Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A AUTORIDADE SOBRENATURAL, PRIVADA, DO SUJEITO BAPTIZADO

S.Agostinho

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos São Paulo na sua primeira epístola aos Coríntios:

«Irmãos: Dou incessantemente Graças a Deus no que se refere a vós, pela Graça de Deus que nos foi dada em Jesus Cristo: n’Ele fostes enriquecidos de todas as coisas, quer nas da Palavra, quer nas da ciência. Foi desta forma que entre vós se confirmou o testemunho de Nosso Senhor Jesus Cristo, a ponto de nada vos faltar em qualquer Graça, na expectativa em que estais da manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo. É Ele que vos manterá firmes até ao fim, para vos encontrardes irrepreensíveis nesse dia de Nosso Senhor Jesus Cristo». (I Cor 1, 4-8)

A questão que se coloca é a seguinte: Poderá o sujeito baptizado proclamar pùblicamente, não em sentido Jurídico-canónico, mas com verdadeira e legítima autoridade sobrenatural privada, que a chamada Igreja conciliar, e seus “papas,” constitui uma contrafacção monstruosa?

Evidentemente que sim; fundamentalmente se for varão, a mulher não o pode fazer, salvo em circunstâncias excepcionais. A condição de baptizado consubstancia um PARENTESCO SOBRENATURAL com Nosso Senhor Jesus Cristo, pois que o Carácter baptismal assinala uma participação real na Sua  Causalidade instrumental primária e eficiente, e enquanto é possível a um simples fiel, uma participação no Seu Sacerdócio. Nosso Senhor Jesus Cristo é Sacerdote SUBSTANCIALMENTE, POR VIRTUDE DA PRÓPRIA UNIÃO HIPÓSTATICA, e não por qualquer acidente.

Enquanto membros do Corpo Místico de Jesus Cristo, possuem os baptizados direitos e deveres; possuem os direitos que a sua constituição natural, ontológica, elevada sobrenaturalmente pela Graça, lhes atribui: Essenciamente, o direito à sua Santa Madre Igreja, Católica, Apostólica, Romana, hieràrquicamente constituída como edifício vivo e não morto; o direito à Verdade e ao Bem, natural e Sobrenatural; o direito a viver numa sociedade, civil e eclesiástica, que consagre oficialmente a Soberania dos Corações de Jesus e Maria como único fundamento da Ordem social. Os deveres constituem o tributo ordenado para a garantia desses direitos; o fiel baptizado é chamado a combater, em certos casos de armas na mão, pela sobrevivência da sua Mãe Igreja, bem como da sobrevivência do Estado Católico, braço secular da mesma Igreja; O CARÁCTER SOBRENATURAL DE BAPTIZADO CONFERE AO FIEL AUTORIDADE PARTICULAR PARA PRORROMPER EM BRADOS PÚBLICOS DE PROTESTO QUANDO A SUA MÃE IGREJA ESTIVER A SER VILIPENDIADA, DESONRADA, VIOLADA; EXACTAMENTE COMO NA ORDEM NATURAL, O FILHO TEM O ESTRITO DEVER DE COMBATER ATÉ À MORTE PARA DEFENDER A HONRA DE SUA MÃE.

Todas as sociedades, reais ou possíveis, na Ordem Natural, ou elevadas à Ordem Sobrenatural, são ontològicamente muito mais do que os indivíduos, mas constituem-se a partir dos indivíduos, estes, por sua vez, actualizando todas as virtualidades da compreensão da Espécie Humana. Da História, com todas as suas vicissitudes, se podem assim abstrair determinados princípios de ordem superior constitutivos duma mais fecunda elaboração do conceito de Criação, como manifestação da Glória extrínseca de Deus.

Toda a pessoa humana possui uma objectividade própria como ente realmente existente, realmente criado por Deus; É UMA OBJECTIVIDADE HIERARQUIZADA NA ORDEM DO SER, portanto deve subordinar-se a objectividades de ordem superior, nomeadamente a da sociedade civil e a da sociedade eclesiástica; todavia como membro dessas mesmas sociedades, possui essa pessoa o direito e o dever de, a partir do seu próprio estatuto ontológico, agir positivamente segundo as determinações da Lei Eterna, expressas na Lei Natural e na Lei Divina Sobrenatural; o oposto seria contraditório com as finalidades hierarquizadas da própria Criação, em qualquer natureza criada ou possível.

