de uma questão de consciência

Para início de conversa há que convir que o Dr. Arnaldo Xavier da Silveira, com autoridade na matéria, acrescentou algo que outros eruditos autores hesitam ainda declarar: que o Vaticano 2º no seu complexo é HERETIZANTE.

Muitos católicos, que em vista das evidentes transformações degenerativas na vida religiosa, constatando verdadeiras e próprias heresias «conciliares», já ultrapassaram esse juízo, têm esperado anos, neste meio século depois dessa nefanda demolição, para finalmente ouvir estas abalizadas acusações. Agora elas se vão aos poucos multiplicando como reação ao processo de uma demolidora doutrina de ruptura, que produz frutos de danação.

Todavia, sabe-se que há uma corrente que pretende, mais que extirpar esse câncer, aplicar-lhe curas com artifícios verbais, qual seja a afetada «hermenêutica de continuidade» da lavra de Bento 16 que não engana nem mesmo seus comparsas conciliares.

Enquanto isto, outros doutos clérigos e leigos, reagem em consciência a essas contradições enganosas, restando, porém em plena comunhão com a nova igreja liberal e ecumenista, engendrada pela «nova doutrina».

Compreende-se que uma destemida tomada de posição contra novidades conciliares oficiosas, promovidas pelos poderosos ocupantes da Santa Sé, é deveras difícil. Fica por conta de umas poucas consciências!

Visto, porém, que a mente humana de todos e mesmo de servis consagrados, é ordenada acima de tudo à verdade, esta reação interna aos ocupantes já começa a despontar e tornar-se notícia.

Nesta linha deve-se ressaltar na Itália um lote eminente de conhecidos personagens que junto com o professor Brunero Gherardini, ergueram suas vozes revelando enganos no Vaticano 2º.

Na foto acima, do Congresso promovido pelos Franciscanos da Imaculada em 2010, está o Prof. Gherardini acompanhado pelo P. Serafino Lanzetta, pároco da Igreja S. Salvador em Ognissanti (Florença), professor de teologia dogmática no Instituto Teológico “Immacolata Mediatrice” (Cassino – Frosinone) e diretor da revista teológica “Fides Catholica”. Havia lá também dois bispos dos quais Mario Oliveri, Bispo de Albenga o que incomodou Bento 16.

Agora isto volta a ser notícia devido à reação de Bergoglio que  tomou medidas drásticas contra os ditos Franciscanos, sempre obedientes, mas que ousaram discutir a nova Missa e o valor do Vaticano 2º!

Neste sentido houve outro fato no último 17 dezembro, quando, no convênio realizado a dois passos do Vaticano, um bispo propôs nada menos que a volta ao magistério infalível da Igreja.

Soube-se, apesar do silêncio mediático, que o bispo auxiliar de Karaganda, Kazakistan, Mons. Athanasius Schneider, pediu um novo Syllabus que deveria condenar infalivelmente “os erros na
interpretação do Vaticano 2º” à luz da tradição católica.

Isto significaria ouvir de Ratzinger (do antisillabo) a explicação urbi et orbi – ao mundo inteiro – onde é que os opostos podem coincidir e onde tais contradições ecumenistas podem não constituir um evidente relativismo religioso.

Inútil dizer que não teve resposta e menos ainda o Prof. Radaelli que pedia o mesmo num longo público arrazoado.

Diante da tarefa impossível de responder aos católicos, preferiu-se operar um revezamento no «papado conciliar»! Depois da demissão surpreendente, seguida pela introdução de um governo pampeiro, agora a Congregação dos Religiosos quer novos revezamentos, a começar pelo do Instituto dos Franciscanos da Imaculada, submetido a um comissariado para impor a anuência ao novo magistério conciliar e “sentir com a Igreja”; assim aprendem!

Como o seu fundador e superior geral, Pe. Stefano Manelli, vinha orientando o Instituto no sentido do retorno à Tradição, na linha da reação supra mencionada do teólogo Gherardini, ficou claro, como constata o Dr. Arnaldo, que a intervenção «não visaria apenas afastar os frades da celebração da Missa de São Pio V, mas também, ou sobretudo, pôr fim às resistências de muitos deles às doutrinas controvertidas do Vaticano II e às novidades inauditas do pós-Concílio».

