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O Complexo de Judas e a Crise da Fé

Bergoglio monofisita

O Complexo de Judas e a Crise da Fé

• À luz da profunda crise espiritual derivada de um verdadeiro «complexo de Judas», compreende-se que é possível trair Jesus Cristo e Sua Santa Igreja, como novo Judas, sem revelar nenhum aspecto degenerado, mas com a cara de quem age bem. Sob esta aparência, conseguem entregar a Palavra de Cristo para ser alterada, como ocorre oficialmente desde o nefasto Vaticano 2º.

Como se viu, a adaptação e alienação da Palavra divina é a traição religiosa de sempre, é o adultério na Fé, causa do processo da grande apostasia. Este curso remonta à alienação original geradora da segunda, que iria engendrar a do domínio da idéia humana sobre a divina com a ideologia do Povo eleito sobre a teologia do Verbo divino. Hoje, uma das razões dessa alienação traiçoeira parece ser o «derrotismo católico», do qual tratou Rafael Gambra ( ). Esta entrega e levou à «rendição» da Igreja, planeada peloa mações e Judeus, e subscrita pela complacência «católica». Muitos, como Judas, beijam Jesus para entregá-Lo aos inimigos. Será o sinal do fim dos tempos das nações?
Aqui vamos seguir um texto traduzido do escritor eclesiástico P. Malachi Martin, ex secretario do Cardeal Bea e grande conhecedor do Vaticano e de suas atividades internas e externas. Ele fala da grave traição clerical hodierna, tomando a mentalidade de Judas como paradigma de tudo o que engendra o processo interno de destruição da fé na Igreja da parte dos inovadores modernistas, como previra São Pio X.
Veremos que essa traição consiste basicamente em sobrepor os próprios planos, no caso os acordos de Judas, aos desígnios divinos de conversão ao Evangelho de Jesus.
Isto vale para os clérigos atuais, convictos de atuarem como novos salvadores!

