Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O MILAGRE DO SOL EM FÁTIMA E O PRÓXIMO PAPA CATÓLICO

PIO XII MILAFRE DO SOL

O Milagre do sol de 13 de outubro de 1917 visto por Pio XII nos Jardins do Vaticano em 1950

  • É rigorosamente essencial para a validade da eleição papal que o eleito PROVENHA DO SEIO DA SANTA MADRE IGREJA, da Igreja Católica, Apostólica, Romana, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, como sociedade visível e absolutamente perfeita, para cumprir os desígnios divinos, nunca planos iluministas de «aggiornare» a IGREJA ao mundo moderno.
  • O impulso essencial para essa regeneração da Santa Madre Igreja, com a constituição dum verdadeiro Papa, é de ordem SOBRENATURAL e não o podemos merecer senão por obras sobrenaturais que possuem em Deus Nosso Senhor o seu único fundamento; aos homens compete SEMPRE operarem segundo aquilo que podem realizar.
  • Por isso mesmo somos compelidos, mais do que nunca, a uma maior Santidade, que é o amor Sobrenatural a Deus sobre todas as coisas, e o amor ao próximo por amor de Deus –
  • Tal é a Caridade.

A PROVIDÊNCIA DIVINA E O PRÓXIMO CONCLAVE CATÓLICO

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos a seguinte passagem do Livro do Eclesiástico:

«Amado de Deus e dos homens, a sua memória é abençoada. Deu-lhe uma glória igual à dos santos, tornou-o grande e temível aos seus inimigos, e à voz da sua palavra cessaram os castigos. Glorificou-o na presença dos reis, preceituou-lhe a Lei para o Seu povo, e deixou-lhe ver um vislumbre da Sua Glória. Pela sua Fé e pela sua mansidão escolheu-o e consagrou-o de entre todos os homens. Fez que ele ouvisse a Sua voz, e introduziu-o na nuvem. Deu-lhe, face a face, os Seus Mandamentos, como Lei da vida e modo de a levar.» (Ecle 45, 1-6)

A Providência constitui o plano do mundo criado, eternamente presente na Inteligência Divina. Em Deus existe um único Acto intelectual, infinitamente simples e fecundo, e que é constitutivo da Geração do Verbo. O conhecimento Divino não depende das realidades conhecidas, fundamentando-se substancialmente na própria Essência Divina.

A Sabedoria da Obra Divina manifesta-se sobretudo na HARMONIA ANALÓGICA das partes enquanto ordenadas a um Todo, o qual por sua vez subordina a si, qualificadamente, as partes. Na exacta medida em que as  faculdades humanas, naturais e sobrenaturais, não foram constituídas por Deus de forma a, neste mundo terreno, alcançarem a razão última dessa integração qualificada das partes com o Todo e do Todo com as partes, nessa mesma medida, nos é vedado assimilar perfeitamente a razão de Bem Universal haurida no muito mal que existe no mundo; PARTICULARMENTE ESTAMOS CEGOS PARA A RAZÃO DE BEM IMANENTE EXISTENTE NO INFINITO MAL DA IGREJA CONCILIAR E SEUS FALSOS PAPAS, BEM QUE SÓ PODE CONSISTIR NO JUSTÍSSIMO CASTIGO COLECTIVO EXTRAORDINÁRIO PRÉ-ESCATOLÓGICO INFLIGIDO À HUMANIDADE POR SEUS CRIMES E APOSTASIAS, SOBRETUDO NOS ÚLTIMOS 300 ANOS.

A Mensagem de Fátima constitui a chave deste castigo; Pio XII não conferiu a Fátima  a magnitude que esta possuía – e com isso, indirectamente, agravou o castigo; no entanto, é conhecido, como Pio XII foi favorecido com sinais sobrenaturais extremamente fecundos, tais como a reprodução do milagre do Sol nos jardins do Vaticano.

É natural que os apóstatas conciliares odeiem Fátima; eles pressentem, embora sejam ateus e agnósticos, que a Mensagem de Nossa Senhora os atinge como alvo principal – Fátima não é só anti-comunismo, é duma forma especialíssima anti-liberalismo e anti-modernismo.

