Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

CONSCIÊNCIA RECTA E CONSCIÊNCIA ERRÓNEA

306_Bergoglio01A grande “vantagem” das obscenidades de Bergoglio é terminar de vez com a possibilidade de consciências invencìvelmente erróneas no que concerne à grande tragédia da maldita Igreja conciliar. Na exacta medida em que Bergoglio coloca de parte certas aparências, explanando rudemente, CARNALMENTE, o seu ateísmo e as suas teses marcusianas, JÁ NÃO EXISTE MAIS LUGAR PARA A BOA FÉ; A PARTIR DE AGORA TODA A CEGUEIRA SERÁ TOTALMENTE IMPUTÁVEL – A TODOS.

  • Que farão seus amigos, o Rev. Nicholas Gruner e equipe, que aceitam qualquer «papa» para continuarem a campanha de fundos para pedirem a consagração da Rússia? Será que finalmente entenderão que para que se cumpra a demanda divina para o estraordinário milagre de conversão prometido em Fátima é preciso uma Roma católica totalmente fiel à Verdade ?

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das NevesCabral

Escutemos o Papa Pio XI, num trecho da sua encíclica “Mit Brennender Sorge,”promulgada em 14 de Março de 1937, contra o Nazismo.

«É uma nefasta característica dos nossos tempos pretender dissociar, não só a Doutrina Moral, mas também os fundamentos do Direito e da sua aplicação, da verdadeira Fé em Deus, bem como da Divina Revelação. Referimo-nos de modo especial ao que se chama Direito Natural, inscrito pela Mão de Deus no coração humano e de fácil leitura pela razão, quando não a cega o pecado ou as paixões. É segundo as normas deste Direito Natural que o Direito Positivo, por obra do legislador, seja ele qual for, pode ser apreciado no seu conteúdo moral, e por isso no valor ou anterioridade de obrigar a consciência. Leis humanas em contradição com o Direito Natural têm marcado o ferrete do vício original, que pressão alguma, emprego exterior de força, ou de qualquer instrumento, podem apagar. É à luz deste princípio que se deve julgar o axioma: “O Direito é o que é útil à Nação”. Podemos certamente conferir a esta proposição um sentido correcto, interpretando-a assim: Tudo o que é moralmente proibido não pode servir ao bem público. Até o paganismo antigo reconhecia já, que o axioma, para ser plenamente exacto, havia de ser transformado e formular-se assim:” Uma coisa não pode ser útil se ao mesmo tempo não é moralmente boa. E não é moralmente boa por ser útil, mas é útil porque é moralmente boa”. Liberto desta regra moral, o princípio significaria na vida internacional o estado de guerra perpétua entre as diferentes Nações. Na vida nacional, desprezaria, pela confusão que faz entre Direito e utilidade, esta realidade fundamental: Que o homem, como pessoa, possui direitos recebidos de Deus, e que têm de permanecer íntegros quando tentarem negá-los, aboli-los ou desprezá-los. Diminuir esta verdade é esquecer que o verdadeiro bem comum é determinado e reconhecido, em última análise, pela natureza do homem, que equilibra harmoniosamente direitos pessoais e obrigações sociais, e pelo fim da sociedade, assinalado também pela natureza humana. A sociedade é por vontade do Criador o meio de desenvolver plenamente as qualidades individuais, e de colher as vantagens sociais que cada qual, dando e recebendo, valoriza para seu bem e bem dos outros. Até aqueles valores mais universais e mais elevados que sòmente podem ser realizados pela sociedade, não pelo indivíduo, possuem, por vontade do Criador, como fim último o homem, assim como o seu desenvolvimento e perfeição natural e sobrenatural. Abandonar esta Ordem Doutrinária é abalar as colunas sobre as quais assenta a sociedade, perturbar a sua tranquilidade, e comprometer-lhe a segurança e a existência.»