Assim comprovam cada vez mais, para quem não crê, a estreita parentela entre as doutrinas conciliares e a missa de 1969, o que significaria que o atual “sentir com a Igreja” se opõe ao perene sentir com a Igreja da Santa Missa tradicional e do Magistério de 260 Papas e 20 Concílios ecumênicos. Além disso, o Dr. Arnaldo em seu último artigo cita 3 regras (1ª, 9ª e 13ª) de Santo Inácio de Loyola, que devem ser bem conhecidas pelo jesuíta Bergoglio, onde se lê:

1ª – Renunciando a todo juízo próprio, devemos estar dispostos e prontos a obedecer em tudo à verdadeira esposa de Cristo Nosso Senhor, isto é, à Santa Igreja hierárquica, nossa mãe.

9ª – Louvar todos os preceitos da Santa Igreja, e estar disposto a procurar razões em sua defesa, e nunca para os criticar.

13ª – Para em tudo acertar, devemos estar sempre dispostos a crer que o que nos parece branco é negro, se assim o determina a Igreja hierárquica; persuadidos de que entre Cristo Nosso Senhor – o Esposo – e a Igreja – sua Esposa – não há senão um mesmo Espírito, que nos governa e dirige para a salvação das nossas almas. Porque é pelo mesmo Espírito e mesmo Senhor, autor dos dez mandamentos, que se dirige e governa a Santa Igreja, nossa Mãe”.

Ora, como «nos estudos anti-modernistas dos últimos cinqüenta anos, pode-se atribuir ao Vaticano II o rótulo de “heretizante” ([1]). Seus documentos estão prenhes de proposições próximas da heresia modernista, dela favorecedoras, escandalosas, etc. Assim, é intolerável que o “sentir com a Igreja” seja identificado ao sentir com o Vaticano II. Na raiz dessa falsa identificação está uma noção errônea do Magistério da Igreja.»

Até aqui o advogado, Dr. Arnaldo dá nome ao engano (um falso ideológico), mas sem iniciar a causa aos seus autores. O fato é que para a justa obediência há que reconhecer a « verdadeira esposa de Cristo Nosso Senhor, isto é, à Santa Igreja hierárquica, na qual entre Cristo Nosso Senhor – o Esposo – e a Igreja – sua Esposa – não há senão um mesmo Espírito. O que se vê e acusa hoje é que a «igreja conciliar» não segue certamente o mesmo Espírito da Igreja da Tradição.

Esta questão eu levei a outros estudiosos católicos nos seguintes termos, que partem da pergunta inicial: – Se já Santo Tomás não deixara claro o fato lógico que o fiel não é submetido ao infiel?
Assim sendo, visto que a submissão do fiel católico ao Papa tem por razão a Fé – à qual se liga o poder na Igreja – e sendo a «autoridade» do Vaticano  2º apoiada numa doutrina (no mínimo heretizante) e comprovadamente infiel, de que os «papas conciliares» são promotores, não está o fiel autorizado – tem autoridade – para não se submeter aos conciliares que revelam tal autoridade infiel na Fé?

A este ponto segue a dupla questão: 1 – pode-se negar que o católico tem autoridade pessoal (em consciência) para a recusa de acolher a falsa autoridade conciliar (Gl 1, 8; 2Jo 2, 10)?  2 – se a autoridade (derivada do mandato divino de anatemizar o infiel portador de outro evangelho) não é de ordem hierárquica, por qual razão seu exercício não deve ser legítimo (até obrigatório) na Comunhão dos santos?

A resposta do Professor foi a seguinte: «Se se trata de negar a autoridade desviada da fé, então, sim, todo e qualquer fiel tem o dever de “anatematizá-la”. Se porém se trata de anatematizá-la propre, ou seja, segundo o modo de uma mesma autoridade, esta é exatamente a questão, com respeito aos chamados “papas conciliares” (ou “não papas”, segundo o ângulo), disputada em torno da sedevacância.  Eu particularmente, como sempre expus publicamente, prefiro suspender o juízo quanto a esta segunda parte da pergunta, sem porém abrir mão da afirmação taxativa quanto à primeira, donde o lema que escrevi (Não só não devemos ao «magistério» conciliar, em quanto tal, obediência alguma em ponto nenhum, mas devemos mover-lhe uma ininterrupta e intransigente oposição católica.).

