Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A «DICEFALIA PAPAL» RACHA O QUE RESTA DO CEPO CONCILIAR

bicefalia conciliar

À sucessão «semper infidelium» segue o perplexo: «quo usque tandem… »? 

No meio do caminho de nossa resistência católica, nos encontramos numa emaranhada selva escura da qual sair sem um bom guia parece impossível.

Teria Nosso Senhor nos deixado desamparados e sem sinais sobre as tramas tecidas contra a Sua Igreja na hora terrível em que o mundo parece tomar posse Dela para inocular-lhe os seus venenos? Não havia prometido que não a abandonaria e que as portas do inferno não prevaleceriam sobre Ela?

Isto é uma certeza de Fé, mas hoje até a interpretação destas palavras tornou-se equívoca para uma classe clerical, hoje bergogliona, cuja decenal confusão mental passou a ser tanto incerta quanto invertida, por falta do recurso à sua Cabeça divina. Que direção seguir?

Devido à importante dimensão assumida pela FSSPX de Mgr Lefebvre, vai ser com respeito a esta direção que veremos sua grave falta.

À enganosa bicefalia vamos nos referir, em parte ajudados pela abundante literatura a respeito, por exemplo aos relatos da Radio Cristiandad; EL PLAN DE ADOCTRINAMIENTO DÍA A DÍA, de Sábado 17 setembro 2011, e agora:  JORGE DORÉ: La Iglesia católica: ¿un monstruo bicéfalo?  que mostram a lavagem de cérebro até dos fiéis com declarações selecionadas entre as incertezas do Arcebispo. Isto, como se não existissem declarações públicas dele junto a D. Mayer, mais importantes e esclarecedoras da enganosa manobra conciliar dos anticristos-antipapas que ocuparam o Vaticano!

A bicefalia de duas mentes diversas: a incerta e a invertida

Devemos começar a descrição pelas mentes invertidas, hoje mais numerosas e escandalosas para a Fé, de alto abaixo contra a Tradição. Nesta vão incluídos os que manipulam o testemunho dos dois Bispos para eliminar nele todo sentido de repulsa doutrinal ao Vaticano 2º.

Não vamos repeti-lo na sua abundância, que consta de discursos, livros e declarações públicas. Basta dizer que foram censurados pela nova FSSPX, que chegou a levar aos tribunais civis Padres, editores e amigos do Arcebispo, para sustar a publicação de seu testemunho considerado nocivo aos «arreglos» com a «Roma conciliar».

Trata-se de uma desonesta inversão da rota seguida pelo Fundador sobre o que é a razão mesma da existência dessa Fraternidade e de outras iniciativas de resistêmcia à demolição conciliar.

 

Mais além da inversão da rota seguida pelos valentes Prelados  envoltos na maior tramóia religiosa de todos os tempos, temos o exemplo da fatal inversão mental de neo-convertidos à Igreja conciliar, como o infeliz P. Rifan, que hoje assume o contrário do que explicava no passado: (http://coetusacerdotalis.blogspot.com/2011/08/nota-sobre-concelebracao-da-santa-missa.html

Mas não só nestes vemos o deplorável processo de inversão mental e espiritual que, basta seguir a simples lógica, para reconhecê-los. Pela teologia católica, a Igreja, devido à indefectibilidade e infalibilidade de Seu único Chefe, promulga e universalmente aplica ritos católicos para a salvação das almas. Se é feito o oposto com um rito acatólico, porque afastado de modo impressionante de sua teologia, quem o segue finge ser fiel à Tradição. E a verificação objetiva disso se faz na conformidade do seu rito com o culto na unidade de intenção fiel à Igreja de Jesus Cristo, jamais segundo intenções reformadoras a favor de cultos protestantizantes ou simplesmente do culto humano.

Foram Cardeais, Bispos e Teólogos de alto nível que consideraram que a Nova Missa é em si objetivamente heterodoxa, não católica e, portanto, ilegítima, expondo-o com razões objetivas ao alcance de todos porque definidas pelo Magistério («Breve Exame Crítico» dos Cardeais Ottaviani e Bacci sobre a «Nova Missa de Paulo 6º», que “se afasta de modo impressionante da Teologia católica do Concílio de Trento”).

Desejo explícito do Papa garante da continuidade na Santa Missa

Observou-se num artigo anterior a falta de intenção católica no «N. O. Missae» de Paulo 6º, com o exemplo da Missa defendida pelo P. Paulo Ricardo, que a considera válida e não protestantizante. A questão central foi a do impressionante» afastamento (ruptura) com a teologia católica de Trento na sua intenção: assim o Novus Ordo Missae (NOM) representa essa ruptura com a intenção formulada na Sessão XXII do Concílio Tridentino de… erguer “uma barreira intransponível contra toda heresia que fere a integridade do Mistério”, em seus três princípios: – distinção entre o Sacerdócio do celebrante e dos simples fiéis; –natureza de Sacrifício; – Presença Real de Jesus Cristo (Tudo o que os Protestantes negam), o NOM, já na supressão do Ofertório, tortuosamente quer induzir outra intenção contrária à da Igreja.

