Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O «CONSUBSTANCIAL» BERGOGLIO CONCELEBRA COM O «TRAICIONALISTA» RIFAN

Bergoglio-Rifan

Arai Daniele
O que acontece no mundinho decadente atual procede do mau uso que os homens fazem dos dons que recebem do Criador.
Isto manifesta-se de modo escandaloso no Vaticano que João 23 abriu para o mundo.
Veja-se o documentário da «guerra perdida do Vaticano 2º», que é essencial porque descrito desde o seu interior (http://www.youtube.com/watch?v=8m6zh6uYMlI&feature=share).
Nele falta apenas dar nome certo aos seus sinistros eventos iniciais.
1º. Para a eleição de João 23:L a remoção do obstáculo (II Ts, 2);
2º. Para a abertura do V2 (13.X.62) vão as palavras do Card. Siri no seu diário, diante da rebelião de Liénart: «hoje o demônio entrou na Igreja».
Desde a hora dessa entrada da besta demoníaca no Vaticano – notem – tudo o que se disse e fez depois ali, seguiu o espírito da besta. E continua «in crescendo» até hoje com Bergoglio e parceiros.

Os dons de Deus, destinados a glorificá-Lo, foram abusados com a liberdade pessoal de engrossar a importância da própria figura. Tal distorção é comum na sociedade humana, mas quando ocorre na esfera clerical, seus figurões devem ser denunciados, se não, podem arrastar multidões a uma perigosa religião de fachada, prontinha a acolher o anticristo ecumenista da nova ordem mundialista.

Antes de apontar para certos figurões religiosos, vamos descrever em breve como se manifesta essa «liberdade pessoal», que na boa filosofia segue as ditas «artes liberais», cujo «trivium» primário nos vem descrito como Gramática, Retórica e Dialética.

Estas se resumem no bem escrever, bem falar e discutir segundo a lógica. Há então quem combina tais «artes» para engrandecer a si mesmo, inchados pela missão clerical de «salvador». Sim, porque almejam salvar o seu mundinho com suas ousadas alianças.Para essa «evolução hierárquica» não vacilam pactuar com velhos inimigos, afim de superar todo obstáculo; mesmo se isto implica desmantelar, ou inverter, o que se escreveu, falou e discutiu antes.

De fato, a característica repetitiva do «eu» é ser essencialmente evolutivo e auto-criativo; pode aparecer como tradicionalista, mas é no fundo transformista, e se preciso for, traicionalista militante, usando como melhor cobertura o lema do «eu no lugar de deus»!

D. Mayer e Padre Rifan

Dom Mayer e nas suas costas o Pe. Rifan: “Tu quoque, Rifan…”

Aqui vou me ocupar, como está no título, de D. Rifan, a quem foram dados bons dotes nas artes liberais, que usou amplamente no tempo de Dom Mayer para defender a Tradição diante dos que, apoiados numa falsa autoridade apostólica, a estavam demolindo.Para esta defesa heróica traduzimos e publicamos em Roma e na Europa diversos escritos dos «Padres de Campos», que no fundo eram da lavra do Pe. Rifan, supervisionado pelo emérito Bispo. Até aí, tudo bem, embora notasse que havia da parte de alguns padres, e cito além do Rifan, o Padre Possidente e Mons. Licínio, uma tendência para a arte dialética de futuras aberturas.

Naquela hora apoiavam-se na Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que os acolheu em todo o mundo (e P. R. jamais desdenhou o turismo). Podia, porém, chegar a hora de tecer alianças dialéticas bem mais «altas», para dilatar o peso de um novo «traicionalismo».

O famoso «Manifesto Episcopal» de 1983

Ninguém se iluda que tenha sido fácil obter este documento que, embora com defeitos, tem grande valor histórico. Não, até 1979, quando Mons. Lefebvre veio ao Brasil a convite do Julio Fleichman, e falou para os amigos da revista Permanência, suas chamadas telefônicas para Campos foram vãs porque respondiam sempre que Dom Mayer não estava.

Aqui nos interessa o que seguiu no ano seguinte a esse corajoso testemunho, que foi tão hostilizado pelo mundo afora.

A dialética do Vaticano cogitou e publicou então o tal «indulto» para a Santa Missa (precursor do atual «Sumorum»), mas com a condição que os seus beneficiados se afastassem dos resistentes.

Mons. Lefebvre e sua Fraternidade, guiada por desavisados, caiu no engodo conciliar, mas não assim Dom Mayer que nesse ano de 1984, depois do silêncio sinistro sobre todas as gravíssimas questões lembradas no Manifesto Episcopal, concedeu a importante entrevista ao Jornal da Tarde de São Paulo declarando que o tal indulto era simplesmente «doloso». Segue em parte a entrevista.

Foi em 6/11/1984 que Mons. Castro-Mayer declarou publicamente, nessa ocasião que o Vaticano II, com a declaração Dignitatis humanae, havia proclamado uma heresia objetiva pela qual: A Igreja que adere formal e totalmente ao V2 com suas heresias, não é nem pode ser a Igreja de Jesus Cristo… Os que seguem e aplicam essa doutrina têm demonstrado uma pertinácia que normalmente caracteriza uma heresia formal. Ainda não os acusamos categoricamente dessa pertinácia para dirimir a mínima possibilidade de ignorância sobre questões tão graves. Mas mesmo que essa pertinácia não se manifestasse na forma de uma efetiva ofensa à fé, manifesta-se claramente na omissão em defendê-la.

