Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

EDUCAÇÃO CATÓLICA E EDUCAÇÃO ATEIA

EducaçãoAntonio Gramsci, o intelectual comunista idealizador da «nova cultura» para minar a educação católica da Civilização Cristã, escreveu: “o socialismo é justamente a religião que abaterá o cristianismo”… Para este «profeta comunista»: “O catolicismo democrático faz o que o socialismo não poderia fazer: amalgama, ordena, vivifica e suicida-se”. Foi o que fez o modernismo com a democracia cristã e depois o Vaticano 2º (“Segredo de Fátima ou Perfídia em Roma“, p. 30)

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

 Procedamos á leitura das seguintes passagens da encíclica “Divini Illius Magistri”, promulgada pelo Papa Pio XI, em 31 de Dezembro de 1929: «E sendo necessário que as novas gerações sejam instruídas nas artes e disciplinas com as quais aproveita e prospera a convivência civil, e sendo para esta obra, a família, por si só, insuficiente, daí vem a instituição da escola, primeiramente, note-se bem, por iniciativa da Igreja e da família, e só mais tarde por obra do Estado. Por esta razão, a escola considerada até nas suas origens históricas, é por sua natureza instituição subsidiária e complementar da família e da Igreja, e portanto, por lógica necessidade moral, deve não sòmente não contraditar, mas harmonizar-se positivamente com os outros dois ambientes, na mais perfeita unidade moral possível, a ponto de poder constituir, juntamente com a família e com a Igreja, um único santuário sacro para a educação cristã, sob pena de falir no seu escopo, e de converter-se, em caso contrário, em obra de destruição. (…) Daqui resulta precisamente que a escola chamada neutra ou laica, donde é excluída a Religião é contrária aos principios fundamentais da educação. De resto, uma tal escola é praticamente impossível, porque de facto torna-se irreligiosa. Não ocorre repetir aqui quanto acerca deste assunto disseram os nossos predecessores, nomeadamente Pio IX e Leão XIII, em cujos tempos começou particularmente a dominar o laicismo na escola pública. Nós renovamos e confirmamos as suas declarações (1) e juntamente as prescrições dos sagrados cânones pelos quais é proibida aos jovens católicos a frequência de escolas acatólicas, neutras ou mistas, isto é, aquelas que são abertas indiferentemente para católicos e não católicos, sem distinção, e só pode tolerar-se tal frequência ùnicamente em determinadas circunstâncias de lugar e tempo, e sob especiais cautelas de que é juiz o Ordinário. (2)E não se pode admitir para os católicos a escola mista (pior se é única e obrigatória para todos), na qual ministrando-se-lhes em separado a instrução religiosa, eles recebem o resto do ensino em comum com os alunos não católicos, de professores acatólicos. Pois que uma escola não se torna conforme aos direitos da Igreja e da família cristã, e digna de frequência dos alunos católicos pelo simples facto de que nela se ministra a instrução religiosa, e muitas vezes com bastante parcimónia. Para este efeito é indispensável que todo o ensino e toda a organização da escola: mestres, programas, livros, EM TODAS AS DISCIPLINAS, sejam regidos pelo espírito cristão, sob a direcção e vigilância maternal da Igreja Católica, de modo que a religião constitua verdadeiramente fundamento e coroa de toda a instrução em todos os graus, não só elementar, mas também médio e superior. É mister, para nos servirmos das palavras de Leão XIII, que não só em determinadas horas se ensine aos jovens a religião, mas que toda a restante formação respire a fragrância da piedade cristã. Porque se isto falta, se este hálito sagrado não penetra e rescalda os ânimos dos mestres e dos discípulos, muito pouca utilidade se poderá tirar de qualquer doutrina; pelo contrário, daí advirão danos, e não pequenos.» (3) NOTAS: 1- Pio IX, carta “Quum non sine”, 14 de Julho de 1864 – Sílabo, proposição 48// Leão XIII, alloc.”Summi Pontificatus”, 20 de Agosto de 1880; encíclica “Quod multum” 22 de Agosto de 1886; Carta “Officio Sanctissimo”, 22 de Dezembro de 1887; encíclica “Caritatis”, 10 de Março de 1894,etc // Veja-se Código de Direito Canónico (1917) com as anotações das fontes, c.1374. 