O COMPLEXO DE JUDAS, segundo o P. Malachi Martin

“Judas Iscariotes será eternamente conhecido como o homem que entregou Jesus aos seus inimigos. Pelo menos em vinte idiomas seu nome é sinônimo de ‘traidor’. Entretanto, não há motivos para supor que, quando ele foi chamado por Jesus para ser um dos seus mais próximos amigos – um dos primeiros apóstolos- Judas já estivesse pronto para a traição, que tivesse menos entusiasmo em sua devoção a Jesus, que fosse menos merecedor desse chamado, ou que estivesse menos decidido que os outros onze escolhidos a segui-Lo até o fim. Tampouco podemos supor que Jesus não concedeu a Judas as mesmas graças especiais que conferiu aos demais. Hoje, de maneira similar, com a óbvia e grosseira traição a Igreja Católica Romana ocorrida em uma escala alarmantemente ampla por parte de bispos, prelados e sacerdotes da Igreja, não há nenhuma razão para se supor que quaisquer bispos, prelados ou sacerdotes em particular, culpáveis dessa traição, começaram com menor boa intenção, ou menor devoção à Igreja daqueles que não traíram sua vocação. Tampouco, podemos supor que os que agora estão entregues à traição lhes tenha sido negado as graças divinas que são sumariamente necessárias para o exercício meritório de seus deveres eclesiásticos. Judas deve ter parti-cipado plenamente do carisma de um Apóstolo, um pastor, prefigurando deste modo (como o faziam os outros doze) ao que chamamos hoje bispos da Igreja. Vivendo com Jesus dia e noite, viajando com ele, escutando suas palavras e vendo suas ações, colaborando com Ele em seu trabalho, enviado por Ele com um mandato para pregar o reino de Deus, para curar aos enfermos, exorcizar demônios, exercer sua autoridade, confiar nas armas espirituais e nos meios sobrenaturais, Judas não pode ter começado sendo mais mundano, mais covarde, menos iluminado que os demais membros desse grupo especial.
“Mas desse grupo seleto que Jesus instruiu, Judas, e somente ele, rompeu a unidade do grupo. Somente ele traiu Jesus. Somente ele se apresentou como o anti-herói entre esses doze homens e as poucas centenas de discípulos e seguidores os quais, com Jesus, eram participantes ativos no tenso drama da salvação, na qual Jesus, como herói, desempenhou o eterno plano de Deus desde seu nascimento até o clímax na crucifixão (da qual Judas foi diretamente responsável) e da ressurreição que, no fim, Judas decidiu não aceitar ou tomar parte. Mas Judas não era um dissidente. Não tinha intenção de romper a unidade do grupo nem de arruinar a Jesus e aos doze. Judas era uma figura clássica: o anti-herói que insistiu em pôr em prática o seu próprio plano para Jesus e os outros (plano no qual, certamente, ele desempenharia um papel importante e vantajoso). Pensou que poderia reconciliar Jesus com seus inimigos. Imaginou que poderia, mediante uma negociação decente, assegurar o êxito de Jesus no mundo ao celebrar um acordo com os líderes do mundo.
“Os mesmos, considerando o decorrer dos fatos sobre a Igreja, podem ser aplicados aos bispos, prelados e seus assistentes na Igreja de hoje: foram chamados para viver intimamente com Jesus através da plenitude do Seu sacerdócio, conferida pela sagração episcopal, para exercer a Sua autoridade espiritual; e, confiando no poder e na graça do Seu Espírito, para serem pastores de almas, curando, exorcizando, pregando, reconciliando; para seguir o plano de salvação que Jesus indicou claramente quando estabeleceu Pedro como chefe da Sua Igreja e como Seu representante pessoal no ‘único e verdadeiro redil’ no qual seu pode assegurar efetivamente a verdadeira salvação das almas individuais.
Mas em uma forma estranhamente reminiscente do erro que Judas cometeu, alguns bispos, prelados e assistentes estabeleceram uma anti-Igreja dentro da Igreja. Não querem deixar a Igreja. Não pretendem ser dissidentes. Não pretendem nem romper a unidade nem cancelar a Igreja, mas alterar (sua consciência) de acordo com seu próprio plano; tornou-se de secundária importância para suas mentes que seu plano seja irreconciliável com o plano de Deus, com o que foi ensinado através do sucessor de Pedro e de sua autoridade. Porque, com a mesma miopia espiritual de Judas, já não crêem na doutrina católica do magistério papal, como o Traidor já não acreditava que Jesus fosse Deus. Estão convencidos que podem reconciliar essa Igreja e os seus inimigos, através de uma ‘negociação decente’, que realmente compreendem o que está acontecendo e que podem assegurar o êxito da Igreja de Cristo celebrando um acordo com os líderes deste mundo. Mas em sua fiel criação de uma anti-Igreja dentro da Igreja – desde a chancelaria do Vaticano até o nível da vida paroquial – conseguiram romper a unidade da Igreja, acabando, assim, com a, outrora florescente, união dos bispos com o Romano Pontífice, e debilitando gravemente a organização institucional católica romana por inteiro.
“A gravidade deste erro e sua semelhante quase aborrecida e repetitiva com o erro de Judas – em outras palavras, a síndrome de Judas dos eclesiásticos modernos – se torna muito evidente quando se examina a conduta do traidor. Judas traiu Jesus, mas é importante notar as ‘boas’ intenções com as quais começou a seguir o caminho tortuoso que terminou no Campo de Sangue, onde morreu sufocado pelo laço ao redor do seu pescoço e pelo cruel desentranhar de seu ventre…
«Era um de nós» disse Pedro. Todavia, guiou o bando que prendeu Jesus. E agora recebeu o que merecia… um campo salpicado com suas entranhas, e seu próprio tormento específico no fogo do inferno’. Não há menção de perdão, nem sequer um rastro de pesar. Talvez se deva ao fato de que Judas havia cometido o único pedado que Jesus disse que era imperdoável, o pecado contra o Espírito Santo.