O fato desagradou muitos tradicionalistas em «trânsito» e nessa ocasião ouvi dos padres Possidente e Rifan, em contato com outros da FSSPX, que não podiam seguir em tudo o preclaro Bispo Castro Mayer. E como se pode constatar, essa entrevista, que ocupava meia página e tinha por título «A Igreja de João Paulo II não é a Igreja de Cristo», foi pouco difundida, senão proibida para os padres de dita Fraternidade.

No ano seguinte, 1985, por ocasião do sínodo dos vinte anos do V2, Mons. Castro-Mayer e Mons. Lefebvre, escreveram juntos a João Paulo II para dizer que, se o sínodo não tornasse ao magistério da Igreja, mas repetisse em matéria de liberdade religiosa o erro fonte de heresias: teremos o direito de pensar que os membros do sínodo não professam a fé católica… e vós não sereis mais o Bom Pastor. Sobre estas palavras gravíssimas João Paulo fez só um comentário sarcástico publicado pela imprensa, mas isto mostrou que recebeu a admoestação.

Em 1986, depois da abominação de Assis, os dois Bispos publicaram uma declaração (2/12/86), em que, mencionando a “ruptura de Paulo VI e João Paulo II com os seus predecessores”, concluíam: “Consideramos nulo tudo o que foi inspirado por este espírito de negação: todas as reformas pós-conciliares e todos os atos de Roma realizados nesta impiedade”.

Mons. Castro-Mayer já então dizia abertamente no Brasil que estamos sem papa e no Vaticano senta um anti-papa.

Foi esperando que este testemunho fosse publicamente prestado que partiu para as consagrações episcopais de Ecône. Há uma “cassette” registrada com o seu discurso de recepção naquela sede que o certifica. Aliás, fui até Campos depois disso para repetir o que sabia diante do Bispo, de mons. Licínio e do P. Possidente. Ficaram furiosos, mas só puderam retrucar, diante do mesmo Dom Mayer, que ele havia falado da necessidade de definir a questão da autoridade ao consagrar bispos, mas só em forma interrogativa. Se há alguma verdade neste detalhe, o fato é que esta foi condicionada pelas declarações já preparadas num outro sentido, tanto pelos membros da Fraternidade como pela dialética e «arte gramatical» dos traicionalistas em grande atividade.

Daquela ocasião em diante essa arte pessoal evoluiu consideravelmente, engrossando o poder de quem iria até romper com esses aliados, antigos, mas incómodos, para levantar vôo em cavernas bem mais tenebrosas. Terrível é que arrastem uma multidão de fiéis de Dom Mayer consigo.

As palavras censuradas e invertidas

É claro que não falamos aqui de fidelidade ao eminente Bispo, nem ao Arcebispo Marcel Lefebvre e a melhor parte dessas obras; falamos da fidelidade à nossa Fé íntegra e pura, cuja defesa – que tentaram – foi abandonada com vários enganos e traições. Nesse sentido, também há que testemunhar, junto com o P. Basílio Méramo e a Rádio Cristandad, a supressão de claras palavras chave desse testemunho, a saber:

“La libertad religiosa es la apostasía legal de la sociedad: recordadlo bien; pues es eso lo que respondo a Roma, cada vez que quieren obligarme a aceptar globalmente el concilio o especialmente la declaración sobre la libertad religiosa.  Rechacé firmar ese acto conciliar el 7 de Diciembre de 1965 y ahora, 20 años más tarde las razones para no hacerlo no han hecho más que aumentar. No se firma una apostasía!”

(Cf. http://radiocristiandad.wordpress.com/2010/10/22/p-meramo-la-censura-a-mons-lefebvre-en-el-interior-de-la-fsspx/)

Este texto, como outros que iremos publicar, foi sepultado en la noche del olvido en la biografía de monseñor Lefebvre.

Como se vê, o traicionalismo do Pe. Rifan se separou só num lapso breve deste outro, da «nova seita nascente que é o modernismo lefebvrista», ambos sendo vertiginosamente tragados pelo mesmo redemoinho sorvido pelo esgoto conciliar.

Que Nosso Senhor possa iluminar em tempo os fiéis que seguem o «poder sacramental» perverso de desviados, cevados e elevados em nome da Tradição, que hoje vendem à uma igreja ecumenista.

Resposta para Pe. Rifan: pastor «traicionalista» de peso!

  1. Sandro de Pontes outubro 30, 2010 às 3:09 pm (Editar)

    Senhor Araí, salve Maria.

    Sempre leio com atenção seus escritos. Parabéns. Gostaria de saber o conteúdo desta fita cassete que o senhor citou acima.

    Abraços,

    Sandro

    O conteúdo é de um breve discurso do Bispo, inicialmente muito emocionado (o viram em lágrimas), que se interroga de como se chegou ao momento em que se deve questionar a suprema autoridade da Igreja.
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