2 – Código de Direito Canónico (1917), c.1374. 3 – Encíclica “Militantis Ecclesiae”, 1 de Agosto de 1897. Devemos proceder à distinção, mas não à separação, entre instrução e educação: Pela instrução ministramos às crianças, aos adolescentes, e aos adultos, determinados conhecimentos, de carácter positivo, concernentes às ciências físicas, biológicas e humanas, conhecimentos esses que se apresentam como necessários à utilidade social e à sanidade, à comodidade, e elevação cultural da vida humana considerada no seu aspecto puramente terreno; pela educação facultamos a essas mesmas pessoas PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E PRINCÍPIOS RELIGIOSOS SOBRENATURAIS QUE NECESSÀRIAMENTE DEVERÃO ILUSTRAR E ENQUADRAR OS CONTEÚDOS DA INSTRUÇÃO PARA OS TORNAR FORMALMENTE EFICAZES. Na realidade, se os princípios da educação não existirem, ou se apresentarem como objectivamente falsos, haverá um progresso puramente material e uma derrocada moral – e nada mais. É exactamente isso que nos demonstra a História da Humanidade; cada geração recebe da anterior um conjunto de conhecimentos científicos e técnicos, aos quais adicionará a sua própria contribuição; em determinadas épocas ocorre uma sinergia qualificada de conhecimentos, a qual proporciona uma rápida aceleração da existência humana, exemplo: Em 1903, o homem voou pela primeira vez sem recurso a aeróstatos – e em 1969 já pisava a Lua; no princípio do século XX, concretizou-se o início das comunicações sem fios – actualmente já uma grande parte dos seres humanos está interligada por telefone, onde quer que se encontrem, e em qualquer parte do mundo. No passado, foram precisos muitos séculos até se inventar a imprensa, e ainda mais alguns até se inventar a telegrafia com fios. Todavia não encontramos, na História da Humanidade, qualquer tipo de progresso no plano moral e religioso, bem pelo contrário: nos tempos pretéritos, por muito mau que fosse o mundo, e era, possuíamos sempre a nossa Santa Madre Igreja que nos acolhia e nutria sobrenaturalmente a alma – hoje já não temos a nossa Mãe. É o que acontece quando a instrução não é enquadrada pela VERDADEIRA EDUCAÇÃO. Num mundo sem pecado original e sem pecados actuais o progresso moral e religioso duma geração seria recolhido com integridade pela geração seguinte; porque mesmo num mundo sem pecado sempre seria necessário o aprofundamento cada vez maior da virtude Sobrenatural. É a cegueira do pecado que impede o género humano de se enriquecer històricamente no plano moral e religioso exactamente como se desenvolve no plano científico e técnico. A Santa Madre Igreja possui como atributo essencial do seu poder espiritual directo a consecução da educação no seu sentido mais eminente; por outro lado, todas as matérias atinentes à instrução integram-se na esfera de competência e do poder da Santa Igreja sobre as coisas temporais, ordinàriamente confiado a César, e para ser exercido sob a maternal vigilância da mesma Santa Madre Igreja. Na concordata de 27 de Agosto de 1953 entre o Estado Espanhol e a Santa Sé, estipulava-se que os professores das disciplinas profanas eram obrigados a apresentá-las como perfeitamente integradas no Dogma e na Moral Católica. Exactamente o contrário ocorria no Estado Novo Português, ateu, em que o ensino era rigorosamente neutro com aparências cristãs, hipócritas. Como afirma a encíclica supra-referida, o ensino religioso, católico, sòmente o será, se for verdadeiramente íntegro e totalizante, quer nas matérias pròpriamente religiosas, quer nas matérias profanas; isto ocorre na exacta medida em que nós tudo devemos referir, formalmente, sobrenaturalmente, a Deus Nosso Senhor; as realidades profanas devem sê-lo apenas materialmente, porque o enquadramento formal deve possuir, necessàriamente, um fundamento e uma finalidade Sobrenatural. Tal como afirma a encíclica supra-referida, a