Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

SEDE APARICIONISMO AFETADO PARA SUPRIR À VACÂNCIA PONTIFICAL… no ideário de Dom Williamson e do P. Nitoglia

Berg. Sta Maria Maior

Arai Daniele

Sabemos que nenhum homem em vida pode ser identificado definitivamente com o que pensa, ou seja, com uma profissão ideológica ou religiosa assumida; pode converter-se a outras idéias, correspondentes à outra posição, melhor ou pior.

Quando, porém, se trata de uma pessoa que deve assumir um cargo, esta escolha da parte de outros e da aceitação do próprio, é feita em função de sua posição definida pela profissão de idéias ou de fé bem conhecidas para exercer esse cargo. Isto vale para qualquer sociedade, mas em modo especial para a Igreja, para a qual o cargo concerne justamente essa fé.

Acima de todos os cargos de representação está o de Pontífice romano, que os católicos sabem representar Deus mesmo como Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sabemos então que o homem eleito para esse cargo é identificado definitivamente com o que demonstra crer, ou seja, com uma profissão religiosa que assume e deve defender.

Venhamos ao caso presente da dúvida fundada de que os «papas conciliares» não são, nem eram verdadeiros católicos quando foram eleitos. Pior, que tenham sido eleitos por tramas urdidas para que abrissem a Igreja para moldá-la ao gosto do mundo moderno.

Como isto foi o que aconteceu desde o conclave seguinte à morte do Papa Pio XII, e contra fatos não há argumentos, neste plano só fica a dúvida se o fizeram seguindo ou simplesmente sem se opor aos planos conhecidos dos perenes inimigos da Igreja. Em todo o caso, registre-se que a mutação eclesial foi no sentido de servir a formar um movimento de animação espiritual da democracia universal.

No início Roncalli, João 23 e Montini, Paulo 6º, prodigaram-se para a participação clerical em animações maçônicas, da ONU, etc. Logo, porém, Paulo 6º percebeu quanto tudo isto era tenebroso e evocava a fumaça de Satã. Para prosseguir na idéia devia animar promoções litúrgicas mundanas e portanto promoveu o NOM do festivo culto do homem, e acolheu até o carismatismo festivo do velho cardeal Suenens na Basílica vaticana.

Daqueles dias em diante as animações conciliares multiplicaram-se, decolando com inúmeras viagens papais pelo mundo, de modo a radicar a «animação religiosa» conciliar, que hoje encontra seu novo promotor romano em Bergoglio! Então aqui já se vê resolvida a dúvida sobre se esses «papas conciliares»: o fizeram segundo planejado ou somente por não se opor aos planos conhecidos dos perenes inimigos da Igreja.

É claro o empenho «aparicionista» que eles demonstraram ativamente nesta mutação eclesial com diversos atos escandalosos aos olhos dos fiéis, nos quais a reunião de Assis foi apenas o mais ousado. A foto acima é de Bergoglio que leva a bola verde-amarela para o altar em que celebrará o pseudo sacrifício do NOM.

Tal realidade é, porém, muito difícil de aceitar para católicos que veneram o Papa como «o doce Jesus na terra» e não querem correr o risco de parar para melhor identificar se quem passa por papa não seja o «falso cristo e falso profeta» profetizado nas Escrituras.

É a razão porque se instaurou desde então uma lastimável divisão jamais vista no seio da mesma Igreja, que toca até verdades de Fé sobre a natureza mesma do cargo papal, que poderia ser mesmo de um herege! Mas não se pode ignorar como esta confusão resultou no mais das vezes à falta de discernimento baseado em elementos de razão e de fé.

Como exemplos vamos citar o caso de um bispo e de um padre tradicionalistas, conhecidos como eruditos e corajosos, mas ondulantes em suas posições doutrinais nesse campo; o padre até passando à posição oposta, continua a justificar as suas mutações e inversões com os argumentos sofísticos que vamos aqui descrever.

O bispo é dom Williamson, que se colocou à frente de uma resistência que diz respeito, mais que à Igreja conciliar, à Fraternidade a que pertenceu e vê hoje ruir em contradições – ainda maior que as suas – diante de sua original razão de seu Fundador em lutar por uma verdadeira permanência na Tradição.