Um problema de consciência que o católico deve resolver

Note-se que o «propre» da solução acima já ficou registrado na longa história da Igreja quando os inferiores (na Comunhão dos Santos) se opuseram à hierarquia em questões de Fé (*).

Hoje atingir uma oposição representativa em número parece impossível devido à geral apostasia em ato. Mas fatos contingentes não anulam a posição católica essencial para a defesa da Fé.

Eu passei anos servindo de «embaixador» entre os preclaros bispos Lefebvre e Castro Mayer, que fizeram algumas declarações próximas ao juízo esperado sobre a autoridade desviada da Fé, mas sem assumir a posição clara que se esperava. Dom Mayer o fez no fim, mas somente de viva voz e diante de um número reduzido de ouvintes, entre os quais os mesmos superiores da FSSPX.

A este ponto, quem esperava o juízo público dos bispos, como foi o meu caso, deixou de apoiar-se somente no próprio juízo em consciência, suspenso diante dos outros. De fato, fora declarado que havia anticristos no Vaticano e que este tinha por chefe um anti-papa. É um juízo demonstrável pelas palavras e atos dos mesmos «papas conciliares» diante do Magistério, segundo a Lei da Igreja e também pelo testemunho dos dois Bispos que, declarando publicamente essa suspeita, a abonavam devido à resposta negativa na fé que obtiveram com as suas iniciativas para esclarecê-la junto às autoridades conciliares, que se demonstraram infiéis de modo pervicaz.

O que espanta hoje, porém, não é tanto a suspensão de juízo público da parte de muitos doutos leigos sobre o problema, – pois um bom número de anti-modernistas já o fazem em consciência -, espanta que muitos sacerdotes não têm a mesma preocupação dos dois Bispos para chegar ao necessário juízo na ordem da fé e da caridade; no dever de defender a Fé da Igreja sem fazer acepção de pessoas, mesmo revestidas (abusivamente) da mais alta dignidade eclesial. E isto, embora ao consagrar diariamente na santa Missa, declaram o «una cum» os suspeitos do delito gravíssimo de deturparem a fé. Portanto, incorrem pelo menos no risco deliberado de pronunciar uma mentira no momento mais sagrado de suas funções – na presença Real de Nosso Senhor.

Ora, penso que muitos doutos têm parte neste juízo falhado porque os outros seguem o silêncio no juízo dos que constam como doutos autores, evitando como a peste os tais «sedevacantistas».

A questão gravíssima fica suspensa devido ao respeito humano suscitado por esse «palavrão»; pelo medo de ser qualificado sob algo que hoje parece ser mais odioso que o tal anti-semitismo!

Mas o fato é que não há resistência fiel sem referência à Verdade, como ao Santo Sacrifício e à Oblatio Munda, que exclui intenções heretizantes. E será só através do Culto a Deus que se pode recorrer à Sua intervenção.

Por isto, deve-se pedir encarecidamente aos bons sacerdotes que completem seus juízos sobre a questão da qual depende a continuidade da Igreja e a integridade de sua Doutrina.

(*) Artigo «A santa acusação católica aos «papas conciliares» (http://wp.me/pWrdv-vz).

Falsa concepção da infalibilidade do Magistério

O Dr. Arnaldo continua: «É manifesto que as novidades heretizantes do Vaticano II, mesmo após cinqüenta anos de aggiornamento conciliar, jamais contaram com o consenso na Santa Igreja, tanto no corpo docente quanto no discente. Na Carta Apostólica Tuas Libenter, de 1863, Pio IX ressalta a importância fundamental desse consenso, declarando que a sujeição a ser prestada à fé divina “deve ser estendida também ao que é transmitido pelo Magistério Ordinário de toda a Igreja, dispersa pelo orbe, como divinamente revelado, e é tido como pertencente à fé pelo consenso universal e constante dos teólogos católicos”. Adiante, Pio IX afirma que os fiéis devem também submeter-se “aos pontos de doutrina que pelo consenso comum e constante dos católicos são tidos como verdades teológicas e conclusões a tal ponto certas que as opiniões a estas doutrinas opostas, embora não possam dizer-se heréticas, merecem no entanto alguma outra censura teológica(Denzinger-Hünermann, 2875-2880).

