Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

«MAD GLOBALIST PRIDE» NO DEBATE OLAVO X DUGIN ?

omofollia

 

Arai Daniele

 Notável no passado debate entre Olavo de Carvalho e Alexander Dugin foi terem começado a tratar de um tema de aguda atualidade que logo depois caiu na global indiferença, que é a característica de nossa presente decadência.

Em verdade isto ocorreu também porque os aguerridos debatedores, não só ficaram longe de levantar as questões vitais em que pudessem convergir, mas porque não parece terem convencido de algo importante seus muitos leitores.

O que é crucial para a situação política mundial ficou na sombra.

Trata-se de saber qual o lugar que sobrou para a Cristandade nesse turbilhão de palavras. Vamos então procurar voltar à questão deste nosso canto de desterro e isolamento.

Para o Olavo há uma divisão tripartida de poderes no mundo atual que pode ser descrita em três grandes blocos; o globalista, guiado por um consórcio apátrida; o bloco russo-chinês e o bloco islâmico.

Para Dugin o liberalismo globalista ocidental é o inimigo a abater e o poder para tal tarefa hoje está concentrado no «eurasismo». Para isto, seus mentores, deveriam começar por operar um sincretismo ideológico «global» (no qual pensa incluir ingenuamente até o Brasil e a América Latina), contra o maléfico globalismo ocidental.

O debate foi uma exibição de visões de erudito ecletismo, com citação de idéias filosóficas de muitos autores, mas, tratando-se de dois estudiosos que se reconhecem cristãos, a pergunta é: onde ficou o Cristianismo nesse «choque de civilizações» (versão Huntington)?

Ora, intuímos que para nenhum dos dois debatedores esta questão seja indiferente. Pelo contrário. Podemos pensar que é a questão central em torno da qual orbitam sem assumir o risco de aterrissar. Olavo não deixa de apontar para o «desastre completo do Vaticano II», nem hesita em mencionar a Promessa de Fátima: da conversão da Rússia. Dugin, então, ufana-se da sua religião ortodoxa que retorna ao palco mundial depois da devastação do ateísmo comunista. Mas, e agora, quais as conseqüências disso tudo?

Aqui procuramos lembrar o tema vital, que está sempre em primeiro plano: o destino final do homem e o problema da sua «liberdade de consciência».

A esta luz a divisão dos poderes é na realidade outra, bem mais simples embora ainda mais bárbara para nós cristãos: entre o globalismo anticristão e o mundo islâmico.

Nela o mundo dos cristãos, com Roma eclipsada, já se encontra abatido, como se vê.

Só de passagem, antes de aprofundar a questão: é o que está explícito na visão do Terceiro Segredo de Fátima publicado em 2000.

Eis então que estamos na hora já vivida por Nosso Senhor Jesus Cristo, que se repete para a Sua Igreja: “Esta é a vossa hora e o poder das trevas” (Lc 22,53).

Assim, sem seguir o melhor dos autores eruditos e ecléticos, estamos diante da crua realidade, porque o que determina o curso da vida na sociedade humana é antes de tudo o determinado pelos desígnios de seu Criador. E caro a Deus é o fim para o qual criou o ser humano, com a liberdade de consciência de sua alma espiritual e imortal para conhecer e cultuar o Bem, a Verdade e o Belo no Culto do Criador.

Que ninguém se iluda, portanto: o choque final de todas as civilizações acontecerá segundo esta luz, que nesta hora está sinistramente ausente neste mundo de terrificante indiferença na perversidade.

E nossos dois autores sabem bem do que se trata, embora não se tivessem concentrado sobre isto, como se não fosse o tema central para o qual suas idéias deviam convergir.

Senão vejamos: Trata-se da campanha globalizada para destruir a ordem natural da família – como foi criada –da união de um homem com uma mulher.

A razão é conhecida: a revolução do orgulho humano que opera o rapto prometeico do direito ao prazer e à autonomia das escolhas pessoais, acima de toda ordem natural.

Qual é a ordem natural em questão senão a finalidade do sexo, apetite humano para a reprodução da espécie e, portanto, ligado à vida social? Basta pensar que de todos os apetites do homem, o único que não é só pessoal, como seja a boa mesa, é o sexo.

Isto foi esquecido e mesmo alterado pela nova igreja conciliar que degradou a finalidade primeira da procriação no casamento ao mesmo nível do companheirismo dos esposos.

Com isto foi aberta a brecha para o companheirismo homo-sexual que ganhou cotação religiosa no globalismo galopante inimigo jurado do Direito natural e divino.

E aqui está o resultado do grande «consórcio», como chama Olavo de Carvalho esse poder apátrida capitalista que junto com o Dugin detesta, mas não vê como enfrentar.

Contra ele este pensador russo quer mover a guerra mundial do «eurasismo», sem mesmo bem definir uma coisa e outra.

Sim, há rasgos de reações políticas parciais nesta direção, porque se é verdade a sua influência em decisões de Putin na vida da Rússia, este já se manifestou com medidas práticas contra desvarios do poder anti-homofóbico, que no livro em italiano do «Centro Studi Jeanne D’Arc» tem o nome de «omofollia», ou seja de «Omo» loucura!

Neste sentido vamos copiar aqui a longa lista de seus poderosos patrocinadores.

