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O FALSO CONCEITO MODERNISTA DA REVELAÇÃO

Ciechi che guidano

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

DECRETO LAMENTABILI SANE, DE 3 DE JULHO DE 1907

PROPOSIÇÕES CONDENADAS:

LVIII – A verdade não é menos imutável do que o homem, pois que evolui com ele, nele, e por ele.
LIX – Cristo não ensinou um corpo fixo de doutrina, aplicável a todos os tempos e a todos os homens; em vez disso inaugurou certo movimento religioso, que se adapta, ou deve ser adaptado, aos diversos tempos e lugares.
XX – A revelação não podia consistir em outra coisa, senão em o homem ter adquirido consciência das suas relações com Deus.
XXI – A revelação em que consiste o objecto da fé Católica, não se completou com os Apóstolos.

O modernismo constitui-se essencialmente numa perda de ser, mediante uma desintelectualização qualificada do próprio acto «existentivo» do ente racional; não se exerce na inteligência natural, isto é, não depende de sermos mais ou menos inteligentes, pois Deus Nosso Senhor não nos há-de julgar por isso; O MODERNISMO CONFIGURA UMA SUBJECTIVAÇÃO DESINTELECTUALIZANTE ESSENCIALMENTE AMORAL. (1)
Por muito longe que os muçulmanos estejam da verdade, e estão, os modernistas ainda estão mais, mas porquê?
Porque os muçulmanos, não me refiro à massa mimético-nominal, mas aos intelectuais, os muçulmanos conservam uma certa noção fortemente autoritária de verdade objectiva, ainda que pervertida pela adoração dum falso deus, que na realidade é o demónio. Mas os modernistas perverteram a própria noção de verdade objectiva, dissolvendo-a num liberalismo relativista, sentimentalista e completamente estéril. Refiro-me aqui, òbviamente, aos muçulmanos não modernistas.
O registo modernista, mesmo nas grandes sínteses cosmológicas que congemina, permanece imanentista; e se excepcionalmente formula um juízo filosòficamente objectivo – apenas encontra o mais negro e terrível vazio.
Até mesmo o intelectual marxista-leninista está menos longe da verdade do que o modernista, pelas razões já expendidas; diz Nosso Senhor Jesus Cristo no Livro do Apocalipse, na carta à Igreja de Laodiceia:”Não és frio nem quente. Melhor seria que fosses frio ou quente. Como porém és morno – vou vomitar-te da Minha boca” (Ap 3,15-17).
O conceito modernista de Revelação teria assim de perder todo o carácter objectivo, para se esfumar numa fantasia evolucionista e irreal: A progressiva consciência adquirida pelos homens das suas relações com Deus. Muito pelo contrário, a Revelação define-se como: A intervenção essencial, positiva e moralmente obrigatória, de Deus na História humana, ilustrando-a sobrenaturalmente com o Lume da Sua Verdade Providencial.
Na exacta medida da elevação do género humano à Ordem Sobrenatural, chamado a participar de forma acidental, mas real, da vida íntima da Santíssima Trindade, da Luz infinita do Deus Santo, era necessário que o próprio Criador comunicasse aos homens aquelas verdades que eles, imersos na Ordem Natural, jamais poderiam fìsicamente alcançar; bem como comunicar sobrenaturalmente aquelas verdades, que embora fossem fìsicamente alcançáveis pela razão humana na Ordem Natural, se volveriam desta forma, enquanto reveladas, moralmente, muito mais acessíveis.
Os modernistas, tal como os seus mestre protestantes, tendem a considerar as Sagradas Escrituras a única fonte da Revelação, quando afinal é a própria Tradição Sagrada que constitui a forma da Revelação, constituindo as Sagradas Escrituras a matéria da mesma Revelação. Todavia, ambas, a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição, possuem Deus Nosso Senhor como causa principal, e os homens como causa instrumental.
A Forma é sempre, por definição, mais inteligível, mais transparente, mais abstracta, do que a matéria. É a forma que qualifica a matéria. Por isso é que apenas pela Sagrada Tradição é que consignamos quais os livros que compõem o Canon das Sagradas Escrituras, bem como apreendemos a noção de Inspiração; só pela Sagrada Tradição é que nós conhecemos a razão Teológica última da hermenêutica Bíblica (Tradição declarativa). Todavia a função da Sagrada Tradição não consiste apenas em iluminar a Escritura; possui igualmente uma atribuição completiva – por exemplo, na Teologia dos Sacramentos.
Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto Deus, é a causa eficiente principal de toda a Revelação; enquanto Homem, Nosso Senhor é a causa instrumental primária eficiente da mesma Revelação.
Para os modernistas Deus não constitui uma realidade perfeitamente objectiva, transcendente, Pessoal; considerando que o meio de conhecimento do modernista é subjectivo, só pode conceber Deus de forma aberrante, incerta, indefinida, sentimentalista; tendencialmente irá, progressivamente, identificar Deus com a evolução cultural do género humano, em constante aperfeiçoamento, num permanente ultrapassar-se a si mesmo, quer individual, quer colectivamente – TAL REALIDADE JÁ NÃO SERÁ DEUS, MAS APENAS “deus”; CAEM NO ATEÍSMO.
Para os modernistas Nosso Senhor Jesus Cristo não foi mais do que um “primeiro crente,” isto é, alguém possuidor dum sentido privilegiado desse ultrapassar-se, desse transcender-se culturalmente a si mesmo, quer individual, quer colectivamente. Daí o conceito malfadado de “revelação” como consciência progressiva dessa evolução cultural.
Por isso os modernistas querem ficar com as Escrituras, recusando a Tradição; porque esta constitui a forma qualificada que ilustra as Escrituras, instituindo a Fé Católica como uma infrangível realidade substancial e sobrenatural.
Destruída a Sagrada Tradição, torna-se mais fácil fazer incidir e incorporar nas Sagradas Escrituras uma LUZ ANTI-CATÓLICA, desvirtuando-as essencialmente.
O maldito concílio de Roncalli e Montini, mediante o documento “Dei Verbum”, pretendeu (e conseguiu) inocular na Cristandade essa visão modernista da Revelação, que originando-se num “primeiro crente” possuía como objectivo REVELAR O HOMEM AO HOMEM, POIS SÓ MEDIANTE TAL REVELAÇÃO O HOMEM SE TORNA “deus”, E “deus” SE TORNA HOMEM; tal constitui o ponto ómega do coveiro da Fé Católica, Teilhard de Chardin, pois para ele a VERDADEIRA DIVINIZAÇÃO COINCIDIRIA COM A INTEGRAL ENCARNAÇÃO.
O documento “Dei Verbum” (nº8) também insinua que a Revelação se não teria encerrado com a morte do último Apóstolo, o que é consequente com a definição supra-referida; com esse fito, o referido documento confunde, deliberada e premeditadamente, a Tradição Apostólica como fonte de Revelação com o Magistério da Igreja nascente, e conferindo a este último um carácter evolutivo, como já referimos.
Evidentemente que a mentalidade modernista não pode suportar a Revelação entendida como um corpo de Verdades Sobrenaturais, objectiva e obrigatòriamente propostas por um Magistério infalível.
Por isso é que Karol Wojtyla, na “Redemptor Hominis”(1979), verdadeiro panfleto sartreano, convidava clero e fiéis a caminhar com os protestantes e outros anti-católicos NA BUSCA COMUM DA VERDADE. Para a maldita Igreja conciliar a Verdade não constitui uma realidade objectiva, à qual devemos submeter a nossa inteligência e a nossa vontade, sob pena de eterna condenação, não, para estes apóstatas, a verdade edifica-se social, cultural e evolutivamente, num incessante progresso da humanidade – A ÚNICA VERDADE É O HOMEM.
E depois vêm estes deicidas “com muita devoção a Nossa Senhora”- ESTES HOMENS FAZEM TROÇA, CONTÌNUAMENTE, DOS POUCOS CRENTES QUE AINDA EXISTEM, ESTES HOMENS GOZAM DESALMADAMENTE COM AS POBRES ALMAS AINDA PIEDOSAS.
Enquanto isso vão transformando as casas, conventos e seminários, que roubaram aos verdadeiros católicos, em alfobres de pederastia, que sustentam com o ouro recolhido em Fátima.
Nunca na História Universal existiu instituição tão hedionda, tão mentirosa, tão fraudulenta, tão deicida, como esta maldita Igreja conciliar.

Nota: Todavia, a privação dos dons sobrenaturais consubstancia-se, EXTRÌNSECAMENTE, num determinado debilitamento da inteligência natural, bem como da vontade. Os delitos comuns, torpes, envolvem sempre elevada dose de estupidez moral.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa 23 de Outubro de 2013

Uma resposta para “O FALSO CONCEITO MODERNISTA DA REVELAÇÃO

  1. Horace X. Willis novembro 12, 2013 às 3:02 am

    É admissível, segundo a doutrina católica, que uma alma de alguém que habita o céu possa se manifestar de forma visível com alguma pessoa, mas isso só aconteceria em casos onde o vidente estaria em êxtase profundo, ou seja, na verdade é a pessoa aqui que teve uma visão elevada do céu, mais do que a alma ter “descido” para a terra.

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