Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O LIBERALISMO COMO FONTE DE TODO O MAL

Busto de Voltaire

Busto de Voltaire, maçon, filósofo iluminista que influenciou a Revolução liberal francesa para destruir a Igreja na França e no mundo.

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Debrucemo-nos sobre os seguintes excertos da encíclica “Rerum Novarum,” promulgada pelo Papa Leão XIII no dia 15 de Maio de 1891:
«No século passado, desapareceram as associações antigas, sem que em seu lugar aparecesse outro qualquer meio de defesa; os princípios e o sentimento religioso desapareceram das leis e das instituições públicas; e assim, pouco a pouco, os operários, isolados e sem defesa, têm-se visto entregues, pelo condicionalismo dos tempos, aos sentimentos desumanos dos seus patrões, e à cobiça de uma concorrência desenfreada. – uma usura voraz veio agravar a situação. Condenada repetidamente pelo juízo da Igreja, nem por isso deixou de subsistir sob formas diferentes, levada a cabo por homens avarentos e ávidos de mais ganâncias. Para além de tudo isso, deparamos com a realidade de que os contratos das obras e a comercialização de quase todos os produtos, se encontram nas mãos de alguns ricos e opulentos, que desta forma impõem sobre uma grande multidão de operários um jugo que em nada difere do jugo dos escravos.
Como remédio para todo este mal, os socialistas procuram excitar nos pobres o ódio contra os ricos, e procuram eliminar a propriedade privada, instalando no seu lugar o regime de propriedade colectiva, no qual os bens de qualquer indivíduo hão-de ser comuns a todos, ficando incumbidos da sua conservação e distribuição os municípios ou o Estado. Assim, fazendo transitar os bens das mãos dos particulares para a colectividade, e procedendo logo a uma igual repartição das suas riquezas e comodidades entre os cidadãos, julgam haver encontrado um remédio eficaz para os males presentes. Isto, porém, está muito longe de solucionar o problema, antes agrava a situação dos operários. Além disso, semelhante procedimento é extremamente injusto, porquanto violenta os legítimos possuidores, vicia os deveres do Estado, e lança uma total confusão entre os cidadãos.»    

A desintegração da unidade religiosa, política, económica, social e cultural, conseguida na Europa do século XIII, sob a égide do Romano Pontífice, processou-se irreversìvelmente nos séculos seguintes, possuindo como paroxismos, a revolta protestante, a revolução de 1789, e o nunca suficientemente amaldiçoado concílio de Roncalli e Montini, sendo que este último nefasto acontecimento INTEGROU E ESSENCIALMENTE SUPEROU EM MALÍCIA DIABÓLICA OS DOIS PRECEDENTES.

