Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

FÁTIMA E O TESTEMUNHO EXPLÍCITO DA ESPERANÇA DE UM PAPA CATÓLICO

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Arai Daniele

Sobre a realidade da situação de imensa ruína no mundo atual só pode duvidar quem despreza a esfera espiritual. Esta precipitou na desordem mundial do século XX e hoje se alastra pelo mundo, coberta pelo fictício progresso material dos países opulentos.

Tomemos por referência o ano 1917 e nos deixemos iluminar pelas luzes de Fátima.

Quem crê na intervenção divina na vida humana e mundial, pode reconhecê-la nas aparições ali de Nossa Senhora, onde esta situação desastrosa foi descrita não só de modo claro e profético, mas trazendo uma solução extrema para o mal estremo.

Foi como se Nosso Senhor tivesse informado – através de Sua Mãe – que a situação ia de tal modo de mal a pior no mundo, que só um milagre de dimensão extraordinária e mundial poderia ajudar os homens e os filhos da Igreja a superá-la.

Esta foi a oferta com a promessa da conversão da Rússia, outrora bastião da Cristandade e um período de paz para o mundo, se o Papa, com toda a Igreja, cumprisse o pedido de Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Uma verdadeira conversão que só poderia ser para a Igreja Católica.

Embora seja clara a enormidade crescente da ruína humana no nosso tempo, vamos lembrá-la à luz da História e de Fátima, seja quanto ao passado, seja à luz da decadência espiritual ou apostasia silenciosa presente.

Com a referência de 1917, ano das aparições de Fátima e das profecias iniciais de sua Mensagem, temos, quanto ao passado, duas grandes guerras e a revolução soviética que fizeram mais de duas centenas de milhões de vítimas e sofrimentos atrozes de inteiras populações da terra. As conseqüências desse tempo de terror, sem possível comparação histórica, ainda são calamitosas para o mundo.

Quanto ao presente, e aqui a referência é do período da terceira parte da Mensagem, chamada «Terceiro Segredo», só mesmo quem não é católico pode duvidar que decline desde então, como jamais a Fé, numa calamitosa decadência espiritual. Acentue-se bem: como jamais, porque na sua atávica queda moral o mundo também deixou de encontrar o freio da Igreja de Jesus Cristo, que parece ter desaparecido.

De fato, hoje para enfrentar problemas da ordem religiosa, civil, familiar ou moral não se tem mais uma instituição firme à qual recorrer, em vista do principal da vida humana: a salvação das almas. Desde qual período esta falta manifestou-se? A partir do tempo de pouco anterior a 1960  e dura até hoje como clara e crescente falência eclesial.

De uma leitura direta da muito discutida terceira parte do «Segredo de Fátima» – publicada em 2000 – pode-se reconhecer esse período na visão do atentado mortal ao Papado. Ora, mesmo quem não crê na importância de Fátima, deve convir sobre o estado de precariedade na Igreja desde então. Trata-se de uma realidade de ordem histórica.

Quem crê, porém, que a solução para todo mal envolvendo o mundo contemporâneo foi confiada ao Imaculado Coração de Maria, encontra igualmente razão para crer que deva pedir e esperá-la nessa devoção. Assim, as intenções de orações em vista da restauração da ordem católica na Igreja, de evidentíssima necessidade deste então, devem ter essa clara direção.

Note-se, porém, que esta evidentíssima necessidade – que demanda orações para o restabelecimento da ordem católica na Igreja – não dependem da Mensagem de Fátima; são individuáveis já na profunda crise do mundo hodierno, mesmo sem ela.

O católico pode crer, porém, vistos os sinais divinos que demonstraram a origem de Fátima, que essa crise não se resolve sem atender ao pedido que sua Mensagem profética encerra. Por esta razão, negar prioridade de intenção ao cumprimento desse apelo de consagração foi e ainda é indesculpável.