Deus Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, quis reproduzir no Universo saído da Sua Sabedoria, bem como da Sua Bondade, um conjunto harmónico de perfeições, imagem finita das infinitas belezas Divinas. Assim criou os três reinos da natureza – o mineral, o vegetal e o animal – nos quais se processa um enriquecimento progressivo e hierárquico da forma substancial; no reino mineral a forma substancial é pràticamente petrificada, absorvida, esgotada, pela matéria, o que aniquila qualquer tipo de relacionamento com o exterior; as formas substanciais materiais possuem contudo o dinamismo virtual necessário à constituição hierarquizada de mistos inorgânicos cada vez mais complexos; a passagem ao reino vegetal implica um salto qualitativo que só Deus pode produzir; aqui a forma substancial é formalmente vegetativa e virtualmente substancial e inorgânica, possuindo já as funções nutritivas, aumentativas e reprodutivas, o que demonstra uma maior plasticidade ontológica, e portanto uma maior perfeição, da forma substancial vegetativa; a passagem à forma sensitiva implica novo salto qualitativo que só Deus pode realizar; esta forma é formalmente sensitiva e virtualmente vegetativa, inorgânica e substancial, aqui a plasticidade, a fluidez, a imaterialidade (mas não a espiritualidade), a autonomia, a perfeição da forma já permite a locomoção orientada pelo conhecimento sensível do meio exterior e estruturada pelo instinto; o conhecimento consiste precisamente na potencialidade duma forma assimilar qualificadamente, intencionalmente, objectivamente, formas alheias, sem deixar de ser ela mesma.

Mas Deus Nosso Senhor criou também os Anjos e os Homens; só estes podem verdadeiramente, formalmente, proclamar a Glória extrínseca de Deus; Os Anjos constituem formas puras, sem matéria, cada Anjo constitui portanto uma só espécie, sendo o conjunto dos Anjos um género; na inteligência angélica o mundo é representado por espécies (aqui não ontológicas, mas inteligíveis) em número inversamente proporcional à perfeição de cada Anjo.
O Homem foi criado como síntese perfeita entre o mundo espiritual e o mundo material; Por isso o corpo do Homem foi criado expressamente da matéria inorgânica ( o pó da terra, Gn 2,7) para constituir o corpo humano, o qual não promanou pois, por evolução, de qualquer animal inferior; a alma do Homem é formalmente espiritual e virtualmente sensitiva, vegetativa, inorgânica e substancial; não é criada por Deus separadamente para ser infundida num corpo, não, a alma é criada já incorporada na forma sensível produzida pelos pais, essa forma sensível perde-se, enquanto tal, no momento ontológico em que é assumida pela alma espiritual criada; por isso é que as diferenças individuais de cada ser humano, incluindo o sexo, provêm da matéria, não da forma.
Hodiernamente, muitos ridicularizam (a começar pela maldita Igreja conciliar) estes conceitos como medievais, ultrapassados e anti-científicos; todavia a ciência considera a realidade dum ponto de vista FENOMÉNICO-SENSÍVEL-POSITIVO, ao passo que os princípios que estamos considerando, são filosóficos, e estudam a realidade dum ponto de vista ONTOLÓGICO; a ontologia estuda os entes ENQUANTO EXERCEM O ACTO DE SER.
Sendo que os Anjos, pela sua constituição ontológica, não necessitam de abstrair o inteligível do sensível, nem carecem de qualquer mediação discursiva no acto de conhecimento; o Homem, pelo contrário, só pode aceder ao inteligível através do sensível, e utiliza ordinàriamente o raciocínio como meio do mesmo conhecimento.
As consequências do pecado original e os pecados actuais constituem no género humano a fonte primeira, quer do erro intelectual, quer do pecado moral. Efectivamente, os primeiros princípios, quer do conhecimento, quer do agível moral, inerentes à natureza humana, enquanto é ser, e enquanto é espiritual, encontram-se obnubilados no seu exercício prático ao incorporarem-se nas vicissitudes da fenomenalidade sensível própria da condição humana. Adão e Eva, antes do pecado, não podiam errar, embora ignorassem aquilo que se situava fora da definição Divina do seu estado. Os Anjos, na ordem natural, ontològicamente, não metafìsicamente, também não podem pecar. A criatura nunca pode ser metafìsicamente impecável, porque a sua forma, criada, é necessàriamente distinta da forma do Ser Incriado.
Todavia o Homem, justificado pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, é chamado à posse da Verdade e do Bem objectivos, quer na Ordem Natural, quer na Ordem Sobrenatural; para isso o Homem deverá, com o auxílio da Graça Medicinal para as obras mais difíceis da Ordem Natural, e com o auxílio da Graça Sobrenatural para se elevar até à participação da Natureza Divina, da Inteligência Divina, da Caridade Divina, deverá exercer o seu acto transcendental de ser como que saindo de si mesmo, da sua própria subjectividade, da sua perspectiva pessoal, humana, terrena, para alcançar o Mistério de Deus Uno e Trino, Fonte Infinita de todo o Bem, assim como de toda a Lei Moral – CONSTITUIRÁ ASSIM UMA CONSCIÊNCIA RECTA. NO CÉU SÓ EXISTEM SANTOS, UNS MAIS, OUTROS MENOS, MAS SÓ HÁ SANTOS; E OS SANTOS CONSTITUEM O MODELO DA CONSCIÊNCIA RECTA.
Se uma consciência recta, defrontando vicissitudes existenciais extremas, conservando plenamente a vontade de agradar a Deus, sob a pressão angustiante da realidade, produz um juízo moral objectivamente falso, pode, em certos casos, não lhe ser imputada por Deus Nosso Senhor, total ou parcialmente, uma tal falha; o juízo moral e o acto que lhe corresponde são em si formalmente imputáveis a essa consciência, o que não é imputável é o desvio entre a solução moral encontrada e a verdade objectiva – TAL CONSTITUI A CONSCIÊNCIA INVENCÌVELMENTE ERRÓNEA.
Pode citar-se como exemplo o caso do Marechal Rommel, a quem foi permitido escolher entre o julgamento por Tribunal do povo, com sentença de morte garantida, incluindo o sacrifício da família, e o suicídio, ficando neste caso a família a salvo; o Marechal escolheu o suicídio directo e positivo, o qual constitui sempre uma violação extremamente grave da Lei de Deus; pode contudo cogitar-se, que num ou noutro caso deste tipo, ocorra, parcial ou totalmente, a referida consciência invencìvelmente errónea.
Mas já o mesmo não acontece com a chamada consciência certa, mas objectivamente errada. Aqui a consciência, no exercício do seu acto transcendental de ser, elabora um sistema contrário à Verdade Divina, conservando um mínimo de objectividade e de seriedade interior – UMA CONSCIÊNCIA ASSIM ESTÁ CONDENADA (se não fizer penitência, claro), POIS QUE PARA A SALVAÇÃO ETERNA, NÃO BASTA UMA CONSCIÊNCIA CERTA, MAS É NECESSÁRIO FORMAR E SEGUIR UMA CONSCIÊNCIA RECTA, ISTO É: UMA CONSCIÊNCIA QUE ADERE À VERDADE E AO BEM OBJECTIVO.
Mesmo assim, a consciência certa permanece a regra imediata do agir, e peca quem não o fizer.
A grande “vantagem” das obscenidades de Bergoglio é terminar de vez com a possibilidade de consciências invencìvelmente erróneas no que concerne à grande tragédia da maldita Igreja conciliar. Na exacta medida em que Bergoglio coloca de parte certas aparências, explanando rudemente, CARNALMENTE, o seu ateísmo e as suas teses marcusianas, JÁ NÃO EXISTE MAIS LUGAR PARA A BOA FÉ; A PARTIR DE AGORA TODA A CEGUEIRA SERÁ TOTALMENTE IMPUTÁVEL – A TODOS.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 28 de Novembro de 2013