Ao bispo José da Cruz Policarpo, fugiu-lhe a boca para a verdade, quando a Irmã Lúcia faleceu em 13\2\2005, e ele não hesitou em afirmar que “agora Fátima já pertence definitivamente ao passado”. Quando os heresiarcas falam de Fátima é sòmente para ornamentar estèticamente o seu discurso social apóstata, e para continuarem a extrair o ouro dos visitantes do Santuário de Fátima, para ulteriormente edificarem templos maçónicos.

Donde sairá o próximo verdadeiro Papa?

Monsenhor Lefebvre colocava esta questão: Se os papas são falsos, se os cardeais são falsos, se os bispos são falsos, donde pode sair o próximo Papa? Como formalizar um conclave válido?

O que é rigorosamente essencial para a validade do processo, é que o próximo verdadeiro Papa PROVENHA DO SEIO DA SANTA MADRE IGREJA, da Igreja Católica, Apostólica, Romana, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, como sociedade visível e absolutamente perfeita.

O primeiro Papa foi São Pedro, escolhido directamente por Nosso Senhor como Seu Vigário; portanto Nosso Senhor ESTABELECEU POR DIREITO DIVINO SOBRENATURAL O ORGÃO SUPREMO DA SANTA MADRE IGREJA QUE É A CÁTEDRA PETRINA, DESIGNANDO TAMBÉM O PRIMEIRO TITULAR DESSA FUNÇÃO; todavia Nosso Senhor não estabeleceu qual o modo histórico e social de designação dos futuros sucessores de São Pedro, deixou essa questão entregue à jurisdição suprema da própria Cátedra de São Pedro.

Nos primeiros dez séculos de História Eclesiástica permaneceu a eleição do sucessor de Pedro entregue aos bispos, clero e povo de Roma – todavia aqui é preciso ter imenso cuidado: NÃO SE TRATAVA DUMA ELEIÇÃO DEMOCRÁTICA E REVOLUCIONÁRIA, NADA DISSO, a fina-flor dos fiéis romanos podia apenas manifestar os seus desejos quanto à personalidade que gostariam de ver ocupar o Trono de Pedro, não detinham qualquer Jurisdição canónica. Competia ao clero, sobretudo aos bispos, proceder à eleição pròpriamente dita.

Foi sempre muito suscitada a questão sobre se entre as prerrogativas funcionais da Cátedra de São Pedro se integraria o poder de designar sucessor? A resposta é em geral afirmativa, mas com fortes restrições de ordem prática; o que é facto é que apenas uma vez, em 530, o Papa Felix IV designou sucessor na pessoa de Bonifácio II, logo provocando o cisma do anti-Papa Dioscoro; todavia Bonifácio II não logrou ver aceite pela Santa Igreja a fórmula de designação de sucessor – E UM TAL PROBLEMA NÃO SE VOLTOU A COLOCAR NA HISTÓRIA DA IGREJA.

Qualquer alteração no processo de designação papal só pode, ORDINÀRIAMENTE, NÃO EXTRAORDINÀRIAMENTE, promanar da própria Cátedra de São Pedro; assim, Leão III investindo, no ano 800, Carlos Magno Imperador do Ocidente, outorgou-lhe, a TÍTULO EXTRÍNSECO E REVOGÁVEL, a faculdade de confirmar a eleição papal realizada pelo processo supra-referido; conferia deste modo ao Imperador a prerrogativa de comunicar EFICÁCIA JURÍDICO-CANÓNICA à eleição vàlidamente realizada. Idêntica concessão foi ministrada pelo Papa Clemente II ao Imperador Henrique III em 1046. Este tipo de concessões inserem-se perfeitamente nas atribuições do Romano Pontífice, sobretudo em tempos de grande crise, como foi o século X, o século de ferro, em que a Cátedra Suprema foi ocupada por homens absolutamente indignos, sendo incertos quais os papas e quais os anti-papas; uma coisa porém é certa: UNS E OUTROS JAMAIS ATENTARAM CONTRA O SAGRADO PATRIMÓNIO DA FÉ EM SI MESMO.

