Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

PARA NÃO SER IDIOTA… NEM ECUMENISTA, DIANTE DE DEUS!

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Quem é o «ecumenista» aqui senão aquele que começou como «pan-cristão» descrito na enc. «Mortalium animos» do Papa Pio XI e passou, com os feitiços do Vaticano 2º, a ver a inspiração do Espírito Santo em todas as religiões e até que o cristão deve esperar junto com os judeus – que negam a vinda do Messias Jesus Cristo – não o Seu retorno, mas a Sua vinda (questões análogas segundo o novo cat. n. 830). De fato os judeus ao negar a encarnação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, negam também Deus Uno e Trino, verdade que para eles está ao nível de blasfémia merecedora de morte.

Só se fôssemos idiotas aceitaríamos que mudassem assim a santa Religião revelada! Mas é o que estão alegremente tentando.

Na Igreja do Vaticano 2º, que não quer subsistir só na católica, que lhe parece estreita, pode-se dizer que, assim como na Igreja nascente de Jesus Cristo entre doze Apóstolos havia um traidor, nesta , se há um em cem clérigos que não trai a Palavra evangélica já é muito.

Entre estes raros no Brasil parece que podemos colocar a pessoa especial do P. P. Ricardo. E como estou bastante familiarizado com o clima eclesial de Roma, penso reconhecer o ambiente de sua educação de ordem esmerada, mas que dobrada pelo espírito conciliar, faz com que os seminaristas vivam contradições idiotas, preparatórias ao bíblico «retorno ao vômito».

Quando o P. Paulo Ricardo, apologista de uma vida católica – na realidade modernista – para não parecer fanático tradicionalista, defende a missa de Paulo 6º (NOM), acusada de ser protestantizante, deveria explicar como foi então que isto aconteceu na realidade conciliar. Porque esta se tornou de modo macroscópico um vetor heretizante! Ele está longe de ser o idiota que não consegue ver a clara relação de causa-efeito entre o Vaticano 2º e a mentalidade religiosa atual. Se não quer ver, então, o caso é outro e nem pode apelar à amizade com o Olavo de Carvalho que, mesmo sem usar colírio consegue discernir o contraste gritante entre a Igreja Católica, e o atual aparato conciliar.

Isto já do tempo do destemido Gustavo Corção do qual, nesse sentido agora temos o seguinte testemunho de Olavo de Carvalho :

“É natural nos fiéis católicos a ânsia de interpretar no sentido mais bonito possível as palavras dos papas, cardeais e teólogos, as discussões dos Concílios, etc. etc., mesmo quando seu conteúdo sugere ao menos um fundo de escândalo. É natural até forçar um pouco o sentido das palavras para afastar suspeitas atemorizantes, por medo de dividir os fiéis. Mas foi só a partir de 1962 (Concílio Vaticano II) que os católicos foram induzidos a entregar-se a esse exercício com dedicação cada vez maior, em vez de exigir das autoridades eclesiásticas que falem claro e pratiquem o ‘Sim, Sim, Não, Não’. Meio século dessa auto-anestesia piedosa já é o bastante. Já em fins da década de 60 Gustavo Corção arrependia-se amargamente de ter forçado até o último limite sua capacidade de adoçar o veneno eclesiástico. Leiam ‘O Século do Nada’ e verão a dor, o sofrimento horrível do crente sincero que, de repente, percebe ter ajudado os outros a enganá-lo por muito tempo. Chega de tolerância para com a ambigüidade. Temos o dever e o direito de exigir isso não só do Papa, mas de todo o clero”.

Temos o direito de exigir que não usem uma autoridade clerical para forçar multidões a passarem por idiotas diante de Deus!

Quando Frei Lourenço Fleichman passou a reeditar a revista «Permanência» para usar da autoridade de Corção para atacar a posição sede-vacantista, escrevi neste sito sob o título: A CRIPTO-HERESIA «CONCLAVISTA» E «SEDEVACANTISTA» No ideário de D. Lourenço da neo Permanência (http://wp.me/pWrdv-xi) :

“Falei com Gustavo Corção pela última vez em 1978, quando lhe levei na casa de Laranjeiras um livro que me encomendara em Roma. Falou-me do papa que não era católico, visão aliás bastante repetida pelo amigo Julio Fleichman. Basta lembrar isto, e o que se passou na Igreja depois de sua morte, para saber que não honra a sua memória dizer que ele aceitaria esses outros «papas não católicos». Talvez eu deveria ter falado mais disso no artigo que escrevi em sua memória (Um conservador ardente, Permanência, nn. 136-137, 1980)”.  Mas fico contente que venham outros testemunhos nesse sentido para honrar a sua memória de grande testemunho católico em tempos finais.

Como negar que a revolução conciliar é um bloco que inclui o NOM. Seria absurdo fazer esta pergunta a Ratzinger, promotor de ambos à sua maneira, isto é, da «nova teologia» do «ressourcement» de H. De Lubac. Não se aplica continuidade entre o que havia antes desta e o que foi promovido. Talvez muitos conciliaristas como o P. Ricardo, creiam isto porque, segundo uma fidelidade toda humana querem crer que isto seja apenas um aspecto da verdade. Entre uma e outra há a encíclica «Humani generis» do Papa Pio XII, para quem quer ler. Ora, o simples fato que algumas poucas retas consciências levam consagrados a ir descobrindo tais erros, já revela que estes clérigos não desconhecem de todo o mal do «vírus conciliar».

Mas por enquanto ficam num «wishful thinking» da continuidade católica e litúrgica do V2, iludidos que enquanto perseverarem com boas obras pessoais poderão neutralizar o seu mal.

