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Fátima e a Paixão da Igreja

PORQUE É QUE NÃO HOUVE REACÇÃO POPULAR ANTI – VATICANO 2 ?

rabbinic Trojan horse

  • Só um milagre moral de primeiríssima magnitude poderia ter lançado a massa católica num confronto aberto com o Vaticano 2 aliado com os poderes do mundo.
  • Mas DEUS NOSSO SENHOR NÃO GOVERNA O MUNDO ATRAVÉS DE MILAGRES.

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Procedamos à leitura das seguintes passagens Bíblicas: « Não seguirás a maioria na prática do mal; nem testemunharás em litígio inclinando-te para a maioria, com o fim de torcer a Justiça ». Livro do Êxodo 23,2                                                

« Ai dos que chamam bem ao mal e mal ao bem; dos que fazem passar as trevas por luz e a luz por trevas; que têm o amargo por doce e o doce por amargo! Ai dos que se têm a si mesmos por sábios, e aos próprios olhos passam por prudentes,  (…) daqueles que por uma propina absolvem o erro e privam o justo do seu direito! (…) Porque desprezaram a Lei do Senhor dos exércitos, e a Palavra do Santo de Israel vilipendiaram, por isso ardeu a ira do Senhor contra o seu povo, estendeu a Sua mão contra ele; feriu-o e os montes tremeram e os seus cadáveres, como as imundícies, jazeram no meio das ruas. Nem com tudo isto se aplacou a Sua ira, e estendida continua a Sua mão ». Isaías 5,20-25

O pecado original constitui, por via da ferida na inteligência e da ferida na vontade, um tendência habitual para o mal;  É UM MAL ESPECÍFICO, COLECTIVO E ANTROPOLÓGICO EM SI MESMO, E UMA TENDÊNCIA INDIVIDUAL PARA O MAL; só pode pois ser combatido com a virtude. É de Fé que o homem viador, sem pelo menos a Graça Medicinal, não pode evitar por longo tempo o pecado mortal. Quer dizer: Mesmo na Ordem Natural, e para o exercício duma virtude natural, é necessária a Graça Medicinal. A Graça Medicinal constitui como que a raiz preternatural, cicatrizante das feridas na natureza, integrante da Graça elevante, esta sim pròpriamente Sobrenatural.

Para Adão e Eva a virtude era Natural, Preternatural e Sobrenaturalmente fácil, espontânea, gratificante; quer dizer: A situação cosmológica e ontològicamente privilegiada dos nossos primeiros pais facultava-lhes uma virtude INATA E CONSTITUTIVA – PARA PECAREM, TIVERAM POIS DE FAZER UM GRANDE ESFORÇO MORAL. O homem viador, COM A EXCEPÇÃO DE NOSSA SENHORA, redimido pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, pode e deve, com o auxílio da Graça, alcançar um estado em que a prática da virtude constitua para ele uma fonte de verdadeira felicidade Sobrenatural, com todo o seu ser, espiritual e psico-orgânico incorporado, imerso, excelsado, em Bens Sobrenaturais –

TODAVIA, E AO CONTRÁRIO DE ADÃO, NÃO FOI CRIADO ASSIM, foi necessário que produzisse, com o auxílio da Graça, um ESFORÇO MORAL ASCENDENTE ATÉ ESTABILIZAR-SE NOS BENS ETERNOS. Uma das consequências mais graves da ferida na natureza é a pusilanimidade, ou fraqueza de espírito da massa. Com poucas excepções, em todas as épocas e em todos os lugares, o homem “normal” não vive como um ser racional de pleno direito (mesmo no plano natural); não pauta, nem a sua vida interior (quando a possui), nem a sua conduta, por critérios objectivos, universais, necessários. Particularmente, a massa não é nada, mimetiza-se, sim, nominalmente, segundo a representação momentâneamente mais forte. Não é isso que ensina São Tomás de Aquino: Quer como filósofo, quer como Teólogo, este santo doutor, o mais objectivo entre todas as sumidades Católicas, sempre defendeu o primado da Inteligência e da Vontade, concebida como apetite racional, sem olvidar a natureza profunda do Homem como animal racional, e por isso mesmo hierarquizando a sua actividade na sensibilidade e na matéria, sem dúvida, mas cuja forma essencial é a alma, formalmente racional e espiritual, mas virtualmente sensível, vegetativa e inorgânica.

Neste quadro conceptual, Santo Tomás sustenta um vigoroso e coerente apelo a uma consciência, antes de mais sincera, mas também objectivamente recta, pois a sinceridade sem rectidão não serve para a Salvação Eterna. Fundamentalmente São Tomás rejeita o “andar no mundo por ver andar os outros” como indigno dum ente criado à Imagem e Semelhança de Deus. Assim se compreende como não houve, nem podia haver, qualquer reacção popular anti-Vaticano 2.