Em 1059, o Papa Nicolau II na Bula “In nomine Domini” atribuiu aos Cardeais a função de eleitores do Papa, acabando com a prerrogativa imperial de ratificação, e proibindo seja quem for de aceitar múnus espirituais de autoridades temporais; os cardeais haviam-se diferenciado ao longo dos séculos como principais conselheiros e auxiliares do Bispo de Roma. Um século mais tarde, Alexandre III constituía a regra da maioria de dois terços para se ser eleito Papa. Em 1274, no segundo Concílio de Lyon, após quase três anos de “sede vacante” o Papa Gregório X estatuiu que os cardeais eleitores seriam encerrados incomunicáveis (CONCLAVE), com progressiva redução da alimentação, até elegerem um novo Papa. Num conclave pode considerar-se a matéria remota que é a eleição em si mesma; a matéria próxima que é a aceitação do eleito, e a forma que é a investidura, directa e imediata, do eleito por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Eis assim como o Papa, chefe supremo da Santa Madre Igreja, supremo, mas não absoluto, pois não pode dispor do Património Sagrado, muito pelo contrário, compete-lhe conservá-lo, explicitá-lo, defendê-lo e propagá-lo, eis assim como o Papa é dado à Igreja por Deus Nosso Senhor, mas é dado através da mesma Igreja, com os recursos naturais e sobrenaturais da mesma Igreja.

Na terrível situação que atravessamos é necessária uma grande união entre as forças chamadas sedevacantistas, em todo o mundo, colocando absolutamente de lado questões humanas, e fundamentalmente crescendo em Santidade – É A FALTA DE SANTIDADE QUE PROVOCA AS DIVISÕES ENTRE SEDEVACANTISTAS, DIVISÕES QUE CONSTITUEM MAIS UM CASTIGO DE DEUS.

O impulso essencial para a regeneração da Santa Madre Igreja, bem como da constituição dum verdadeiro Papa, é SOBERANAMENTE SOBRENATURAL, não o podemos merecer senão por obras estritamente sobrenaturais, mas estas, evidentemente, possuem em Deus Nosso Senhor o seu único fundamento; aos homens compete SEMPRE operarem segundo aquilo que podem realizar.

A Providência actua suavemente, hieràrquicamente, orgânicamente – todavia o chamamento em si mesmo é sempre Sobrenatural, constituindo a ordem Natural a sua expressão analògicamente extrínseca. Por isso mesmo somos compelidos, mais do que nunca, a uma maior Santidade, que é o amor Sobrenatural a Deus sobre todas as coisas, e o amor ao próximo por amor de Deus – tal é a Caridade, Caridade que unifica e sublima sobrenaturalmente a inteligência e a vontade, assimilando todas as realidades ao princípio e fim de todas elas: DEUS UNO E TRINO.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 10 de Outubro de 2013

Uma resposta para “O MILAGRE DO SOL EM FÁTIMA E O PRÓXIMO PAPA CATÓLICO

  1. Roberto F. Santana outubro 13, 2013 às 5:13 pm

    “Na terrível situação que atravessamos é necessária uma grande união entre as forças chamadas sedevacantistas, em todo o mundo, colocando absolutamente de lado questões humanas, e fundamentalmente crescendo em Santidade.”

    Hoje são feitas diversas leituras dos Machabeus no Officio divino.’ Antiocho, cognominado Epiphanes, tendo invadido a Judéa e tudo devastado, diz S. João Chrysostomo, forçou muitos Judeus a renunciarem às praticas santas de seus paes. Os Machabeos permaneceram constantes e firmes nas provações. Percorrendo o paiz, reuniam todos os membros ainda sãos e fieis; fazendo voltar ao seu primeiro estado muitos extraviados ou corrompidos. Lembravam-lhes a immensa indulgencia e misericordia de Deus, que jamais recusa a salvãçao ao arrependido. Estas exhortações conseguiram levantar um exercito, dos homens mais valorosos, combatendo, não por suas mulheres, seus filhos, ou servos, não a fim de poupar ao paiz a ruina e captiveiro, mas pela lei de seus paes e pelos direitos da nação. Deus era o seu chefe e, ao combaterem, expondo a propria vida, o inimigo era derrotado: confiavam mais na sua causa do que nas armas, e consideravam-na suficiente para vencer, mesmo sem armas. Marchando ao combate, não enchiam os ares de vociferações e canticos como certos povos; entre eles não havia flautista, como nos outros acampamentos. Imploravam, porém, de Deus o socorro do céo, para assistil-os e sustentai-os no combate, pois guerreavam e pelejavam unicamente por sua causa e para a sua glória’.

    Comentário no 21º Domingo depois de Pentecostes.

    Missal quotidiano e vesperal – Bruges, 1940.

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