Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

PORQUE É QUE FICÁMOS SÓS?

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral
EVANGELHO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO SEGUNDO SÃO MATEUS:

«Então, irão entregar-vos à tortura e à morte, e por causa do Meu Nome TODOS OS POVOS IRÃO ODIAR-VOS. Nessa altura, muitos sucumbirão, e hão-de trair-se e odiar-se uns aos outros. Surgirão muitos falsos profetas, que hão-de enganar a muitos. E porque se multiplicará a iniquidade, resfriará a Caridade de muitos. Mas quem perseverar até ao fim será salvo. Esta Boa-Nova do reino será pregada em todo o mundo, como testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.» Mt 24,9-14

Quem possui a Deus Nosso Senhor nunca está verdadeiramente só; este pobre mundo é uma sombra, por vezes é uma autêntica ante-câmera do Inferno, mas é o mundo onde Deus nos colocou e onde devemos merecer o Céu.
Quem quer seguir, coerentemente, integralmente, a Nosso Senhor Jesus Cristo, pode ter a certeza, que de uma forma ou outra, encontrará perseguição, que tanto maior será, quanto mais piedoso for.
Em toda a Revelação, e ulteriormente em toda a História da Igreja, existe um frémito, uma comoção, de todo um mundo que se ergue contra a Verdade, contra a Virtude, contra a Santidade, contra Nosso Senhor Jesus Cristo e a Sua Igreja. A maior prova extrínseca da Verdade da Fé Católica reside precisamente neste ódio universal que ela desperta.
A razão profunda para essa enorme aversão à Fé Católica consubstancia-se na INFINITA MAGNITUDE DA VERDADE, MESMO NATURAL, NA SUA RELAÇÃO TRANSCENDENTAL COM A INTELIGÊNCIA, BEM COMO NA SUA INFINITA AMABILIDADE NA SUA RELAÇÃO TRANSCENDENTAL COM A VONTADE. Ora estas relações são OBJECTIVAS, quer os homens queiram, quer não queiram.
Simplesmente o pecado original, com a sua ferida na inteligência e na vontade, de alguma maneira desproporcionou e muito estorvou as faculdades da alma na sua relação com o Ser e seus atributos transcendentais. Isto na Ordem Natural. Porque a Ordem Sobrenatural está infinitamente acima da Ordem Natural, no sentido em que Deus Uno e Trino revela Mistérios absolutamente inacessíveis à razão natural e por isso mesmo esta é chamada à participação na Inteligência Divina pela Fé Teologal.
É certo, que mesmo na Ordem Natural, Deus está infinitamente acima das Suas criaturas; mas como já referi, a Ordem Sobrenatural está infinitamente acima da Ordem Natural. Não há contradição: Visto que na Ordem Natural Deus permanece Deus, sem descer amorosamente, ontològicamente, ao encontro das Suas criaturas espirituais; na Ordem Sobrenatural, Deus Nosso Senhor desce, abaixa-se, na Encarnação, na Redenção, na Graça Santificante, nas virtudes Teologais, e concomitantemente ELEVA as Suas criaturas, levando-as a participar, acidental, mas verdadeiramente, da Natureza Divina, da Inteligência Divina, da Caridade Divina, da Santa Intimidade da Família da Santíssima Trindade. A PARTICIPAÇÃO SOBRENATURAL NO INFINITO NÃO DESTRÓI O PRIMEIRO INFINITO DA DISTÂNCIA METAFÍSICA NA ORDEM NATURAL – ENRIQUECE-O, SIM, INFINITAMENTE, MEDIANTE UMA APROXIMAÇÃO ONTOLÓGICA.
Ora todas estas maravilhas filosóficas e teológicas são extremamente molestas ao homem “normal,” em todas as épocas e todos os lugares, na exacta medida em que pugnam com o pendor normal do exercício do seu acto de ser, pautado pela não resistência às consequências do pecado original.
Em todas as épocas os verdadeiros crentes católicos constituíram sempre uma pequena minoria, com acidentais alterações para mais ou para menos. É redondamente falsa a asserção produzida por alguns de que os homens, no seu conjunto, “antigamente” eram essencialmente melhores; de modo nenhum, O ENQUADRAMENTO CULTURAL É QUE ERA DIFERENTE E NO CONCERNENTE À EXISTÊNCIA DA SANTA MADRE IGREJA, INSTITUCIONALMENTE, ESSENCIALMENTE, MUITO MELHOR. Além disso não olvidemos o papel da nefanda hipocrisia no disfarce da vida social, pois muito do que hodiernamnente se considera “a virtude dos velhos tempos” não passava de rematada hipocrisia.
A época chamada “vitoriana” em Inglaterra coincidiu com o apogeu da pedofilia, violação de crianças e empregadas domésticas, etc.
Como referi, a diferença essencial da miséria absoluta da nossa época, reside precisamente no total desaparecimento da Santa Madre Igreja, como realidade social e cultural; constitui essa a realidade que deixa os católicos fiéis particularmente sós, porque não apenas privados de socorro Dogmático, Espiritual e Moral no plano institucional, mas fundamentalmente intoxicados, envenenados e perseguidos pela seita anti-Cristo que usurpou a Santa Madre Igreja.
Sobretudo nunca olvidemos que os inimigos da alma são: o mundo, o demónio e a carne. Neste enquadramento, os fiéis católicos, em todos os tempos e lugares, nunca podem aspirar a levar vida fácil e cómoda. A profissão de Fé Católica exige uma permanente contenção de espírito ordenada à manutenção dum alto nível de unidade psicológica, intelectual, espiritual e moral, evitando toda e qualquer dispersão de ser. Constitui esta aliás um cancro permanentemente ameaçador de todos os fiéis, a começar pelos sacerdotes e religiosos.
Evidentemente que para a “espiritualidade” conciliar a questão não se coloca, pois antes de se dispersarem interiormente de facto – falharam o ser de Direito.
Também sabemos que o Mal provoca imensamente mais ruído do que o Bem, por isso, algumas vezes, parece mais vasto e sórdido do que realmente é, extraindo boa parte da sua força da cobardia dos bons.
Cuidado com os falsos tradicionalistas que deturpam a Doutrina Católica reincidindo no milenarismo, que é uma reencarnação, que é uma heresia, que destrói o hábito Sobrenatural da Fé Teologal, que aniquila as forças espirituais e morais da resistência anti-modernista.
Meditemos assìduamente as verdades do Catecismo, a vida dos santos, os mais cultos deverão frequentar, tanto quanto possível, São Tomás, ou um Compêndio de Teologia Dogmática e Moral pré-conciliar. A leitura da vida de São Pio X, bem como a do próprio Monsenhor Lefebvre, mitiga a nossa solidão espiritual, pela verificação que também eles, na sua época, sentiram perplexidades, e arrostaram corajosamente, com a Graça de Deus, os combates quotidianos contra as consequências do pecado original, neles mesmos, e tão tristemente disseminadas neste nosso pobre mundo redimido pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e permanentemente renovado pelas Graças aplicadas no Santo Sacrifício da Missa.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 24 de Março de 2014

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