A dessacralização maciça da Liturgia abala a fé com: a desnaturação do Ofertório; a modificação das palavras da consagração com vistas a fazer dela um “relato da instituição”, a supressão do inciso mysterium fidei, a aceitação de todas as traduções que transformaram o pro multis em “por todos”; a definição herética da Missa que presidiu à promulgação do NOM em 1969.

João Paulo 2º declarou que a reforma litúrgica era necessária devido à uma mudança de doutrina. É isso que ele significa na Carta apostólica Sacrosanctum de 4 de dezembro de 1988: “Vinculada à renovação bíblica, ao movimento ecumênico, ao impulso missionário, à evolução eclesiológica. A reforma litúrgica devia contribuir para essa renovação [reforma] global da Igreja”. Assim, à nova doutrina sobre a Igreja, à nova concepção da natureza humana, corresponde «outra liturgia».

Eis porque enhuma boa intenção do padre celebrante no novo rito – o NOM de Paulo 6º – pode anular a sua intrínseca intenção, que é de fato reformista e protestantizante e portanto anti-católica como os seus autores! Voltamos a assinalar para ulterior análise dessa ruptura e daí da invalidade católica do NOM, o texto traduzido e publicado oportunamente por Felipe Coelho em http://aciesordinata.wordpress.com/2013/09/18/textos-essenciais-em-traducao-inedita-ccxviii/

A bicefalia comporta a incerteza militante: quem seguir?

Tantos textos descrevem quais são essencialmente as razões que nortearam Mgr Marcel Lefebvre na formação da sua Fraternidade Sacerdotal, à qual aderiram tantos católicos, resistentes às pérfidas inversões conciliares. Em seguida, porém, diante da enorme pressão de um Vaticano conciliar aliado ao mundo moderno e aos seus desvairados enganos, a lógica clerical passou a servir em duas frentes: identificar erros, mas justificar a autoridade dos errantes!

E hoje se paga caro essa ambigüidade, usando e abusando de frases de Mgr Lefebvre. Por exemplo quando disse:

“Há duas «Romas» que combatem entre si. É absolutamente certo que há uma profunda divisão entre elas. Devemos rezar muito, porque o Papa está envolvido no centro de uma tormenta e já não comanda. É uma situação muito grave.  Algumas congregações ordenam uma coisa, outras o contrário”.

Se a palavra «acefalia», isto é, sem cabeça, assume hoje na Igreja católica um sentido emblemático, visto que esta tem por verdadeira e única Cabeça perene Nosso Senhor Jesus Cristo, que nunca lhe pode faltar, e se vemos no presente confirmados os temores, não só de duas Romas, mas da concilar com dois «papas», haveria que definir a verdadeira e recusar a falsa, que é dupla em todos os sentidos, até devido a essa dicefalia de fato. Hoje, já muitos teólogos importantes falam dessa «igreja em ruptura»; dessa «outra igreja» com uma nova cabeça surgida para substituir a decapitada (veja a previsão de Nosso Senhor em Fátima sobre o Papa como o Rei de França).

A verdadeira Roma é reconhecível pelo dogma de Fé definido pelo Concílio Ecumênico Vaticano Iº e único:

“Esta Sé de São Pedro permanece imune de todo erro, segundo a promessa de Nosso Divino Salvador feita ao Príncipe de Seus Apóstolos: “Eu roguei por ti, para que tua Fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma teus irmãos (Lc 22, 32)”. Esse mesmo Concílio Ecumênico Vaticano I define que este carisma da verdade e da fé que nunca falta, foi conferido a Pedro e a seus sucessores nesta cátedra…”.

Ora, como toda acepção lógica implica a sua forma reversa, uma «Sé» que não permanece isenta de todo erro, mas ensina este aos fiéis, abusa desta identidade; demonstrando com isto não ser “a Sé de São Pedro imune de todo erro”, objeto da promessa de Nosso Divino Salvador feita ao Príncipe dos Apóstolos. Este é o fato do qual devemos tirar as lógicas conseqüências teológicas, porque a referência é a Fé imutável e não aparências efêmeras; é a Palavra divina transmitida sem interrupção apostólica, não as novidades impostas com aspecto apostólico para aprazer o mundo anticristão.

Esta duplicidade manifestou-se depois do Vaticano 2º na Liturgia. Engendrou-se um novo «rito romano» para substituir o perene, que foi tortuosamente «proibido» numa ambigua ação autoritária.

Ora, o verdadeiro Papa se pronuncia numa questão de Fé porque esta corresponde à verdade revelada e não o oposto, isto é, uma questão, ou um rito passa a ser verdadeiro porque assim o declara um «papa». É portanto claro que faltando ao novo rito de Paulo 6 o carisma da verdade e da fé católica, este não se torna rito válido da Igreja e seu promotor não deve ser tido como vigário de Quem confere o poder para confirmar a infalível Fé católica na perpétua «lex orandi».