Ora, após mais de cinqüenta anos de «ministérios» com palavras e atos no mínimo heretizantes, há uma questão fundamental que precede esta e que requer o «consenso na Santa Igreja», trata-se do consenso sobre a legitimidade do eleito papa no conclave depois da morte de Pio XII e dos sucessivos conclaves que elegeram «autoridades heretizantes». Esse «consenso», pelo menos após João 23, não pode ser considerado certo, porque não é de toda a Igreja. Nenhum conclave tem valor absoluto diante da Fé se produz frutos de autoridades heretizantes. Então digamos:

É chocante que, para muitos teólogos modernos, o “sentir com a Igreja” não deva admitir rejeitar eleições para o supremo Magistério – envolvendo a infalibilidade – de clérigos modernistas que negam ensinamentos do passado, mesmo se garantidos incontestavelmente pela infalibilidade do Magistério Extraordinário ou Ordinário universal na Lei da Igreja sobre a continuidade necessária para a identidade apostólica de Vigário de Cristo.

Todos esses estudos aprofundados mostram cabalmente que não há como interpretar o Vaticano 2º na linha da “reforma na continuidade”, proposto hoje pela «autoridade conciliar «heretizante» promotora do modernismo já condenado pelos Papas e da nouvelle théologie condenada por Pio XII na Encíclica Humani Generis, de 1950. «Nela está, de fato, o elemento dinâmico dos textos conciliares, tudo confluindo para o vórtice do modernismo, que, em suas diversas correntes, ainda hoje se pavoneia como se fosse doutrina católica verdadeira».

O problema é profundo: «O eminente teólogo dominicano Pe. Garrigou-Lagrange se perguntava, já bem antes do Vaticano II, para onde ia a nouvelle théologie, e respondia: “Ela redunda no próprio modernismo, porque aceitou a proposta que este lhe fazia: substituir, como se fosse quimérica, a definição tradicional da verdade, ‘adaequatio rei et intellectus’, pela definição subjetiva, ‘adaequatio realis mentis et vitae’. A verdade já não é a conformidade do juízo com o real extramental e suas leis imutáveis, mas a conformidade do juízo com as exigências da ação e da vida humana sempre em evolução. A filosofia do ser ou ontologia é substituída pela filosofia da ação que define a verdade não já em função do ser mas da ação. Retorna-se, pois, à posição modernista (…). Assim, Pio X dizia dos modernistas: ‘eles pervertem o conceito eterno da verdade’ (…). Ora, deixar de defender a definição tradicional da verdade, permitir seja ela tida como quimérica, dizer que é necessário substituí-la por outra, vitalista e evolucionista, isso leva ao relativismo completo e é um erro  muito grave”. »

Ora, São Pio X condenou os modernistas, infiéis que não estavam mais na Igreja, tanto menos em posições de autoridade nela.

Seria submeter os fieis aos infiéis. Que Deus não queira.

A questão fundamental que vai além do risco de cair numa falsa concepção da infalibilidade do Magistério: é a de reconhecer um falso Cristo como suprema autoridade para um falso magistério.

 

Breve leitura da missa do P. Paulo Ricardo

Diga-se logo que vamos tratar do bom discurso desse consagrado (confessadamente simpático à nouvelle théologie e contrário ao tomismo do Pe. Garrigou-Lagrange), para reparar as ofensas à Santa Missa tradicional da parte de sua «missa de Paulo 6º», que tentou privá-la do título único e de Rito romano perpétuo (Quo primum tempore). Foi bom e justo que ele reconhecesse o erro e batesse no peito, mas não basta, pela simples razão que defende a – pelo menos heretizante missa de Paulo 6º – continuando a celebrá-la porque diz que apesar de tudo é completa se há intenção do celebrante de seguir a intenção da Igreja.

Isto seria certo se essa intenção fosse intrínseca ao novo rito. Mas Paulo 6º declarou no dia 29 de Novembro de 1969 durante uma audiência pública: «… é preciso fazer da Missa um tranqüilo mas empenhado discurso de sociologia cristã”! Esta é a sua intrínseca «nova intenção ecumenista conciliar», que é no mínimo heretizante como então declarou o Pro Prefeito do Santo Ofício, cardeal Alfredo Ottaviani junto ao cardeal A. Bacci: “«Quando se consideram os elementos novos, suscetíveis de múltiplas interpretações que são subentendidas ou implícitas, o Novus Ordo Missae representa no seu conjunto como nos seus particulares, um impressionante afastamento da teologia católica da Santa Missa, como foi formulada na Sessão XXII do Concílio Tridentino, o qual, fixando definitivamente os «cânones» do rito, ergueu uma barreira intransponível contra toda heresia que fere a integridade do Mistério.”

