Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

NATAL CATÓLICO E CARNAVAL PAGÃO

E o Verbo se fez carne. Deus de Deus, luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação,
desceu dos Céus. E encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria. E SE FEZ HOMEM.
Santo Natal a todos!

*   *   *

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

ESCUTEMOS O PAPA PIO XII EM EXCERTOS DA SUA RADIOMENSAGEM DO NATAL DE 1942 “CON SEMPRE NUOVA FRESCHEZZA”:

«Com sempre novo frescor de alegria e de piedade, dilectos filhos do Universo inteiro, cada ano, ao ocorrer o Santo Natal, ressoa do Presépio de Belém aos ouvidos dos cristãos, repercutindo-se docemente nos seus corações a mensagem de Jesus, que é luz no meio das trevas: uma mensagem que ilumina, com o esplendor de celestial verdade, um mundo obscurecido por erros trágicos, que infunde alegria exuberante e esperançosa à Humanidade angustiada por profunda e amarga tristeza, proclama a liberdade dos filhos de Adão, constrangidos pelas cadeias do pecado e do erro, e promete misericórdia, amor e paz, às multidões infinitas dos padecentes e atribulados, que vêem dissipada a sua felicidade e quebradas as suas energias, sob a rajada das lutas e dos ódios, dos nossos borrascosos dias (…)
(…) Uma clara inteligência dos fundamentos genuínos de toda a vida social tem importância suprema, hoje mais do que nunca, ante o espectáculo de uma Humanidade que, intoxicada pela virulência de erros e desvarios sociais, atormentada pela febre da discórdia, de cobiças, doutrinas e ambições, se debate angustiosamente na desordem, por ela mesma criada, e se ressente DA FORÇA DESTRUTIVA DAS IDEIAS SOCIAIS ERRÓNEAS QUE ESQUECEM AS LEI DE DEUS, OU LHES SÃO CONTRÁRIAS. E já que a desordem não pode ser sobrepujada senão com uma ordem, que não seja meramente forçada e fictícia (assim como a escuridão, com os seus efeitos deprimentes e medonhos, não pode ser banida senão pela luz, e não por fogos fátuos); a salvação, o renascimento, e um progressivo melhoramento não se podem esperar nem originar-se senão pelo regresso de generosas e influentes classes à recta concepção social (…)
(…) Hoje, mais do que nunca, ressoa a hora de reparar, de sacudir, a consciência do mundo do grave letargo em que o fizeram cair os tóxicos das falsas ideias, amplamente difundidas; tanto mais que, nesta hora de esfacelamento material e moral, o conhecimento da fragilidade e inconsistência de qualquer ordenação puramente humana está desenganando ainda mesmo aqueles que, em dias aparentemente de felicidade, não sentiam, em si e na sociedade, a falta de contacto com o Eterno, e não consideravam essa falta como um defeito essencial das suas construções».
 