Engano fatal pois o mal da heterodoxia é intrínseco ao Vaticano 2º, como abalizados autores o vêm demonstrando há décadas e não último o Dr. Arnaldo Xavier da Silveira, que o classifica abertamente de «heretizante».

Quem o nega, visto seus frutos de morte espiritual, não pode fazê-lo senão partindo de má fé, ou então, da palavra de «papas conciliares», o que redunda no mesmo engano.

Na Liturgia, o rapto reformista operado na Santa Missa é uma sabotagem que segue uma intenção, que por sua vez é inerente ao projeto revolucionário para uma Igreja reformista.

Querem que a forma ocasional de celebrar respeitosamente desculpe o NOM. Mas se é justamente a primazia desse «ocasional variável» de lavra modernista que classifica a «nova missa»! Onde havia o perene se colocou o provisório, que virou obrigatório a fim de cancelar o perene. Mas será que alguém ainda pretende em boa fé negar este curso histórico? Cancelaram as distinções, por exemplo entre os sacerdócios do celebrante e dos fiéis, mas querem que isso seja só ocasional! Como se não bastasse para deixar de ser perene que seja obrigatório substituir o Rito Romano, modelo para toda a Igreja por algo semelhante ao rito anglicano do herege Cranmer!

A «autoridade conciliar» é estranha à reta consciência

Para apurar esta estraneidade, basta verificar que os doutores conciliares com as suas doutrinas ecumenistas, foram além do «pan-cristianismo» condenado pela «Mortalium animos» de Pio XI, vendo «Autoridade divina» nas mais diversas religiões, mas em especial no Judaísmo atual. Isto porque a Antiga Aliança ainda estaria em vigor, para que haja aliança conciliar com o poder judáico.

Se Bergoglio declara ou não explicitamente isso é irrelevante porque de fato põe em prática essa idéia do catecismo conciliar nas suas relações de amizade com os judeus, mas não para converte-los!

Pode subsistir ainda «autoridade rabínica» diante da Autoridade da Igreja de Cristo? Não, pois desde o seu início ela passou a Pedro, o primeiro pontífice católico. Os grandes sacerdotes mandavam prendê-lo, mas o Anjo de Deus vinha liberta-lo das correntes nas barbas do guardas, demonstrando quem recebera a Autoridade.

Infelizmente aqui há alguma confusão até nas fileiras de uma certa «resistência» tradicionalista, em especial de mons. Williamson que põe em dúvida esta Autoridade, reconhecendo-a na «Sinagoga entre a morte de Jesus e a destruição de Jerusalém em 70 d.C.» (!)

Ao cair nessa confusão, mons. Williamson confunde as sinagogas, edifícios onde os Apóstolos pregavam e eram ouvidos, e a Sinagoga, central de ensino e de governo que ordenava que os cristãos fossem perseguidos e eventualmente expulsos e mortos, como fizeram desde Santo Estevão a São Tiago, primo de Jesus e primeiro bispo de Jerusalém.

O Bispo descrevendo a situação presente diz: «Mas a Fé, hoje, em 2011, já está reduzida a tal ponto? Pode-se entender que não. Neste caso, Deus pode permitir a Seus Vigários fazer ainda pior, sem que por isso deixem de serem Seus Vigários. Não diz a Bíblia que Caifás era o Sumo Sacerdote no exato momento em que perpetrava o crime dos crimes contra Deus, ou seja, o assassinato judicial de Cristo (João XI, 50-51)?»

Aqui se parte da presunção do fato que vigários de Deus O traiam sem má fé e má vontade subjetivas, que seria o mesmo caso de Caifás. Isto, embora os verdadeiros argumentos citados indiquem o contrário, isto é, que representariam prova de terem perpetrado crimes insuperáveis em relação a Deus. Ora, contra fatos objetivos não há argumentos subjetivos. Estes últimos são todos aqui presumidos pelo nosso autor que não apresenta prova alguma da boa vontade desses seus «papas conciliares» quanto à Fé. Esta só seria demonstrável se a defendessem na sua continuidade bimilenar.

Consideramos aqui com toda calma, mas pasmados, estes primeiros «argumentos» à luz da lógica, isto é do que foi enunciado: – a boa fé e a boa vontade subjetivas impedem que as assombrosas heresias objetivas dos «papas conciliares» os invalidem como papas!

Na verdade a reta consciência católica deve distinguir o verdadeiro Vigário de Cristo dos falsos cristos e falsos profetas, não só para não passar por idiota, mas por amor ao mandato divino. Sabendo que os «papas conciliares» não são apenas maus pontífices (como foi Caifás!), mas falsos representantes do Verbo divino, totalmente alheios à Autoridade de Deus na terra,  por mais aplausos que recebam da multidão induzida a entregar-se ao exercício de admiração cada vez maior dessas «autoridades eclesiásticas» indutoras de meio século de anestesia piedosa… que leva à mais idiota das apostasias!|

Uma resposta para “PARA NÃO SER IDIOTA… NEM ECUMENISTA, DIANTE DE DEUS!

  1. Heidi Callahan setembro 28, 2013 às 3:05 am

    Falar do tema da pobreza, ainda de acordo com Gustavo Gutiérrez, e da evangelização dos pobres, leva-nos ao papel da igreja. “O tema da igreja dos pobres não foi levantado no Concílio Vaticano II, mas marcou o acontecimento conciliar; a igreja dos pobres como sinal e sacramento no Concílio da unidade dos seres humanos.” Outra questão lembrada por Gustavo Gutiérrez, do ponto de vista latino-americano, foi a Escritura. “O Concílio nos fala da Escritura como a alma da teologia”. Segundo ele, “o Vaticano II fez um trabalho notável, mas não falou tudo”.

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