O princípio da subsidiariedade, permanentemente recordado pelo Magistério da Santa Madre Igreja, ratifica-nos a universalidade, E A NECESSIDADE, da estrita obrigação de cada um operar segundo as suas possiblidades, e facultar o que não pode realizar a entidades de ordem superior.

Os santos constituem o exemplo mais fecundo e mais elevado do agir ilustrado sobrenaturalmente pela plenitude das virtudes teologais e morais, numa síntese que em cada acto logra exprimir toda a riqueza hierárquica que o enquadra, num contexto de direitos e deveres. Efectivamente os santos eram homens e mulheres vivendo em sociedades complexas, embrenhadas em ilimitados feixes de relacionamento humano, e em múltiplas jurisdições religiosas e civis – E MESMO ASSIM, COM O AUXÍLIO DE DEUS, VENCERAM. A virtude sobrenatural da Prudência, virtude intelectual em meio moral, ministra-nos a ciência do agível individual; por ela apuramos, verdadeiramente, qual a nossa real objectividade hierárquica, activa e passiva, numa determinada situação, e faculta-nos uma solução que não fira nem direitos próprios, nem alheios, individuais ou orgânico-funcionais. São João Bosco, imerso num tempo e num espaço em grande parte dominado pela maçonaria, em pleno processo de unificação italiana, liderado pela mesma maçonaria, tratando de perto com os papas Pio IX e Leão XIII, e simultaneamente com o próprio Cavour; e contudo sempre glorificou a Deus com a sua bondade sobrenatural, com a sua firmeza, não de carácter pessoal, mas Doutrinal. É este aliás o segredo dos santos: NADA DE QUESTÕES PESSOAIS, TUDO SÓ PELA GLÓRIA DO SENHOR.

Santa Catarina de Sena e Santa Joana d’Arc, COM A CIRCUNSTÂNCIA PARTICULARMENTE DIFICULTANTE DE SEREM MULHERES, E UMA MULHER NÃO PODE TOMAR ATITUDES PRÓPRIAS DO VARÃO; todavia souberam conduzir-se por entre papas e reis, de modo objectivamente coerente com o seu sexo, sem deixar de intervir, eficaz e qualificadamente, nas mais complexas questões concernentes à salvação da Santa Madre Igreja, bem como da nobre nação francesa.

Ora nós encontramo-nos numa situação absolutamente única na História da Igreja, enfrentamos problemas doutrinais e canónicos tão graves que santo ou papa algum jamais sonhou ser possível enfrentar; porque o problema é este: se afirmamos que a Igreja conciliar é a verdadeira Santa Madre Igreja, então caímos no ateísmo, PORQUE UMA INSTITUIÇÃO QUE SE CONTRADIZ NÃO PODE SER DIVINA. Por outro lado é isso mesmo que a maçonaria pretende: que a Igreja se contradiga, OU PAREÇA CONTRADIZER-SE. Efectivamente, essa constituiu sempre a aposta fundamental da maçonaria, sobretudo direccionada para as pessoas mais cultas, com o objectivo de lhes fazer perder a Fé.

SÓ QUE A IGREJA CONCILIAR NÃO É A VERDADEIRA SANTA MADRE IGREJA, MAS O SEU ARREMEDO MONSTRUOSO!

QUALQUER VARÃO BAPTIZADO POSSUI POIS O ESTRITO DIREITO E O ESTRITO DEVER DE PROCLAMAR ESTA VERDADE, EM DEFESA DA SUA MÃE IGREJA CATÓLICA, APOSTÓLICA, ROMANA. Tanto mais que é uma verdade fundamentada num juízo mais lógico do que filosófico ou teológico.

A falsa Igreja e os falsos papas conciliares constituem o inferno sobre a Terra, constituem o mal supremo, o mistério da iniquidade elevado ao seu extremo mais universal, mais absurdo, mais profundo, e mais odioso – na sua realidade pré-escatológica.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 22 de Setembro de 2013

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