Lembramos antes como, em 1917, ano das aparições de Fátima, despontava um tempo de guerras, revoluções e terror sem precedentes, com terríveis conseqüências para o mundo. Começava então a ruína das barreiras ao mal na sociedade e basta repetir o que via o Papa Pio XII já no seu tempo para saber que isto seguia um crescente abandono do Cristianismo e da Fé confirmada pela Roma católica, que reconhecia na Revolução o processo global de todas as rebeliões individuais da história humana, sob tantos nomes:

“Este se encontra em todo lugar e no meio de todos, sabe ser violento e sub-reptício. Nestes últimos séculos tentou levar a termo a desagregação intelectual, moral e social da unidade no organismo misterioso de Cristo. Quis a natureza sem a graça; a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; por vezes a autoridade sem a liberdade. É um inimigo que se tornou sempre mais concreto, com uma falta de escrúpulos que nos deixa atônitos: Cristo sim, mas Igreja não. Depois: Deus sim, Cristo não. Finalmente o grito ímpio: Deus morreu, aliás, nunca existiu. Segue a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre fundamentos que nós não hesitamos em indicar como sendo a principal responsável da ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus. O inimigo empenhou-se e esforça-se para que Cristo seja um estranho nas universidades, nas escolas, nas famílias, nas administrações e justiça na atividade legislativa, na reunião das nações, onde se decide sobre a guerra ou paz.” (Pio XII, discurso aos homens da ACLI, 12-10-52)

Assim é descrito o processo revolucionário cujos fundamentos principais foram a pseudo-reforma protestante, o liberalismo da revolução francesa, o marxismo-leninismo da revolução soviética no século XX e, após a morte de Pio XII, o domínio na sua mesma Sé do espírito inimigo do Reino de Cristo realizado na Cristandade.

Hoje se nega a verdade do imenso benefício que este Cristianismo trouxe ao mundo e se quer cada vez mais cancelar o sinal pelo qual o Reino de Deus chegou a nós; eis uma temível falta coletiva contra a verdade; pecado que vai contra a obra do Reino presente na santa Igreja de Cristo. Nela o que há de imperfeito se deve aos pecados dos homens, mas quanto ficaria miserável a humanidade sem a obra benéfica do Cristianismo. Seu oposto é uma desordem infernal neste mundo e o inferno eterno no outro.

Como se vê, trata-se do mal presente, das gerações que nem mesmo crêem na existência da alma. E o início desse tempo tem por referência o período da terceira parte da Mensagem, o «Terceiro Segredo», que na sua visão misteriosa indica uma hecatombe espiritual ou apostasia silenciosa da Fé sem precedentes porque, como foi visto pelos pastorinhos de Fátima, conclui-se com o «extermínio» do Papa e seu inteiro séquito católico; representa uma destruição eclesial sem precedentes históricos.

Insista-se; mesmo quem não acredita nesta mensagem profética, mas sabe que a Ordem moral e espiritual das nações têm por referência insubstituível a Igreja de Roma, não pode negar a evidência de tal crise figurada numa hecatombe papal. E a visão da morte do Papa representa uma situação de Sede vacante.

A visão da morte de todo o seu séquito fiel, por sua vez, representa uma sucessão católica comprometida; ou seja o ingente risco de um conclave que elegesse um cardeal suspeito e infiltrado justamente para alterar a firmeza da Fé na Sé da Verdade.

Como este era o plano secular da Maçonaria, haveria que indagar se o novo eleito no conclave de 1958 não tinha idéias modernistas e maçônicas para «aggiornare» a Igreja ao mundo. Tratava-se de João 23, reconhecido portador de tais idéias, que em seguida as pôs em ato ao convocar o Vaticano 2º e censurar Fátima.

Eis pois o papado espúrio instalado, enquanto o Papado católico era «liquidado» pela alteração da missão de conversão da Santa Sé, demolida pelos seus inimigos externos de sempre, agora com seus bem mais insidiosos representantes internos.

Note-se que até os mesmos «papas do Vaticano 2º», Paulo 6º, João Paulo 2º e Bento 16, testemunharam essa demolição e infiltração da fumaça satânica no âmbito sagrado da Igreja, com as conseqüências conhecidas. Só não foi suficientemente reconhecido que a representar essa demolição para o mundo das almas é justamente a política ecumenista conciliar.

Ainda são poucos os que entendem que isto é o pior mal, a breve como a longo tempo, para a vida das pessoas, das famílias e dos povos; pior que as grandes guerras e revoluções juntas, é um terceiro castigo real, correspondente à terceira parte da Mensagem profética de Fátima.

Acentue-se bem: castigo espiritual como jamais houve, porque o mundo na sua queda moral deixou de ter a barreira de segurança ao mal, que é a Igreja de Jesus Cristo. Para enfrentar problemas da ordem religiosa, civil, familiar ou moral, deixou de haver uma instituição firme à qual recorrer para o principal da vida humana: a salvação das almas.