Todavia o referido processo de apostasia apenas se pode medir em função do princípio fundamental da Fé Católica, quem não o possui, não possui a Verdade e o Bem, e portanto não pode assimilar a verdadeira realidade dos processos históricos. Mesmo assim, historiadores e sociólogos contemporâneos, anti-católicos, mas possuidores dum mínimo de honestidade natural, já concluíram pela essencial descontinuidade histórica produzida pela Igreja conciliar, que tal é – a entrada da Humanidade na IDADE PÓS-CRISTÃ. Nunca nos devemos olvidar que a peculiaridade do deicídio conciliar foi NEGAR A DEUS, COM A APARÊNCIA DA AUTORIDADE DO PRÓPRIO DEUS.
A Santa Madre Igreja nunca poupou esforços em ilustrar clero e fiéis acerca da perversidade essencial do princípio liberal EM TODAS AS ESFERAS DA EXISTÊNCIA; um tal princípio rompe a absoluta dependência, natural e Sobrenatural, do Género Humano para com Deus Uno e Trino, Criador e Redentor nosso; subverte a Família, dissociando os vínculos de Direito Divino que a constituem e sustentam, lançando os filhos numa situação pior do que a orfandade – a violação da sacralidade do seu berço; o liberalismo aniquila as bases da escola e de toda a educação, abandonando os jovens à toxicodependência e ao crime; destrói a hierarquia corporativa, base de toda a estabilidade social, transformando patrões e operários em feras assassinas; o liberalismo, com a sua liberdade de pensamento, projecta no corpo social o mais grave fermento de anarquia, igualando a Verdade e o erro, o Bem e o mal, obliterando todo e qualquer sentido para a vida, condenando as almas à liberdade; É ISTO O LIBERALISMO!
A Santa Mãe Igreja sempre condenou, liminarmente, o liberalismo religioso, político, económico, social e cultural, isto é – TODO O LIBERALISMO, ou seja, A NEGAÇÃO DAS ESSÊNCIAS IMUTÁVEIS, na sua eternidade, na sua asseidade, porque intrìnseca e metafìsicamente conformes à Verdade e ao Bem absolutos.
A sociedade humana deve reflectir, na sua organização, a imutabilidade hierarquizada das essências; muito longe de se constituir fundamentada na vontade inorgânica dos indivíduos, tem a sociedade de ser edificada, em todos os sectores, não sobre areia, MAS SOBRE A ROCHA DO PENSAMENTO E DA VONTADE DIVINA, SOBRENATURALMENTE REVELADOS.
A Santa Madre Igreja e a Família são anteriores ao Estado e condicionam-no essencialmente. Adão e Eva foram elevados à Ordem Sobrenatural e enriquecidos com todos os conhecimentos naturais e preternaturais necessários à sua função de primeiro casal humano; foram os primeiros depositários da Revelação, e constituíram a primeira família, monogâmica e indissolúvel, totalmente orientada para a propagação qualificada da Espécie Humana.
Adão e Eva tinham de trabalhar, mas o trabalho, antes da queda, não era penoso. ADÃO E EVA ERAM CATÓLICOS, PORQUE O PRINCÍPIO DA FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE QUE POSSUÍAM ERA O MESMO DO NOSSO, E CONSTITUÍA UMA PARTICIPAÇÃO REAL NA INTELIGÊNCIA E CARIDADE DIVINA; RESIDE PRECISAMENTE AQUI A ROCHA SOBRE A QUAL SE EDIFICARÁ A SOCIEDADE.
Nós não estamos na Terra como um fim em si mesmo; como diz o Catecismo antigo, mas eterno: NÓS ESTAMOS NA TERRA PARA CONHECERMOS, AMARMOS E SERVIRMOS A DEUS, PARA COM ELE NOS UNIRMOS NA ETERNIDADE BEATÍFICA. ESTAMOS NA TERRA PARA SERMOS SANTOS.
Esta verdade lapidar constitui o inverso absoluto da doutrina liberal.
A sociedade humana deve assim alicerçar-se numa harmonia de situações e funções complementarmente desiguais e essencialmente hierarquizadas, mas perfeitamente estáveis, e tanto quanto possíveis hereditárias. Nada de luta de classes, nada de opressão de orfãos e viúvas. A economia, a política e a cultura não podem flutuar ao sabor da vontade dos indivíduos – PORQUE NÃO DEVE HAVER INDIVÍDUOS, MAS APENAS FILHOS DE DEUS, REMIDOS PELO SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
O personalismo essencialista fixista (radicalmente oposto ao diabólico personalismo onanista) deve vincular o filho adoptivo de Deus pelo santo Baptismo, necessáriamente, à sua família, à sua corporação profissional, à sua paróquia, à sua diocese; e é incorporado estàvelmente nessas organizações que o baptizado exerce e beneficia dos seus direitos e cumpre os seus deveres; ambos, direitos e deveres, SUBLIMAM-SE PERFEITAMENTE NA LEI ETERNA.
Formalmente se proscreve o grande capitalismo industrial individualista, o qual desumaniza e destrói a religião nos operários e nos patrões, transformando-os em máquinas sem alma e sem Deus. Foi desse capitalismo que saiu o comunismo, o qual, aproveitando o ateísmo das massas, operou (pelo menos na teoria) a metamorfose dos indivíduos em átomos sem vida própria, pois se originam e integram totalmente no Todo da matéria em evolução, e por esse mesmo Todo se resolvem (totalitarismo).
O personalismo essencialista não absorve as pessoas no Divino, de modo algum, os entes espirituais possuem um acto metafísico próprio, faculdades próprias de inteligência e vontade com as quais deverão amar e servir a Deus; todavia tal só se torna possível em perfeita estabilidade social fortemente hierarquizada e fortemente autoritária (não totalitária). Tal deve comportar uma inalterabilidade política, social e funcional através das gerações, pois só assim o baptizado saberá que o seu lugar na Terra, conquanto muito modesto, está garantido.

Não há nada pior do que a ganância para subir na vida, a perpétua agitação social, familiar e existencial, que constitui, concomitantemente, um cancro espiritual.
A justiça distributiva do Estado não constitui pois no prodigalizar igualitàriamente os bens da Terra, muito menos em assegurar a chamada “igualdade à partida” que é um conceito torpemente anti-hierárquico, individualista e liberal; a justiça distributiva do Estado deverá, sim, assegurar religiosamente a propriedade privada, nem que esta seja materialmente muito exígua, pois que tal é de Direito Natural e de Direito Divino Sobrenatural.

O liberalismo e agora, satanicamente, o chamado neo-liberalismo, pretende concentrar o máximo possível de bens naqueles que são reputados como investidores qualificados; pensam eles que com isso desenvolvem extraordinàriamente a riqueza global – MAS ESQUECEM, COMO JÁ HAVIAM ESQUECIDO NO SÉCULO XIX, O PECADO DA HUMANIDADE, ORIGINAL E ACTUAL, OPRIMINDO ASSIM ORFÃOS E VIÚVAS, QUE É UM PECADO QUE BRADA AOS CÉUS.
A monarquia orgânica, vínculo privilegiado entre as gerações, essencialmente submetida ao Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo, deverá assim coroar, não um Estado utópico, mas pelo menos aquele Estado, que com o auxílio da Graça Divina, procura DILIGENTEMENTE aproximar-se o mais possível daquilo que Deus Nosso Senhor quer. Efectivamente, em consequência do pecado da Humanidade, nunca neste mundo se poderá realizar integralmente o Reino de Deus – SÒMENTE NO CÉU.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 22 de Dezembro de 2013

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