Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

SÃO JOSÉ, DEFENSOR DO MENINO QUE ERA VIA, VERDADE E VIDA

S, José

Dia de São José, Christi defensor sedule,

Defensor do Menino Jesus, Via, Verdade e Vida!

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  • “Para o modernismo (primeiro), as verdades são relativas, para o pós-modernismo a verdade é irrelevante” (Desembargador Ricardo Henry Marques Dip («Segurança Jurídica e Crise Pós-Moderna», Quartier Latin, São Paulo, 2012)

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A BUSCA MODERNISTA DA VERDADE

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Procedamos à leitura da seguinte passagem da encíclica “Pascendi” promulgada por São Pio X, em 8 de Setembro de 1907:

« Afinal, os modernistas dizem assim: No sentimento religioso deve-se reconhecer uma espécie de intuição do coração, que pôs o homem em contacto imediato com a própria realidade de Deus e lhe infunde tal persuasão da existência d’Ele e da Sua acção, tanto dentro, como fora do homem, que excede a força de qualquer persuasão, que a ciência possa adquirir. Afirmam, portanto, verdadeira experiência racional; e se essa for negada por alguém, como pelos racionalistas, dizem que isto sucede porque estes não querem pôr-se nas condições morais, que são necessárias para consegui-la. Ora tal experiência é a que faz própria e verdadeiramente crente a todo aquele que a conseguir. – Quanto estamos longe dos ensinamentos católicos! Já vimos essas ideias condenadas pelo Sagrado Concílio Vaticano I. – Veremos ainda como, com semelhantes teorias, unidas a outros erros já mencionados, SE ABRE CAMINHO PARA O ATEÍSMO. Cumpre, entretanto, desde já notar que posta esta Doutrina da experiência, unida à outra do simbolismo, toda religião, sem exceptuar a dos idólatras, deve ser tida por verdadeira. E, na verdade, porque não seria possível achar tais experiências em qualquer religião? Não poucos presumem que de facto já tenham sido encontradas. Com que direito os modernistas negarão a verdade a uma experiência afirmada por um ismaelita? Com que direito reivindicarão experiências verdadeiras só para os católicos? E os modernistas de facto não negam, ao contrário, concedem, uns confusa, outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras. É claro, porém, que eles não poderiam pensar de outro modo».     