O sofisma monótono destes e tantos outros clérigos consiste em partir da certeza que os «papas conciliares» são legítimos porque eleitos em conclaves canônicos. Partem, portanto, de uma visão humana do Papado, equiparado a um governo civil que recebe o poder dos eleitores e assim deve ser aceito. A necessária visibilidade da Igreja dependeria, portanto, desta visão que põe de lado a precedência da infalibilidade na Fé.

Vejamos como isto se dá. Antes de tudo, por esquecer que o poder do eleito no conclave católico não vem dos eleitores, nem do consenso dos fiéis, portanto não da Igreja, mas diretamente de Deus. Um fato, à primeira vista, invisível aos fiéis, que devem receber a autoridade infalível de Deus através da manifestação da Fé e não de «aparicionismos» humanos.

Então já se compreende que a necessária infalibilidade pontifícia, que se reconhece em alguns atos de seu magistério, não é opcional para se reconhecer a autêntica autoridade divina de um Papa verdadeiro. Porque pontifica em nome de Deus o que deve ser crido como procedente da revelação divina a autoridade do Papa deve ser reconhecida porque propõe o que é autenticado na Vontade divina.

Neste sentido, fizeram bem, uns raros católicos que, duvidando justamente da ortodoxia e continuidade católica dos documentos do Vaticano 2º, pediram aos papas conciliares que o confirmassem ou negassem usando a infalibilidade pontifícia. Quando este pedido nem foi tomado a sério, porém, nem por isto reconheceram a ausência da verdadeira autoridade, caindo eles mesmos em contradição. Falharam em sua justa visão católica. Mas o bispo e o padre em questão nem chegam a este nível de compreensão porque, muito ao contrário, fazem de seus bisonhos julgamentos sobre a vaga relação da infalibilidade com a autêntica autoridade argumento para tentar pôr em falta, senão em ridículo os fiéis preocupados em reconhecer somente a autoridade divina do Papa, porque qualquer outra de base somente clerical é falsa é portanto, demolidora da Igreja.

A autenticidade da autoridade pontifícia pode e deve ser avaliada diante, por exemplo, das alterações na Liturgia e no Direito canônico, que implicando infalibilidade não podem ser nocivas e ainda pior, demolidoras de seu cunho sagrado. D. Williamson, porém, se empenha num sofisma lamentável que pretende encobrir o engano: “a doutrina conciliar vai bem além da Tradição (por exemplo a liberdade religiosa e o ecumenismo). Portanto a doutrina própria do Concílio não entra no Magistério Ordinário Universal, e não pode servir para demonstrar que os Papas conciliares não sejam Papas («Ansiedade sedevacantista II»).”

Como assim? As heresias certamente não têm parte no magistério católico, mas se passam por algo intitulado «concílio ecumênico» aprovado por um «papa», com não ver nisto um «golpe» da falsa autoridade? E a este ponto não fica claro que se desvanece qualquer consideração lógica e estamos diante de acrobacia teologastras para justificar uma própria estratégia de posição, muito confusa da parte desse bispo. Ele ainda hoje não encontrou sua identidade na grande crise, mas pontifica com suas dúvidas do tipo: São Pedro no início ainda se submetia à autoridade do Templo! (ver http://wp.me/pWrdv-rw; http://wp.me/pWrdv-1cf )

Neste sentido, vejamos a outra exposição recente do P. Nitoglia o qual, tendo passado da posição que nega autoridade aos «papas conciliares», ao seu contrário (sedeplenista), se empenha a justificar o que ocorre com Bertoglio, Francisco I, à luz do que se diz do ocorrido com o Papa Pio IX, no artigo «Viva o Papa!» (www.doncurzionitoglia.com).

“Quando o Papa Pio IX foi eleito, os liberais – pensando que o papa Mastai fosse um deles  – instigavam a multidão a gritar “viva Pio IX!”, isto è “viva um Papa liberal”, mas don Bosco, que era um santo muito ligado ao Papado, ensinou as pessoas a gritar: “Viva o Papa!”, isto é: admitindo sem conceder que Pio IX, nos primeiros meses de seu Pontificado tenha feito reformas que poderiam ser interpretadas como favoráveis a uma mudança de liberalização, é preciso distinguir entre os atos de Mastai, como pessoa privada, e os do Papa Pio IX e defender a figura do Papa e a instituição do Papado, odiado pelos liberais. Hoje vivemos sob o pontificado de Francisco I, que realmente é “liberal”. Infelizmente, ele se deu a uma forma radical de ultra-modernismo, mas, apesar disso, até janeiro de 2014, quando todos (incluindo os piores inimigos da Igreja) o elogiavam nos primeiros dias de fevereiro, veio de repente e providencialmente um severo ataque contra a S. Sede da parte de ambientes laicistas da Nova Ordem Mundial e da ONU.

