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AS ALEGRIAS SOBRENATURAIS DA NOSSA INFÂNCIA

Titti recita Natale 2011

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas, capítulo 18, versículos 15-18: «Apresentavam-lhe também as criancinhas, para Ele as acariciar; mas os discípulos, ao verem isto, repreendiam-nos. Jesus, porém, chamou-as a Si, dizendo: Deixai vir a Mim as criancinhas, e não as impeçais, pois das pessoas semelhantes a elas é o Reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não acolher o Reino de Deus como uma criancinha de maneira nenhuma nele entrará.»

 

Deus é infinitamente simples. Quanto mais perfeito é um ente, mais simples é. Os Anjos possuem cada um toda uma perfeição específica concentrada espiritualmente na própria excelência; encontram-se assim, ao serem criados, sobretudo os Anjos de espécies de ordem superior, ontològicamente, não metafìsicamente, totalmente actualizados na Ordem Natural, embora em potência em relação à Ordem Sobrenatural.

A Eternidade é simples e imutável, não possui número, nem sucessão, nem potencialidade. Neste quadro conceptual, Anjos e homens glorificados encontram-se, ontològicamente, não metafìsicamente, totalmente actualizados, na Ordem Natural e na Ordem Sobrenatural; pois que o dinamismo potência-acto integra fundamentalmente o mundo corruptível, o mundo material e sucessivo, criado no tempo, para servir de prova aos seres humanos.

A simplicidade constitui atributo essencial da Santidade; pois que o amor sobrenatural a Deus sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Deus, ao elevar-nos, absolutamente, acima das pobres realidades deste mundo, ao aproximar-nos das riquezas infinitas da Santíssima Trindade, transforma-nos profundamente, sublima-nos, unifica-nos, na inteligência e na vontade, por tudo contemplarmos à Luz Sobrenatural de Deus Nosso Senhor.

As alegrias sobrenaturais na infância constituem um dos eflúvios da Predestinação; muitos santos foram com elas beneficiados, como Santa Teresinha do Menino Jesus, quando viu o seu nome escrito no Céu, segundo o aspecto de determinada constelação.

Grande é o Mistério da Predestinação, talvez maior do que o Mistério da Santíssima Trindade. O Chamamento em si é estritamente Sobrenatural, mas reveste-se, na Ordem natural, duma pluralidade hierarquizada de realidades, as quais como que constituem a sua face exterior.

O desgosto sobrenatural do mundo difere infinitamente do desgosto mundano, da tristeza segundo o mundo; esta é profundamente pecaminosa, desesperançada, conduzindo por vezes ao suicídio. O DESGOSTO SOBRENATURAL DO MUNDO CONSTITUI UMA ALEGRIA SOBRENATURAL, EFEITO DA GRAÇA ACTUAL E DA GRAÇA SANTIFICANTE; MESMO NA INFÂNCIA.

Na realidade a vida só tem valor como Dom de Deus, Dom natural e Dom Sobrenatural; todavia, nunca podemos olvidar que a Ordem Sobrenatural é TOTALMENTE GRATUITA DA PARTE DE DEUS, E TOTALMENTE OBRIGATÓRIA DA PARTE DO HOMEM.

Sem Deus, este mundo, sobretudo moralmente, é uma verdadeira NÁUSEA.

Temos de ser como as crianças para alcançarmos a Eternidade beatífica: Temos de ser puros, não no sentido da continência «apertada», mas sim no sentido da Temperança, na qual a castidade constitui uma exigência suave e gratificante da nossa natureza elevada pela Graça Santificante, e não um aguilhão que se impõe de forma extrínseca e forçada. Temos de ser sinceros, transparentes, anti-hipócritas, frontais, em síntese – temos de constituir uma só unidade, em perfeita coerência.

Deus Nosso Senhor é a Verdade, e a Verdade irradia, necessàriamente sinceridade.

As crianças reflectem, de modo especialíssimo, as perfeições Divinas. A Adoração é o reconhecimento formal, com todo o nosso ser, intelectual e afectivo, de todas essas perfeições, em contraposição com o nosso nada. TUDO ISSO DEMONSTRA QUE A COMPLEXIFICAÇÃO DA NOSSA VIDA ADULTA É, EM GRANDE PARTE, ALGO DEMONÍACO.

Aquela mentalidade, chamada adulta, madura, auto-suficiente, proficiente na vida, concreta e activa, JÁ NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E A SANTA MADRE IGREJA A CONDENARAM COMO PRUDÊNCIA DA CARNE.

Também a nunca suficientemente amaldiçoada Igreja Conciliar se quis tornar adulta, madura; E TORNAR TODOS OS FIÉIS ADULTOS TAMBÉM, ISTO É – APÓSTATAS.

Daí a expressão muito utilizada pela ex-Igreja Católica: FÉ ADULTA.

E com razão; todo aquele que cessa de ADORAR a Santidade, a Asseidade, a Simplicidade, a Eternidade de Deus Nosso Senhor, reconhecendo concomitantemente a própria contingência, é evidentemente, porque já se considera a si mesmo, bem como aos outros homens, O ÚNICO VERDADEIRO “deus”, ou seja – TORNOU-SE ADULTO.

Neste enquadramento, não causa qualquer surpresa tomar conhecimento da tese das “ciências fementidas”, como as denominava São Pio X, (acompanhadas aliás pela ex-Igreja Católica) segundo a qual a total irreligião seria apanágio da idade adulta, dos indivíduos, das Nações, e da própria Humanidade, ao passo que a religião seria atributo da infância dos mesmos. nesta óptica, a Humanidade teria atingido o limiar da adolescência com a chamada Reforma, entraria na idade adulta com a Revolução de 1789, e tornar-se-ia plenamente adulta na apoteose apóstata do concílio de Roncalli e Montini.

Note-se que para a aplicação destas teses «adultas» não se consideram as ditas religiões e seitas, mas sòmente a Religião do verdadeiro e Eterno Catolicismo, para adulterá-la.

Os catecismos e manuais de Teologia tradicionais sempre consideraram este ódio universal à Fé Católica um dos grandes comprovativos extrínsecos da Verdade e Santidade do Catolicismo. Igualmente não produz qualquer admiração verificarmos como as referidas “ciências” consideram a religião (leia-se catolicismo eterno) como uma forma, mais ou menos grave, de doença mental, no que são entusiàsticamente secundadas pela ex-Igreja Católica.

Aliás, não olvidemos que os documentos conciliares convidavam o clero secular e regular, religiosos e religiosas em geral, a entabular conhecimento com as referidas “ciências”, sobretudo a Psicologia e a Sociologia. Pois não se propôs a maldita maçonaria a fazer com que os monges deixassem PELO SEU PRÓPRIO PÉ, os seus conventos; método aliás bem mais prático do que expulsá-los, como aconteceu no século XIX.

Recusemos assim o estado adulto segundo o mundo; abraçemos a infância espiritual, o amor sobrenatural às coisas simples, a repulsa pelas requintadas maturidades do mundo. Devemos tudo sobrenaturalizar, pois as mais pequenas realidades naturais são susceptíveis de possuir, em Nosso Senhor Jesus Cristo, um valor Infinito; na exacta medida em que a Graça Santificante, participação acidental, mas real, na natureza Divina, configurando-nos com Cristo Senhor Nosso, nos facultará assim queiramos nós, o único estado adulto que devemos almejar: O DA SANTIDADE.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 4 de Setembro de 2013

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