Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O CÉU E O INFERNO NA ORAÇÃO ENSINADA POR MARIA SS. EM FÁTIMA

Céu e Inferno

Depois da visão do Inferno, visto pelos três Pastorinhos,

e depois das palavras do inteiro Segredo, e da visão de sua terceira parte, Nossa Senhora disse:

– Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco sim, podeis dizê-lo*.

Quando rezardes o terço, dizei depois de cada mistério:

  • Ó meu Jesus, perdoai-nos e
  • livrai-nos do fogo do inferno,
  • levai as alminhas todas para o Céu,
  • principalmente aquelas que mais precisarem.

Esta breve oração foi conhecida em diferentes formas referidas pelos Pastorinhos:

As «alminhas» seriam as almas do Purgatório, palavra também pronunciada por Nossa Senhora para responder às perguntas das crianças.

Eu enviei uma pergunta à Irmã Lúcia através sua sobrinha Dª Maria Rosa, que podia visitá-la no Carmelo de Coimbra:

– Esta oração é só para os mortos ou também para os vivos?

A resposta foi que era para vivos e mortos.

Ora, para as almas do Purgatório se ajusta o verbo «levai».

Mas não tanto assim para os vivos, cuja salvação não é independente da própria vontade.

Como é ensinado: Deus que nos criou sem o nosso querer, não nos salva sem a nossa vontade! Certo, porém, é que Deus através da Sua Igreja nos atrai elevando nossos pensamentos para o Céu.

Assim sendo e examinando bem a Oração acima, causa de tanta celeuma e até incredulidade de alguns teólogos, pareceu-me que podia ter havido uma imperfeição ao repeti-la devido ao limitado vocabulário infantil, para o qual o verbo «levar» é comum, enquanto o «elevar» é mais complicado. Os separa apenas a letra «e»: e levai… elevai, verbo que daria melhor sentido à oração. Infelizmente nesta altura já não tive mais ocasião de transmitir a pergunta à Irmã Lúcia.

Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno.

Elevai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.

Não deixo de rezar deste modo, pedindo a Deus que eleve o pensamento de muitos ao Seu Pensamento de Graça e salvação, para salvar-nos como nos criou, com uma vontade e intelecção livres que, resgatadas pelo Sacrifício redentor de Jesus, continuam porém livres, e dai necessitadas de ajuda para elevarem-se segundo a a Sua Vontade.

* O Francisco via mas não ouvia ad palavras de Nossa Senhora. Por isto sabemos que há Suas palavras na terceira parte do «Segredo» e estas são conhecias porque são as últimas da Mensagem: “Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé; por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.”

  •               O CÉU
  •                             E O INFERNO

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

 Escutemos o seguinte trecho do Livro da Sabedoria:

«Então o justo estará de pé, com grande segurança, em face daqueles que o oprimiram e lhe desprezaram as fadigas. A tal vista (os ímpios) serão agitados por terrível pavor, assombrados por tão inesperada salvação. Dirão a si mesmos, arrependidos (1), e gemendo de angústia: Eis aquele que outrora tínhamos por objecto de escárnio, e motejo de vitupério. Nós, insensatos, estimávamos a sua vida uma loucura e desonrado o seu fim. Como foi ele então contado entre os filhos de Deus, e entre os santos está o seu lugar? Logo nós nos transviámos do caminho da Verdade, e a luz da justiça (2) não brilhou para nós, e o Sol não nasceu para nós. Cansámo-nos por sendas da iniquidade e da perdição, atravessámos desertos impraticáveis, mas o Caminho do Senhor – esse não o conhecemos. Que proveito trouxe nosso orgulho, e a riqueza com a jactância, que bem nos granjeou? Todas estas coisas passaram como sombras, como notícia fugaz.» (Sab 5, 1-9)

NOTAS-

1- O arrependimento referido aqui no texto Sagrado é puramente servil: Detesta-se o castigo, mas conserva-se todo o apego ao pecado. Inversamente, a verdadeira atrição detesta o pecado, formalmente, objectivamente, como causa de castigo, e segundo o Concílio de Trento deverá constituir, já, um princípio de amor sobrenatural a Deus.

