Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O SACERDÓCIO CATÓLICO

Sacerdos

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A Igreja conciliar, ao relegar o Santo Sacrifício da Missa, a uma cerimónia puramente humana, – que ficou aberta a orgias e sacrilégios – destruiu o sacerdócio, rebaixando-o a mero orgão promotor da causa da Humanidade, a vitalizador social com a função de demonstrar, e fazer sentir, o “deus” que há em cada homem. Ficou ao serviço do «culto do homem que se faz deus», de montiniana memória!

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Procedamos à leitura dos seguintes excertos da Exortação Apostólica “Menti Nostrae,” promulgada pelo Papa Pio XII, em 23 de Setembro de 1950:
«Como têm ensinado os nossos predecessores e particularmente Pio X e Pio XI, e como nós mesmos advertimos na Carta encíclica Mystici Corporis e na Mediator Dei, o Sacerdócio é verdadeiramente o grande Dom do Divino Redentor, O Qual, para tornar perene a obra de Redenção do género humano, por Ele consumada sobre a Cruz, transmitiu os seus poderes à Igreja, que tornou participante do Seu único e eterno Sacerdócio. O sacerdote é um “alter Christus”, porque é assinalado com o carácter indelével que o torna semelhante ao Salvador; o sacerdote representa Cristo, o qual disse:”Como o Pai me enviou, assim Eu também vos envio a vós” (Jo 20,21); “quem vos ouve, a Mim ouve”(Lc 10,16). Iniciado por vocação Divina, neste Divino Mistério, “é constituído a favor dos homens nas coisas que tocam a Deus, para que ofereça Dons e Sacrifícios pelos pecados” (Heb 5,1). A Ele portanto, é mister recorra quem queira viver a vida de Cristo, e deseje receber força, conforto e alimento para a alma; a Ele pedirá o remédio necessário quem deseje ressurgir do pecado e enveredar pelo caminho certo. Por este motivo todos os sacerdotes podem aplicar a si mesmos as palavras do Apóstolo: “Somos auxiliares de Deus”(1Cor 3,9).
Mas tão excelsa dignidade exige dos sacerdotes que correspondam com a máxima fidelidade ao seu altíssimo ofício. Destinados a promover a Glória de Deus na Terra, a alimentar e engrandecer o Corpo Místico de Cristo, é absolutamente necessário que se elevem tanto pela santidade dos costumes, que por meio deles por toda a parte se difunda “o bom odor de Cristo” (2Cor 2,15).»