Aqui está a intenção explícita da Igreja para o Rito católico: impedir «toda heresia que fere a integridade do Mistério», e isto em seus três pilares fundamentais: – distinção entre o Sacerdócio do celebrante e dos simples fiéis; – da natureza de Sacrifício; – da Presença Real de Jesus Cristo. Tudo o que os Protestantes negam, com o Ofertório, o novo rito tortuosamente intenciona induzir, como aconteceu na prática e para além de qualquer boa intenção do padre celebrante pois: a intenção protestantizante é intrínseca ao novo ordo missae de Paulo 6º!

 

Conclusão: “sentir com a Igreja” não pode ser sentir com nada que deriva do heretizante Vaticano 2º, a começar de sua falsa autoridade, até seus falsos ritos sacramentais.

Repetimos com o Dr. Arnaldo: “Como se vê, os modernistas de hoje pretendem utilizar-se dos conceitos mais sagrados e das doutrinas mais santas da Tradição em favor de seus desvios na fé.”

O Vaticano 2º foi mais que heretizante e portanto, insuscetível de uma interpretação como “reforma na continuidade”, mas «ruptura» em clara protestantização e maçonização clerical.

Valem-se da aparente autoridade suprema de um conciliábulo ecumenista, que explicitamente dispensou a assistência divina do Espírito Santo, para a herética propagação de novidades de uma pastoral humana, aberta às mudanças do mundo que se opõe à Fé.

A milícia católica não pode passar sem a verdade na questão mais crucial da Igreja militante. Estamos atrasados de pelo menos duas décadas no apuramento católico da falsa autoridade e isto é desastroso para o mundo e para as almas. A verdade não depende hoje de eclipses passadas de teólogos ou líderes que não viveram em concreto a abominação que nós estamos vivendo.

A nós compete o dever de inverter a tendência de silêncio e meias verdades, beiram o abismo da conivência com o mal.

O testemunho de toda a verdade é a única via à solução católica.

Na Itália já houve um Juiz que enquadrou o problema segundo a lei da Igreja, pois esclarece que os documentos do Vaticano 2º são uma clara auto-declaração, embora tácita, da pública defecção da fé da Igreja católica, que torna qualquer ofício vacante ipso facto, sem necessidade de uma relativa declaração oficial (cf. CIC de 1917, Can.188, 4). Os exemplos que dá dessas auto-declarações de renúncia à autoridade católica são os da Dignitatis humanae¸ da Lumen gentium, da Unitatis redintegratio, quando o conciliar declara o direito de não obedecer à Igreja, nem à presumida sua «autoridade apostólica», que seria referida a uma igreja ecumenista e dividida, que não é por definição a Igreja Católica, mas seu execrável simulacro.

Portanto deve haver um juízo sobre o absurdo de alguém representar uma posição, ser vigário, para contradizer com atos e palavras a razão mesma desse cargo instituído pelo único Chefe da Igreja, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, cuja Palavra estes alteram, mas pretendem enganosamente representar.

Estas são questões objetivas e lógicas e não matéria disputada.

Quando um número suficiente de católicos, especialmente sacerdotes, enfrentarem esse público testemunho, que parece impossível hoje, Nosso Senhor e Salvador, que ensina a bater para ser atendido, terá piedade de nós propiciando a solução para a Sua Igreja Militante.

Rezemos para seguir o que é justo evitando em questões tão graves para a Cristandade e para o mundo, que esta resistência dependa de um vil respeito humano como é até hoje.

E que Nossa Senhora das Vitórias dê forças a todos os católicos fiéis, mantendo-os firmes na mais pura ortodoxia em doutrina como na prática; e que abrevie os dias de glória falaz do maldito modernismo ecumenista conciliar, para honra da Santa Igreja.


[1]  Ver, neste site Bonum Certamen,  o artigo “Da qualificação teológica extrínseca do Vaticano II”.

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