Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

ENTRE FÁTIMA E O ABISMO DA IGREJA ECUMENISTA CONCILIAR

Fatima abismo

Arai Daniele

Desde que escrevi o livro «Entre Fátima e o Abismo» em 1988, que tinha por sub-título: «Considerações e fatos sobre o Segredo que desafia o Pontificado e assombra a Cristandade», outros fatos ocorreram evidenciando a crucial importância do tema.

  • Este livro teve seu valor acrescido porque foi levado em mãos para a Irmã Lúcia pela sua sobrinha, Maria do Fetal. A Irmã o leu e enviou-me sua opinião no mês seguinte, sempre pela sua sobrinha. Confirmou o que o livro contém, por exemplo, a entrevista com o Padre Fuentes, e apenas observou que o livro é polêmico (pudera!).
  • (This book had its value added because it was sent to Sister Lucy hands through her niece, Maria do Fetal. Sister read it and sent me her opinion in the following month, always by her niece. She confirmed what the book contains, for example the interview with Father Fuentes, and just noticed that the book is polemic (no surprise!).

A terceira parte do Segredo de Fátima foi publicada em 2000, mas a publicação, ao invés de atenuar o desafio, tornou-o ainda mais açulado. Basta dizer que, desde então, muitos consideram o texto publicado, senão falso, mutilado na sua essência, apesar de todas as declarações do Vaticano, confirmadas pela Irmã Lúcia, de sua autenticidade. Por isto, até se divulgam teses provando a existência de duas irmãs Lúcia.

Já nisto se verifica que, se de assombro se tratava antes, depois passou a tratar-se de grave suspeita. Muitos católicos desconfiavam da veracidade do que vinha do mesmo Vaticano, embora sem contestar a autoridade de seu titular de então, João Paulo 2º.

Enfim, um autêntico e real imbróglio, que continua emaranhado a tal ponto que se tem por certa a acusação que o segredo publicado foi estropiado e é melhor esquecê-lo.

Estou entre os poucos que, ao contrário, acreditam na autenticidade do texto publicado, e, portanto, de sua importância e oportunidade para a abissal crise eclesial que vivemos. Não só, mas que a sua real interpretação está confirmada justamente por estes fatos, isto é, da «liquidação» do Papado, como Sede da Verdade, por um longo tempo (Por fim…). Já muito escrevi sobre isto, mas devo continuar para que se entenda bem do que se trata.

É verdade que num certo momento histórico os «erros da Rússia» pareciam ter, com a aventura soviética, concentrado todos os males da primeira Besta do Apocalipse. Havia que considerar, porém, aquela segunda Besta com a «tiara» do Cordeiro, mas que falava com a voz do Dragão demoníaco.

A palavra que sintetiza o que há entre o apelo de Fátima e o abismo é «conversão». De fato, aqui vamos rever em síntese as imagens de como a «igreja conciliar» aboliu essa necessidade evangélica de valor universal com a sua abertura ecumenista e maçônica. Desde quando vivemos este interregno tenebroso? Ora, ele “seria mais claro em 1960”, quando Roncalli, João 23 ocupava a Sede da Verdade.

Impossível realizar tal «síntese» sem ter em vista as mensagens e as previsões anteriores; sem lembrar o que era planeado e preparado para, com um concílio, mudar a Igreja, como foram anunciados nas Sagradas Escrituras os tempos finais, a abominação das abominações que atingirá o vértice da Igreja em Roma, que perderá a Fé e tornar-se-á a sede do Anticristo, castigo anunciado em La Salette. E a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima demonstra colocar no presente o que foi profetizado para seu tempo.

Na terceira parte do Segredo, o Papa católico foi eliminado com o seu inteiro séquito fiel; que seria mais claro em 1960 quando até os cegos podiam perceber que no Vaticano havia um «papa mação e modernista», para uma Roma sem Fé e possuída pelo espírito anticrístico, como se viu e vê.

J23 e os iluminados

Cruz Peitoral de Roncalli com símbolos usados pela Maçonaria que João 23 doou à Basílica de Santo Ambrósio de Milão quando foi eleito.

Cardinal Bea

O Cardeal Bea, mação denunciado pelo jornalista italiano Mino Picorelli, assassinado por divulgar a famosa lista com cardeais mações. Bea foi nomeado por João 23 para presidente do Conselho para promoção da Unidade dos Cristãos e tutti quanti!.

Paulo 6 na ONUPaulo VI na ONU, onde visitou a sala de meditação para se “recolher em silêncio”, como o fizeram também os sucessores Wojtyla e Ratzinger (Cf. http://www.zenit.org/article-18064?l=portuguese)

Meditation Room of the U.N.Sala de meditação do deus de todas as Religiões pela “Paz”da ONU, onde os anti-papas conciliares fizeram “piedosa visita”

United Religion Initiative - LOGOImagem obtida no site oficial da URI. A ONU patrocina a URI para a união das religiões e esta é prestigiada pot João Paulo 2º

Duas posições opostas diametralmente. Portanto ou se é por uma ou pela outra; ou pelo sim ou pelo não, o resto vem do demônio.

