Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Acusará Bergoglio a Santa Inquisição de lepra do Papado?

PODERÁ A SANTA INQUISIÇÃO CONSTITUIR MOTIVO DE PEDIDO DE DESCULPAS?

A espada de Pedro

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Evidentemente que a resposta é não. E esse mesmo pedido de desculpas já é constitutivo dum crime de apostasia.

Cumpre distinguir entre uma questão de Direito e uma questão de facto: A primeira concerne directamente o Direito Público externo eclesiástico e o Magistério da Santa Madre Igreja, que nos ensinam que existe uma só Verdade, uma só Bondade, uma só Santidade, que é Deus Uno e Trino, Eterno, Infinito e Imutável, revelado na Lei Antiga, nos Profetas e no zénite da Sagrada Revelação que é Nosso Senhor Jesus Cristo; que nos ensina que a Santa Igreja, Católica, Apostólica e Romana é a única depositária da Revelação, que deve impor, explicitar, conservar, defender e propagar, socorrendo-se para isso do Estado como braço secular; que ensina que a mesma Santa Igreja, a quem Nosso Senhor Jesus Cristo outorgou a plena titularidade do Poder na Ordem Sobrenatural, pode igualmente tudo na Ordem Natural, sempre em ordem ao Sobrenatural, devendo, por disposição de Nosso Senhor, confiar a César o poder temporal directo, para que o use sempre em plena submissão à Cátedra de São Pedro; que nos ensina ainda que as ofensas a Deus, a heresia em particular, bem como certos pecados mais graves, devem ser punidas, não sòmente com penas espirituais, mas igualmente com penas corporais. Até aqui a questão de Direito.

No plano de facto, é evidente que as SENTENÇAS CONCRETAS, PRONUNCIADAS PELOS DIVERSOS TRIBUNAIS DA INQUISIÇÃO, INCLUINDO A INQUISIÇÃO ROMANA, NÃO GOZAVAM, NEM PODIAM GOZAR, DA PRERROGATIVA DA INFALIBILIDADE. Houve erros, e até crimes, como parece ter sido o caso de Santa Joana d’Arc; mas muito mais numerosos e mais graves têm sido os erros e crimes dos tribunais civis e militares.

No conjunto, a Inquisição Medieval, sob estrito controle episcopal e papal, obedeceu muito mais acentuadamente a rigorosos critérios religiosos do que as Inquisições instituídas a partir do fim do século XV, primeiro em Espanha, depois em Portugal, tuteladas rìgidamente pelo poder civil.

Foram os papas Lúcio III (1181-1185), constituição “Ad abolendam”, Concílio de Verona (1184) e Gregório IX (1227-1241), auxiliado pelo grande teólogo e canonista que foi São Raimundo de Penaforte, que constituíram a Inquisição Medieval, dirigida fundamentalmente contra seitas dualistas, que condenando o matrimónio, colocavam a sociedade em grave perigo, mesmo do ponto de vista da Ordem Natural.

Todavia os pontífices sentiram-se como que compelidos a intervir, visto que o poder civil, agindo por motivos políticos, arrogava-se direitos e funções que lhe não competiam, com a agravante de os hereges ficarem sujeitos a toda a sorte de arbitrariedades e injustiças, cometidas, como já se afirmou, por motivos políticos.

A CRIAÇÃO DA INQUISIÇÃO CORRESPONDEU POIS A UM ACTO DE JUSTIÇA PARA COM OS PRÓPRIOS HEREGES. ALÉM DE QUE SÓ À SANTA MADRE IGREJA COMPETE JULGAR MATÉRIAS DE FÉ E MORAL; AO PODER CIVIL COMPETE PROCEDER À CONDENAÇÃO FORMAL E EXECUÇÃO, NO CASO DE PENA CAPITAL.

Discute-se por vezes se a Santa Madre Igreja possui o poder de DIRECTAMENTE aplicar a pena de morte; a opinião mais comum é afirmativa, no caso de colapso total do poder civil, como é actualmente o caso, pelo menos do ponto de vista formal; todavia, do ponto de vista material, o poder civil encontra-se em plena vigência, SÓ QUE, UNIVERSALMENTE, AO SERVIÇO DO MAL; além de que a Santa Madre Igreja desapareceu totalmente como realidade social e cultural.

Nos Estados Pontifícios, a pena de morte era aplicada directamente pelo poder próprio do Vigário de Cristo, inclusive por motivos religiosos. Pois que o sucessor de Pedro para ser plenamente livre no exercício do seu supremo múnus espiritual, NÃO PODE SER SÚBDITO DE NENHUM ESTADO, TEM ELE PRÓPRIO DE SER CHEFE DE ESTADO.