A lobby homossexual internacional, cujas centrais estão em Nova York, Washington DC, São Francisco e Bruxelas (…) recebe financiamento tanto das grandes empresas privadas americanas, tanto por parte dos governos e das instituições internacionais, na forma de doações a organizações não-governamentais e fundos para a luta contra a AIDS (…). Um dos grupos mais influentes de apoio nas batalhas para os chamados direitos reprodutivos LGBT nos Estados Unidos como na América Latina e na Europa, é o de “Católicos pelo Direito de Decidir” (‘Catholics for a Free Choice’) Cffc (CFFC). Esta organização, juntamente com a Internacional Lesbian and Gay Association’ (LLGA), está constantemente trabalhando em Bruxelas para pressionar os legisladores europeus a fim de que tomem medidas contra os Estados que não reconhecem uniões do mesmo sexo, ou seja, contra os Estados chamados de “homofóbicos” pela resolução aprovada em 22 de janeiro deste ano pelo Parlamento Europeu (…)

“A CFFC  é financiada por muitas fundações, entre as quais a revista pornográfica Playboy (através da Playboy Foundation), a MacArthur Foundation,  a fundação da casa automobilística Ford (1.200.000 dólares), l’Open Society Institute do financista George Soros, o Goldman Fund de São Francisco, que no ano 2000 versou bem dois milhões de dólares, a Turner Foundation,la Rockefeller Foundation.

“As mesmas fundações, depois, junto com a Kodak, Hewlett-Packard, American Airlines, Apple, AT&T, BP, Chevron, Citigroup, Credit Suisse First Boston, Daimler Chrysler, Dell, Deutsche Bank, Ernst & Young, Estee Lauder, Intel, Ibm, J.P. Morgan Chase & Co, Johnson & Johnson, Levi Strauss & Co, Merril Lynch, MetLife, Microsoft, Nike, Pepsico, Toyota, Ubs, Xerox, financiam com dezenas de milhares de dólares a mais importante organização Gay com sede em Washington D.C.: a “Human Rights Campaign”. Particularmente atenta à causa homossexual é a Motorola, cujos funcionários não podem exprimir livremente as próprias opiniões enquanto seguem cursos promovidos pela firma sobre como eliminar a homofobia no lugar de trabalho”. Goldman Sachs e JP Morgan hoje louvam a decisão da Corte Suprema dos USA, que cancelou a lei, aprovada mediante referendo popular na Califórnia, onde se declarava que só a união de homem com mulher fosse considerada matrimônio.(…) Os fundos “hedge” (fundos especulativos ditos de ‘finança criativa’, também definidas “finança abutre” N.d.A.) mais importantes de Nova York financiaram diretamente as campanhas para cancelar esta lei sobre o matrimônio e financiaram com milhões os políticos que se declarassem pro-gay. (…) Com outras palavras os bilhões e em particular as grandes bancas e fundos «hedge» fizeram vencer com muito dinheiro a campanha para as adopções e matrimônios gay que a maioria das populações recusa e apesar da pesada campanha mediática a seu favor”. Este é o cenário do movimento gay internacional financiado pela alta finança e organizado pelos pós-comunistas.”
Tomado de “OMOFOLLIA” ed. Jeanne D’Arc, publicado pela «Radio Vandea».

“Esta é a vossa hora e o poder das trevas”

O objetivo do que publicamos aqui não é tanto de alerta sobre a hora tenebrosa que estamos vivendo, pois essa escuridão espiritual envolve todos. O alerta é sobre a sua inevitável consequência, porque depois da decadência moral vem, além do descalabro finanaceiro, o flagelo material.

Assim, no debate mencionado, penso que seja de lamentar a falta de uma visão na direção de Roma, porque posto que ali Nosso Senhor instituiu a Sede do poder de Deus na Terra, e só este pode frear o avanço das crescentes alucinações humanas, sem essa luz, bem pouco se pode iluminar nos caminhos do mundo.

Então quem quer entender como o aviso de Fátima se relaciona a isto, deve saber que o pior castigo não procede das guerras, revoluções e conjuras internacionais, como a atual aqui descrita, mas o que estas causam contra a Igreja de Deus. Assim sendo, quando a visão da terceira parte do Segredo de Fátima trata do terceiro castigo, não deveria haver surpresa que esta represente, através dos olhos dos pastorinhos que acabavam de ver o Inferno, o «abate» do Papa católico com todo o seu séquito fiel. Esta visão seria mais clara, como o declarou a vidente Lúcia ao Cardeal Ottaviani, em 1960. O que era mais claro neste ano senão a presença de João 23, um eleito papa de idéias modernistas e maçônicas, que para implantá-las na Igreja havia convocado em 1959 o Vaticano 2º e censurado Fátima?

Qual visão simbólica pode retratar esse momento melhor que o abate do Papa católico com todo o seu séquito fiel?

E o que foi mais real na história desse tempo que a decadência do mundo católico? Pode um debate sobre o estado do mundo presente ignorar a origem dessa débâcle na alienação da Sede romana?

Nesse sentido o nosso artigo anterior indica o que o Papa Pio IX pensava a propósito de um «papa» que procura a impossível conciliação com o mundo moderno, certamente ligado à visão do «portento» de Fátima. Mas antes dele haveria o triunfo da revolução.

Isto descrevemos aqui nessa corrida louca do poder mundial moderno contra a Lei natural e divina, na ilusão de uma emancipação prometeica do homem em relação ao poder de Deus.

E não foi por falta de avisos que hoje o «Dies Irae» do castigo divino pende sobre esta pobre humanidade indiferente ao seu desvairo terminal.            

2 Respostas para “«MAD GLOBALIST PRIDE» NO DEBATE OLAVO X DUGIN ?

  1. Arturo Olden dezembro 30, 2013 às 11:25 am

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