Medite-se então que a intervenção profética de Nossa Senhora de Fátima, que vinha prevenir os filhos da Igreja disto tudo, apontando as causas e oferecendo as soluções.

Seguindo essas considerações, que se aplicam à vida na sociedade atual, vemos que as luzes da Mensagem de Fátima iluminam hoje uma realidade medonha, como antes iluminaram a passada -, se as causas pessoais estão em nossos pecados que nos alhearam dos males e perigos de nossos tempos, as causas gerais estão no alheamento descrito diante da Religião.

E aqui ficou claro que dependeu de uma «eliminação virtual» dos responsáveis que guiavam na Igreja, mas foram substituídos por aqueles que só estavam no Vaticano para abrir portas e janelas da Cidadela da Fé para que entrasse nela o ar do mundo moderno. Se assim não foi – pergunta-se – onde estão hoje as defesas da Fé da Igreja? E de modo específico: onde a atenção e respeito devidos à ajuda de Fátima, cuja 3º parte da sua Mensagem devia ser conhecida já em 1960, porque seria então mais clara?

Pois bem, esta foi lida e censurada por João 23, que mandou arquivá-la e convocou o Vaticano 2º, que seria uma anti-Fátima no que concerne à missão católica de conversão. Sim, porque a operação ecumenista de abertura às outras crenças implica diretamente na não necessidade de conversão à Religião católica.

Por tudo isto, se acima dissemos que negar prioridade de intenção ao cumprimento de Seu apelo é indesculpável, agora é preciso saber de que sede parte a negação. E vemos logo que esta negação está associada à política ecumenista que abandona a necessidade para todos de se converter à Igreja de Cristo, que é católica, apostólica e romana. Esta verdade depende da Santa Sé e se foi alterada, temos situado ali o maior problema. Em outras palavras, a Sé demonstra-se ocupada, isto é, vacante de uma autoridade católica.

A este ponto o maior anseio de ver cumprida a demanda de Fátima, depende de outra prévia condição: que haja um Papa católico para cumpri-la, afastando tudo o que lhe é contrário, como seja a doutrina ecumenista conciliar, que dispensa a conversão à Igreja católica.

Portanto às intenções de orações em vista da restauração da ordem católica na Igreja, cujo Papa deve afastar a causa de sua demolição, ruína da Cristandade, deve ter em vista a vinda de um Papa que seja ao mesmo tempo o juiz e censor da doutrina conciliar e o executor do pedido de Jesus através de Nossa Senhora de Fátima, para a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

Para a primeira questão, do afastamento da causa da demolição da Igreja que é o Vaticano 2º, tal visão já era a de Mgr Lefebvre que em 1978 escreveu a todos os «cardeais» para que não fosse eleito quem entendesse continuar o curso conciliar.

Hoje, ainda mais, se tornou urgente rezar pelo Papa que opere a descontaminação da Igreja do Vaticano 2º com seus erros e heresias e ouça Nossa Senhora de Fátima. A posição contrária à operação ecumenista conciliar que evita até falar em conversões, é a primeira condição de um prelado para ouvi-La sem cair em grave contradição.

E quando Maria será ouvida, certamente a Providência divina suscitará o êxito almejado. Este poderá ser reconhecido bem cedo em uma reencontrada união entre os católicos, cujo sinal oposto, da desunião presente, assinala o fracasso de muitas iniciativas de resistência à devastação que o Vaticano 2º operou na Igreja.

Pelas considerações feitas aqui, é justo e lógico concluir que do mesmo modo que é necessária a Consagração ao Imaculado Coração de Maria da Rússia para a paz na terra, é necessária a presença de um Papa católico que possa cumpri-la com a intenção da conversão daquela grande nação à Roma católica. Mas para isto a mesma Roma deve passar por uma drástica descontaminação.

Eis porque a primeira intenção para que seja satisfeita a Consagração pedida não pode ser dissociada destas outras, que se resumem na intenção de orações e sacrifícios para que Deus suscite o Papa católico que livre a Igreja de toda essa devassidão modernista e ecumenista que impede qualquer conversão católica.

E assim, chegamos às intenções de Santos Rosários segundo o testemunho explícito da esperança que Deus cedo suscite o Papa católico para cumprir a demanda de Fátima.

O Santo Padre empenhado na conversão da Rússia, a partir de Roma retornada católica, faz parte da Mensagem profética de Maria: «por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.

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