2 Respostas para “CONSCIÊNCIA RECTA E CONSCIÊNCIA ERRÓNEA

  1. Juliano Padilha dezembro 3, 2013 às 12:17 pm

    Bom dia!!Venho até você pedir ajuda através da divulgação no seu blog!! Domingo (01/12/2013) eu participei do Seminário Nacional de Biopolítica aqui em Curitiba que contou com as participações do Pe. Paulo Ricardo, Prof. Felipe Nery e Pe. José Eduardo, e foi pedido pra que nos mobilizemos em favor do PL 6033/2013 de autoria do Dep. Eduardo Cunha (RJ). Quero lembrar ainda que dentre os assuntos destacados no Seminário foi a chamada lei Cavalo de Tróia (12845/2013) que legalizou o aborto no Brasil, mas que pode ser revertida uma vez que o Deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) entrou com um pedido de revogação (PL 6033/2013) da dita lei para melhor apreciação do Congresso, entretanto, para que a revogação seja votada precisamos de assinaturas, por isso, peço que todos nós possamos nos mobilizar em favor dessa causa, coloco os links para assinatura e maior conhecimento de caso. Assinem e passem para todos os colegas!!VAMOS FAZER CAMPANHA NO BLOG E DIVULGAR ISSO!!!

    Deus o Abençoe

    http://www.citizengo.org/pt-pt/535-deputado-dr-rosinha-nao-cumplice-da-legalizacao-do-aborto-no-brasil
    Juliano A.R.P

  2. Z. Batiz dezembro 3, 2013 às 6:23 pm

    A desonestidade intelectual é o motivo principal da danação. Obrigado por esclarecer isto de novo.

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