Há quem honestamente pense que numa época anterior à revolução de 1789 uma tal reacção se teria verificado; efectivamente a chamada Reforma, bem como a própria revolução de 1789, encontrou considerável oposição; mas não olvidemos que no século XVIII, e apesar da enorme decadência de costumes, existia uma Santa Madre Igreja forte, possuindo o Sacro Império como braço secular, embora este nem sempre à altura das circunstâncias, e entre o povo havia uma fina-flor verdadeiramente católica.

Todavia, no século XX já não existia qualquer braço secular – o regime de Franco, se bem que animado de rectas intenções, em virtude da grande descristianização da sociedade, nunca logrou constituir uma forma político-coactiva suficientemente poderosa para ser considerado braço-secular da Santa Igreja – e PIOR DO QUE TUDO: O PROCESSO APÓSTATA FOI CONDUZIDO COM A APARÊNCIA DA AUTORIDADE DA PRÓPRIA IGREJA.

Perante esta pavorosa realidade, como é que a grande massa dos baptizados, em todos os países de antiga Tradição Católica, APENAS NOMINALMENTE CATÓLICOS, sem a Fé do Baptismo, sem Esperança, e sem Caridade, apóstatas em negativo, por inacção, indolência, comodismo, respeito humano, e até mesmo superstição, como é que essa massa amorfa podia possuir força Sobrenatural para se erguer virilmente, corajosamente, e bradar: NÃO!? Como se sabe, até os melhores sucumbiram. Aliás, a maçonaria internacional já sabia perfeitamente que o seu plano deicida possuiria como aliado poderoso a miséria espiritual e moral da grande massa nominal. Só um milagre moral de primeiríssima magnitude poderia ter lançado a massa católica num confronto aberto com o Vaticano 2. E DEUS NOSSO SENHOR NÃO GOVERNA O MUNDO ATRAVÉS DE MILAGRES.

Sabemos igualmente que o episcopado mundial, salvo muito raras excepções, com quase todo o seu clero, também apostatou. Inclusivamente os membros do Coetus Internacional Patrum, pelo menos, renderam-se incondicionalmente, salvo Monsenhor Lefebvre e Monsenhor Castro Mayer. Bem antes do maldito Concílio, já Monsenhor Lefebvre detectava o vírus modernista a invadir o clero, ele próprio o afirmou: “Por alturas do Concílio o clero estava à beira de cair, mas a Igreja ter-se-ia separado do clero modernista e prosseguido a sua missão; contudo, esta opção foi odiosamente rejeitada, para dar lugar à maior tragédia sofrida pela Igreja”. Pode colocar-se a seguinte questão: Mas há cinquenta anos não existia ainda uma fina-flor católica, de alto nível intelectual e moral, capaz de se opor organizadamente ao processo de apostasia?  Existia, mas lamentàvelmente sem a energia espiritual e moral suficiente para afrontar aqueles que apareciam disfarçados de verdadeiras autoridades eclesiásticas; e de qualquer modo essa fina-flor extinguiu-se pela ordem natural da vida, E NÃO FOI SUBSTITUÍDA.

Pio XII possuiu perfeita consciência da catástrofe que se avizinhava, até por revelações celestes, todavia é um facto que não reagiu com energia proporcionada à ameaça mortal e iminente. Porque enviou ele Montini, traidor, pró-comunista, como arcebispo de Milão, em vez de o fazer condenar à merecida pena, no próprio Estado do Vaticano, internacionalmente soberano? Se os poderes civis possuem o direito de condenar à morte os seus traidores – muito mais a Santa Igreja; além disso: A DOUTRINA QUALIFICA A PENA. Ao enviá-lo para Milão, na prática, fê-lo “papa”. Sem dúvida o maior erro do seu Pontificado, entenda-se, Pontificado fraco, mas VÁLIDO.

Temos de fugir como o diabo da Cruz d’aqueles “sedevacantistas”, que para parecerem ainda mais tradicionalistas, querem invalidar Pontificados como os de Pio XII, Leão XIII, e sabe-se lá quem mais. ASSIM NÃO VAMOS A LADO NENHUM E ATRAIREMOS AS MALDIÇÕES DE DEUS NOSSO SENHOR, TANTO COMO OS MODERNISTAS. SÓ PELA VERDADE E PELA SANTIDADE PODEMOS GLORIFICAR A SANTÍSSIMA TRINDADE E CORRESPONDER ÀQUILO QUE A PROVIDÊNCIA DIVINA ESPERA DE NÓS NESTE POBRE MUNDO. LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO Lisboa, 13 de Março de 2014

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