Ora, por um lapso de tempo, durante uma vacância na Sede de Pedro, pode-se falar de Igreja provisoriamente acéfala, privada de uma «cabeça terrena», do Vigário de Cristo, o Papa, sucessor de Pedro também chamado «Cefas». Mas a verdadeira Igreja permanece sem mancha nem descontinuidade na ordem sobrenatural, que mantêm intacta a «profissão de Fé» de Pedro, «não revelada pelo sangue ou pela carne, mas por Meu Pai que está nos céus; sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela» (Mt 16, 17-18).

Daí que esta outra Igreja que prega o erro é «a-Cefas»: acéfala. Isto embora no estupidário traicionalista se fale de um papa para duas igrejas e de «uma só Igreja e duas doutrinas» (Si si no no, 30.o6.2011); agora de uma igreja com dois papas!

O princípio da Igreja, a pedra, a chave, a autoridade e tudo Nela, deriva de uma única Fé sobrenatural, que deve reger a ordem natural humana, porque é ela que a determina e transcende. Que católico fiel pode imaginar uma igreja, ou um papa, ou um povo, que se dizem fiéis dispensando essa Fé a favor de outra «multicultural», «mais universal» e «ecumenista» como quer o «aparato conciliar do V2, que não converte ninguém, senão aos ditames do mundo moderno?

A dicefalia da classe clerical «incerta» sobre duas Romas.

Se um consagrado quer realmente seguir a direção espiritual dos que resistem à nova Roma modernista e ecumenista, deve conhecer e defender a Doutrina e a Lei da Igreja e perseverar na sua Liturgia de sempre, sem compromissos. A resistência de Mgr Lefebvre surgiu para defendê-la na sua sacralidade de Santo Sacrifício de amor de Nosso Senhor. Ora o sacerdote celebrante representa Cristo mesmo, Caminho, Verdade e Vida, que no momento santo da Consagração pronuncia palavras que saldam essa unidade de Seu Corpo Místico.

A VERDADEIRA DEFESA DA IGREJA E A RESISTÊNCIA AOS ERROS CONTRA ELA É FEITA NA ORDEM SAGRADA; é FEITA NA PRESENÇA REAL DE NOSSO SENHOR, NA CONSAGRAÇÃO DA SANTA MISSA.

Por isto os sacerdotes ligados à essa questão central de Fé, tiveram uma resposta do Bispo que a defendeu com todas as suas forças:

“Quand je célèbre la messe, dit Mgr Lefebvre, je dit UNA CUM VERO SUCCESORE PETRI”.

O Arcebispo evitava assim o infiel «uma cum» anticristos! Pronunciar uma mentira no momento mais sagrado da celebração de Seu santo Sacrifício é abominável.

Se também houve de sua parte uma “concessão” a certo insultuoso “indulto”, que obrigava bispos, padres e leigos católicos resistentes aos falsos Cristos e falsos profetas, a reconhecer autoridade católica em tais perversores, nem por isto a Missa deles foi admitida.

Como alguém pode crer que sem repelir os «incertos ensinamentos» de falsos mestres se pode resolver a deturpação da Fé na Doutrina e na Liturgia?
Convidamos pois os católicos a meditar sobre a série de públicas declarações dos bispos Lefebvre e Castro Mayer que, contra toda conveniência pessoal, prestaram testemunho sobre a realidade da Igreja sem a «cabeça católica». Só faltou pôr a intenção na Santa Missa da liberdade e exaltação da Santa Madre Igreja:

«Supplici, Domine, humilitate deposcimus: ut sacrosanctae Romanae Ecclesiae concedat Pontificem illum tua immensa pietas; qui et pio in nos studio semper tibi placitus, et tuo populo pro salubri regimine sit assidue ad gloriam tui nominis reverendus. Per Dominum nostrum».

Que de agora em diante esta súplica a Nosso Senhor com a intenção da unidade e bem de Sua Igreja e dos homens, para cuja redenção sofreu e morreu, possa ser repetida nas Santas Missas católicas até que a Santa Madre fique livre do pútrido duplo regime conciliar-ecumenista, controlado por eméritos e aplaudidos anticristos.

A VERDADEIRA RESISTÊNCIA SÓ PODE COMEÇAR NA PUREZA E INTEGRIDADE DA ORDEM SAGRADA, ALHEIA AOS CONCILIARES.

 

Uma resposta para “A «DICEFALIA PAPAL» RACHA O QUE RESTA DO CEPO CONCILIAR

  1. Kent J. Robertson novembro 18, 2013 às 11:55 am

    É católica toda a Igreja particular (isto é, a diocese e a eparquia), formada pela comunidade de fiéis cristãos que estão em comunhão de fé e de sacramentos seja com o seu Bispo, ordenado na sucessão apostólica, seja com a Igreja de Roma, que «preside à caridade» (S. Inácio de Antioquia).

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