escola promana moral e primàriamente da Santa Madre Igreja e da família; cumpre assinalar que o Direito familiar essencial brota DIRECTAMENTE do poder espiritual Sobrenatural da Santa Igreja; O DIREITO MATRIMONIAL SÓ PODE SER O DIREITO CANÓNICO; ao Estado só é cometida a função de assegurar os efeitos civis do matrimónio, e sempre em plena submissão ao Magistério da mesma Santa Mãe Igreja; assim estava estatuído na já referida Concordata de 1953. Ao derivar fundamentalmente da Igreja e da família deverá a instituição escolar constituir-se essencialmente com carácter NÃO APENAS PESSOAL MAS TAMBÉM, NA MEDIDA DO POSSÍVEL, FAMILIAR. São absolutamente de proscrever as grandes unidades INDUSTRIAIS ESCOLARES que todos conhecemos; nessas unidades transparece nitìdamente o propósito de reduzir a escola à sua função puramente instrutiva técnica, subalternizando já não apenas o seu objectivo religioso e moral, mas até mesmo um plano cultural de ordem superior. É falso que o acesso à instrução constitua indiscriminadamente um direito humano fundamental. Acesso à educação, sem dúvida que sim, todavia esta é uma função estritamente espiritual e moral, e como tal cabe única e exclusivamente à Santa Mãe Igreja. Nada existe, nem de longe, tão importante, como saber de onde viemos, e para onde vamos; saber que fomos criados por Deus, elevados à Ordem Sobrenatural, redimidos pelo Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, e chamados a participar eternamente da vida íntima da Santíssima Trindade. A religião e moral não pode constituir mais uma disciplina ao lado das outras, e até muito abaixo das outras, como acontecia no regime ímpio do Estado Novo Português; não, as realidades Sobrenaturais constituem o que de mais INFINITAMENTE importante existe para o homem sobre a Terra. São Tomás de Aquino considera, filosòficamente, que a função do professor é essencialmente a de causa eficiente instrumental da ciência do aluno, permanecendo a própria inteligência e vontade do mesmo aluno, enquanto criadas, conservadas, e sustentadas na sua actividade, por Deus, na Ordem Natural, como causa eficiente principal. No que concerne especìficamente à Ordem Sobrenatural, o labor do professor constitui ainda a causa eficiente instrumental da ciência natural do aluno, exemplo: a indicação dos motivos de credibilidade; todavia a actividade do aluno, ENQUANTO ACTIVIDADE MORAL, constitui CONDIÇÃO EXTRÍNSECA PROVIDENCIAL da acção Sobrenatural da Graça de Deus; isto porque nenhuma actividade natural, por meritória que seja, pode merecer, ou mesmo preparar, para o acolhimento da Graça de Deus; por isso se diz que é condição EXTRÍNSECA PROVIDENCIAL; na realidade o chamamento, metafísica e transcendentalmente só pode ser Sobrenatural. Já para Santo Agostinho o papel do professor é sobretudo o de constituir A OCASIÃO PRIVILEGIADA, quer para a actividade das faculdades do aluno, que cumpririam uma função instrumental, quer para a acção iluminante, inteligível, de Deus, como causa eficiente principal, na Ordem Natural; quer para a acção da Graça, na Ordem Sobrenatural. Neste, como noutros temas, a posição de São Tomás é absolutamente preferível. Quanto à acção “educativa” da nunca suficientemente amaldiçoada Igreja conciliar – É A PIOR DE TODAS, PIOR QUE A DOS COMUNISTAS, pois que estes negam a Deus, enquanto comunistas, ao passo que os conciliares negam a Deus, APARENTANDO POSSUIR A AUTORIDADE DO PRÓPRIO DEUS, lançando as pobres almas às feras dum niilismo toxicodependente, pederasta, totalmente aniquilante, nos planos pessoal, religioso, intelectual, familiar e social. LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO Lisboa, 23 de Novembro de 2013

Uma resposta para “EDUCAÇÃO CATÓLICA E EDUCAÇÃO ATEIA

  1. 藍光影片 novembro 26, 2013 às 8:43 am

    Hi,I saw your new stuff named “EDUCAÇÃO CATÓLICA E EDUCAÇÃO ATEIA | Pro Roma Mariana” regularly. Your story-telling style is awesome, keep up the good work! And you can see my website about 藍光影片.

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