Deus é Santo. A Sua Santidade constitui-se essencialmente na Sua Asseidade, isto é, no facto de Deus possuir, em Si mesmo, a razão da Sua existência. Realmente, Quem possui o Ser por Si mesmo, possui também a própria RAZÃO ÚLTIMA DA VERDADE DO SER, DA BONDADE DO SER, POSSUI O FUNDAMENTO ABSOLUTO DA ORDEM ETERNA DO SER, QUE É PRECISAMENTE A LEI ETERNA – TAL É A SANTIDADE SUBSTANCIAL. As criaturas podem e devem possuir a santidade acidental, mediante a Graça Santificante que lhes é outorgada por Deus, como participação na natureza Divina, na Inteligência Divina, na Caridade Divina.
Nosso Senhor Jesus Cristo é substancialmente Santo, porque é verdadeiro Deus, mas também possui a Graça Santificante, porque é verdadeiro Homem. A Graça, em Nosso Senhor Jesus Cristo, é de um ponto de vista ontológico, extrínseco e quantitativo, igual à dos outros homens; todavia a sua medida é qualitativamente infinita, não em sentido físico, mas em sentido moral, Sobrenatural. Quer dizer: a alma de Nosso Senhor Jesus Cristo, além de ser SUBSTANCIAL E INFINITAMENTE SANTA, pela Sua união hipostática ao Verbo de Deus, É TAMBÉM ACIDENTALMENTE, INFINITAMENTE SANTA, POIS A SUA PARTICIPAÇÃO ACIDENTAL NA NATUREZA DIVINA É MORAL E SOBRENATURALMENTE TAMBÉM INFINITA.
Nosso Senhor Jesus Cristo é também SUBSTANCIALMENTE SACERDOTE; foi constituído Sacerdote, no, e pelo próprio acto da Encarnação; o Verbo de Deus, ao tomar uma natureza humana, tornou-se, por definição, SACERDOTE. Efectivamente, o Sacerdote, em sentido eminente, é um Mediador qualificado entre Deus e os homens; logo Nosso Senhor, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem, só pode constituir a expressão infinita do Sacerdócio.
Mas não só; Nosso Senhor é também a Vítima Infinita; na Cruz Nosso Senhor era o único Sacerdote e a única Vítima; no Santo Sacrifício da Missa, renovação incruenta do Sacrifício da Cruz, Nosso Senhor continua sendo o único Sacerdote em sentido eminente, oferecendo-Se todavia através do sacerdote seu ministro.
O carácter da Ordem constitui pois uma verdadeira Consanguinidade Ontológica, Sobrenatural, Espiritual e Moral com Nosso Senhor Jesus Cristo. O carácter é um poder Instrumental, Espiritual, Sobrenatural, de natureza acidental, mediante o qual a criatura coopera, para a produção da Graça Sacramental, como causa eficiente instrumental deficiente, com a causa eficiente instrumental em sentido eminente que é Nosso Senhor, enquanto Homem, e  coopera com a causa eficiente principal, que é também Nosso Senhor, enquanto Deus. Pelo santo Baptismo possuímos já o estatuto de filhos adoptivos de Deus, membros do Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, herdeiros presuntivos do Céu; pela Santa Confirmação somos pessoalmente incorporados como soldados de Nosso Senhor no combate pela Sua Glória e pela salvação das almas; são-nos incrementados, igualmente, os hábitos receptivos para melhor acolhermos os Dons do Espírito Santo, aos quais a Confirmação faculta titularidade especial.
Os teólogos não estão todos de acordo em se o carácter do Sacramento da Ordem, quando concerne ao Episcopado, ao Presbiterado e ao Diaconado, se consubstancia em três acidentes numérica e qualitativamente, hieràrquicamente, distintos; ou se, pelo contrário, o carácter é numèricamente único, mas hieràrquicamente perfectível – a primeira tese é consistentemente mais segura.
De qualquer modo, é o carácter da Ordem que confere o poder instrumental de oferecer o Santo Sacrifício da Missa em união absolutamente íntima com Nosso Senhor; neste particular o sacerdote age, ontológica, imediata e intrìnsecamente, como ministro e em Nome de Nosso Senhor; só de uma forma extrínseca, mas totalmente real, é que se deve e tem de afirmar que o sacerdote oferece o Santo Sacrifício em Nome da Santa Mãe Igreja.
O sacerdote deve pois irradiar pujantemente, vigorosamente, sacramentalmente, a vida Sobrenatural, o resplendor das alegrias eternas, a felicidade profunda, transformante, daquele que vive à sombra da Lei Eterna – e dela faz viver os outros.
Desgraçadamente, a nunca suficientemente amaldiçoada Igreja conciliar destruiu o sacerdócio, rebaixando-o a um mero orgão onanìsticamente promotor da causa da Humanidade, a um vitalizador social com a função de demonstrar, e fazer sentir, o “deus” que há em cada homem. O Santo Sacrifício da Missa, relegado para uma cerimónia puramente humana, redundou em pretexto para orgias e sacrilégios. Os chamados “padres” da Igreja  conciliar, sobretudo os mais jovens, são os mais desgraçados de todos os homens, os mais aniquilados, pois não só não fazem qualquer ideia do que são, de qual a sua função (ainda que invàlidamente ordenados) como já quase não possuem ambiente social, instrumentação social, que os ajude a encontrar a Verdade Católica.
A falsa Igreja conciliar falsifica contìnuamente os números das defecções, pois só procede à contagem daquelas que se processaram nos devidos trâmites canónicos; ora nós conhecemos bem como a maioria dos que abandonaram o sacerdócio, lògicamente, nem se deram ao trabalho de solicitar dispensa canónica – pura e simplesmente desertaram. Calcula-se que, só entre 1965 e 1975, cerca de 100000 (cem mil) sacerdotes seculares e regulares tenham desertado, a quarta parte dos efectivos.
No Direito Canónico promulgado pelo papa Bento XV existia no canon 214 a possibilidade única do sacerdote ser reduzido, não punitivamente, ao estado laico, com dispensa de celibato, se e só se tivesse sido coagido a receber Ordens (todavia válidas) e não houvesse ratificado essa Ordenação com o exercício concreto da função Sagrada.
A grande diferença entre as defecções e fraquezas dos sacerdotes no passado e os abandonos hodiernos, reside em que no passado tais deserções eram provocadas sobretudo pelo assoberbar das paixões, ao passo que nos últimos cinquenta anos, a vida sacerdotal, pura e simplesmente, DEIXOU DE FAZER SENTIDO, TORNOU-SE ABSURDA; evidentemente, pois que o enquadramento liberal da Santa Doutrina, automàticamente, metafìsicamente, destruiu todo o Dogma, toda a Moral, e toda a sã filosofia – TAL COMO A MAÇONARIA PRETENDIA.
Não é por acaso que os protestantes não possuem sacerdócio, apenas funcionários pastorais, menos ainda possuem vida religiosa; Lutero provocou o excídio do conceito e da realidade da vida consagrada – QUE NUNCA MAIS FOI RESTAURADA; e com razão, uma vez destruída a Ordem Sobrenatural, o conceito de sacerdócio, bem como o de vida consagrada – DESAPARECE, e desaparece porque o próprio conceito de Deus é ESSENCIALMENTE CORROMPIDO.
Ora a falsa Igreja conciliar, em geral, tem caminhado mais, muito mais longe, na obra deicida do que o fez o protestantismo; FOI MUITO MAIS RÁPIDA, MUITO MAIS PROFUNDA, MUITO MAIS EXTENSA, MUITO MAIS ODIOSA, DO QUE QUALQUER OUTRO PROCESSO APÓSTATA ANTERIORMENTE VERIFICADO.

Berg. Sta Maria Maior

E Bergoglio continua a queimar etapas; olvidando que o Céu, com todos os Anjos e Santos, o Céu é seu mortal inimigo, pois no Céu se encontram todos aqueles, que amando a Deus sobre todas as coisas, na sua Caridade Sobrenatural, de igual modo nos amaram  tanto, tanto, que tudo deram para nossa salvação.

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NOTA – O chamado “sacerdócio feminino ” possui, por Direito Divino, não a nota qualificativa da invalidade ou nulidade, MAS SIM A NOTA QUALIFICATIVA DA INEXISTÊNCIA – tal como um “casamento” contra a natureza.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 18 de Dezembro de 2013

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