“Às vésperas do Concílio Vaticano II, a maioria dos teólogos e até mesmo bispos se puseram a “dialogar” com o pensamento moderno, adotando a sua linguagem e até mesmo a filosofia ou mentalidade, com a ilusão de ser aceito, mesmo edulcorando algumas verdades evangélicas demasiado exigentes. Papa Francisco disse até que iria levar a termo esta operação de diálogo com a modernidade que teria sido interrompida, de acordo com ele, no pós-concílio.”

Apliquemos agora o que foi lembrado no início deste escrito sobre a profissão religiosa que uma pessoa assume e com a qual quer ser identificada, para estabelecer as devidas lógicas e religiosas diferenças entre Mastai e Bergoglio. Mastai-Ferretti, futuro Papa Pio IX, não assumiu nenhuma posição liberal com a qual não podia nem queria ser identificado como prelado católico. Isto lhe foi atribuído – e pode-se pensar que foi maldosamente – pelos seus gestos de tolerância para com os liberais.

Bergoglio, ao contrário, assume uma posição liberal própria dos clérigos conciliares, porque esta abertura ao mundo do Vaticano 2º é a que professa e quer implementar ainda mais, como diz e demonstra deliberadamente com atos bastante clamorosos. Incrível, portanto a comparação com Pio IX, pois basta considerar uma das sentenças condenadas pelo seu Syllabus: “que o Papa se deva reconciliar com o mundo”, para saber que é quanto o plano conciliar queria e Bergoglio agora quer implementar.

Ora, a impossibilidade de reconciliação com a carne, o mundo e o demônio é ensino evangélico e portanto a política dos conciliares, vinda do Vaticano 2º, que a propõe transversalmente até com outras crenças, traz outro evangelho e é anátema, segundo o mandato posto por São Paulo (Gal 1, 8).

Ora, tratando-se de pessoas que deviam assumir o cargo para representar Deus mesmo como Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo, justamente em função de sua posição definida pela profissão de fé bem conhecida, que dizer de Bergoglio, que é e quer ser um autêntico conciliar liberal, como reconhece sem hesitação o mesmo P. Nitoglia?

Há que reconhecer, então, que o modo de crer de Bergoglio-Francisco e de Pio IX são opostos no liberalismo condenado pela Igreja, mas que é intrínseco à liberdade religiosa e de consciência do Vaticano 2º. O católico deve reconhecer esta diferença diametral justamente na doutrina professada pelo Papa Pio IX, e não só no Syllabus, com aquela professada por Bergoglio. Aliás, já os conciliares mesmos disseram e ficou provado que o Vaticano 2º teve a intenção de ser o anti- Syllabus !

A este ponto é claro que, para quem recorre a comparações eruditas para disfarçar a confusão que acalenta, desvanece qualquer  possibilidade de conclusão lógica, para não dizer Católica; estamos diante de ridículas acrobacias mentais para justificar a própria estratégia de posição da parte de consagrados que se dizem tradicionalistas, mas ainda não encontraram uma identidade firme nesta grande crise de dimensão apocalíptica.

Preferem imaginar que podem apelar-se à sabedoria de don Bosco, sugerindo que se grite “viva o Papa!” e não “viva Bergoglio!”. Isto porque a mão de Deus conduz a história para uma definitiva realização apesar dos propósitos vãos dos homens. Procedem como se não fosse da mesma Revelação divina a presença dos falsos cristos e dos falsos profetas ao serviço do Anticristo final, para banalizar as inversões de Bergoglio como meras «cedências» ocasionais e não doutrinárias, afetando esperança na sua integridade conciliar… “porque para todo mal Nosso Senhor sabe tirar um bem maior. Talvez diante das cedências de papa Bergoglio Deus reservou para a sua Igreja uma última chance de resgate: ou a perseguição (bendita por Deus) ou a traição (castigada por Ele)”. Isto, como se a traição e o engano na Fé não fosse um fato consumado que, aos engessados clérigos destes tempos lúgubres, Nosso Senhor só pede que a disfarcem (para melhor enganarem!). É mais um sinal do fim!

Senhor tenha piedade de nós!

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