“Cada vez que os choques intermitentes com as autoridades Hierosolimitas alargavam mais profundamente o abismo entre Jesus e o poder político de Israel – concentrado então no conselho de Estado, o Sinédrio – o sentimento de desilusão se tornava mais profundo em Judas. Vale assinalar que em qualquer momento Judas poderia ter deixado Jesus e ‘não caminhar mais com Ele’, como sem dúvida fizeram muitos. Mas não, Judas queria ficar. Acreditava, a seu modo, em seu grupo e em seus ideiais. Queria somente que Jesus e os demais se «conciliassem» com as realidades políticas e sociais, que seguissem seu plano, não o de Jesus… O Evangelho diz: ‘Satanás entrou em seu coração’… E Judas pôde, sem nenhum escrúpulo e sempre completamente persuadido de que seu plano era o bom, ir buscar as autoridades do Templo, seus ‘contatos de alto nível’, e apontar-lhes onde Jesus estaria numa certa hora, e identificá-lo ante a força armada enviada para capturá-Lo… Tudo isso, assim como o resultado final: a morte de Jesus. Todo este mal sacrílego para além do que se pode humanamente expressar, foi uma conseqüência direta desse complexo de Judas. Enquanto o resultado último da decisão de Judas foi a traição e a falsidade, seu pecado específico foi a negociação, o compromisso que lhe parecera sábio e prudente… com as autoridades judaicas para satisfazer as necessidades e questões de homens, que, depois de tudo, estariam em posição de saber tratar da causa nacional e da continuidade do judaísmo. Seriam, afinal, os conservadores da Chama.
“Na mente prática e mundana de Judas, Jesus e sua doutrina devem ter sido classificados como completamente inadequados ao consenso social e à mentalidade política de seus dias. Realmente, eram tanto inadequados como inaceitáveis. Inaceitáveis ao ponto de incitar seus adversários a perpetrar um assassinato político. Tratar-se-ia, além de tudo, de uma questão de segurança de estado e de sobrevivência nacional.
“Eis, então, a essência do complexo de Judas: a negociação sobre princípios básicos para adaptar-se aos modos de pensamento e conduta que o mundo considera como necessários para seus interesses vitais. Judas foi persuadido por seus tentadores e corruptores que tudo o que representava Jesus, o princípio de Seu grupo apostólico, sua existência física, sua autoridade, seu ensinamento, tudo tinha que ser modificado por meio de um compromisso honroso e sensato.
“Isto nos proporciona uma norma segura pela qual podemos identificar aos membros da anti-Igreja que estão agora firmemente sentados dentro da organização institucional católica romana. Como os últimos vinte anos da história dessa organização estão cheios de acordos e más ações por parte dos eclesiásticos, devemos descobrir e identificar os mais importan-tes desses compromissos que podem ser justamente descritos como atos de autêntica prevaricação perpetrada nas altas funções eclesiásticas. Este ato fraudulento implica má fé e falsidade e o seu termo é utilizado também para descrever o abuso de um encargo de autoridade
“Segundo o dicionário, o ato de prevaricação é «ação não autorizada de um público oficial – feita aparentemente com a autoridade de seu cargo – mas diante da qual ele assumira o compromisso, ou juramento, de não cometer porque injustificável, incorreto e positivamente contrário à lei». (N.d.T.: – O autor para ressaltar a importância do caso da «prevaricação sacrílega» menciona o dicionário Webster para a definição do termo “malfeasance” (no caso também “misfeasance”) indica “prevaricação”, que, em vários dicionários enciclopédicos, è o delito de quem falta ao dever com abuso de poder do próprio cargo, para vantagem pessoal e ilícita.
“Um exame dos últimos vinte e cinco anos da história católica romana leva a conclusão de que a maior fraude nas altas funções eclesiásticas foi a tolerância e a propagação da confusão sobre os princípios chave entre a grande massa católica, sendo esta tolerância da confusão um resultado direto de uma dissidência tolerada dos teólogos e bispos católicos concernente a esses mesmos princípios chave. Porque tolerar a confusão é propagá-la. Um primeiro e fundamental dever de toda função eclesiástica e de toda responsabilidade eclesial anexa a todos os postos da Igreja é exatamente o ensinamento claro e inequívoco e a aplicação das regras básicas e princípios fundamentais que a Igreja sustenta e declara como fundamentais para a salvação eterna. Não pode haver negociação em nenhum destes pontos: ensinamentos e prática. Se os católicos romanos têm direitos na Igreja, têm o direito primário de receber esse ensinamento inequívoco e de estar sujeitos a sua aplicação direta sem ressalvas.
“Além disto, é relativamente fácil identificar as quatro áreas chave nas quais os eclesiásticos toleraram e propagado a maléfica confusão que afeta hoje os católicos romanos. Estas são: A Eucaristia, A unidade e verdade da Igreja Católica Romana, o Ofício Apostólico do Bispo de Roma e a Moralidade da atividade reprodutora humana.”
(Do livro “The Keys of This Blood” (Simon and Schuster, NY, 1990, pp. 661-676), Seu autor, Malachi Martin, deixou a Companhia de Jesus, onde dominava o padre general modernista, P. Janssens, considerado “inimigo da Fé” pelas razões expostas no seu livro “Os Jesuítas, a Companhia de Jesus e a traição da Igreja Católica” (Ed. Record, Rio de Janeiro, 1989).

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