JP2 Alcorao

Beijo do Corão, que nega a Cristo e a Santíssima Trindade.

Vejamos então, no mercado de influências mundialistas, quem vamos encontrar ao lado da iniciativa das «religiões unidas», que deveria chamar-se O.R.U., mas que para escandalizar menos recebeu o nome de U.R.I., e tem mais que um pé no Vaticano.

Bento 16 Assis 27 de outubro de 2011

Para os católicos tudo isto pode parecer fantasia ou um pesadelo de noite mal dormida, mas existe e vamos seguir algo da sua «saga».

Anexo U.R.I. A iniciativa das re­ligiões unidas (United Religions Initiative, U.R.I.) resumido de “Epiphanius, Massoneria e Sette Segrete: La Faccia Occulta della Storia»

“A URI representa a mais recente tentativa de amplo alcance da Teosofia para unir as religiões com fins mundialistas. Tudo começou em 1993 numa sessão do “Parlamento das Religiões” de Chicago. A idéia de formar uma autoridade internacional dedicada a unificar as religiões do mundo e constituir um ramo espiritual das Nações Unidas, foi proposta por Sir Sigmund Sternberg, na sua qualidade de diretor do I.C.C.J., Conselho Internacional dos Cristãos e Judeus, conjuntamente a Robert Muller, ilustre representante New Age junto às Nações Unidas. Sir Sigmund Sternberg Cavalheiro da Ordem Pontifícia Equestre de S. Gregório Magno

“O húngaro Sternberg foi um dos organizadores do primeiro encontro de João Paulo II com a Sinagoga e empenhou-se para a solução (anti-ecumênica) da “crise” de Auschwitz desencadeada pela presença, considerada ultrajante, do convento carmelita dentro do perímetro do campo e que terminou, como se sabe, com o seu afastamento dessa área em 1986. Sternberg empenhou-se em seguida intensamente para o reconhecimento de Israel da parte do Vaticano, que se realizou nos anos 1993-1994.

“João Paulo II, tomando conhecimento do impulso conferido às novas relações judeu-cristãs por Sternberg, em 1982 o nomeou Cavalheiro da Ordem Pontifícia Equestre de S. Gregório Magno, cuja Grã Cruz já havia sido conferida, por méritos de serviço, a Maurice Lever da loja «Moses Gaster» do B’nai B’rith.

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“No dia 13 de Abril de 1986, Sternberg, em uniforme de Cavalheiro da Ordem, acompanhou João Paulo II na visita à sinagoga de Roma. Por isto recebeu em 1988 as insígnias da Ordem maçônica de S. João de Jerusalém. Em 1990 Sternberg estendeu também à Comunidade de S. Egídio de Roma essa obra de promoção do diálogo inter-religioso, patrocinado pelo Vaticano.

“Em 1994 Sir Sternberg esteve no Vaticano guiando a delegação britânica em ocasião do concerto, na presença de João Paulo II e do Presidente italiano, para a comemoração da Shoa. E em 1996 sua segunda mulher (havia divorciado em 1970) foi decorada no Vaticano por João Paulo II como Dama da Ordem Pontifícia de S. Silvestre, tornando-se assim a primeira judia com tal título. Devido à essa sua obra a favor do sincretismo inter-religioso, Sternberg em 1998 foi também condecorado com o prêmio maçônico Templeton para o Progresso da religião.

Em Julho do mesmo ano a Open University do bilionário Soros lhe conferia o diploma honoris causa. Sir Sternberg é o patrocinador, junto com Gorbachev, do Dalai Lama e da mulher do fundador da Scientology, Bárbara Marx Hubbard, da “Comissão mundial para a Consciência e a Espiritualidade globais”, que reúne leaders mundiais com o fim declarado de «cultivar a visão global e a sabedoria para o novo milênio» e que foi presidida por R. Muller.

Chave VII

A ideia de Muller e de Sternberg já havia avançado e no dia 25 de Junho de 1995, na ocasião de uma cerimônia sincretista na catedral de S. Francisco para o 50° aniversário da Carta da O.N.U., quando o «bispo» presbiteriano William Edwin Swing havia anunciado a intenção de fundar a United Religions. Foi uma cerimónia deveras estranha com dezenas de orações diversas, salmos e… «encantos». Para a Grace Cathedral de S. Francisco esses espetáculos não eram novos: no Outono de 1994, de facto, um dominicano apóstata que se tornou estreito colaborador de Swing e Matthew Fox, oficiou uma ceia protestante dita «Missa Planetária» cujo «rito», celebrado num «altar» para «adoração dirigida ao ambiente», projetado em ecrãs vídeo, foi animado com «tecno-música». Tudo isto foi repetido na presença de Swing em 1995 em Dallas: «um misto de rito cristão, ocultismo, teosofia, em honra do Deus e da Mãe natureza». Em seguida Swing publicou o livro «O advento das Religiões Unidas», que evoca as «Nações Unidas» e um parlamento de religiões. Swing em 1996 visitou João Paulo II.