Verdadeiramente, deve afirmar-se que o conceito de Verdade Objectiva, Natural e Sobrenatural, sempre foi defendido, ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE, pela Santa Madre Igreja, a qual É INFALÍVEL, TAMBÉM NO SEU MAGISTÉRIO FILOSÓFICO.
Deus é a Verdade, a Bondade, a Santidade; não um “deus” qualquer, um ídolo, o próprio demónio, mas sim a Santíssima e indivisível Trindade, o Deus de Abraão, Isaac e Jacob.
Existe, sem dúvida, uma sede, uma busca de Verdade, OBJECTIVAMENTE ORIENTADA, em que a alma é atraída, é Sobrenaturalmente chamada, por Deus, rectamente concebido, como uma Realidade Transcendente à qual tudo se deve subordinar. Ora esse chamamento é progressivo, mas PERFEITAMENTE HOMOGÉNEO, é sempre o mesmo e único Deus Uno e Trino, que cada vez é mais possuído, cada vez é mais conhecido, cada vez é mais amado.
Dizia Gustavo Corção (1896-1978) acerca da sua própria conversão: “Conhecia a Deus, mas não sabia qual a porta da Sua Casa.”
Ora como se referiu, aqui encontramo-nos perante um encontro plenamente objectivo entre o Criador e a Sua criatura espiritual, que pressente objectivamente a sua religação, a sua luz, a sua dependência essencial, e encontra nela, não um estorvo, mas uma riqueza tão grande, um tesouro tão inestimável, que como diz Nosso Senhor Jesus Cristo na parábola Evangélica, “vende tudo quanto tem e compra o campo onde encontrou o tesouro”.
Totalmente oposta é a busca modernista da verdade, SUBJECTIVAMENTE ORIENTADA, FUNDAMENTADA NO SENTIMENTO MAIS OU MENOS DESORDENADO, DESDENHANDO DOS PRINCÍPIOS INTELECTUALISTAS.
O escritor alemão Gotthold Lessing (1729-1781) exprimia-se assim: “Se me fosse dado escolher entre a verdade e a procura da verdade, escolheria a procura da verdade, pois a verdade é demasiado grande para mim.”
Tais asserções constituem magnífica ilustração da mentalidade modernista; para esta, efectivamente, o que realmente conta é a função criativa da subjectividade na edificação da “verdade,” exactamente como expendiam Kierkegaard e Unamuno: “A fé constrói o seu próprio objecto”.
Toda a filosofia dos últimos três séculos está eivada desta falsíssima concepção, a qual inverte de cento e oitenta graus o recto operar do intelecto, na Ordem Natural e na Ordem Sobrenatural.
Segundo consta, o falecido D. Policarpo possuía como divisa: “a busca apaixonada pela verdade”; o próprio Wojtyla, na “Redemptor Hominis” (1979) declara a sua “intenção de prosseguir – com as outras religiões – a busca comum da verdade”.
MAS A VERDADE JÁ ESTÁ OBJECTIVAMENTE REVELADA, não há mais do que aprofundá-la HOMOGÈNEAMENTE, SEMPRE SEGUNDO O MESMO PRINCÍPIO, para a viver sempre com maior Santidade, com maior Caridade. A Verdade é Nosso Senhor Jesus Cristo, é a Santíssima Trindade, é a Santa Madre Igreja, é o Santo Sacrifício da Missa, é a Sagrada Eucaristia, Sol dos Sacramentos. Onde é que eles querem ir buscar mais verdade, ou outra verdade? – estarão loucos?  Antes estivessem, mas não, eles não possuem qualquer conceito de verdade. Isso mesmo concluiu, em absoluto, Monsenhor Lefebvre, quando em 1987 conferenciou com Ratzinger, então Secretário de Estado: “Estes homens não possuem noção alguma de verdade”- afirmou.
Foi aí que Monsenhor Lefebvre se terá tornado sedevacantista, ainda que privadamente, pois que na epístola endereçada aos futuros Bispos não duvidou apelidar as autoridades romanas de “anti-Cristos”.
Todo este processo Teológico, Filosófico e Psicológico, foi escalpelizado pela encíclica “Pascendi” de uma forma magistral, a qual surpreendeu os próprios modernistas; esta encíclica constitui a Bíblia do combate anti-modernista.
Para os modernistas a Revelação é a tomada de consciência progressiva da Humanidade das suas relações com “deus”, na exacta medida em que este “deus” constitui a síntese culturalmente assumida de todas as aspirações humanas, individual e colectivamente sublimadas.
Ora a Revelação define-se como a intervenção positiva, de Direito, salvífica, de Deus na História humana, ilustrando-a Sobrenaturalmente com o Lume da Sua Verdade Providencial. Nem mais, nem menos. Não há lugar “para buscas apaixonadas da verdade”. É A VERDADE QUE METAFÌSICAMENTE, TEOLÒGICAMENTE, SUBORDINA TUDO E TODOS A SI MESMA, QUER QUEIRAM, QUER NÃO, OBJECTIVAMENTE, COMPULSIVAMENTE, COM NECESSIDADE VERDADEIRAMENTE SOBRENATURAL. TUDO O MAIS É ATEÍSMO.
A maldita Igreja conciliar, a seita anti-Cristo, encontra-se INFINITAMENTE LONGE DA VERDADE E DA SANTIDADE, a sua “busca da verdade” não passa dum onanismo psicológico segregador dum nada ainda mais profundo do que as “filosofias” sartreanas. É que Jean-Paul Sartre (1905-1980) em todo o negativismo da sua triste “filosofia”, que aliás é existencialista e não niilista, possui um sentido de objectividade e de consistência psicológica bem mais apurado do que o próprio modernismo, este, atomizador e desintegrador do pensamento humano.
A miséria extrema destes conciliares só e possível pelo longo afastamento da Ordem Sobrenatural de gerações inteiras, duma Europa polìticamente alienada do Romano Pontífice desde a Paz de Vestefália (1648), com a relativa excepção de Portugal e de Espanha, até meados do século XVIII. Por sua vez, desde o colapso dos Estados Pontifícios e da própria cidade de Roma (1870), milhares de agentes da maçonaria foram fraudulentamente introduzidos nas fileiras eclesiásticas, daí resultando muitas ordenações, muitas missas e muitos sacramentos inválidos; por sua vez, na medida em que esses agentes do diabo eram promovidos ao episcopado, e muitos foram, as sagrações e as Jurisdições também se tornaram inválidas; pois que a intenção formal de destruir a Santa Igreja é contraditòriamente incompatível com qualquer acto eclesiástico válido – até o Santo Baptismo.
Diz-se que tendo sido Monsenhor Lefebvre ordenado sacerdote e sagrado Bispo por Mons. Liénart, e sendo este maçon, então Monsenhor Lefebvre nem padre seria. ACASO PODEMOS ACEITAR QUE A SANTA PROVIDÊNCIA, QUE TUDO DISPÕE PARA O BEM SOBRENATURAL DO HOMEM, IRIA PERMITIR QUE O MAIS IMPORTANTE MEMBRO DO EPISCOPADO MUNDIAL ACTIVAMENTE RESISTENTE AO MALDITO CONCÍLIO VATICANO 2 – NEM SEQUER SACERDOTE FOSSE?
Em 1929, data da ordenação sacerdotal de Mons Lefebvre, estaria já Liénart agregado formalmente à maçonaria?
E quanto à Sagração Episcopal, existem sempre dois Bispos assistentes que podem ontològicamente suprir a tremenda falha, o abominável vazio, do Bispo Sagrante.
Permaneçamos inteiramente confiantes na Santa Providência. É certo que a nossa limitada inteligência, bem como os nossos fracos conhecimentos, não nos permitem, nem mesmo no Céu, abarcar compreensivamente o Todo, ou seja, abarcar a ideia do mundo eternamente presente na Inteligência Divina, MAS AQUI TAMBÉM RESIDE O MÉRITO DA FÉ TEOLOGAL, SOBRENATURAL – ADORAR A VERDADE REVELADA, MESMO NAQUELAS REALIDADES QUE NEM NA ETERNIDADE PODEMOS INTEGRALMENTE COMPREENDER.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 17 de Março de 2014

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