2- A luz da Justiça não brilhou, quer dizer, não brilhou no sentido de sanção positiva, de recompensa ontològicamente intrínseca à própria Caridade Sobrenatural dos eleitos, a justiça manifestou-se, sim, como castigo.

O Céu e o Inferno constituem dois conceitos e duas realidades correlativas.

Os conceitos correlativos representam duas faces da mesma moeda; exigem-se e definem-se mùtuamente com necessidade metafísica; por exemplo: se dum lado temos uma forma convexa, necessàriamente do outro possuímos uma forma côncava; o binómio “público-privado” constitui também uma realidade encarnada na natureza mais profunda deste nosso mundo terreno, o conceito “público” não pode subsistir senão em função do conceito “privado” e vice-versa; anàlogamente para o binómio “sagrado-profano”- não há profano sem sagrado, nem sagrado sem profano. Teològicamente, quando consideramos a beatitude eterna na comunhão sobrenatural de Deus Nosso Senhor com todos os eleitos, glorificados em corpo e alma, verificamos que nesse Reino de infinita luz não existirão os referidos binómios ontológicos – “público-privado” e “sagrado-profano”; e assim sucederá em virtude duma transfiguração, duma superação absolutamente essencial das condições ontológicas da vida terrena.

Referiamo-nos à correlatividade gnoseológica, ontológica e Teológica do Céu e do Inferno. Mesmo os ímpios, de todas as épocas e latitudes, acusam na sua psicologia e no seu comportamento essa correlatividade, embora subvertendo-a – O QUE DEMONSTRA QUE AS CATEGORIAS FILOSÓFICAS E TEOLÓGICAS DO CATOLICISMO SÃO NECESSÀRIAMENTE ABSOLUTAS E UNIVERSAIS, IMPONDO-SE MESMO ÀQUELES QUE AS NEGAM. E A RAZÃO PROFUNDA, METAFÍSICA, DE TUDO ISSO RESIDE NA LEI ETERNA: PRINCÍPIO DE ORDEM INCRIADO E NECESSÁRIO DE TODA A NATUREZA CRIADA OU POSSÍVEL.

O Bem e o Mal não constituem dois princípios absolutos; o único princípio absoluto é o SER, com os seus atributos transcendentais de Unidade, Verdade e Bondade. O Mal define-se sempre em função do Bem, do qual constitui a privação positiva e qualificada. A Criação oferece-nos à contemplação uma multidão hierarquizada e orgânicamente articulada de entes, uns mais perfeitos, outros menos perfeitos; possuir menos perfeição ontológica não constitui um mal, é sòmente um bem menor; o mal é diferente: resulta da operatividade do ente racional, que no seu agir, prescinde qualificadamente da Razão Divina.

Tudo o que é contingente, metafìsicamente, não pode ser impecável; Metafìsicamente impecável – SÓ DEUS. Os anjos, na Ordem Natural, só podem ser considerados impecáveis ONTOLÒGICAMENTE, NÃO METAFÌSICAMENTE.

Ao pautar a sua vida e a sua conduta pela razão Divina o ente racional adquire a sua dignidade operativa, quer no plano natural, quer no plano sobrenatural – NUNCA OLVIDAR QUE A NOSSA CONDIÇÃO DE ENTES ELEVADOS GRATUITAMENTE À ORDEM SOBRENATURAL, É TAMBÉM ESTRITAMENTE OBRIGATÓRIA.

A dignidade operativa sobrenatural é constitutiva duma transfiguração ontológica, pela participação acidental, mas real, na Natureza Divina, na vida íntima da Santíssima Trindade; o Céu mais não é do que a SANÇÃO, A RATIFICAÇÃO ESCATOLÓGICA E ETERNA, dessa Caridade Sobrenatural que resplandecia na alma, enquanto viador; A ÚNICA RECOMPENSA PARA QUE OS QUE AMAM A DEUS – É O PRÓPRIO DEUS; não se trata pois duma recompensa extrínseca, terrena, interesseira, egoísta, como pensam os ímpios.