Nosso Senhor Jesus Cristo constitui o Sol Sobrenatural da Criação; pode mesmo pensar-se que mesmo que não tivesse havido pecado no mundo, o Verbo de Deus teria tomado uma Natureza Humana, não já como Redentor, mas como a mais formosa manifestação e omnipotente irradiação da Divina Bondade.
Em Nosso Senhor Jesus Cristo a Natureza Humana é hipostàticamente elevada à existência e dignidade Divina; por isso todas as acções do Verbo Encarnado possuem um valor Infinito.
A Festa do Santo Natal consubstancia pois a restauração da Humanidade na Ordem Sobrenatural, após a queda original, como perfeitamente comensurável com o assumir duma Natureza Humana pelo Verbo de Deus. Constitui igualmente, SOBRENATURALMENTE, a Festa da Caridade, da humildade, da simplicidade, da generosidade, da sinceridade, tudo valores situados nos antípodas do CARNAVAL DO PAI NATAL, que é naquilo em que o Natal, generalizadamente se tornou – EM GRANDE PARTE POR CULPA DA MALDITA IGREJA CONCILIAR.
É certo que por mais apóstata que fosse o mundo, e era, as almas fiéis possuíam sempre o regaço da Santa Mãe Igreja, o Seu Sagrado Magistério, o Santo Sacrifício da Missa, os Santos Sacramentos, os quais constituíam essencial refrigério para as amarguras deste vale de lágrimas.
Já na revolução republicana de 1910, em Portugal, o Santo Natal foi, pelos maçons, declarado festa da família, e da família em sentido puramente naturalista, rastejante, orfã de Deus Nosso Senhor. Exactamente da mesma forma a maldita Igreja conciliar, orfã voluntária, parricida da Verdade e do Bem, constitui estímulo poderoso para a dissolução dos Mistérios Sobrenaturais num sentimentalismo festivo, espiritual, moral e intelectualmente, COMPLETAMENTE ESTÉRIL, e não apenas estéril, mas fautor do CRIME.
A maldita Igreja conciliar é a grande responsável do incremento do crime nas sociedades modernas. Evidentemente, uma vez dissolvidos os diques sobrenaturais constitutivos da própria Revelação, de que a Santa Madre Igreja é, DOGMÀTICAMENTE, a única e infalível depositária, LÒGICAMENTE, EM CONSEQUÊNCIA DO PECADO ORIGINAL, quase sempre acontece que as próprias balizas naturais cedam, estilhaçando mesmo todo o verniz exterior e desaguando NA OSTENTAÇÃO DO VÍCIO E NA VALORIZAÇÃO SOCIAL DAS TARAS E DOS TARADOS.
Mas não é verdade que a falsa Igreja conciliar e seus falsos papas tem condenado tudo isso?
Puro sofisma; trata-se duma “condenação” EM AMBIENTE E CONTEXTO LIBERAL-DEMOCRÁTICO; a seita conciliar PROPÕE a sua “perspectiva” moral, sujeitando-a ao confronto com as demais opiniões – E CEDENDO NISTO, CEDE EM TUDO. A especificidade constitutiva da Santa Madre Igreja, a sua identidade exclusiva, diríamos metafísica, aquilo que desde sempre a separou incondicional e irrevogàvelmente das seitas, do islão, do paganismo, do mundo em geral, e mesmo da ortodoxia, aquilo por que morreram confessores e mártires ao longo dos séculos, FOI PRECISAMENTE O AMOR SOBRENATURAL DA SANTA MÃE IGREJA À VERDADE E AO BEM, A SUA DEDICAÇÃO À SANTIDADE DA LEI ETERNA POR RAZÕES QUE SE SITUAM INFINITAMENTE ACIMA DAS RAZÕES DESTE MUNDO, RAZÕES TOTAL E ABSOLUTAMENTE IRREDUTÍVEIS ÀS OPINIÕES HUMANAS. Ao perder essa mesma identidade, a seita conciliar deixou de ser a Santa Madre Igreja, volvendo-se por isso mesmo HUMANA, TERRENA, argumentando com pensamentos humanos, e criando com isso UM VAZIO TÃO GRANDE – que é a própria seita conciliar que ACELERA E APROFUNDA extraordinàriamente os males que diz pretender condenar.
Por isso mesmo se deve afirmar e reafirmar que este CARNAVAL DO PAI NATAL foi a seita conciliar que o provocou, transformando o Santo Sacrifício da Missa numa festividade puramente humana, na exacta medida em que rebaixou o Mistério do Calvário, o Mistério da nossa Redenção a um mero “TEMA INTERPELADOR”.
Nosso Senhor Jesus Cristo nasceu em Belém exactamente para nos arrancar das misérias em que a culpa original nos havia mergulhado, para nos permitir que o MODELO DIVINO POSSUÍSSE TAMBÉM A NOSSA NATUREZA, que nos pudesse ser acessível, comensurável, proporcionado, SEM DEIXAR DE SER VERDADEIRO DEUS.
Pela primeira vez na História a Humanidade encontra-se privada duma força institucional INFALÌVELMENTE ao serviço da Verdade e do Bem; e como dizia o bom Padre Oliveiros de Jesus Reis, sacerdote do Patriarcado de Lisboa (1921-1990) : O CÉU ESTÁ FECHADO.
Todavia, raciocinando com maior exactidão, OBJECTIVAMENTE, O CÉU ESTÁ SEMPRE ABERTO, os homens é que se fecharam a ele; ainda assim o imenso deserto da Igreja conciliar provoca compreensìvelmente uma tão grande amargura, uma tão grande necessidade de alimento sobrenatural, que é difícil não produzir desabafos como este do saudoso Padre Oliveiros.
Nosso Senhor Jesus Cristo quis nascer pobre e humilde, precisamente para nos ensinar que as mais pequenas realidades, quando consideradas segundo os olhos do mundo, podem possuir, n’Ele mesmo Jesus, um valor Eterno e Infinito, assim sejam integradas no organismo Sobrenatural que o próprio Senhor nos mereceu na Cruz, e Cuja Vontade reinará para todo o sempre numa Soberania indissolúvel.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 24 de Dezembro de 2013

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2 Respostas para “NATAL CATÓLICO E CARNAVAL PAGÃO

  1. Barry R. Ramirez janeiro 12, 2014 às 1:47 pm

    «Na sequência dos santos Padres, ensinamos unanimemente que se confesse um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, igualmente perfeito na divindade e perfeito na humanidade, sendo o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, composto duma alma racional e dum corpo, consubstancial ao Pai pela sua divindade, consubstancial a nós pela sua humanidade, «semelhante a nós em tudo, menos no pecado» (93): gerado do Pai antes de todos os séculos segundo a divindade, e nestes últimos dias, por nós e pela nossa salvação, nascido da Virgem Mãe de Deus segundo a humanidade.

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