No ano 694, em plena monarquia visigótica, desencadeou-se uma terrível conspiração dos judeus, que vivendo pacìficamente sob a referida monarquia electiva católica, atraiçoaram-na da forma mais vil, em conluio com os muçulmanos. O XVII concílio visigótico, orgão simultaneamente consultivo e legislativo, composto por bispos e nobres, sob o rei Égica, decretou, justamente, para muitos judeus responsáveis, a sua venda como escravos, depois de expropriados de todos os seus bens; os filhos maiores de sete anos foram-lhes retirados para serem educados como cristãos; note-se que a Santa Madre Igreja detém o poder de, em certos casos, quebrar jurídico-canònicamente o vínculo de filiação, em favor da Fé Católica; tal como pode dissolver o vínculo dum matrimónio legìtimamente celebrado entre não baptizados, em favor da Fé Católica.

A MALDITA CONSPIRAÇÃO JUDAICA ATRAVESSA OS SÉCULOS, E DETERMINA O MOTIVO E A RAIZ PROFUNDA DE TODAS AS INQUISIÇÕES; TAL CONSPIRAÇÃO É CONSTITUTIVA DO NUNCA SUFICIENTEMENTE EXPROBRADO CONCÍLIO DE RONCALLI E MONTINI.

Efectivamente o plano judaico foi desde sempre infiltrar a Santa Madre Igreja com falsas conversões, COM O OBJECTIVO DE A MINAR A PARTIR DE DENTRO, COMO VEIO A ACONTECER COM O GOLPE CONCILIAR. Neste quadro conceptual é perfeitamente compreensível e louvável a dureza das Inquisições Espanhola e Portuguesa, bem como o carácter implacável da própria Inquisição Romana nos tempos da Contra-Reforma.

No Pontificado de Paulo IV (1555-1559) o Cardeal Morone chegou a ser justamente encarcerado por duvidar da legitimidade das penas corporais infligidas em matéria religiosa; olvidava-se ele que A DOUTRINA QUALIFICA A PENA; é a Verdade e a Santidade da Santa Mãe Igreja que qualificam formalmente todas as suas penas, espirituais ou corporais.

Argumenta-se muitas vezes com a repugnância que a Santa Madre Igreja e os Padres, nomeadamente Santo Agostinho, demonstraram, no primeiro milénio, pela efusão de sangue; todavia essa posição fundamentava-se num princípio Teológico e filosófico absolutamente válido: Primeiro que tudo, Metafísica e Teològicamente, apresenta-se a SUBSTÂNCIA DOUTRINAL EM SENTIDO POSITIVO, A SUA INFINITA FECUNDIDADE, A SUA INEFÁVEL BELEZA SOBRENATURAL, A SUA ILIMITADA COERÊNCIA – MAS PORQUE OS HOMENS SÃO TENDENCIALMENTE MAUS, É INEVITÁVEL O CASTIGO TEMPORAL E ETERNO, A PARTE DOUTRINAL NEGATIVA, O FRACASSO ONTOLÓGICO E ESCATOLÓGICO.

Ora no primeiro milénio da existência da Santa Madre Igreja, após os Éditos de Constantino (312) e Teodósio (380), vencidas as heresias Trinitárias e Cristológicas, apesar das conspirações judaicas e muçulmanas, a nossa Mãe Igreja gozou de menos tribulações do que no segundo milénio, onde se registou um crescendo de excídios contra o Corpo Místico de Nosso Senhor. A vigorosa reacção corporizada na Santa Inquisição justificou-se assim plenamente PARA MAIOR GLÓRIA DE DEUS E SALVAÇÃO DAS ALMAS.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 26 de Setembro de 2013

2 Respostas para “Acusará Bergoglio a Santa Inquisição de lepra do Papado?

  1. Sempre Catlico da Tradio outubro 2, 2013 às 1:41 pm

    UAI ALGUMA NOVIDADE PARA NS,ISTO S UMA PONTINHA DO ICE BERGLIO RELAXA,QUE MUITA MIERDA AINDA SER PROPORCIONADA PELA ROMA FALSA VO CANONIZAR DOIS HEREGES O GORDINHO, E O QUE RECEBEU BENO DE SHIVA? UAI AONDE EST A SURPRISE NENHUMA

    SANTA MISSA TRADICIONAL Santa Missa aos Domingos semprecatolico@hotmail.com.br“Mesmo que os Catlicos fiis Tradio se reduzam a um punhado,so eles a verdadeira Igreja de Jesus Cristo”Santo Atansio,Bispo de Alexandria,Doutor da igreja.

    Date: Tue, 1 Oct 2013 21:56:12 +0000 To: semprecatolico@hotmail.com.br

  2. Z. Batiz outubro 3, 2013 às 10:59 am

    Que interessante: a Igreja seria considerada culpada por associar-se a “crimes” antigos da Santa Inquisição, mas a sinagoga não pode ser acusada pela morte de Nosso Senhor, porque isto seria antisemitismo!

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