O Inferno também constitui uma sanção, embora negativa, às más disposições daqueles que prescindiram, no seu agir, da Razão Divina; a pena do dano, a privação eterna de Deus, ratifica escatològicamente a recusa da Caridade Divina; a pena do sentido, o fogo eterno, pune justamente o apego desordenado à criatura. É a própria dignidade ontológica do ente racional que exige o castigo eterno – pois que a Glória extrínseca de Deus tem sempre de ser proclamada, duma forma ou de outra.

Como realidades correlativas que são, o Céu e o Inferno, ou existem juntos, ou desaparecem juntos, necessàriamente, metafìsicamente. Quando o liberalismo enquadra, relativizando, os conteúdos dogmáticos, morais, ou filosóficos, sabe premeditadamente que os vai destruir, proclamando materialmente, subliminalmente, o Bem – SÓ PARA FAZER PASSAR O MAL. O dogma do Inferno ao cair, leva necessàriamente consigo o Céu, caindo ambos, desaparece a noção de Deus Pessoal – E ENTÃO ACABOU-SE TUDO; SÓ RESTA O NIILISMO, A DROGA E A EUTANÁSIA. Foi esta a estratégia conciliar para a demolição da Santa Madre Igreja, como realidade social e cultural.

As “depressões” contemporâneas constituem, na grande maioria dos casos, um sintoma de Inferno antecipado nas almas. Assim como o Céu, com a sua infinita Luz Sobrenatural, começa já neste mundo como semente, assim também o Inferno, pela ausência da Graça Santificante.

O vazio das almas, agravado substancialmente pela subversão total do Magistério, e pelo secar das fontes da Graça, produz no mundo uma sinergia niilista, como nunca aconteceu na História Universal. Mas para o anti-Cristo Bergoglio o mal do mundo “é o desemprego dos jovens e a solidão dos velhos”. Que se proclame isto em brados altissonantes: QUANDO BERGOGLIO FALA DE NOSSO SENHOR E NOSSA SENHORA PROCEDE EXACTAMENTE COMO LUÍS DE CAMÕES QUANDO FALAVA DAS FIGURAS MITOLÓGICAS DA ANTIGUIDADE CLÁSSICA – É PRECISAMENTE COM O MESMO ESPÍRITO, É PARA ORNAMENTAR.

PARA BERGOGLIO AS REFERÊNCIAS CULTURAIS CRISTÃS SÓ EXISTEM POÈTICAMENTE, COMO NUM CONTO DE FADAS.(como é doloroso ter de reconhecer isto, que amarga sensação de orfandade)

Satanás logrou concretizar a troça suprema, entronizando-a no LUGAR SANTO. E o seu agente Fellay já se prontificou a macaqueá-la também no seio da Fraternidade.

O Magistério da Santa Madre Igreja sempre se inclinou fortemente (não como dogma de Fé) para a posição teológica que considera que os condenados serão em número muito superior aos eleitos. Na realidade, Nosso Senhor Jesus Cristo, em todo o Seu Divino Ensinamento, produz abundantes asserções que conduzem inteiramente a essa tese.

Que isso afervore a nossa Fé, a nossa Esperança, a nossa Caridade.

Não olvidemos que quem determina limites ao seu crescimento nos Bens da Graça, IMEDIATAMENTE DESCE; QUEM NÃO SE ESFORÇA CONTINUAMENTE POR AMAR SOBRENATURALMENTE, SEMPRE E CADA VEZ MAIS, A NOSSO SENHOR – RECUA, E COLOCA EM GRAVE PERIGO A SUA SALVAÇÃO.

NO CÉU SÓ HÁ SANTOS, UNS MAIS, OUTROS MENOS, MAS SÓ HÁ SANTOS.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 16 de Outubro de 2013

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