As conferências U.R.I. foram em breve estendidas aos cinco continentes, com a participação de cristãos, judeus, muçulmanos, budistas, baha’i, hindus, zoroastrianos, sikh, seguidores do New Age e da Wicca (movimento neo-pagão de cultores da bruxaria), etc. Ali se decidiu elaborar «mapas» para a metade de 2000, envolvendo políticos conhecidos pelas suas iniciativas de «orações» comuns – no estilo de Assis – para proceder enfim à fundação oficial da nova organização, a U.R.I., que tinha no seu plano de ação o objetivo de «promover uma durável cooperação inter-religiosa e criar uma cultura de justiça e paz». Para isto era necessário induzir religiosos e leigos à gradual aceitação dessa «Nova Religião» derivada de uma filosofia e ecologia espiritual. […] Para contribuir a esta iniciativa alguns bispos católicos fundaram, com o apoio de João Paulo II, a World Conference on Religion and Peace (W.C.R.P), Conferência mundial para a Religião e a Paz, acreditada junto à O.N.U., e presente em mais de 100 países e cujo primeiro presidente foi o arcebispo de Nova Dehli, Angelo Fernandes. Presidente da secção italiana do W.C.R.P. é Lisa Palmieri Billig, representante para a Itália da Anti Defamation League do B’nai B’rith, com sede em Roma. A sexta assembléia-geral da Conferência no dia 3 de Novembro de 1994 teve seus trabalhos de abertura na sala sinodal da Santa Sé. Era a primeira conferência inter-religiosa no Vaticano, com a presença pessoal de João Paulo II na veste de presidente de uma assembléia de quase mil representantes de quinze crenças diversas, inclusive as religiões indígenas da África, Austrália e Oceania.

“Sob a cúpula vaticana ecoaram por duas horas, na presença de João Paulo II, na veste de presidente da assembléia, versos hebraicos e do Alcorão, bem como invocações para a paz dos xintoístas, budistas e hindus., entremeados por blues africanos.

Limitamo-nos aqui a documentar a iniciativa dita das «religiões unidas», que é pela sua própria natureza divulgadora da teoria do campo unificado de toda fé. E isto quer dizer que se ocupa da promoção das muitas religiões humanas de modo que os homens deixem de discutir sobre conversões a uma Religião da Verdade. Ora, esta é, nada mais nada menos, que a Fé para a qual Nossa Senhora de Fátima pedia a conversão de todos e invocava uma consagração para a conversão da Rússia.

“A «Declaração final» das Conferências afirmava: «Dominamos a natureza como se essa fosse nossa, e esta arrogância é uma causa primária da atual crise ecológica. devemos começar por arrepender-nos das nossas ações destrutivas e efectuar uma mudança desde um modelo antropocêntrico a um bio-cêntrico eco­cêntrico».Na nossa obra de restauração da harmonia e da vida normal, URI

“O W.C.R.P. é o intermediário oficioso do Vaticano com os grupos inter-confessionais de projetos mundialistas, como a U.R.I., enquanto o canal oficial resta o Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso. O quartel-general da W.C.R.P não reside em Roma, mas no número 777 da Praça das Nações Unidas de Nova York, onde opera em estreito contacto com a O.N.U., com a U.N.E.S.C.O. e com a U.N.I.C.E.F.

Meditation Room of the U.N.

“Pode-se concluir aqui com uma citação tirada de um significativo livro, publicado por uma editora maçônica, do conhecido padre Rosário Espósito, professor de várias universidades pontifícias e extremado adepto da aliança da Igreja com a Maçonaria, diz: «(visto que) duas realidades idênticas a uma terceira são idênticas também entre si, e as três realidades são, neste caso, justamente a Maçonaria, a Sociedade das Nações, a ONU e a Igreja; é, portanto forçoso deduzir que a Igreja do Vaticano II e a Maçonaria constituem agora uma só coisa» (Rosario F. Esposito, Le grandi concordanze tra Igreja e Massoneria, Florença, Ed. Nardini, 1987, p. 197) ”.

Só pergunto agora como esta «simbiose» do Vaticano com a Maçonaria para anular a Religião única de Jesus Cristo poderia ter-se realizado e difundido com a presença de um Papa católico?

Eis porque o Terceiro Segredo revela que este foi «eliminado» virtualmente com todo o seu séquito fiel. Não foi o que continuaram a fazer depois do Vaticano 2º com os Bispos e Padres da Tradição? Para nós católicos vale a esperança em Deus que fará triunfar essa Fé ao Sinal da Consagração ao Imaculado Coração de Maria.

Por Fim Meu Imaculado Coração Triunfará!

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